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  • Exportadores podem perder US$ 1,8 bilhão por ano com decisão da União Europeia

    Exportadores podem perder US$ 1,8 bilhão por ano com decisão da União Europeia

    A União Europeia suspendeu a importação de carnes, ovos e mel do Brasil. A medida, válida a partir de 3 de setembro de 2026, ameaça US$ 1,8 bilhão em receita anual para os exportadores brasileiros, e pega o governo de surpresa.

    Foto: divulgação – Agência Brasil

    A porta-voz de Saúde da União Europeia, Eva Hrncirova, confirmou que a restrição abrange bovinos, equinos, aves, ovos, mel e envoltórios. O Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia aprovou, nesta terça-feira (12/5), a atualização da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco, e retirou o Brasil dela.

    O motivo: o Brasil não garantiu o fim do uso de antimicrobianos na criação de animais. A norma europeia proíbe o uso de antibióticos para estimular o desenvolvimento do rebanho, bem como de substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos. Como o país não cumpriu essas exigências, perdeu o acesso ao mercado de 27 nações.

    Quanto o Brasil perde

    Embora os produtos restritos representem apenas 0,5% do total exportado pelo Brasil ao mundo em 2025, US$ 348,3 bilhões, e 3,6% dos US$ 49,8 bilhões enviados à UE, as perdas setoriais são expressivas.

    A carne bovina concentra o maior prejuízo. Em 2025, o Brasil exportou 128 mil toneladas ao bloco e arrecadou US$ 1,048 bilhão. A Europa é o terceiro maior comprador do produto brasileiro, atrás apenas de Estados Unidos e China. Com a suspensão, só nesse segmento a perda estimada chega a US$ 912,2 milhões em carne bovina fresca, mais US$ 311 milhões em carnes defumadas e salgadas e US$ 278 milhões em miudezas.

    No setor de aves, a União Europeia ocupava o oitavo lugar no ranking de compradores do frango brasileiro em 2025. Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), o bloco recebeu 233.137 toneladas da proteína, movimentando US$ 302 milhões.

    Ovos e mel completam o balanço das perdas. A Europa era o décimo destino das exportações de ovos brasileiros, com 301 toneladas e US$ 1,3 milhão. O mel natural somou US$ 6,1 milhões.

    Resumo das perdas estimadas:
    • Carne bovina fresca: US$ 912,2 milhões
    • Carnes defumadas e salgadas: US$ 311 milhões
    • Miudezas e despojos comestíveis: US$ 278 milhões
    • Aves: US$ 302 milhões
    • Mel natural: US$ 6,1 milhões
    • Ovos: US$ 1,3 milhão
    • Outras miudezas: US$ 2,7 milhões

    A suspensão ocorre em um momento delicado. O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor provisoriamente no dia 1º de. E ainda aguarda chancela definitiva da Justiça europeia. Produtores rurais do bloco, especialmente na França, pressionam os governos contra o tratado, alegando concorrência desleal com a agropecuária brasileira.

    Para Frederico Favacho, especialista em agronegócios do Santos Neto Advogados,a medida chama atenção pelo momento em que ocorre e pelo histórico de conformidade da pecuária brasileira com exigências de mercados altamente rigorosos. “As questões fitossanitárias são sempre muito relevantes no comércio internacional, mas cada vez mais vemos seu uso como barreiras ao comércio. Chama a atenção que a importação de carnes brasileiras, uma das fontes de resistência dos produtores europeus ao acordo UE–Mercosul, seja exatamente agora objeto de questionamento, quando em 2024 esse não era um ponto de atenção.”

    Governo promete agir rápido

    Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura, o Ministério das Relações Exteriores e o MDIC classificaram a decisão como surpreendente e prometeram “prontamente todas as medidas necessárias” para reverter a exclusão da lista. O chefe da Delegação do Brasil junto à UE tem reunião agendada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco.

    O Brasil exporta produtos de origem animal para a Europa há 40 anos e é o maior exportador mundial de proteínas animais.

  • Brasil proíbe exportação de barbatana de tubarão-azul

    Brasil proíbe exportação de barbatana de tubarão-azul

    O Governo do Brasil anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estabelece regras mais rígidas para a exportação, importação e reexportação do tubarão-azul (Prionace glauca), também conhecido como cação-azul. A medida foi apresentada durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15 da CMS), em Campo Grande (MS).

    Barbatana de tubarão-azul. Foto: divulgação – Ibama /Gov.br

    A nova norma reforça o compromisso do país com a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que incluiu o tubarão-azul em seu Anexo II em 2023. O texto será publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (27).

    O Ibama, autoridade administrativa da Cites no Brasil, é responsável pela emissão das licenças de importação e exportação e pela verificação do cumprimento dos critérios técnicos e ambientais.

    Regras de fiscalização e controle

    A instrução normativa proíbe a exportação de barbatanas separadas do corpo do tubarão e a captura de fêmeas ou indivíduos jovens. Também fixa limite máximo de 20% de captura do tubarão-azul por cruzeiro voltado ao comércio exterior e restringe a operação a recintos aduaneiros previamente autorizados. A norma substitui três regulamentos anteriores, unificando o marco regulatório da espécie.

    Entre os novos critérios, estão a exigência de licenças Cites, comprovante de origem legal e avaliação técnico-científica que demonstre que a exploração não ameaça a sobrevivência da espécie. A norma também prevê inspeções agendadas, análises laboratoriais e reforço da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva.

    Sustentabilidade e governança ambiental

    Para o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, a medida consolida o Brasil como liderança global em conservação.

    “Essa iniciativa integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da governança ambiental e do multilateralismo. O país reafirma seu papel de promover soluções baseadas no consenso para proteger a biodiversidade e as espécies migratórias”, afirmou.

    O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que o novo modelo de gestão pesqueira combina rigor técnico, monitoramento e diálogo com o setor produtivo.

    “A norma garante exploração sustentável e maior controle ao longo da cadeia. Também amplia a transparência e a responsabilidade do comércio internacional”, disse Agostinho.

    Pesca sustentável e restrições adicionais

    Na atividade pesqueira, a norma deixa de considerar o tubarão-azul como espécie-alvo e limita sua participação a no máximo 20% da captura total por cruzeiro. A norma também proíbe o uso de equipamentos que aumentem o impacto sobre a espécie. E exige o desembarque dos animais com as barbatanas naturalmente aderidas ao corpo, medida que fortalece a fiscalização e reduz práticas ilegais.

    Para importações, o texto determina a apresentação de licença Cites do país de origem, registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) e comprovação de que o comércio não ameaça a espécie. Também veda a entrada no país de espécies de tubarões ameaçadas de extinção, reforçando o controle sobre fluxos internacionais e a preservação da fauna marinha.

  • Molho de tomate com vidro e suplementos entram na mira da Anvisa

    Molho de tomate com vidro e suplementos entram na mira da Anvisa

    A Anvisa determinou, nesta quarta-feira (7), ações fiscais contra alimentos e suplementos alimentares no Brasil. Entre os produtos, está um molho de tomate importado e suplementos voltados à saúde ocular e nutricional.

    A agência ordenou o recolhimento do lote LM283 do molho Passata de Pomodoro Di Puglia. O produto pertence à marca Mastromauro Granoro e teve todas as atividades suspensas. A medida proibiu comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do lote afetado.

    Molho com pedaços de vidro

    Segundo a Anvisa, o motivo foi um alerta internacional emitido pela União Europeia. O sistema RASFF identificou pedaços de vidro no molho de tomate importado para o Brasil. A rede europeia troca informações rápidas sobre riscos graves em alimentos e rações.

    Suplemento Neovite Visão

    Outro alvo da fiscalização é o suplemento alimentar Neovite Visão, da empresa BL Indústria Ótica Ltda.
    O produto, voltado à saúde ocular, também teve lotes específicos recolhidos.

    A Anvisa atingiu apenas os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072. Esses lotes estão proibidos de fabricar, importar, comercializar, divulgar e consumir. A agência identificou uso de Capsicum annuum L., ingrediente não autorizado em suplementos alimentares.

    Além disso, os produtos apresentaram excesso de Caramelo IV acima do limite permitido. A empresa comunicou o recolhimento voluntário após identificar as irregularidades.

    Produtos Ervas Brasil

    A Anvisa também fiscalizou suplementos da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda. Entre eles estão Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Colesterol. Os produtos devem ser apreendidos e retirados imediatamente do mercado.

    A decisão proíbe fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo. A empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, segundo a Anvisa. Além disso, utilizou ingredientes não autorizados em alimentos.

    A fiscalização apontou divulgação irregular, com falsas indicações terapêuticas sem comprovação científica.
    A Anvisa reforça que ações buscam proteger a saúde dos consumidores brasileiros.

     

     

     

     

  • Paraná bloqueia uso de leite em pó importado reconstituído

    Paraná bloqueia uso de leite em pó importado reconstituído

    O Governo do Paraná publicou nesta quarta-feira (10) o decreto que regulamenta a proibição de reconstituir leite em pó e outros derivados lácteos importados para consumo no estado. A medida fortalece a legislação estadual e estabelece regras rigorosas de fiscalização para as indústrias do setor.

    O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirmou que a ação protege a produção local e aumenta a renda dos produtores. “Esse decreto prova que o Governo do Estado está do lado de quem produz. Nosso compromisso principal é colocar dinheiro no bolso do produtor rural”, declarou Nunes.

    O que a nova regra proíbe?

    A regulamentação veta operações industriais que adicionem água ou outros líquidos a leite em pó, compostos lácteos ou soro de leite de origem importada, quando o produto final for para consumo no Paraná. A proibição não se aplica a produtos importados já embalados para o varejo e com rótulo aprovado pela Anvisa.

    Órgãos de licenciamento e vigilância sanitária farão a fiscalização. As ações incluem inspeções surpresa, auditorias documentais e coleta de amostras para análise.

    As empresas devem manter um rígido controle de documentos por, no mínimo, dois anos. A lista inclui notas fiscais que comprovem a origem da matéria-prima, certificados sanitários internacionais e registros detalhados de produção que garantam a rastreabilidade total desde a compra até o uso industrial.

    Penalidades para o descumprimento

    Em casos de irregularidades, os fiscais podem apreender produtos, interditar setores ou estabelecimentos inteiros. Após a confirmação da infração, as empresas enfrentarão penalidades da legislação estadual, além de responder a processos cíveis e criminais.

    A norma representa um esforço do estado para proteger a cadeia produtiva do leite paranaense frente à concorrência de importados, priorizando o mercado interno e os produtores locais.

  • Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

    Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de três marcas de “pó para preparo de bebida sabor café” após identificar graves irregularidades e riscos à saúde pública. As marcas afetadas são:

    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café – Master Blends Indústria de Alimentos Ltda. 
    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Tradicional Marca Melissa – D M Alimentos Ltda. 
    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Preto Marca Pingo Preto – Jurerê Caffe Comércio de Alimentos Ltda. 

    Elas já foram desclassificadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em março por não atenderem aos padrões de qualidade exigidos para café torrado.

    Toxina perigosa e impurezas acima do permitido

    Segundo laudos laboratoriais do MAPA, os produtos dessas marcas apresentaram contaminação por ocratoxina A, uma micotoxina produzida por fungos que pode causar danos renais e é considerada potencialmente cancerígena. Além disso, as amostras continham matérias estranhas e impurezas em níveis superiores ao limite legal de 1% estabelecido pela legislação brasileira. Entre essas impurezas estavam pedras, areia, galhos, folhas, cascas e até grãos crus ou resíduos agrícolas, elementos normalmente descartados na produção do café tradicional.

    A Anvisa também identificou irregularidades na rotulagem dos produtos, que eram vendidos como “pó para preparo de bebida sabor café”. Mas traziam informações que induziam o consumidor ao erro, sugerindo tratar-se de café torrado e moído. Na prática, os produtos utilizavam ingredientes de qualidade inferior. Em alguns casos, não continham café em sua composição, mas sim resíduos da lavoura, caracterizando fraude.

    “A denominação constante no rótulo pode causar erro e confusão em relação à natureza do produto, uma vez que esse deve ser enquadrado como café”, destacou a Anvisa em nota oficial.

    Recolhimento e orientação ao consumidor

    A resolução da Anvisa determina o recolhimento imediato de todos os lotes dos produtos das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial. O Ministério da Agricultura orienta que consumidores que tenham adquirido esses produtos interrompam o consumo imediatamente. Também podem solicitar a substituição do item, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

    Casos de comercialização desses produtos devem ser denunciados pelo canal oficial Fala.BR, informando nome e endereço do estabelecimento.

    O consumo de produtos contaminados por ocratoxina A e impurezas pode trazer sérios riscos à saúde, incluindo intoxicação e doenças renais. Especialistas e órgãos oficiais recomendam atenção redobrada na hora da compra, evitando marcas desconhecidas ou com preços muito abaixo da média. A Associação Brasileira das Indústrias de Café (ABIC) orienta que o consumidor busque sempre produtos certificados, que garantem pureza e qualidade, identificados pelo selo da entidade.

    A apreensão desses produtos faz parte de uma operação nacional de combate a fraudes e adulterações no setor cafeeiro. Segundo o MAPA, só no último ano, 35 marcas brasileiras foram classificadas como impróprias para consumo após a detecção de impurezas ou materiais estranhos acima do limite legal.

    As empresas responsáveis pelas marcas citadas foram procuradas, mas não responderam até o fechamento desta reportagem.

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  • De novo: Governo proíbe venda de mais 2 marcas de azeite

    De novo: Governo proíbe venda de mais 2 marcas de azeite

    O governo federal proibiu nesta quinta-feira (22) a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso das marcas de azeite Almazara e Escarpas das Oliveiras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União após denúncia do Ministério da Agricultura e fiscalização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    A proibição ocorreu porque os produtos têm como embaladora a empresa Oriente Mercantil Importação e Exportação Ltda. Esse  CNPJ foi extinto em novembro de 2023, o que configura irregularidade grave para comercialização.

    Essa é a segunda medida do governo contra marcas de azeite nesta semana. Na terça-feira (20), as marcas Alonso e Quintas D’Oliveira também foram proibidas pela Anvisa após denúncias do Ministério da Agricultura sobre origem desconhecida e irregularidades nos rótulos e na composição dos produtos.

    Em outubro de 2024, o Ministério da Agricultura já havia apreendido lotes dessas quatro marcas, alertando que os produtos apresentavam risco à saúde devido à incerteza sobre sua procedência e composição. Na ocasião, o órgão esclareceu que existem duas marcas chamadas Alonso. A regular é de origem chilena, enquanto a proibida no Brasil tem origem desconhecida e está associada à empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., com CNPJ inexistente na Receita Federal.

    Consumidores que adquiriram essas marcas devem interromper o uso imediatamente e buscar a substituição, conforme orienta o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda de produtos irregulares podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR, indicando o local da compra.

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  • Gripe aviária: Santa Catarina investiga caso suspeito

    Gripe aviária: Santa Catarina investiga caso suspeito

    Santa Catarina está em alerta após a identificação de um caso suspeito de gripe aviária (Influenza Aviária H5N1) em uma granja comercial localizada em Ipumirim, no Oeste do estado. A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela prefeitura local em 19 de maio de 2025. Como medida de precaução, o governo catarinense proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul, conforme nota técnica divulgada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

    A restrição atinge os seguintes municípios gaúchos:

    • Cachoeirinha
    • Canoas
    • Capela Santana
    • Esteio
    • Gravataí
    • Montenegro
    • Nova Santa Rita
    • Novo Hamburgo
    • Portão
    • São Leopoldo
    • Sapucaia do Sul
    • Triunfo

    Segundo a Cidasc, está autorizada a entrada em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados, que compõem a zona de contenção do foco.

    Medidas de prevenção e contenção

    A decisão do governo catarinense segue as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, elaborado pelo MAPA. O objetivo é conter a disseminação do vírus H5N1, proteger a produção avícola e garantir a segurança alimentar.

    Orientações para produtores e população:

    • Reforço na biosseguridade: produtores devem intensificar as medidas de controle sanitário e restringir o acesso de pessoas externas às granjas.
    • Notificação imediata: qualquer ocorrência de aves com sintomas como dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo, movimentos circulares ou mortalidade súbita deve ser comunicada à Cidasc.
    • Evitar manipulação: as pessoas não devem manipular aves mortas ou com sinais clínicos sem orientação técnica.

    Segurança no consumo

    O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos devidamente inspecionados. A população pode consumir esses produtos com segurança, conforme nota oficial do MAPA e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O vírus Influenza Aviária H5N1 é altamente patogênico para aves, com rápida disseminação e alta mortalidade. Embora o risco de transmissão para humanos seja baixo, pessoas com contato direto e intenso com aves infectadas ainda podem contrair a doença. Pesquisadores identificaram o subtipo H5N1 pela primeira vez em 1996, na China, e desde então órgãos como a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) e a Embrapa monitoram sua disseminação em escala global.

    O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destacou a importância da colaboração de todos: “Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, graças à implementação das normas de biosseguridade e ao trabalho da defesa sanitária. Estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte.”

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  • Após proibição da Anvisa, saiba como cultivar sua própria ora-pro-nóbis

    Após proibição da Anvisa, saiba como cultivar sua própria ora-pro-nóbis

    Com a possibilidade de não poder mais adquirir suplementos de ora-pro-nóbis no Brasil após proibição da Anvisa, os consumidores podem pensar na produção caseira dessa planta rica em nutrientes. A ora-pro-nóbis, famosa por suas folhas comestíveis e benefícios à saúde, cresce facilmente em casa, tanto em vasos quanto no jardim. Aqui está um guia completo sobre como plantar, cuidar e consumir essa planta valiosa.

    Para iniciar o cultivo, você pode usar sementes ou estacas de ramos semi-lenhosos, com cerca de 15 a 20 cm de comprimento. A melhor época para plantar é durante o período chuvoso, de setembro a janeiro. Em vasos, use terra vegetal acrescida de húmus para garantir nutrientes suficientes.

    A ora-pro-nóbis é uma planta perene que leva cerca de 60 dias para começar a produzir folhas comestíveis após o plantio. O ciclo completo de produção dura cerca de 90 dias, e a floração ocorre a partir do segundo ano de vida.

    O solo ideal deve ser bem drenado e rico em matéria orgânica. Misture terra vegetal com húmus e areia para criar um substrato adequado. Evite encharcar o solo, pois a planta não tolera excesso de água. Em cultivos caseiros, não é necessário realizar análises laboratoriais do solo, mas é importante revolvê-lo bem antes do plantio.

    As folhas, frutos e flores da ora-pro-nóbis oferecem versatilidade na culinária e enriquecem diversas receitas, como saladas, omeletes, sucos e farofas. Para manter uma alimentação equilibrada, recomenda-se consumir entre 160g e 240g de vegetais diariamente, quantidade que pode incluir porções de ora-pro-nóbis.

    Tempo para produção e colheita

    • Crescimento rápido: a ora-pro-nobis começa a produzir folhas em 3 a 4 meses.
    • Colheita sustentável: retire folhas e flores manualmente, evitando danificar os ramos principais. A planta rebrota rapidamente.
    • Floração: ocorre entre primavera e verão, com frutos comestíveis que atraem pássaros.

    Cuidados essenciais com o solo

    • Adubação: use compostagem a cada 3 meses para manter nutrientes.
    • Controle de pragas: a planta é resistente, mas pulverize com água e sabão neutro em caso de cochonilhas.
    • Poda: faça podas anuais para renovar os ramos e estimular o crescimento.

    A planta é versátil e pode ser usada fresca ou desidratada:

    Folhas
    • Saladas: lave bem e adicione cruas (ricas em ferro e vitamina C).
    • Sopas e refogados: cozinhe como espinafre.
    • Farinha: desidrate as folhas, triture e use em pães, smoothies ou mingaus.
    Flores e frutos:
    • As flores são comestíveis e decorativas.
    • Os frutos (amarronzados) podem ser consumidos in natura ou em geleias.
    Benefícios

    Fonte de proteína: 25% de proteína em suas folhas secas.

    Rica em fibras: auxilia na digestão e controle glicêmico.

    Vitamina A e C: fortalece a imunidade e saúde da pele.

    Por que cultivar em casa?
    • Além de substituir suplementos, a ora-pro-nobis:
    • Economiza dinheiro: uma planta adulta produz folhas durante anos.
    • É sustentável: reduz a demanda por produtos industrializados.
    • Decora e proteje: seus espinhos formam cercas-vivas naturais contra invasores.

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