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  • Mudanças climáticas já causaram R$ 785 bi em danos no Brasil; escolas apostam em educação para mudar esse cenário

    Mudanças climáticas já causaram R$ 785 bi em danos no Brasil; escolas apostam em educação para mudar esse cenário

    Entre 2013 e 2025, os desastres ambientais causaram R$ 785,4 bilhões em danos no Brasil. Os dados, consolidados em 2026 pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), revelam que os desastres afetaram 95,1% dos municípios brasileiros. Com impactos sobre moradias, infraestrutura, serviços públicos e setores como agronegócio, segurança pública e indústria. Diante do aumento de eventos extremos como o El Niño que provoca tempestades, secas, ondas de calor e incêndios florestais, o país precisa fortalecer a preparação municipal e da sociedade.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que o estresse pós-traumático, a ansiedade e a perda cognitiva causados pelas ondas de calor afetam diretamente o desenvolvimento infantojuvenil. Por isso, escolas têm colocado os próprios estudantes no centro do debate climático. “Para reduzir esses danos, é necessário atuar antes, durante e depois do desastre. Isso envolve educação climática, mapeamento de riscos, alertas acessíveis, simulados, escolas preparadas, proteção das famílias, espaços seguros nos abrigos, continuidade da aprendizagem, atendimento de saúde e acompanhamento psicossocial prolongado”, afirma Keles Gonçalves de Lima, coordenador de evangelização do Marista Brasil e doutor em Educação.

    Letramento climático substitui o medo pela ação

    Por meio do Observatório Marista do Clima, crianças e adolescentes de diferentes biomas brasileiros deixam de apenas receber notícias alarmantes que geram ecoansiedade e medo e passam a vivenciar o chamado “letramento climático”. Na prática, mais de 700 alunos e professores investigam problemas reais de seus bairros, representam países em simulações da COP (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) e implementam soluções que vão da gestão de resíduos a hortas agroecológicas. Ao longo de 2025, 88 instituições participaram do Observatório, os estudantes propuseram mais de 220 ações climáticas e o projeto somou 42.448 participantes diretos.

    Keles explica que o Observatório entende as questões climáticas como permanentes. E por isso adota uma estratégia educativa capaz de preparar as comunidades para diferentes manifestações da emergência climática. “O Observatório trabalha com quatro dimensões: conhecimento científico, adaptação, mitigação e comunicação. Entre elas, está a compreensão dos riscos de desastres e a preservação da vida”, comenta.

    Os jovens não atuam apenas como destinatários de informações. Eles investigam problemas reais de seus territórios, representam países em negociações climáticas, formulam propostas e implementam ações voltadas à economia de água e energia, à gestão de resíduos, às hortas agroecológicas e à criação de soluções sustentáveis. O projeto busca transformar a preocupação com o clima em conhecimento, participação e ação concreta, evitando tanto a indiferença quanto uma abordagem que gere apenas medo.

    Semeando a mudança

    Entre os projetos criados está o “Desperdiçômetro”, que nasceu da necessidade de enfrentar o grande volume de alimentos descartados no refeitório. Para tornar o problema visível, o Marista Escola Social Ecológica, em Almirante Tamandaré (PR), passou a pesar diariamente os restos alimentares. E divulgar os resultados em um mural, mobilizando toda a comunidade escolar. Além da medição, a escola promoveu debates, palestras com profissionais de nutrição, oficinas práticas sobre tamanho de porções e uso completo dos ingredientes, além de campanhas de conscientização.

    O projeto também criou um ciclo sustentável e pedagógico ao integrar o manejo dos descartes: os restos orgânicos passaram a alimentar uma composteira, que produz adubo para a horta da própria escola a mesma que abastece a cozinha com vegetais frescos. Sementes, folhas e cascas, por sua vez, viraram alimento para as ovelhas mantidas no local.

    Essa abordagem já gerou resultados importantes. A escola reduziu o volume de comida descartado no refeitório, aumentou a percepção dos alunos sobre a importância da alimentação, engajou as famílias, diminuiu custos institucionais e reforçou o reconhecimento do alimento como um bem fundamental.

    No Marista Escola Social – Robru, em São Paulo (SP), o projeto “Fraternidade e Ecologia Integral” resultou na criação de uma horta. A iniciativa incluiu um estudo de solo, a construção de canteiros, a instalação de uma estufa e uma formação em permacultura. A escola incorporou a proposta ao currículo da Educação Infantil, unindo agroecologia, permacultura e conscientização ambiental.

    “Cuidar das crianças e dos adolescentes diante da emergência climática significa reconhecê-los como prioridade absoluta. Mas também como sujeitos capazes de participar da construção de comunidades mais preparadas, solidárias e resilientes”, finaliza Lima.

    A escola como ponto de apoio em tragédias climáticas

    A tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024 reconfigurou a atuação dos municípios e das instituições civis e de ensino. Antes, as enchentes eram vistas como episódios sazonais; hoje, os Maristas do Brasil as tratam como rotina institucional. “Não é mais possível tratar os eventos climáticos extremos como situações excepcionais. Precisamos incorporar permanentemente a prevenção, a adaptação e o cuidado com as populações mais vulneráveis aos processos institucionais e educativos”, avalia Keles.

    Diante do El Niño e de outras ameaças, os projetos de ações climáticas reforçam a necessidade de planos de contingência territorializados. “Os planos operacionais de contingência precisam ser territorializados, pois cada unidade está exposta a riscos diferentes, como enchentes, deslizamentos, secas, incêndios ou ondas de calor. Por isso, devem considerar os alertas oficiais, as orientações das defesas civis e as responsabilidades das mantenedoras e dos municípios”, afirma Lima.

    O coordenador ressalta que o Plano de Contingência é responsabilidade do poder público. “A escola não substitui a Defesa Civil, mas pode contribuir com educação climática, mobilização comunitária, conhecimento do território e participação de crianças e adolescentes. Um dos próximos avanços possíveis é justamente aproximar ainda mais as ações educativas do Observatório Marista do Clima dos planos municipais de prevenção e adaptação climática”, destaca.

    Sobre os Maristas no Brasil

    Os Maristas no Brasil integram uma rede global presente em mais de 80 países em todos os continentes. Há 129 anos no país, atuam hoje em mais de 94 cidades, em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal. A rede reúne 97 unidades de educação básica, 34 unidades sociais e instituições de ensino superior como a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e a Católica de Santa Catarina, além do Hospital Cajuru e do Hospital Marcelino Champagnat, no Paraná, do Hospital São Lucas, em Porto Alegre, e de editoras como a FTD Educação.

  • Projeto “Vivenciando a Prática: Café” conecta jovens do Cerrado Mineiro ao setor exportador

    Projeto “Vivenciando a Prática: Café” conecta jovens do Cerrado Mineiro ao setor exportador

    Alunos do ensino médio da Escola Estadual Professor Ormy Araújo Amaral, em Patrocínio (MG), conheceram de perto a rotina do setor exportador de café durante as atividades do projeto “Vivenciando a Prática: Café”, realizadas nos dias 19 e 20 de março. A iniciativa reúne o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) e a associação De Olho no Material Escolar.

    Segundo Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, o projeto busca aproximar os jovens da cadeia produtiva e exportadora do café. Valorizando a identidade local e ampliando suas perspectivas profissionais.

    Imersão na cadeia do café

    Durante as visitas à Expocacer, os estudantes acompanharam todas as etapas da jornada do grão, da produção à exportação, com foco em qualidade e sustentabilidade. Eles conheceram processos de classificação, torrefação, armazenagem, comercialização e industrialização, além de diferentes métodos de preparo utilizados nas cafeterias.

    Para Raquel Paza Lazzarin, diretora de Desenvolvimento Organizacional da Expocacer, a ação oferece uma verdadeira imersão nas práticas sustentáveis da cafeicultura do Cerrado Mineiro, destacando o conceito de agricultura regenerativa, que busca restaurar recursos naturais.

    Ela lembra que os critérios de governança ambiental e social (ESG) fazem parte do dia a dia da cooperativa. E ajudam a manter a competitividade da região nos mercados internacionais.

    Consciência e integração com o campo

    As equipes da Expocacer também apresentaram aos alunos ações simples que podem ser aplicadas no cotidiano, como reciclagem e o uso racional da água. Para Silvia Pizzol, mais do que uma aula fora da escola, a experiência reforça a conexão entre campo e cidade e evidencia o papel do café na cultura e na economia do Cerrado Mineiro.

    “Muitos dos estudantes têm ligação familiar com a cafeicultura e, por meio do projeto, descobrem novas oportunidades de carreira no setor”, afirma Silvia.

    Concurso de redação e novas oportunidades

    O projeto promoverá o concurso de redação “Café e futuro profissional: o que aprendi nas visitas à cadeia produtiva do café”. Incentivando os alunos a expressarem suas percepções e aprendizados. Os autores dos três melhores textos e seus professores receberão tablets, kindles e smartwatches como prêmio, segundo Nádia Fernandes Jacintho, diretora do “Vivenciando a Prática” pela associação De Olho no Material Escolar.

    Os melhores colocados também participarão do programa “Expocacer Teens”, que prepara jovens do Cerrado Mineiro para atuar de forma protagonista e inovadora nos negócios do café.

    As próximas visitas dos estudantes à Expocacer estão marcadas para 13 e 14 de abril, encerrando esta primeira etapa do projeto. No segundo semestre, será realizada a cerimônia de premiação dos alunos.

    Com o “Vivenciando a Prática: Café”, o setor exportador pretende inspirar novas gerações. E contribuir para formar cidadãos conscientes, conectados às suas origens e preparados para os desafios do futuro.

  • Petrobras investe R$ 3,9 milhões em projeto de cultivo de macroalgas no RN

    Petrobras investe R$ 3,9 milhões em projeto de cultivo de macroalgas no RN

    A Petrobras aprovou o projeto “Algimare: Algicultura Como Renda e Preservação Ambiental”, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) em parceria com o Centro AMA-GOA de Cultura e Meio Ambiente. O investimento total será de R$ 3.939.726,00 para a produção de macroalgas nos municípios de Macau e Galinhos, no litoral norte potiguar.

    O projeto, selecionado em 2023 pelo Programa Socioambiental da Petrobras, aguardava a assinatura do convênio para liberação da primeira parcela dos recursos. Com duração de três anos, a iniciativa visa gerar emprego e renda para comunidades locais, além de reduzir a extração predatória de algas naturais.

    Preservação ambiental e desenvolvimento econômico

    O “Algimare” foi um dos projetos aprovados em meio a concorrentes de todo o Brasil e tem como foco a sustentabilidade e inclusão social. A pesquisadora Ana Célia, da Unidade de Aquicultura da EMPARN, destaca que a iniciativa minimizará a colheita excessiva de algas nos bancos naturais, promovendo um equilíbrio ecológico.

    Foto: Divulgação EMPARN

    Serão instaladas duas unidades de produção da macroalga Gracilaria birdiae – uma em Diogo Lopes (Macau) e outra em Galinhos. A EMPARN ficará responsável pelas orientações técnicas, enquanto o Centro AMA-GOA executará o cultivo e os experimentos.

    Benefícios econômicos e aplicações das macroalgas

    De acordo com Josemir Neves, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da EMPARN, o projeto fortalecerá a economia local, especialmente para marisqueiras e pescadoras das comunidades envolvidas.

    As macroalgas são organismos fotossintéticos com diversas aplicações, podendo ser consumidas in natura ou processadas para:

    • Alimentos (como estabilizantes e espessantes)
    • Indústria farmacêutica e cosmética
    • Rações animais e fertilizantes
    • Biotecnologia

    Com o início das atividades, a expectativa é que o projeto Algimare se torne um modelo de desenvolvimento sustentável, alinhando preservação ambiental e geração de renda no Rio Grande do Norte.

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  • Epamig inicia projeto para mapear variedades de mandioca

    Epamig inicia projeto para mapear variedades de mandioca

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) deu início a um projeto inédito para identificar e analisar diferentes cultivares de mandioca. E com isso, aprimorar técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. Com mais de 4 mil variedades conhecidas, a mandioca é um dos alimentos mais versáteis e adaptáveis do Brasil. E presente tanto na alimentação humana quanto na agroindústria.

    A pesquisa, liderada pela cientista Raquel Sobral, tem como foco principal variedades biofortificadas cultivadas no semiárido mineiro. O objetivo é determinar os melhores métodos de processamento, avaliar o tempo de cozimento ideal e testar diferentes embalagens para preservar a qualidade pós-colheita. Além disso, a médio prazo, o projeto prevê a criação de um banco de distribuição de manivas. E assim,  fortalecera cadeia produtiva e apoiando agricultores da região.

    Mandioca brava x mandioca mansa: diferenças e cuidados

    A mandioca é dividida em dois tipos principais: a mandioca de mesa (aipim ou macaxeira) e a mandioca brava (de indústria). Enquanto a primeira pode ser consumida cozida ou frita, a segunda contém altos níveis de compostos cianogênicos, como a linamarina, que liberam cianeto — uma substância tóxica. Por isso, a mandioca brava exige processamento industrial antes do consumo. Sendo utilizada principalmente na produção de farinha, polvilho, fécula e tucupi, ingrediente tradicional da culinária nortista.

    Segundo Raquel Sobral, a diferenciação visual entre as duas é quase impossível, cabendo aos produtores e órgãos fiscalizadores garantir a identificação correta. “Quando vendida embalada ou processada, a mandioca deve estar claramente rotulada. E assim, indicando se é própria para consumo direto ou apenas para uso industrial”, ressalta a pesquisadora.

    Tempo de cozimento e impacto no consumo

    Outro aspecto crucial do estudo é a análise do tempo de cozimento, fator determinante para a aceitação do produto pelo consumidor e para o planejamento da colheita. Variedades com cozimento mais rápido tendem a ser mais valorizadas no mercado, especialmente para uso doméstico.

    Com forte ligação com a agricultura familiar, a mandioca é um alimento fundamental na dieta brasileira, seja in natura ou em derivados como farinhas e polvilhos. O projeto da Epamig busca não apenas ampliar o conhecimento científico sobre as diferentes cultivares. Mas também desenvolver tecnologias que garantam maior segurança e eficiência no cultivo e processamento dessa raiz tão essencial para a economia e a cultura do país.

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  • BB firma parceria para reflorestamento no interior de SP

    BB firma parceria para reflorestamento no interior de SP

    O Banco do Brasil assinou uma parceria com a Ambipar e a Coopercitrus para lançar o projeto “Águas do Interior Paulista”, que visa recuperar 50 mil hectares de vegetação nativa de Cerrado e Mata Atlântica no interior de São Paulo. A iniciativa tem como foco a regularização ambiental por meio do reflorestamento com espécies nativas em áreas de reserva legal e de preservação permanente (APPs) em propriedades privadas, priorizando regiões próximas a rios para melhorar o fluxo e a qualidade hídrica local.

    Atualmente, apenas 15% da área contemplada pelo projeto mantém vegetação nativa preservada. E a fragmentação das áreas verdes coloca em risco diversas espécies da fauna e flora. O projeto prevê o plantio de 50 a 80 espécies por hectare, reconstituindo APPs e reservas legais de propriedades de cooperados da Coopercitrus.

    Créditos de carbono

    Além da recuperação ambiental, o projeto tem potencial para gerar cerca de 12 milhões de créditos de carbono ao longo de 37 anos. Isso utilizando a metodologia ARR (Afforestation, Reforestation and Revegetation) da certificadora VERRA, referência no mercado voluntário de carbono. Com preço estimado de USD 45 por crédito, o potencial financeiro pode chegar a R$ 3 bilhões durante a vigência do projeto.

    Segundo o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, a ação reforça o compromisso da instituição com a sustentabilidade, a geração de créditos de carbono e o fortalecimento da agricultura de baixo carbono. Para Simonia Sabadin, diretora financeira da Coopercitrus, a parceria é essencial para agregar valor ao cooperado e impulsionar práticas ambientais responsáveis. Plínio Ribeiro, conselheiro da Ambipar, destaca que o projeto irá ampliar a conectividade entre fragmentos florestais. Além de fortalecer a resiliência hídrica de uma das regiões mais produtivas do país.

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  • Projeto transforma redes de pesca descartadas e impulsiona economia circular

    Projeto transforma redes de pesca descartadas e impulsiona economia circular

    A cada ano, toneladas de redes de pesca descartadas poluem os oceanos, ameaçando a vida marinha. No Brasil, o projeto Marulho reverte essa situação ao transformar redes de pesca em produtos ecológicos e gerar renda para comunidades costeiras. Atuando na Ilha Grande (RJ), o projeto já reciclou mais de oito toneladas de redes de pesca e comercializou mais de 50 mil produtos sustentáveis, sem o uso de plásticos virgens.

    Artesãos e moradores locais confeccionam os produtos.

    O processo de reciclagem começa com a coleta das redes descartadas, feita por meio de doações de pescadores, parcerias com órgãos públicos e empresas, e limpezas subaquáticas. Após a coleta, as equipes limpam e trituram as redes, transformando o material em matéria-prima para acessórios, itens de moda e objetos de design.

    “O impacto ambiental das redes de pesca fantasmas é devastador. Mas ao invés de tratá-las como lixo, as transformamos em oportunidade”, afirma Samara Oliveira, oceanógrafa e sócia da Marulho.

    Geração de renda e capacitação

    Artesãos e moradores das comunidades de Matariz e Provetá, na Ilha Grande, confeccionam os produtos, beneficiando diretamente cerca de 20 pessoas. O projeto também capacita novos profissionais, fortalecendo a economia local. Os produtos são 100% reciclados, sem plástico novo, e incluem bolsas, mochilas, carteiras e acessórios.

    A ONU reconheceu a iniciativa da Marulho como parte da Década do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável. O projeto busca expandir sua atuação para outras comunidades litorâneas do país.

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  • Laranja; projeto Colhe+ pode revolucionar citricultura brasileira

    Laranja; projeto Colhe+ pode revolucionar citricultura brasileira

    O Projeto Colhe+, criado pelo Fundecitrus em parceria com as empresas Agricef e Move Agro, está revolucionando a citricultura ao promover um ganho de 7% no rendimento diário dos colhedores de laranja em quatro propriedades envolvidas.

    Durante seis meses, essas fazendas implementaram novos modelos e processos de gestão para aumentar a eficiência operacional, um desafio constante na produção de laranja no Brasil.

    A citricultura, uma das principais cadeias produtivas do agronegócio nacional, enfrenta desafios como a escassez de mão de obra e a necessidade de aumentar a produtividade dos colhedores.

    Pensando nisso, o Projeto Colhe+ investe na melhoria da colheita manual e incentiva a adoção de soluções mecanizadas e semimecanizadas.

    Estratégias de gestão e resultados

    O coordenador do projeto, Efraim Albrecht, explica que as equipes do Colhe+ mapearam os processos de colheita nas fazendas, identificando pontos que diminuíam o rendimento.

    Com isso, foram desenvolvidas práticas de gestão, implementadas com 21 líderes de equipe, para aumentar a produtividade e eficiência operacional.

    Segundo Albrecht, uma gestão de processos eficiente economiza tempo e recursos ao reduzir erros e retrabalhos, promovendo uma execução mais focada e ágil dentro do pomar.

    Projeto Colhe+: com adoção de estratégia de gestão, colheita de laranja tem ganho de 7% no rendimento diário. Divulgação Fundecitrus

    Marcella Freitas, especialista em processos do projeto, aponta que as análises feitas nas propriedades participantes comprovaram os resultados positivos. “Agora, a meta é expandir as práticas para outros líderes de campo, criando novas frentes de atuação no processo de colheita”, afirma.

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    Para Guilherme Rodriguez, engenheiro-agrônomo e supervisor de projetos do Fundecitrus, a gestão eficiente e participativa da colheita possibilita uma adaptação mais rápida a novas demandas.

    Sejam elas tecnológicas, regulatórias ou de mercado. “Esse dinamismo é essencial para manter a competitividade em um setor em constante transformação”, destaca.

    Parcerias para o futuro

    Até o momento, o Colhe+ já envolveu sete empresas, oferecendo mais de 50 horas de treinamento a 220 participantes.

    O projeto busca novas parcerias com empresas, institutos de pesquisa, startups e universidades, tanto nacionais quanto internacionais.

    Conseguindo, assim, desenvolver tecnologias que atendam às necessidades dos pomares brasileiros.

    Com um foco claro na eficiência e na inovação, o Projeto Colhe+ promete fortalecer a citricultura, ampliando sua competitividade e relevância no cenário agrícola nacional.

  • Inovação – conheça a gelatina de peixe

    Inovação – conheça a gelatina de peixe

    Pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma alternativa inovadora para substituir a gelatina convencional derivada do couro bovino e suíno. A solução vem da pele do tambaqui (Colossoma macropomum), um peixe nativo brasileiro de grande relevância econômica.

    Normalmente, a pele, escamas e cabeça do tambaqui são utilizadas na fabricação de ração para peixes. Entretanto, a gelatina extraída da pele do tambaqui apresenta aplicações alimentícias e farmacêuticas, tornando-se um coproduto de maior valor agregado. “A gelatina de pele de tambaqui pode servir para diversas aplicações, incluindo filmes, microcápsulas para remédios e espessantes”, afirmou a pesquisadora Fernanda Ramalho Procópio, bolsista CNPq de pós-doutorado durante o estudo.

    Crescimento da piscicultura no Brasil

    A piscicultura no Brasil tem mostrado um crescimento substancial, com aprimoramentos no processamento de peixes. Segundo o Anuário da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR 2022), a produção nacional de pescado aumentou 45% desde 2014, com a tilápia representando 65% dessa produção. Além disso, o tambaqui lidera entre as espécies nativas, com mais de 30% da produção total.

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    O projeto “Ações estruturantes e inovação para o fortalecimento das cadeias produtivas da aquicultura no Brasil” (BRS Aqua), coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO). E também conta com apoio financeiro do BNDES, CNPq e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A iniciativa envolve mais de 240 empregados de 23 unidades da Embrapa e mais de 60 parceiros públicos e privados.

    Sustentabilidade e valor agregado

    Manuel Antônio Jacintho, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), destaca que até 50% das matérias-primas iniciais em algumas espécies são descartadas. Isso inclui cabeças, carcaças, pele e escamas. “A conversão dos resíduos em produtos de valor torna a cadeia mais sustentável”, afirma Jacintho.

    pesquisador Manuel Antônio Jacintho – Crédito – Gisele Rosso

    A gelatina da pele do tambaqui apresentou propriedades comparáveis às gelatinas bovina e suína. Por outro lado, a força de gel (consistência) foi de 123 ± 20 gramas, classificada como Bloom médio, enquanto a cor esbranquiçada e inodora atende aos requisitos comerciais. Adriano Mattos, supervisor do Laboratório de Tecnologia da Biomassa da Embrapa Agroindústria Tropical (CE), destaca que a temperatura de gelificação da gelatina de tambaqui (16 °C) é similar à da gelatina bovina comercial (17 °C).

    Potencial econômico e ambiental

    Além disso, Fernanda Procópio explica que a gelatina de pele de tambaqui se adequa a determinados produtos, como clarificação de bebidas e produção de cápsulas moles. A alta concentração de aminoácidos sugere que a pele do tambaqui pode ser uma valiosa fonte de peptídeos de colágeno.

    “Explorar aplicações e estratégias para a utilização de resíduos do processamento de tambaqui contribui para o desenvolvimento de uma economia circular na indústria de processamento de pescado”, conclui Manuel Jacintho, ressaltando porém o potencial de aumento de renda para produtores e a redução do impacto ambiental.

  • Impulso Rio Doce lança segundo ciclo para transformação digital de empreendimentos na Bacia do Rio Doce

    Impulso Rio Doce lança segundo ciclo para transformação digital de empreendimentos na Bacia do Rio Doce

    O projeto Impulso Rio Doce, em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica (IEBT), abriu as inscrições para seu segundo ciclo, com foco na transformação digital de empreendimentos na bacia do Rio Doce. O objetivo é capacitar até 240 negócios em Minas Gerais e Espírito Santo, impactados pelo rompimento da barragem de Fundão, em estratégias de transformação digital personalizadas para cada empresa.

    O programa, que ocorrerá entre agosto de 2024 e agosto de 2025, é dividido em duas fases. Na primeira, as empresas receberão consultoria para definir estratégias de transformação digital. Na segunda, 120 empreendimentos selecionados receberão aportes financeiros de até R$ 10 mil para implementar soluções digitais, como softwares de gestão, plataformas de comércio eletrônico e ferramentas de marketing digital.

    Durante ambas as fases, as empresas terão atendimento individualizado e presencial, além de capacitações e treinamentos coletivos. O objetivo é ampliar resultados a partir da implementação das ferramentas tecnológicas e aumentar a competitividade, lucratividade e expansão para novos mercados.

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    Ana Lage, coordenadora de Economia e Inovação da Fundação Renova, destaca que a tecnologia é fundamental para o sucesso dos negócios e que o Impulso Rio Doce fornece aos empreendedores as ferramentas e recursos necessários para se adaptarem ao mundo digital, abrindo oportunidades para o crescimento e prosperidade dos negócios locais.

    As inscrições para o segundo ciclo do Impulso Rio Doce estão abertas até 27 de junho e podem ser feitas no site impulsoriodoce.com.br.

    Quais são os critérios para seleção dos empreendimentos no Impulso Rio Doce?

    Os critérios para seleção dos empreendimentos no Impulso Rio Doce incluem:

    1 – Microempreendedores Individuais (MEI) e representantes de micro e pequenas empresas:

    A – Segmentos de comércio e serviços:

      • Base tradicional;
      • Social;
      • Coletiva (incluindo associações e cooperativas);
      • Tecnológica.

    B – Localização em regiões de Minas Gerais e do Espírito Santo:

      • Impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão.

    2 – Capacitação e apoio financeiro:

    • Consultoria para definir estratégias de transformação digital;
    • Aportes financeiros de até R$ 10 mil para implementar soluções digitais;
    • Atendimento individualizado e presencial;
    • Capacitações e treinamentos coletivos.

    3 – Objetivos:

    • Ampliar resultados a partir da implementação das ferramentas tecnológicas;
    • Aumentar a competitividade, lucratividade e expansão para novos mercados;
    • Gerar impactos positivos no território.

    4 – Inscrições:

    • Abertas até 27 de junho;
    • Site impulsoriodoce.com.br.

    Esses critérios buscam capacitar e apoiar empreendimentos locais em sua transformação digital, estimulando o crescimento e a prosperidade econômica na região afetada pelo rompimento da barragem de Fundão.