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  • BNDES libera R$ 7,5 bi a produtores afetados pelo clima

    BNDES libera R$ 7,5 bi a produtores afetados pelo clima

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 7,5 bilhões em créditos a produtores afetados por crises climáticas. O banco destinou os recursos ao programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais. O governo federal reservou R$ 12 bilhões para a iniciativa.

    O programa encerrou as operações no dia 10 de fevereiro. O BNDES criou a linha para financiar agricultores com perdas significativas de safra. Além disso, os produtores enfrentaram dificuldades para honrar compromissos financeiros após os prejuízos nas lavouras. O financiamento oferece prazo de até nove anos e também inclui até um ano de carência.

    Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o programa permitiu reorganizar contas e quitar débitos. Ele afirmou que pequenos e grandes produtores voltaram a produzir. Além disso, Mercadante destacou impactos na economia. De acordo com ele, a retomada da produção ajudou a reduzir o valor da cesta básica.

    Assim, o país registrou queda nos preços no segundo semestre de 2025. Consequentemente, houve impactos positivos na inflação e no orçamento das famílias.

    Balanço do programa

    O programa começou em 16 de outubro de 2025. Durante a vigência, o BNDES contratou 27.796 operações. Os contratos envolveram produtores de 754 municípios. Além disso, as operações alcançaram 22 Estados. O tíquete médio ficou em R$ 270 mil.

    Do total liberado, R$ 4,8 bilhões atenderam beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). Os recursos também contemplaram produtores do Programa Nacional de Apoio aos Médio Produtores (Pronamp). Esses segmentos somaram 25.041 operações.

    Por outro lado, o banco destinou R$ 2,7 bilhões a outras linhas de crédito agrícola. Essas operações totalizaram 2.755 contratos. Os produtores puderam usar os recursos para liquidar ou amortizar crédito rural de custeio. Também utilizaram os valores para investimentos e para quitar Cédulas de Produto Rural. Inclusive, o programa aceitou contratos mais recentes.

    No entanto, o produtor precisou comprovar impacto de eventos climáticos. Além disso, o interessado teve de atender aos critérios estabelecidos. O acesso ocorreu por meio de instituições financeiras credenciadas ao BNDES.

    A medida contemplou produtores rurais, associações, condomínios e cooperativas agrícolas. Por fim, o banco seguiu listas de elegibilidade do Ministério da Agricultura. As listas indicaram regiões com maior recorrência de problemas climáticos.

  • Técnica de alimentação revoluciona a pecuária leiteira no Vale do Jequitinhonha

    Técnica de alimentação revoluciona a pecuária leiteira no Vale do Jequitinhonha

    O Programa Integração Lavoura-Pecuária, implantado em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, tem como foco aumentar a produtividade e a qualidade do leite por meio da alimentação dos animais. Essa iniciativa beneficia diretamente a pecuária leiteira, principal atividade econômica do município, e resulta da parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), a prefeitura local e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

    A técnica utilizada consiste no plantio consorciado de sorgo e capim para a produção de silagem. O extensionista da Emater-MG em Coronel Murta, Kadson Siqueira, explica que o projeto começou em 2022 com o objetivo de fornecer alimento de qualidade para os animais durante o período de estiagem.

    “No início do projeto, muitos pecuaristas desconheciam a possibilidade de integrar lavoura e pecuária. Realizamos um trabalho de campo para apresentar o sistema aos agricultores do município e regiões vizinhas. Oferecemos assistência técnica completa, desde o preparo do solo até o armazenamento da silagem”, destaca Kadson Siqueira.

    Unidades demonstrativas mostram resultados positivos

    Dois pecuaristas do município cederam suas propriedades para servir como unidades demonstrativas do programa. A Fazenda Vereda, do agricultor Ronivaldo Rodrigues Prates, foi pioneira na ação. Ronivaldo decidiu participar para melhorar a produção e garantir uma alimentação de qualidade para o rebanho.

    “Com muito esforço, consegui alcançar o objetivo. Enfrentei desafios como ervas daninhas, insetos e variações climáticas, mas a orientação da Emater-MG foi fundamental para superar esses obstáculos. A silagem de qualidade tem melhorado significativamente o leite produzido”, comemora Ronivaldo.

    Programa Integração Lavoura-Pecuária, implantado em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha. Emater-MG / Divulgação

    Animado com os resultados, o pecuarista planeja expandir a propriedade e aprimorar as atividades no futuro. “Sou grato pela oportunidade e espero continuar evoluindo”, afirma.

    Após observar o sucesso do colega, o produtor Clélio Bitencourt Murta também aderiu ao programa, abrindo sua propriedade como unidade demonstrativa. Ele destaca os ganhos obtidos: “A experiência tem sido muito positiva, tanto no aumento da produção quanto na melhoria da qualidade do leite”.

    Como funciona o sistema e os cuidados necessários

    Kadson Siqueira ressalta que o sistema de plantio consorciado é simples de implantar e manejar. O sorgo e o capim são plantados simultaneamente, e a colheita para silagem ocorre aproximadamente 90 dias depois. Os custos iniciais para os pecuaristas foram baixos.

    “Devido à baixa pluviometria, optaram pelo sistema de sequeiro, eliminando gastos com irrigação. A Embrapa forneceu as sementes, enquanto a prefeitura disponibilizou o maquinário para plantio e a ensiladeira para a colheita. A adubação segue a análise de solo, e o monitoramento constante evita pragas, doenças e ervas daninhas”, explica o técnico.

    O volumoso produzido apresenta alto valor nutricional, o que eleva a produtividade e a qualidade do leite. A expectativa da Emater-MG é ampliar o número de produtores beneficiados pelo programa ainda neste ano.

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  • Aplique Certo: programa certifica mais de 5 mil profissionais

    Aplique Certo: programa certifica mais de 5 mil profissionais

    O programa Aplique Certo – GIROAgro oferece treinamento e capacitação para operadores de pulverização, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, gerentes de fazendas e produtores rurais em todo o Brasil e países sul-americanos.

    A aplicação correta de agroquímicos e bioinsumos por pulverização é fundamental para garantir uma colheita produtiva e rentável ao final da safra. Atenta a essa necessidade, a GIROAgro, empresa 100% brasileira com quase 25 anos de atuação, criou um laboratório móvel de Tecnologia de Aplicação. O objetivo é apoiar o produtor rural na aplicação de insumos agrícolas, no manejo e na limpeza dos equipamentos utilizados nas pulverizações agrícolas, por meio do programa Aplique Certo – GIROAgro.

    A GIROAgro oferece o programa gratuitamente aos seus clientes, contando com uma equipe de engenheiros agrônomos altamente treinados. O foco está no ensino e em treinamentos práticos, que ajudam a identificar falhas na regulagem e calibração dos pulverizadores, no manejo dos produtos agroquímicos para proteção de cultivos e nutrição de plantas. O programa estabelece rotinas e boas práticas de campo. E aumenta a efetividade no controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de elevar os tetos produtivos.

    Treinamento itinerante

    De forma itinerante, o Aplique Certo percorre todo o país, atendendo aos principais polos de atuação da GIROAgro. Mais de cinco mil profissionais do agronegócio e produtores rurais, tanto brasileiros quanto sul-americanos, já se beneficiaram do treinamento. Durante o programa, agricultores recebem consultoria personalizada para escolher corretamente produtos, pontas e bicos de pulverização. Além de aprender cuidados no manuseio de agroquímicos, preparo da calda, uso adequado de adjuvantes agrícolas e análise das condições ambientais. Essas orientações ajudam a evitar perdas no campo, contaminação ambiental e prejuízos financeiros.

    Segundo Gilberto Campos, diretor técnico da GIROAgro, o programa leva conhecimento, procedimentos técnicos e treinamento ao produtor agrícola e sua equipe. “Queremos garantir aos nossos parceiros do campo uma aplicação eficaz e sem desperdícios, mantendo altos tetos produtivos e contribuindo para mais alimentos saudáveis no mercado, promovendo a sustentabilidade alimentar”, afirma.

    O treinamento do Aplique Certo é dividido em três fases. Na primeira, teórica, os participantes recebem orientações sobre princípios básicos da pulverização, regulagem e calibração dos pulverizadores, preparo correto da calda e análise das condições ambientais e do alvo biológico. Gilberto Campos destaca a importância da boa formação da calda para evitar desperdícios e problemas operacionais. Ainda na teoria, os profissionais aprendem sobre a “deriva” – perda de gotas pulverizadas devido a variações ambientais. E recebem orientações sobre o uso de adjuvantes agrícolas e Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

    Fases práticas

    As duas fases seguintes são práticas. Os participantes realizam checklist dos pulverizadores, fazem limpeza e manutenção dos componentes, avaliam o estado dos equipamentos e verificam o desgaste de pontas e bicos, conferindo regulagem e calibração.

    Gilberto Campos reforça que esses módulos garantem maior rentabilidade ao agricultor. Com regulagem, calibração e manutenção preventiva, é possível evitar falhas no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Isso impacta diretamente a produtividade e pode evitar perdas de até 90% da produção. Ao final, os participantes recebem um relatório com as indicações de manutenção e o certificado de conclusão.

    “Desde 2006, quando implantamos o Aplique Certo, a GIROAgro atua em todas as regiões do Brasil com a convicção de que realizamos mais do que educação sustentável em produção agrícola. Ajudamos milhares de profissionais do agronegócio e produtores rurais a utilizar de forma eficiente e sustentável os produtos e equipamentos de pulverização”, conclui Gilberto Campos.

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  • Elas Exportam: inscrições para programa estão abertas

    Elas Exportam: inscrições para programa estão abertas

    As inscrições para a 4ª edição do Programa Elas Exportam estão abertas até 10 de março, oferecendo 50 vagas para mentoras e 50 vagas para mentoradas. Este programa, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), visa impulsionar a participação feminina no comércio exterior, conectando mulheres empreendedoras experientes a novatas no mercado internacional.

    O programa promove a troca de experiências e conhecimento entre mentoras e mentoradas, alinhando perfis com base em setor de atuação, destino das exportações e região geográfica. Essa correspondência maximiza o impacto das mentorias, contribuindo para o desenvolvimento profissional das lideranças e o sucesso do programa.

    Novidades na 4ª edição

    Uma das principais novidades desta edição é a criação de um Banco de Mentoras, que permanecerá aberto ao longo de 2025. Este banco será acionado em dois momentos: agora, para a 4ª edição, e no segundo semestre, para a 5ª edição. Isso proporciona mais previsibilidade e tempo para as candidatas se organizarem.

    Para se candidatar como mentora, é necessário ter experiência em comércio exterior ou áreas correlatas, além de compromisso e dedicação para orientar empreendedoras selecionadas. Empresárias de qualquer ramo que desejem exportar podem se inscrever para a mentoria.

    A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destaca o compromisso do governo em promover inclusão e diversidade no comércio exterior. Já a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, enfatiza a força da parceria entre as instituições envolvidas, visando fortalecer as mulheres empreendedoras no mercado internacional. A 4ª edição do programa promete ampliar ainda mais esse impacto, levando novas empresas a se posicionarem globalmente.

    Empreendedoras interessadas podem acompanhar mais informações e realizar inscrições aqui.

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  • BNDES Emergencial apoia empresas afetadas por enchente no RS

    BNDES Emergencial apoia empresas afetadas por enchente no RS

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um crédito de R$ 24,4 milhões para a Grano Alimentos, empresa do setor de vegetais congelados. A verba é parte do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul. O apoio financeiro visa auxiliar a recuperação da empresa após os danos causados pela inundação no estado gaúcho ano passado. Ela atingiu seu centro de recebimento e armazenamento em Esteio (RS) durante a enchente de 2024.

    A inundação afetou severamente as operações da Grano, com um dos armazéns registrando alagamentos de até três metros de altura. O sistema de refrigeração ficou desligado por mais de 25 dias devido a danos na rede elétrica, resultando na perda de vegetais armazenados, incluindo brócolis, ervilha, espinafre, couve-flor e batata. “A linha de crédito obtida do BNDES traz não apenas alívio financeiro em um momento crítico, mas também possibilita que a Grano volte a investir em práticas sustentáveis”, afirmou Wilrobson Bassiano, diretor financeiro da Grano.

    Destinação dos Recursos

    Os recursos do BNDES serão utilizados para despesas de capital de giro, permitindo a reposição dos estoques perdidos e a continuidade das operações. A empresa também planeja utilizar o financiamento para apoiar a colheita de mudas e brócolis.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o crédito à Grano Alimentos promove a manutenção de uma empresa gaúcha que gera renda e une indústria à produção de alimentos. “Esse apoio é fundamental para fortalecer a agricultura familiar, que representa uma parte significativa da cadeia produtiva”, afirmou.

    Programa BNDES Emergencial

    O programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul tem como objetivo fornecer suporte financeiro às empresas afetadas por desastres naturais e crises econômicas. Até agora, o programa já aprovou R$ 17,5 bilhões para capital de giro. Isso além de R$ 3,2 bilhões para aquisição de máquinas e equipamentos e R$ 1,5 bilhão para investimentos e reconstrução. As empresas beneficiadas precisam manter os empregos nas unidades apoiadas pelo crédito.

    A aprovação do crédito pelo BNDES representa um passo importante na recuperação da Grano Alimentos. E destaca o compromisso do governo com o fortalecimento da economia local no Rio Grande do Sul. Com esse apoio financeiro, a empresa poderá retomar suas atividades e continuar contribuindo para o abastecimento alimentar no Brasil.

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  • SP lança programa para incentivar produção de Café Canephora

    SP lança programa para incentivar produção de Café Canephora

    Nesta quinta-feira (31), o Governo do Estado de São Paulo lança um programa que busca fortalecer o setor cafeeiro e impulsionar a economia rural. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a iniciativa privada, lança o Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora, uma ação que visa aumentar a competitividade da produção cafeeira no estado.

    Canephora

    Com foco nas regiões Centro-Oeste, Oeste e Noroeste de São Paulo, o programa busca incentivar produtores a cultivar o grão Canephora. Em resumo, ele é mais resistente a altas temperaturas e com demanda crescente no mercado nacional e internacional. Ou seja, nova iniciativa pode fomentar o desenvolvimento agrícola sustentável e a geração de empregos e renda no campo.

    Aposta da expansão do cultivo do café no estado

    Tradicionalmente, São Paulo destacou-se como produtor de café arábica no Brasil, mas agora aposta na produção de Canephora para aumentar sua participação no setor cafeeiro. O programa é resultado de uma colaboração entre a Secretaria de Agricultura e a Câmara Setorial do Café, além de apoio técnico de instituições como a APTA, CATI e ITESP.

    “O envolvimento do setor público com a iniciativa privada é uma prioridade para o governo paulista. Nossa expectativa é de uma cafeicultura mais resiliente, sustentável e adaptada às mudanças climáticas”, afirmou o secretário de Agricultura Guilherme Piai.

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    Objetivos e ações do programa

    O Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora inclui várias diretrizes para estimular a produção sustentável do grão no estado. Entre as metas, destacam-se a validação e difusão de tecnologias específicas para o cultivo do Canephora em condições edafoclimáticas da região Oeste paulista. Outro foco é a produção de mudas de alta qualidade genética e fitossanitária para garantir a sustentabilidade dos cultivos.

    Além disso, a Secretaria pretende implementar áreas piloto e vitrines tecnológicas, além de capacitar técnicos e produtores por meio de palestras, treinamentos e dias de campo.

    Café Canephora

    O café Canephora, que inclui as variedades conilon e robusta, representa cerca de 40% da produção mundial de café, com o Vietnã liderando a exportação global. No Brasil, a produção de Canephora está em expansão, especialmente nos estados do Espírito Santo, Bahia e Rondônia, que atualmente representam 30% do mercado interno de café. Com o novo programa, São Paulo almeja tornar-se uma referência também na produção desse tipo de grão.

    A demanda mundial pelo Canephora, especialmente no mercado de café solúvel e blends, está em crescimento. Com maior produtividade e preço competitivo em relação ao arábica, a produção de Canephora se torna uma alternativa viável para os produtores paulistas, segundo dados da Conab.

    Lançamento do programa

    O lançamento oficial do Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora acontecerá no Instituto Biológico, na Vila Mariana, em São Paulo, às 14h. A programação inclui atividades como plantio de mudas, palestras sobre as diretrizes do programa e apresentações de especialistas do setor.

    O evento reunirá produtores, técnicos e representantes do setor privado para discutir desafios e oportunidades na produção do café Canephora em São Paulo. Ou seja, o objetivo é fortalecer a integração e o desenvolvimento de uma cafeicultura sustentável e competitiva.