Tag: protagonismo feminino

  • Dia do Agricultor: protagonismo feminino redefine o agronegócio no país

    Dia do Agricultor: protagonismo feminino redefine o agronegócio no país

    No Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho, o agronegócio brasileiro destaca um movimento cada vez mais evidente: o avanço da liderança feminina no campo. Em 2026, a data ganha ainda mais relevância com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que amplia o debate sobre diversidade e inovação no setor.

    Dados do Censo Agropecuário do IBGE (2017) mostram que mulheres comandam cerca de 30 milhões de hectares no Brasil, o equivalente a 8,5% da área total de produção e 19% das propriedades rurais. Já levantamento mais recente do Cepea (USP) aponta que, em 2025, elas representavam aproximadamente 20% da força de trabalho no agro. Apesar de ainda serem minoria, mulheres ampliam sua presença em cargos estratégicos e fortalecem a tomada de decisão no setor.

    As trajetórias de Patricia Brunetta, no Mato Grosso, e Carla Nemitz, no Rio Grande do Sul, exemplificam como a atuação feminina contribui para um agronegócio mais eficiente, tecnológico e sustentável.

    Liderança no beneficiamento de sementes no Mato Grosso

    Engenheira agrônoma e produtora rural, Patricia Brunetta atua em um dos elos mais estratégicos da cadeia do algodão: o beneficiamento de sementes. Ela lidera operações responsáveis por cerca de 60% das sementes de algodão do mercado brasileiro e gerencia a qualidade no Grupo Itaquerê, em Primavera do Leste (MT).

    Engenheira agrônoma e produtora rural Patricia Brunetta

    Patricia construiu sua trajetória com base em conhecimento técnico, gestão de pessoas e foco em qualidade. O contato com a agricultura começou ainda na infância, influenciado pelo pai. Desde 1999, ela atua diretamente com a cultura do algodão e hoje conecta ciência, tecnologia e produção no campo.

    Gestão com dados e sucessão familiar no Sul

    No município de Manoel Viana (RS), Carla Nemitz lidera a produção de soja, arroz e milho em cinco fazendas. Representante da terceira geração da família no campo, ela conduz a operação com foco em tecnologia, análise de dados e gestão eficiente.

    Carla Nemitz

    Carla defende que decisões no agro precisam se basear em informação. Segundo ela, os dados se tornaram o principal insumo da gestão rural moderna. Além disso, destaca o papel da sucessão familiar, com a participação ativa de suas duas filhas na rotina da propriedade.

    A produtora também reforça a importância do diálogo entre agricultores e indústria como fator-chave para o desenvolvimento do setor e construção de um legado sustentável.

    Do campo ao corporativo: liderança que conecta a cadeia

    O protagonismo feminino no agro também se estende para além das fazendas. Graciela Mognol, diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura, cresceu no interior do Rio Grande do Sul, em uma família de agricultores, e levou essa experiência para o ambiente corporativo.

    Para ela, a diversidade de lideranças fortalece a inovação e a competitividade do agronegócio. A integração entre conhecimento de campo e estratégias de mercado impulsiona soluções mais eficientes em toda a cadeia produtiva.

    Graciela destaca que o setor está mais aberto a diferentes perfis profissionais e que as mulheres desempenham papel fundamental na ampliação dessa diversidade. Segundo a executiva, a colaboração entre diferentes visões favorece o desenvolvimento de um agro mais produtivo, tecnológico e sustentável.

  • Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    As produtoras rurais interessadas em participar da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro ganharam mais tempo para efetuar a inscrição. A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ampliaram o prazo para a categoria Produtora Rural até 17 de junho. A iniciativa reconhece mulheres que lideram propriedades rurais e desenvolvem ações voltadas à gestão, à inovação e às boas práticas agrícolas.

    A premiação contempla propriedades de pequeno, médio e grande porte. As candidatas podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do site oficial do prêmio. O objetivo é destacar trajetórias que fortalecem o agronegócio e ampliam a participação feminina em posições de liderança no campo.

    Sustentabilidade e gestão estão entre os critérios

    Para concorrer, as participantes precisam demonstrar resultados alinhados aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. Além disso, devem apresentar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da atividade agropecuária dentro e fora da propriedade.

    Uma banca formada por especialistas de instituições públicas e privadas do setor agropecuário analisará as inscrições. Dessa forma, a avaliação considerará aspectos relacionados à gestão do negócio, à responsabilidade socioambiental e à capacidade de gerar impactos positivos nas comunidades envolvidas.

    Ao longo dos anos, o Prêmio Mulheres do Agro consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da liderança feminina no setor. Por isso, a premiação reúne histórias de produtoras que investem em inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis.

    Iniciativa busca ampliar protagonismo feminino

    O reconhecimento também incentiva a troca de experiências entre mulheres que atuam no agronegócio. Além disso, fortalece a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro das propriedades rurais e das cadeias produtivas.

    Segundo os organizadores, o prêmio procura dar visibilidade a produtoras que desempenham papel relevante na condução dos negócios rurais. Ao mesmo tempo, busca estimular modelos de gestão que conciliem produtividade, responsabilidade social e preservação ambiental.

    Vencedoras serão conhecidas em agosto

    A organização anunciará as vencedoras durante uma cerimônia programada para agosto de 2026, na cidade de São Paulo. O evento fará parte das comemorações pelos 130 anos de atuação da Bayer no Brasil.

    A empresa atua nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor. Atualmente, mantém investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. Já a Abag reúne representantes de diferentes elos da cadeia produtiva e trabalha para fortalecer o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

    Com a prorrogação do prazo, as produtoras interessadas poderão reunir a documentação necessária com mais tranquilidade. Assim, a expectativa é ampliar o número de participantes e incentivar ainda mais o protagonismo feminino no campo.

  • 4ª edição do Mulheres do Agro tem foco no protagonismo feminino no campo

    4ª edição do Mulheres do Agro tem foco no protagonismo feminino no campo

    Curvelo recebe, nesta quinta-feira (14/5), a 4ª edição do Mulheres do Agro, evento que reúne produtoras rurais, lideranças regionais e representantes de instituições do agronegócio. A organização espera cerca de 300 participantes no Tattersall Mário Ermírio de Moraes, no Parque de Exposições de Curvelo, na região Central de Minas Gerais. A programação começa às 8h e integra a 81ª Expo Curvelo.

    A Emater-MG participa do evento com estande próprio e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), reforçando o circuito mineiro de inovação no agronegócio. “A quarta edição do Mulheres do Agro é um encontro construído a várias mãos, com o objetivo de promover a valorização e a autonomia da mulher no Coração do Estado”, afirma o gerente regional Virginio Alves Pereira Neto.

    A programação inclui palestras de Simone Roncada e Andrea Sayar, que compartilham experiências e reflexões sobre o protagonismo feminino no setor agropecuário.

    A Associação Mineira dos Criadores de Zebu (AMCZ) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Curvelo realizam o evento em parceria com entidades do agronegócio. Desde 2023, a iniciativa valoriza, inspira e fortalece mulheres do campo, contribuindo também para o desenvolvimento das comunidades rurais.

    As inscrições são gratuitas e estão disponíveis pelo link de cadastro.

  • Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Estão abertas até 30 de abril as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. O público pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa. Os projetos precisam demonstrar inovação no campo, além de impacto em desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão. As indicações ocorrem no site oficial e abrangem profissionais de todo o país.

    A premiação reconhece a atuação feminina na produção de conhecimento aplicado ao agronegócio. Além disso, valoriza iniciativas que geram avanços técnicos e sociais. Por isso, o prêmio amplia a visibilidade de pesquisadoras que contribuem para o desenvolvimento do setor.

    Depois da fase inicial, a organização inicia a etapa de confirmação. Nesse momento, as pesquisadoras indicadas precisam validar a participação e seguir as orientações estabelecidas. Em seguida, cada candidata apresenta sua trajetória e detalha os projetos desenvolvidos.

    Na próxima etapa, especialistas analisam os perfis das participantes. A banca considera critérios como relevância, inovação e impacto das iniciativas. Como resultado, as três melhores avaliadas avançam para a fase final. Nessa etapa, o público define a vencedora por meio de votação.

    Premiação será realizada em São Paulo

    A organização anunciará a vencedora no segundo semestre deste ano, em São Paulo. A Bayer promove o evento em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). As duas instituições criaram o prêmio e mantêm sua realização desde a primeira edição.

    Além disso, a premiação integra as ações comemorativas pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Ao longo desse período, a empresa consolidou atuação nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor.

    Iniciativa reforça inovação e diversidade

    O Prêmio Mulheres do Agro possui alcance nacional e destaca projetos que conectam ciência e produção rural. Dessa forma, o reconhecimento incentiva soluções inovadoras e fortalece a presença feminina no setor.

    Ao mesmo tempo, a Bayer desenvolve soluções voltadas à saúde e à segurança alimentar. A empresa atua em mais de 80 países e investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. Assim, busca ampliar a produtividade, preservar recursos naturais e melhorar o acesso à saúde.

  • Alagoas lança projeto para fortalecer o protagonismo feminino no campo

    Alagoas lança projeto para fortalecer o protagonismo feminino no campo

    Com o objetivo de valorizar o protagonismo feminino no campo e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) lançou o projeto “Mulheres: Raízes da Resistência”. A iniciativa integra a Política Estadual Alagoas Lilás e busca promover igualdade, garantir direitos e incentivar a liderança das trabalhadoras rurais.

    O lançamento contou com a presença do vice-governador Ronaldo Lessa, do secretário Marcelo Melo, além de representantes de movimentos sociais e lideranças femininas do campo. O projeto percorrerá municípios alagoanos com campanhas educativas, rodas de conversa e ações de conscientização sobre direitos, serviços públicos e igualdade de gênero.

    Durante a cerimônia, Marcelo Melo destacou dados do IBGE que apontam o avanço da presença feminina na agricultura. 25% dos estabelecimentos agropecuários de Alagoas são liderados por mulheres, acima da média nacional de 19%. O secretário, no entanto, alertou para os desafios ainda existentes. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, 80% das mulheres rurais já presenciaram ou vivenciaram algum tipo de violência.

    “Quem produz e sustenta o campo não pode continuar enfrentando desigualdade e violência. Este projeto representa um compromisso permanente com as mulheres que movimentam a economia rural de Alagoas”, afirmou Melo.

    Importância de políticas públicas

    O vice-governador Ronaldo Lessa reforçou a importância de políticas públicas voltadas para inclusão produtiva e equidade de gênero. Segundo ele, a economia solidária tem sido protagonizada por mulheres:

    “Elas lideram cooperativas e fortalecem a organização social do campo. Nosso papel é garantir condições para que essa produção continue transformando vidas”, disse Lessa.

    A presidente do Fórum de Combate à Violência Contra a Mulher do Campo, Maria Rita Rosa dos Santos, considerou o lançamento uma conquista histórica para o reconhecimento das trabalhadoras rurais.

    O evento também marcou a criação da premiação “Mulheres: Raízes da Resistência”, que homenageia mulheres com trajetória de liderança e transformação social no campo. Entre as homenageadas estão Inês Santos da Silva, dirigente sindical em Teotônio Vilela; o Grupo Mulheres do Dom, coletivo que atua desde 2007 na promoção do empoderamento feminino; e Daiana Oliveira, militante da reforma agrária e da agroecologia.

    Outras mulheres homenageadas incluem Raquel Braz do Nascimento, primeira presidente mulher do Sindicato Rural de Branquinha; Ivonete Fernandes, agricultora familiar e líder sindical em Arapiraca; Jakeline Maria dos Santos, agrônoma e empreendedora rural; Margarida Maria da Silva, assentada da reforma agrária; Helena Maria dos Santos Alve, presidente de associação em Junqueiro; Maria José Alves, referência no cooperativismo em Alagoas; e Maria das Dores de Oliveira Cavalcante, produtora cultural e liderança comunitária em União dos Palmares.

    Com o projeto “Mulheres: Raízes da Resistência”, o governo de Alagoas reafirma o compromisso de tornar a igualdade de gênero no campo uma política permanente, fortalecendo o papel das mulheres na agricultura familiar e na construção de um meio rural mais justo e sustentável.

  • Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    A presença feminina no agronegócio cresce com ritmo acelerado. Uma pesquisa conduzida pela Quiddity, em parceria com a Bayer, revelou que 93% dos entrevistados reconhecem o aumento da influência das mulheres no setor rural. O levantamento foi apresentado em São Paulo por Rebeca Gharibian, Managing Director Quiddity, Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer e Marina Menin, Diretora do Negócio de
    Carbono da Bayer para América Latina que destacaram o avanço em liderança, inovação e sustentabilidade.

    O estudo ouviu 90 produtores rurais, metade deles mulheres, de várias regiões do país. Apesar do progresso, 39% ainda percebem resistência à liderança feminina no agro. As produtoras se destacam em marketing (70%), gestão administrativa (74%) e liderança (68%). No entanto, a presença masculina continua maior na atuação direta no campo.

    Além disso, 82% dos participantes acreditam que homens e mulheres têm olhares complementares, o que reforça a importância da diversidade na gestão das propriedades.

    Sustentabilidade e inovação fortalecem o agro

    As mulheres no agronegócio impulsionam a sustentabilidade com ações práticas. Quase 9 em cada 10 produtoras fazem rotação de culturas (89%), e 87% preservam áreas nativas e mananciais. Outras práticas incluem plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

    Entre as inovações desejadas estão softwares de gestão (33%), energia renovável (27%), drones de precisão (22%) e ações para compensar emissões de carbono (24%). Além disso, 93% afirmam que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, mostrando a maturidade da gestão feminina.

    As principais motivações incluem preservar o meio ambiente (82%), melhorar a produtividade (76%) e garantir um futuro melhor (76%). Por outro lado, 64% percebem redução de custos e 33% apontam facilidade no acesso a crédito e certificações.

    Em resumo, as mulheres estão conectando eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, transformando o campo em um espaço mais equilibrado.

    Pesquisa foi apresentada durante coletiva de imprensa em São Paulo. Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Capacitação constante e redes de apoio fortalecem produtoras

    O estudo também destacou o perfil de aprendizado contínuo entre as mulheres do agronegócio. Mais de 96% afirmam buscar capacitação regularmente, e 51% realizam cursos sempre que possível.

    Os temas mais procurados envolvem sustentabilidade (76%), inovação e novas tecnologias (64%), melhoria da produção (56%), liderança e gestão de pessoas (53%) e finanças rurais (51%). Além disso, elas participam de forma ativa em eventos, palestras e grupos técnicos.

    Entre os principais motivos para investir em capacitação estão melhorar o dia a dia na propriedade (78%), trazer novas ideias (73%) e argumentar com mais segurança nas decisões (62%). Por isso, o estudo confirma que o conhecimento é ferramenta de empoderamento e competitividade.

    A troca entre mulheres também é fundamental. Cerca de 89% valorizam as redes femininas como espaços de inspiração e crescimento. Para ampliar a presença no setor, 78% pedem mais visibilidade ao trabalho feminino, 69% querem mais mulheres em associações e 60% defendem mais voz nas decisões.

    A Bayer foi apontada por 76% das entrevistadas como a principal apoiadora das mulheres do agro, com programas de formação e sustentabilidade.

    Um novo olhar sobre o campo brasileiro

    O levantamento mostra que as mulheres no agronegócio estão mudando a forma de produzir, gerir e inovar. Elas unem sustentabilidade, tecnologia e colaboração, gerando impacto real na economia rural.

    Por isso, o agro brasileiro se transforma em um ambiente mais diverso, produtivo e humano. A presença feminina, antes secundária, agora é força de liderança e símbolo de renovação no campo.

  • Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Um passo firme no campo, outro na gestão moderna e um olhar atento ao futuro: assim caminha o protagonismo feminino na produção de leite no Brasil. Em um cenário de alta capilaridade – presente em 98% dos municípios do país – o setor lácteo ganha cada vez mais força com a atuação de mulheres que aliam tecnologia, sustentabilidade e impacto social em suas propriedades.

    Três exemplos dessa transformação são Alessandra Barth, Lisiane Rocha Czech e Maria Lúcia Bessa, premiadas no Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio). Cada uma, em sua realidade, rompeu barreiras e tornou sua fazenda um modelo de equilíbrio entre produtividade e responsabilidade ambiental.

    Gestão, tecnologia e bem-estar animal

    Alessandra Barth, 3º lugar na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023 – Foto: Arquivo Pessoal

    Ex-professora, Alessandra Barth assumiu o Sítio São Jorge, em Ipiranga (PR), em 2021. Terceira colocada na categoria pequena propriedade em 2023, ela implantou um modelo de gestão baseada em dados, com software zootécnico e financeiro, inseminação artificial e uso de colares inteligentes para monitoramento do rebanho. A fazenda também adota energia solar e reaproveitamento de dejetos como adubo, resultando em economia de até 90% nas contas de energia.

    Além da eficiência, o bem-estar animal é prioridade. “Uma vaca que não está bem e não está confortável, não produz”, resume Alessandra. O reconhecimento do prêmio, segundo ela, mostrou que o caminho da inovação e da sensibilidade pode – e deve – caminhar junto no campo.

    Lisiane Rocha Czech, 3º lugar na categoria grande propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024, faz palestra para produtoras do Paraná e da Alemanha – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria grande propriedade, quem brilhou foi Lisiane Rocha Czech, da Fazendinha Sofia, em Teixeira Soares (PR). Desde 1992 à frente do negócio, ela modernizou a propriedade de 182 hectares, que hoje abriga 402 animais de alto rendimento. A adoção de energia fotovoltaica, plantio direto, logística reversa e manejo sustentável consolidou sua posição como referência.

    Para Lisiane, o prêmio abriu novas possibilidades de troca de experiências. Em março, ela reuniu mais de 200 mulheres em um dia de campo, inclusive produtoras rurais vindas da Alemanha. “A atividade leiteira é intensa, cheia de detalhes. E é isso que me motiva: os desafios constantes”, afirma.

    Modelo de agricultura regenerativa no Centro-Oeste

    Maria Lúcia Bessa – 2º lugar na categoria média propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024 – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria média propriedade, a 2ª colocação foi para Maria Lúcia Bessa, da Fazenda São Tomaz, em Rio Verde (GO). Autodidata, ela transformou a fazenda em um laboratório vivo de agricultura regenerativa, com recuperação de nascentes, pastagem rotacionada e uso de energia solar. A propriedade alia produtividade com redução do impacto ambiental. “Equilibrar inovação com respeito ao meio ambiente é o que guia nosso trabalho”, afirma.

    Nestlé fortalece apoio às mulheres do agro

    Para 2025, o Prêmio Mulheres do Agro conta com uma nova apoiadora institucional: a Nestlé Brasil. A empresa já investe no protagonismo feminino com o programa Força da Moça, além de promover práticas sustentáveis no leite por meio do Nature por Ninho. A parceria com a premiação visa ampliar a participação de mulheres no setor e fortalecer pilares ESG (ambiental, social e de governança).

    “Acreditamos que fortalecer o papel da mulher no campo é essencial para o avanço do agronegócio”, afirma Bárbara Sollero, Head de Agricultura Regenerativa da Nestlé. Priscila Araújo, da Bayer, complementa: “Unimos forças por um futuro mais equitativo e sustentável”.

    As inscrições para a edição de 2025 estão abertas até 31 de julho, no site oficial do prêmio.

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  • Governo de Rondônia fortalece protagonismo feminino

    Governo de Rondônia fortalece protagonismo feminino

    A Comunidade Quilombola do Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques, sediou em 20 de maio o 1º Encontro das Mulheres Tradicionais. O evento reuniu mulheres quilombolas, indígenas, ribeirinhas e camponesas para promover diálogo, valorização cultural e empoderamento feminino. A sede da Associação Quilombola do Forte Príncipe da Beira (Asqforte) recebeu palestras que destacaram direitos previdenciários e saúde preventiva para mulheres.

    O Governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), organizou o encontro com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da Prefeitura de Costa Marques. A iniciativa levou informação e orientação de forma acessível, contribuindo para a autonomia e conscientização dos direitos das mulheres do campo.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a importância da participação ativa das mulheres nesses eventos, que valorizam o papel feminino na preservação cultural e na sustentabilidade das comunidades locais. “Eventos como este mostram que promovemos inclusão, conhecimento e autonomia para quem tem papel essencial na história e no futuro do nosso estado”, afirmou.

    Impacto positivo da iniciativa

    Jaqueline Rosa, gerente regional da Emater-RO no Vale do Guaporé, destacou o impacto positivo da iniciativa para as mulheres tradicionais. “Este encontro marca a trajetória das mulheres da região, protagonistas no desenvolvimento sustentável e na preservação cultural de seus territórios”, declarou.

    Luciano Brandão, diretor-presidente da Emater-RO, reforçou a importância da assistência técnica e extensão rural na transformação social. “A Emater-RO leva conhecimento, direitos e dignidade para quem mais precisa. O sucesso deste encontro reflete nosso compromisso com o fortalecimento das comunidades e o desenvolvimento das pessoas do campo”, enfatizou.

    O Encontro das Mulheres Tradicionais em Costa Marques tornou-se um marco de reconhecimento, escuta e fortalecimento da luta feminina em Rondônia, destacando o papel essencial das mulheres tradicionais no presente e no futuro do estado.

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  • Mulheres lideram a transformação da gestão de águas nas bacias hidrográficas da Bahia

    Mulheres lideram a transformação da gestão de águas nas bacias hidrográficas da Bahia

    Em um marco para a gestão de recursos hídricos, a Bahia celebra o crescente protagonismo feminino nos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs). Atualmente, 7 dos 14 CBHs do estado são liderados por mulheres, refletindo um avanço significativo na representatividade e na governança das águas.

    O aumento da participação feminina na liderança dos CBHs acompanha uma tendência nacional de crescimento da presença das mulheres em espaços de decisão. No Brasil, as mulheres ocupam 38% dos cargos de liderança, embora esse número caia para 28% na alta gestão3. Na Bahia, o empreendedorismo feminino representa 45% das instituições formalizadas, indicando avanços e desafios a serem superados.

    Lucélia Berbert lidera no CBH Leste uma diretoria formada exclusivamente por mulheres e enfatiza a importância de garantir transparência e comprometimento no cumprimento das decisões do Comitê. Já Lia Dognani, do CBH Grande, atribui sua liderança à competência e busca fortalecer a participação dos membros, além de ampliar o conhecimento sobre a bacia.

    Primeira mulher indígena a integrar a diretoria

    A eleição de Luciana Kiriri como 2ª secretária do CBH Grande representa um marco, sendo a primeira mulher indígena a integrar a diretoria. Ela enfatiza a importância de aproximar o Comitê das comunidades tradicionais, buscando integrar diferentes realidades e promover o diálogo.

    Ana Odália Sena, presidente do CBHPIJ e coordenadora do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas, reconhece os desafios enfrentados para fortalecer os Comitês, como a implementação dos instrumentos de gestão e a ausência de cobrança pelo uso da água no estado. Apesar disso, ela destaca o papel central das mulheres no gerenciamento e conservação da água, desde o âmbito doméstico até a gestão pública.

    O protagonismo feminino nos CBHs baianos impulsiona uma gestão hídrica mais inclusiva, eficiente e inovadora. Ao ocupar cargos de liderança com competência e comprometimento, essas mulheres promovem a integração das comunidades, o fortalecimento da participação social e a conscientização ambiental. Portanto, contribuindo para a sustentabilidade das bacias hidrográficas da Bahia.

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