Tag: Própolis

  • Conheça a abelha que produz mel vermelho

    Conheça a abelha que produz mel vermelho

    A abelha uruçu-nordestina vem chamando atenção por um detalhe que foge do comum: o mel avermelhado. A cor, que circulou nas redes sociais e despertou curiosidade, não aparece por acaso. Ela está ligada a uma combinação de fatores naturais que envolve a espécie, o ambiente e as plantas visitadas pelas abelhas.

    Um grupo essencial para os ecossistemas

    Essa espécie pertence ao grupo das abelhas sem ferrão, tão importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. No Brasil, esse conjunto reúne mais de 250 espécies nativas e desempenha um papel essencial na polinização de culturas agrícolas e plantas silvestres. Além disso, também é responsável por produzir méis com características bem diferentes entre si.

    Onde vive a uruçu-nordestina

    A uruçu-nordestina, conhecida cientificamente como Melipona scutellaris, aparece em estados do Nordeste, como Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará. Por isso, sua presença fica mais restrita a essas regiões, onde o clima e a vegetação ajudam a explicar parte da identidade da espécie.

    O que muita gente chama de mel vermelho, no entanto, também passa pela forma como a colmeia é construída. Segundo especialistas, as abelhas sem ferrão não usam apenas cera pura, como ocorre com algumas outras espécies. Elas produzem uma mistura chamada cerume, formada por cera e resinas vegetais coletadas no ambiente.

    Como a vegetação influencia a cor?

    Essa combinação muda bastante o aspecto das estruturas internas da colmeia. O cerume é usado para formar potes de armazenamento de mel, além de abrigar áreas de criação das larvas. Como as resinas variam conforme a vegetação disponível, a cor final também pode mudar.

    A tonalidade avermelhada aparece com mais frequência em áreas próximas a manguezais e restingas. Nesses locais, as abelhas visitam plantas específicas e coletam resinas que puxam essa coloração para o material da colmeia. Assim, o tom do mel ou do cerume acaba refletindo, em parte, o ambiente em que a abelha vive.

    Além disso, pesquisadores apontam uma relação direta entre essa coloração e a chamada própolis vermelha, outro produto natural bastante valorizado. Como ambos dependem da resina coletada nas plantas, a cor acaba funcionando quase como uma assinatura do território visitado pelas abelhas.

    Um sinal da biodiversidade local

    No fundo, o caso da uruçu-nordestina ajuda a mostrar como a natureza trabalha com detalhes que nem sempre passam despercebidos por quem observa com atenção. Um mel vermelho não é apenas uma curiosidade visual. Ele também revela a ligação entre biodiversidade, vegetação e os recursos que cada região oferece.

    Por outro lado, o interesse crescente por esse tipo de abelha reforça a importância da meliponicultura e da conservação das espécies nativas. Quando uma abelha sem ferrão ganha visibilidade, também ganha espaço a discussão sobre preservação, manejo adequado e valor ambiental.

    Muito além de uma curiosidade viral

    A uruçu-nordestina, portanto, chama atenção não só pelo mel raro, mas também pelo papel que desempenha na natureza. E é justamente essa mistura de beleza, função ecológica e particularidade local que explica por que ela voltou a viralizar.

  • Apicultura: pecuarista mineiro transforma curiosidade em negócio

    Apicultura: pecuarista mineiro transforma curiosidade em negócio

    Osmério Fernandes Moreira trabalha há 30 anos com pecuária e agricultura em Guapé, no Sul de Minas Gerais. Há cinco anos, uma conversa casual com um hóspede transformou sua rotina e abriu portas para um novo mercado: a apicultura.

    Agricultor Osmério Fernandes, ao centro. Foto: Arquivo Pessoal

    “Aluguei meu rancho para três casais. Um dos rapazes me falou que aqui na região seria ideal para a criação de abelhas. Acatei a ideia por curiosidade e daí em diante fui montando os apiários e continuo até hoje”, conta o produtor.

    O agricultor iniciou a atividade com apenas uma colmeia. Atualmente, gerencia mais de 100 colmeias distribuídas entre Capitólio, Guapé e Pimenta. A produção anual ultrapassa 1,5 mil quilos de mel.

    Produtor supera desafios e conquista Selo Arte

    O desconhecimento sobre apicultura e a regularização da agroindústria Reserva do Imperador representaram os principais obstáculos na trajetória de Osmério. Com apoio técnico e dedicação, o apicultor venceu as adversidades.

    “Possuímos o Selo Arte, somos cadastrados no Cicanastra (Consórcio Intermunicipal da Serra da Canastra, Alto São Francisco e Médio Rio Grande), que assegura a qualidade do nosso mel e do própolis. Agora a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba) me convidou para viabilizar um projeto de entreposto de mel e própolis no território da Canastra”, revela o produtor.

    Emater-MG presta assistência técnica e inspira outros apicultores

    Belchior Teixeira de Souza, coordenador técnico regional de pecuária da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), acompanha o desenvolvimento do negócio de Osmério.

    O técnico explica que a regularização valoriza o produto, atesta a qualidade sanitária e abre portas para o mercado formal. A certificação também permite o acesso a programas institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

    “A história de Osmério inspira outros apicultores da região. Nós o convidamos para ministrar uma palestra durante o concurso de qualidade do mel que realizamos no ano passado. Os participantes conheceram sua trajetória, principalmente como superou os desafios e legalizou a agroindústria. Destaco ainda que ele demonstra grande envolvimento com as pautas ambientais”, afirma Belchior.

    Serra da Canastra reúne condições ideais para apicultura

    A Emater-MG incentiva a produção de mel e própolis na região da Serra da Canastra, principalmente por meio do Concurso Regional de Qualidade. Segundo Belchior, a flora preservada e o alto fluxo turístico criam condições favoráveis tanto para a criação de abelhas quanto para a comercialização dos produtos.

    A região atrai cada vez mais apicultores interessados em produzir mel de qualidade certificada e conquistar novos mercados no Sul de Minas Gerais.

  • Apicultura impulsiona geração de renda no Alto Jequitinhonha

    Apicultura impulsiona geração de renda no Alto Jequitinhonha

    A apicultura vem se consolidando como uma alternativa sustentável de renda para agricultores familiares no município de Couto Magalhães de Minas e em outras comunidades do Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais. O avanço é resultado do projeto “Produção de Mel e Própolis Verde no Alto Jequitinhonha”. Desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG), em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, a Codevasf e a Associação dos Apicultores de Couto de Magalhães de Minas (Apicouto).

    O projeto tem transformado a realidade local. Desde 2015, cerca de 100 apicultores da região foram beneficiados com assistência técnica, equipamentos e capacitações voltadas ao fortalecimento da atividade. Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Assis Antônio Vieira, o apoio foi essencial para superar desafios como a falta de recursos e as dificuldades na comercialização do mel e da própolis. “A parceria tem gerado emprego, renda e valorização dos produtos locais”, destaca.

    Geografia propícia

    De acordo com o extensionista da Emater-MG, José Dilson Pereira Coelho, as condições geográficas da região são ideais para a criação de abelhas e a qualidade da produção. “O aproveitamento da florada nativa e a diversificação da produção têm garantido um mel de alto valor agregado, com sabor e aroma únicos, representando a biodiversidade local”, afirma.

    Na atividade há mais de 10 anos, o presidente da Apicouto, André Marcos da Silva, reforça os resultados positivos. A associação, que hoje reúne 20 produtores e mais de 400 colmeias de abelhas africanizadas, é responsável pelo beneficiamento e pela comercialização dos produtos. “A capacitação reduziu o desperdício, aumentou a qualidade e abriu novos mercados, especialmente nas feiras da região”, comenta.

    Outro beneficiado é Osvaldo Aparecido de Meira, do Apiário Paineira. Ele relata que o apoio recebido permitiu dar continuidade ao negócio. “A doação de equipamentos veio em boa hora e ajudou muito a manter a atividade”, afirma.

    Sustentabilidade e fortalecimento da economia local

    Além de promover geração de renda, o projeto também incentiva práticas sustentáveis no campo. As ações da Emater-MG incluem manejo orgânico, preservação da vegetação nativa e diversificação de floradas, fortalecendo a atividade apícola e a agricultura familiar.

    O secretário Assis Antônio reforça que o trabalho em parceria consolida a apicultura como um dos setores mais promissores da economia local. “A união entre Emater, prefeitura, Senar, Codevasf e Apicouto é essencial para garantir continuidade, apoio técnico e segurança aos produtores”, ressalta.

  • Abelhas podem ajudar no combate ao Aedes aegypti

    Abelhas podem ajudar no combate ao Aedes aegypti

    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e de duas startups de Ribeirão Preto encontraram um composto capaz de matar larvas de Aedes aegypti na própolis da abelha sem ferrão conhecida como mandaçaia (Melipona quadrifasciata). Os resultados foram publicados na revista Rapid Communications in Mass Spectrometry.

    O trabalho é fruto de apoios da FAPESP e de um projeto financiado pelo Ministério da Saúde para a busca de agentes larvicidas naturais que combatam o mosquito causador de viroses como dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Atualmente, esse combate é feito usando um inseticida químico bastante tóxico ao ambiente.

    “As abelhas são conhecidas por recolher materiais na natureza para compor a colônia, que em certos casos podem atuar protegendo contra bactérias e fungos invasores. Fizemos uma série de análises na geoprópolis, que mistura resinas vegetais com partículas de terra ou argila em sua composição [a própolis tradicional é feita apenas com resinas, cera e secreções das abelhas]. Observamos que o diterpeno presente nela era responsável pela atividade larvicida”, explica Norberto Peporine Lopes, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).

    Lopes coordena o projeto “Inventariando o metabolismo secundário através da metabolômica: contribuição para a valoração da biodiversidade brasileira”, apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa BIOTA.

    Própolis

    Em larvas de Aedes aegypti, os pesquisadores compararam a ação da própolis tradicional, produzida pela abelha-europeia (Apis mellifera), com a da geoprópolis da mandaçaia. A primeira teve uma atividade muito baixa, mesmo após 72 horas de exposição. Nos ensaios com a geoprópolis, porém, ocorreu a morte de 90% das larvas em 24 horas e de 100% em 48 horas.

    Análises realizadas com ferramentas computacionais apontaram o diterpeno como o mais provável agente larvicida entre os compostos presentes na geoprópolis. Ao estudar os hábitos das abelhas em Bandeirantes, no Paraná, onde a geoprópolis foi coletada, observou-se que as mandaçaias visitam frequentemente plantações de pinus (Pinus elliottii), espécie de árvore do hemisfério Norte cultivada no Brasil para a exploração de madeira e resina.

    “Era sabido que a composição química da própolis é influenciada pelas resinas coletadas para a construção e proteção dos ninhos. Assim como pela composição florística do ambiente, do bioma e de fatores sazonais. Nesse caso, ficou claro que a resina do pinus, processada pela saliva das mandaçaias, é que proporciona a ação larvicida”, conta Luís Guilherme Pereira Feitosa, primeiro autor do artigo, realizado com apoio da FAPESP durante doutorado na FCFRP-USP.

    Abelha brasileira

    As mandaçaias são especialmente interessantes porque são de fácil cultivo, não têm ferrão e são nativas do Brasil. Uma das ideias dos pesquisadores é a valoração de outros produtos produzidos por elas, além do mel.

    No caso da própolis, a da mandaçaia se diferenciou da de outras abelhas nativas analisadas no estudo, encontradas no mesmo município: a borá (Tetragona clavipes), a mirim (Plebeia droryana) e a jataí (Tetragonisca angustula). A própolis das três espécies, também nativas e sem ferrão, teve baixa atividade larvicida.

    Os pesquisadores explicam que o volume de geoprópolis produzido pelas mandaçaias é muito baixo, o que torna inviável seu uso como agente larvicida. No entanto, o fato de o diterpeno estar na resina do pinus é uma boa notícia. A indústria já produz essa resina em larga escala para aplicações como solventes e colas. Portanto, isso permite submetê-la a processos químicos que imitam as transformações realizadas pelas mandaçaias.

    “São modificações que podem formar moléculas com maior atividade do que o composto original. E que podem ser induzidas em biorreatores, equipamentos presentes na indústria farmacêutica”, afirma Lopes.

    Segundo Feitosa, o estudo utilizou um fluxo de trabalho que combina diferentes técnicas de espectrometria de massas, método que também serve para identificar compostos com os mais variados propósitos. “Atualmente, buscamos moléculas naturais com ação contra tumores”, diz o pesquisador, que agora realiza pós-doutorado na FCFRP-USP.

    Descoberta

    A professora Laila Salmen Espindola, da UnB, coordenou o projeto do Ministério da Saúde. E proporcionou ainda a descoberta de outro composto larvicida, presente no óleo essencial de uma planta já produzida em larga escala. O ministério mantém os dados da descoberta, que ainda aguarda publicação.

    Os pesquisadores, inclusive, produziram um pó e um comprimido à base do óleo essencial que protegem a água por até 24 dias. O pó mata imediatamente as larvas, enquanto o comprimido, de liberação lenta, se dissolve aos poucos e mantém a água livre dos mosquitos.

    É possível ler o artigo Characterization of larvicidal diterpene resin acids in Melipona quadrifasciata geopropolis via LC-ESI-MS/MS, GC–MS and computational analysis no seguinte link: https://analyticalsciencejournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/rcm.10025.

    Por André Julião | Agência FAPESP 

    Errata: fomos alertados pelo nosso leitor, o educador Gerson Pinheiro, que a foto que ilustrava essa matéria era de uma espécie invasora. Por isso a imagem foi alterada. Obrigado Gerson. 

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  • Própolis de abelha da Amazônia cicatriza feridas e reduz inflamação

    Própolis de abelha da Amazônia cicatriza feridas e reduz inflamação

    Um estudo recente conduzido por cientistas da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) revelou que um creme formulado com própolis produzida por abelhas sem ferrão nativas da Amazônia apresenta fortes propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias. A própolis, extraída da abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica), mostrou resultados em cobaias de laboratório semelhantes aos de pomadas cicatrizantes comerciais.

    O creme à base dessa própolis não apenas acelerou a recuperação das feridas, como também reduziu a inflamação e promoveu uma regeneração tecidual de melhor qualidade em comparação a produtos disponíveis no mercado. Essa pesquisa destaca o potencial farmacêutico de um bioproduto tradicionalmente utilizado pelas populações amazônicas desde a antiguidade.

    Publicado na revista científica Molecules, o artigo “Healing Activity of Propolis of Stingless Bee (Scaptotrigona aff. postica), Reared in Monoculture of Açaí (Euterpe oleracea)” representa um esforço conjunto de instituições da Região Norte para valorizar os recursos naturais da biodiversidade amazônica.

    Influência do açaí na qualidade da própolis

    A abelha-canudo é reconhecida pela eficiência na polinização do açaizeiro. A pesquisa originou-se da observação da frequência dessa abelha nas flores de açaí. O professor Nilton Muto, da UFPA, explica que a grande produção de própolis pelas abelhas-canudo levantou a hipótese de que o ambiente de cultivo do açaí influencia a qualidade do produto.

    A própolis resulta da combinação de resinas vegetais, pólens coletados pelas abelhas e cera produzida por elas. Embora a origem exata das substâncias da própolis estudada não tenha sido determinada, os pesquisadores acreditam que o cultivo de açaí contribuiu para a uniformidade química da própolis. A palmeira do açaí (Euterpe oleracea) contém altos níveis de compostos fenólicos e antocianinas, reconhecidos por sua potente ação antioxidante.

    Análises químicas mostraram que a própolis da abelha-canudo coletada em áreas de açaí apresenta elevada concentração de compostos bioativos, essenciais para a promoção da saúde humana. A quantidade de compostos fenólicos superou em mais de 20 vezes o limite mínimo estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), enquanto os flavonoides ultrapassaram quase quatro vezes o índice mínimo regulamentar.

    Resultados detalhados da cicatrização

    Na avaliação macroscópica, o creme de própolis e a pomada comercial reduziram igualmente o tamanho das feridas. Porém, a análise microscópica revelou que o tratamento com própolis acelerou a recuperação das fibras colágenas tipo 1 e 3 e diminuiu a inflamação local. Essas fibras oferecem suporte estrutural ao tecido em regeneração, e a menor inflamação facilita a cicatrização. Os pesquisadores atribuem esses benefícios aos compostos bioativos presentes na própolis da abelha-canudo.

    Amostras apresentaram altas concentrações de compostos bioativos, como flavonoides e fenólicos. Fotos: Vinícius Braga/Embrapa

    Até hoje, nenhum creme à base de própolis oriundo de cultivo de açaí havia sido descrito. Esse biofármaco apresenta vantagens como menor risco de efeitos colaterais, baixa presença de resíduos químicos e uso reduzido de conservantes.

    Características e importância da abelha-canudo

    A própolis protege a colmeia contra microrganismos e invasores, cobrindo frestas e isolando o ambiente. Diferente de outras abelhas nativas amazônicas, como a uruçu-amarela e a uruçu-cinzenta, a abelha-canudo não utiliza barro em sua própolis, evitando contaminantes do solo.

    Essa abelha é uma polinizadora eficiente do açaí, visitando flores masculinas e femininas, o que a torna essencial para a produtividade do cultivo. A meliponicultura, criação de abelhas sem ferrão, cresce na região incentivada pela cadeia produtiva do açaí.

    No experimento, os pesquisadores instalaram caixas com abelhas-canudo em um raio de 450 metros no interior das plantações de açaí. O voo das abelhas para coleta de alimento alcançou até 300 metros, indicando forte influência do ambiente de açaí na produção da própolis.

    Perspectivas para produção e novos estudos

    Pesquisas futuras devem identificar os indivíduos mais aptos para produção de própolis e as melhores práticas de manejo para ampliar a escala do produto. Como a produção por colmeia é pequena, muitos produtores seriam necessários para viabilizar comercialmente a própolis.

    Além da própolis, o pólen coletado e processado pela abelha-canudo também apresenta alto valor nutricional, rico em aminoácidos. O mel produzido por essa espécie ainda não alcança quantidade comercial, mas apresenta diferenciais importantes em relação aos méis convencionais.

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