Tag: proteção animal

  • Estatuto dos Cães e Gatos vira pauta no Senado

    Estatuto dos Cães e Gatos vira pauta no Senado

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve analisar nesta semana dois projetos que tratam da proteção e do bem-estar dos animais. Entre as propostas está a criação do Estatuto dos Cães e Gatos, que estabelece direitos e deveres relacionados à tutela, proteção e cuidado dos animais.

    O PL 6.191/2025 cria normas específicas para garantir o bem-estar desses animais e define responsabilidades para tutores, sociedade e poder público. Além disso, o texto prevê sanções para casos de maus-tratos e abandono.

    Além disso, a proposta também estabelece diretrizes para a criação de políticas públicas voltadas à proteção dos animais e ao combate à crueldade.

    Tema já havia sido debatido

    Em junho, o tema foi discutido em uma sessão temática no Plenário do Senado. Na ocasião, representantes da sociedade civil e do governo defenderam a criação do estatuto.

    Na CCJ, o projeto tem parecer favorável do relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES). Caso seja aprovado pela comissão, o texto seguirá para análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA) antes de chegar ao Plenário do Senado.

    Projeto aumenta pena para maus-tratos

    Além do Estatuto dos Cães e Gatos, a CCJ também deve analisar mudanças nas regras relacionadas aos crimes de maus-tratos contra animais.

    O PL 4.262/2025, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), propõe elevar a pena atualmente prevista para o crime. Pela legislação em vigor, maus-tratos contra animais podem resultar em detenção de três meses a um ano, além de multa.

    Com a proposta, a punição passaria para dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

    O texto abrange animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Também considera situações de abuso, tratamento cruel ou degradante, abandono e condições incompatíveis com a natureza do animal.

    A pena poderá ser ainda maior em circunstâncias consideradas agravantes. Entre elas estão casos que provoquem deformidades permanentes, envolvam fêmeas prenhes, animais idosos ou recém-nascidos, além de situações de abuso sexual, tortura ou divulgação das agressões nas redes sociais.

    O substitutivo apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF) também inclui novas condutas entre os crimes, como a negligência em relação aos cuidados básicos dos animais.

    Proibição de guarda e posse

    A proposta prevê ainda outras consequências para pessoas condenadas por maus-tratos. Entre elas está a possibilidade de proibição de guarda, posse ou propriedade de animais.

    O texto também estabelece restrições ao exercício de atividades profissionais que envolvam contato com animais.

    Caso a agressão resulte na morte do animal, a punição poderá ser aumentada de um terço à metade.

    Além disso, o projeto prevê medidas educativas e restaurativas, como a realização de serviços comunitários em entidades de proteção animal, abrigos e programas voltados ao bem-estar dos animais.

    As alterações propostas envolvem mudanças na Lei de Crimes Ambientais, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Política Nacional de Educação Ambiental.

    A proposta já passou pela Comissão de Meio Ambiente e tramita em conjunto com outros projetos relacionados ao combate à crueldade contra animais.

    Com dados de Agência Senado

  • Proibição do foie gras chega à mesa de Lula

    Proibição do foie gras chega à mesa de Lula

    O futuro do foie gras no Brasil está agora nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de concluir a tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei 90/2020 permaneceu mais de dois meses parado na Câmara dos Deputados antes de o presidente da Casa, Hugo Motta, enviá-lo para sanção presidencial. A proposta proíbe a produção e a comercialização do foie gras em todo o território nacional.

    O atraso coincidiu com uma ofensiva da indústria francesa do setor, que intensificou a pressão sobre o governo brasileiro para tentar barrar a proibição. Nas últimas semanas, representantes do setor produtivo e chefs franceses defenderam publicamente a manutenção da iguaria no mercado brasileiro. Organizações de proteção animal e a Associação Nacional de Advogados Animalistas (ANAA) acompanharam esse período com apreensão, embora não haja qualquer evidência de que a demora tenha relação direta com o lobby internacional.

    Agora, as entidades esperam que a Presidência conclua o processo legislativo iniciado há seis anos e sancione integralmente o texto aprovado pelo Congresso.

    “A Constituição Federal é clara ao vedar práticas cruéis contra os animais. O Congresso Nacional já cumpriu seu papel e aprovou o projeto após um amplo debate legislativo. Agora esperamos que o presidente Lula sancione a lei e coloque o Brasil ao lado dos países que já decidiram banir essa prática”, afirma Giseli Cheim, presidente da ANAA.

    “O importante é que essa etapa foi finalmente superada. Agora cabe exclusivamente à Presidência decidir se o Brasil continuará permitindo uma prática reconhecida mundialmente por causar sofrimento extremo aos animais ou se dará um passo histórico em favor do bem-estar animal”, completa Giseli.

    Seis anos de tramitação e 288 mil assinaturas

    O senador Eduardo Girão apresentou o Projeto de Lei 90/2020 há seis anos. Ao longo desse período, a proposta reuniu o apoio de centenas de organizações da sociedade civil e mais de 288 mil assinaturas favoráveis à proibição.

    “Esta é uma oportunidade histórica para que o Brasil reafirme seu compromisso com a proteção animal. Esperamos que o presidente sancione a proposta sem vetos”, diz Marina Lemes, gerente de Projetos da Animal Equality.

    Foie gras, Pineapple Chutney, Spiced Bread
    Foto: Bernine/Flickr

    Para Arthur Regis, especialista em Políticas Públicas da Sinergia Animal, a sanção representará o fim de uma das práticas mais cruéis ainda permitidas na produção de alimentos. “Cada dia em que o foie gras continua sendo produzido representa sofrimento para milhares de aves. Agora existe a oportunidade de colocar fim definitivo a essa realidade”, afirma.

    George Sturaro, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals, lembra que a proibição tem respaldo jurídico internacional. “A Organização Mundial do Comércio admite restrições comerciais quando fundamentadas na proteção da moral pública. Países como a Índia já adotaram medidas semelhantes sem sofrer qualquer retaliação comercial”, explica.

    Como funciona a produção do foie gras

    A produção do foie gras depende da gavagem, técnica que introduz à força grandes quantidades de alimento diretamente no esôfago de patos e gansos. O procedimento provoca hipertrofia patológica do fígado, justamente o órgão comercializado como iguaria, além de lesões, dificuldade respiratória e intenso estresse nos animais, segundo estudos científicos. O adoecimento não é um efeito colateral do processo: é o próprio objetivo dele. Por essa razão, diversos países já restringiram ou proibiram a produção.

    Para Arthur Regis, o debate expõe um conflito entre dois modelos de sociedade. “É preocupante que um projeto aprovado democraticamente continue enfrentando resistência por pressão de interesses econômicos, de uma nação estrangeira, ligados a um mercado de luxo. Nenhuma tradição pode servir como escudo para perpetuar práticas cuja crueldade é amplamente documentada, conforme já decidiu o STF. Quando o Estado decide limitar esse tipo de prática, ele não está atacando uma tradição, mas estabelecendo um limite ético e um novo patamar civilizatório para aquilo que pode ou não ser comercializado”, avalia o especialista.

    O peso econômico do lobby francês

    A própria indústria francesa reconhece que o Brasil representa cerca de €1 milhão anuais em importações de foie grãs. Um volume pequeno no contexto internacional, mas suficiente para mobilizar um lobby político expressivo. Defensores do setor argumentam que a proibição ameaçaria as relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, mas a dimensão econômica do produto contrasta com o tamanho da pressão exercida.

    Segundo Arthur Regis, o que está em jogo vai além do produto em si: se o Brasil confirmar que itens obtidos por crueldade deliberada não têm espaço no mercado nacional, o precedente pode levar outras cadeias produtivas a enfrentar questionamentos semelhantes.

    Gastronomia em transformação

    O setor gastronômico também vive uma mudança de postura. Critérios como sustentabilidade, rastreabilidade e bem-estar animal deixaram de ser diferenciais de nicho para se tornar parâmetros de excelência culinária. Chefs franceses respeitados no Brasil já se manifestaram publicamente a favor da proibição, reconhecendo que a alta gastronomia evoluiu e que determinados ingredientes não encontram mais respaldo ético no cardápio contemporâneo.

    Foto: Divulgação

    Na própria França, o debate sobre os impactos éticos da produção animal ganha força: restaurantes retiraram o foie gras do menu por iniciativa própria, hábitos de consumo mudaram e uma nova geração de chefs busca ingredientes alinhados a valores atuais. O que enfraquece o argumento de que proibir o produto representaria um ataque à cultura francesa.

    “As políticas alimentares do futuro não serão definidas pelo peso da tradição, e sim pela capacidade de conciliar ciência, ética e sustentabilidade. O debate sobre o foie gras demonstra que a sociedade já começou a questionar até onde estamos dispostos a aceitar sofrimento animal em nome de um luxo que deixou de fazer sentido”, conclui Arthur Regis.

    O Congresso Nacional já aprovou a proposta e a encaminhou à sanção presidencial. Agora, cabe ao Palácio do Planalto concluir o processo. Se sancionada sem vetos, a lei dará ao Brasil uma legislação específica para proibir uma prática associada a sofrimento animal deliberado em benefício de um produto de luxo — e colocará o país ao lado de nações que já baniram o método de produção.

  • Atriz de ‘Friends’ lança fundação global para proteger animais

    Atriz de ‘Friends’ lança fundação global para proteger animais

    A atriz Jennifer Aniston, conhecida mundialmente por interpretar Rachel na série Friends, anunciou a criação do The Clydeo Fund, uma fundação dedicada ao resgate, à reabilitação e à adoção de animais em situação de vulnerabilidade.

    A iniciativa também pretende apoiar organizações que atuam na linha de frente da proteção animal, financiando tratamentos veterinários, ações educativas e projetos voltados à guarda responsável.

    Projeto foi inspirado em um dos cães da atriz

    O nome da fundação é uma homenagem a Clyde, um dos cães resgatados por Jennifer Aniston.

    O animal também inspirou o livro infantil Clydeo Takes A Bite Out of Life, lançado pela atriz. Segundo Jennifer, sua experiência com animais adotados mostrou como a adoção pode transformar tanto a vida dos pets quanto a de seus tutores.

    Ela afirma que cada gesto de solidariedade pode fazer diferença para milhares de animais que aguardam uma nova oportunidade.

    https://www.instagram.com/p/DWwWPW9CGE_/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Jennifer Aniston incentiva participação da população

    Durante o lançamento da iniciativa, Jennifer Aniston destacou que a proteção animal depende da participação coletiva.

    Além das doações, a atriz incentiva o público a colaborar oferecendo lares temporários, adotando animais resgatados e apoiando instituições que trabalham diariamente com essa causa.

    Segundo ela, muitos abrigos enfrentam dificuldades financeiras e operam acima da capacidade, tornando o apoio da sociedade ainda mais importante.

    Fundação busca fortalecer a proteção animal

    Com o The Clydeo Fund, Jennifer Aniston amplia seu envolvimento com a causa animal ao criar uma iniciativa voltada ao financiamento de projetos de resgate, tratamento e adoção.

    A proposta é fortalecer organizações de proteção animal e estimular uma cultura de responsabilidade, respeito e cuidado com animais em situação de vulnerabilidade.

  • Miley Cyrus adota tartaruga gigante que vivia em abrigo americano

    Miley Cyrus adota tartaruga gigante que vivia em abrigo americano

    A cantora Miley Cyrus surpreendeu os fãs ao adotar uma tartaruga gigante de 20 anos, chamada Teru, que vivia sob os cuidados de um sistema de resgate nos Estados Unidos.

    A adoção inusitada mobilizou a ONG Wags and Walks, responsável por conectar o animal ao seu novo lar. Segundo a instituição, uma sequência de coincidências contribuiu para que o desejo da artista de ampliar sua família se tornasse realidade.

    Em uma publicação no Instagram, a ONG compartilhou um momento especial da adaptação de Teru. Na imagem divulgada, o réptil aparece confortavelmente instalado em sua nova casa enquanto recebe pedaços de pimentão amarelo diretamente das mãos da cantora.

    https://www.instagram.com/p/DYvFxi6Fd21/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Rede de apoio garantiu a adoção

    Embora a Wags and Walks seja reconhecida principalmente pelo trabalho de resgate de cães em situação de vulnerabilidade, a organização decidiu abrir uma exceção ao conhecer o interesse da artista pela adoção da tartaruga.

    Antes da adoção, Teru enfrentava a realidade dos abrigos públicos norte-americanos. Esse cenário é incomum para animais da espécie, mas reflete os desafios enfrentados por muitas instituições de acolhimento, especialmente em meio aos problemas de superlotação.

    Recentemente, a organização havia resgatado quase 30 cães de uma instalação lotada para evitar que os animais fossem submetidos à eutanásia.

    Mãe de pet

    Ao longo dos anos, Miley construiu uma reputação ligada ao bem-estar animal e sua casa se transformou em um verdadeiro refúgio. Atualmente, o espaço abriga diversos cães, gatos, cavalos e até porcos, todos acolhidos após passarem por situações de vulnerabilidade.

    Miley Cyrus posa com alguns de seus pets — Foto: Reprodução/Instagram

    Ao optar pela adoção de um animal de grande porte e longa expectativa de vida, em vez da compra, a cantora também utiliza sua visibilidade para incentivar práticas ligadas à proteção animal e à preservação das espécies.

     

  • Abril Laranja: mês alerta para crimes contra animais

    Abril Laranja: mês alerta para crimes contra animais

    O mês de abril ganhou um significado especial na luta pela proteção animal. Conhecido como Abril Laranja, o período concentra ações de conscientização e combate aos maus-tratos em todo o país.

    A campanha busca informar a população, incentivar denúncias e reforçar a importância do respeito aos animais. Além disso, destaca que cães, gatos e outros animais sentem dor e precisam de cuidados adequados.

    Campanha nasceu fora do Brasil

    O movimento surgiu em 2006, criado pela ASPCA, nos Estados Unidos.
    Desde então, a iniciativa se espalhou por diversos países, incluindo o Brasil, onde ganhou força com o apoio de instituições, órgãos públicos e entidades de proteção animal.

    Maus-tratos são crime

    No Brasil, a legislação avançou nos últimos anos.

    A Lei nº 14.064/2020 aumentou as punições para quem comete crueldade contra cães e gatos. Hoje, a pena pode chegar a até cinco anos de reclusão, além de multa e perda da guarda do animal.

    Além disso, especialistas reforçam que a punição busca não apenas penalizar, mas também prevenir novos casos.

    O que caracteriza maus-tratos

    A campanha também ajuda a esclarecer o que configura crime.

    Entre as situações mais comuns estão abandono, agressão física e negligência. Também entram na lista manter o animal sem água, alimento ou higiene adequada.

    Além disso, deixar o animal preso de forma contínua, exposto ao sol, à chuva ou em espaços muito pequenos também caracteriza maus-tratos.

    Denúncia é fundamental

    Outro ponto central do Abril Laranja é incentivar a população a denunciar.

    Casos suspeitos podem ser comunicados à Polícia Militar pelo 190 ou pelo Disque Denúncia, no número 181. Além disso, muitas cidades contam com delegacias especializadas.
    Na maioria dos casos, a denúncia pode ser feita de forma anônima, o que facilita a participação da população.

    Ações se espalham pelo país

    Durante o mês, diversas cidades promovem campanhas educativas, mutirões e ações de orientação.

    Além disso, instituições lançam materiais informativos para ajudar a população a identificar e combater situações de maus-tratos. Essas iniciativas fortalecem a rede de proteção animal e ampliam o alcance da campanha.

    Guarda responsável ganha destaque

    Mais do que denunciar, o Abril Laranja também reforça a importância da guarda responsável.

    Isso inclui oferecer alimentação adequada, cuidados veterinários e um ambiente seguro para o animal. Além disso, a convivência deve respeitar o bem-estar físico e emocional.
    Dessa forma, a campanha vai além da denúncia e busca promover uma mudança de comportamento na sociedade.