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  • Manejo do pirarucu avança no Amazonas

    Manejo do pirarucu avança no Amazonas

    Uma série de eventos realizados em Manaus ao longo de maio reuniu representantes do governo, academia e comunidades para avançar no manejo sustentável do pirarucu (Arapaima gigas) no Amazonas. As discussões contaram com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e tiveram como principal objetivo fortalecer e institucionalizar as políticas voltadas à espécie.

    Encontros buscaram institucionalizar as tratativas referentes ao manejo da espécie. Foto: Divulgação/Ibama

    Como resultado direto das articulações, o Ibama estruturou o Comitê Técnico Permanente do Programa Arapaima. O grupo, formado por 15 instituições, promoveu sua segunda reunião neste mês e definiu prioridades como planejamento estratégico, análise dos resultados do último semestre e o georreferenciamento das áreas de manejo no estado.

    Outro destaque foi o avanço do Sistema Arapaima de Rastreabilidade, ferramenta desenvolvida pelo Ibama e atualmente em fase de testes. A iniciativa busca organizar e garantir a rastreabilidade da cadeia produtiva do pirarucu, incluindo carne, pele e couro provenientes de manejo sustentável.

    Pagamento por serviços ambientais entra na pauta

    Os eventos também discutiram a implementação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA Pirarucu), instituído pela Chamada Pública MMA/CONAB nº 01/2026. O programa prevê remuneração aos manejadores que atuam na conservação da espécie.

    O Ibama mantém papel central no processo, ao monitorar o manejo e definir as cotas anuais de captura. Até 15 de junho, o órgão deve consolidar dados enviados pelas áreas de manejo, incluindo número de lagos monitorados, quantidade de peixes contabilizados e associações envolvidas na atividade. Com base nessas informações, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) calculará os pagamentos aos manejadores.

    Orientação técnica e apoio às comunidades

    Durante a programação, o Ibama apresentou as exigências legais do manejo do pirarucu e traçou um panorama da pesca em 2025. A equipe também realizou cerca de 60 atendimentos individuais a comunitários, com foco em organização social, fiscalização, vigilância e associativismo.

    Além disso, técnicos atualizaram as coordenadas geográficas das áreas de manejo no Amazonas, reforçando o controle e a gestão territorial da atividade.

  • Pesca de 19 mil pirarucus é autorizada em reserva ambiental do Amazonas

    Pesca de 19 mil pirarucus é autorizada em reserva ambiental do Amazonas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a captura legal de 19.405 pirarucus (Arapaima gigas) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Médio Solimões, Amazonas. Essa autorização integra o Programa Arapaima, que visa o manejo sustentável do pirarucu e a conservação dos ecossistemas de várzea, estimulando práticas comunitárias e fomentando benefícios socioeconômicos para as comunidades envolvidas.

    A cota liberada corresponde a 28% dos peixes adultos contabilizados nas 22 localidades beneficiadas, respeitando critérios científicos de sustentabilidade, com fiscalização rigorosa, biometria obrigatória e rastreabilidade do pescado. O manejo sustentável também promove transparência econômica e desenvolvimento comunitário na Amazônia.

    Detalhes do manejo e autorizações

    Foram emitidas 13 autorizações para seis instituições parceiras que organizam a pesca junto às comunidades.

    São 68.063 pirarucus adultos contabilizados, e a cota de pesca liberada é de 28%, podendo variar entre 18% e 30% conforme a capacidade e situação de cada setor.A autorização é válida até 30 de novembro de 2025.

    Foto: Divulgação/IDSM

    Exigências rigorosas incluem biometria de todos os peixes, lacres numerados para rastreabilidade, relatórios detalhados, monitoramento via georreferenciamento e supervisão constante pelos órgãos ambientais.

    O transporte do pescado depende de guias de trânsito do Ibama, garantindo legalidade. Peixes fora dos critérios legais devem ser doados, reforçando a responsabilidade socioambiental.

    Programa Arapaima

    Instituído pelo Ibama em fevereiro de 2025, o programa tem por objetivo promover o manejo sustentável do pirarucu e conservar ecossistemas de várzea.

    Incentiva a organização coletiva dos pescadores e apoia o desenvolvimento socioeconômico das populações tradicionais da região.

    O programa também prioriza o monitoramento contínuo da espécie, o controle da pesca e a rastreabilidade para fiscalização e exportação legal.

    O Programa Arapaima cobre principalmente o estado do Amazonas, com possibilidades de expansão para outros estados da Amazônia.

    Assim, o manejo autorizado em 2025 na RDS Mamirauá reflete um modelo de uso sustentável da biodiversidade amazônica. Cmbinando conservação ambiental e geração de renda para comunidades locais de forma transparente e regulamentada.

  • Manejo sustentável do pirarucu é destaque em evento no Amazonas

    Manejo sustentável do pirarucu é destaque em evento no Amazonas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participou da 13ª Reunião do Coletivo do Pirarucu, realizada de 21 a 23 de maio na Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, em Manaus (AM). O encontro reuniu 81 participantes, entre pescadores indígenas, ribeirinhos, representantes de instituições públicas e organizações não governamentais, com o objetivo de fortalecer o manejo sustentável do pirarucu (Arapaima gigas) na região amazônica.

    Recentemente, o Ibama instituiu o Programa Arapaima (Portaria nº 22/2025) para incentivar práticas comunitárias que protegem os ambientes aquáticos naturais do pirarucu. O programa também fomenta a organização coletiva dos pescadores envolvidos no manejo e apoia a geração de benefícios socioeconômicos para as comunidades que conservam os ecossistemas de várzea amazônica.

    O Programa Arapaima prevê a elaboração de um plano de ação para aprimorar e fortalecer as etapas do manejo sustentável da espécie. As comunidades locais vão desenvolver o planejamento em parceria com a Superintendência do Ibama no Amazonas.

    Expansão e institucionalização do manejo sustentável

    Cristina Buck, coordenadora do Uso Sustentável da Fauna e da Biodiversidade Aquática do Ibama, destaca que o manejo do pirarucu começou no trecho médio do rio Solimões e hoje ocorre em 32 áreas, incluindo Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Áreas de Acordo de Pesca. Essa prática é conduzida por comunidades ribeirinhas e povos tradicionais.

    “A criação do Programa Arapaima representa uma nova etapa para valorizar esse trabalho, integrando-o melhor dentro do Ibama com metas e objetivos claros”, afirma Cristina. Ela ressalta que a institucionalização do programa permitirá garantir maior orçamento e estabelecer parcerias com universidades e institutos de pesquisa, fortalecendo a estratégia comunitária de conservação da Amazônia.

    Pesca responsável garante sustentabilidade do pirarucu

    A pesca do pirarucu manejado segue critérios técnicos rigorosos. Apenas 30% dos indivíduos adultos contados podem ser capturados. E 70% permanecem preservados para garantir a manutenção e o aumento dos estoques ao longo do tempo. Além disso, as comunidades realizam vigilância constante dos locais de pesca para proteger os ambientes aquáticos onde os peixes se reproduzem, assegurando a sustentabilidade do recurso.

    Walmir Nogueira, agente ambiental do Ibama que acompanha o manejo desde o início, destaca a importância social do trabalho. “Essa ação promove a união das comunidades, valorizando o esforço coletivo”, afirma. Ele explica que onde há manejo e unidade de conservação, o território se mantém preservado, pois a comunidade assume a responsabilidade pela proteção ambiental.

    “Proteger o pirarucu significa cuidar de toda a biodiversidade local, incluindo recursos naturais, espécies aquáticas e elementos terrestres”, complementa Walmir.

    A conservação do pirarucu gera resultados concretos, pois os recursos naturais não só se mantêm, mas também se fortalecem e se desenvolvem. Cristina Buck ressalta que esse sucesso depende da participação ativa das comunidades locais. Elas desempenham papel fundamental na proteção e no cuidado com o meio ambiente.

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