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  • Azeites gaúchos ganham novo selo de qualidade

    Azeites gaúchos ganham novo selo de qualidade

    O número de marcas de azeite certificadas com o Selo Produtos Premium, Origem e Qualidade RS quase dobrou neste ano. A lista passou de 14 para 26 rótulos aprovados.

    Concedido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), o selo exige comprovação da origem gaúcha, análises físico-químicas e avaliação sensorial.

    Critérios de qualidade

    O programa estabelece acidez máxima de 0,3% para os azeites certificados. O limite é inferior ao de um azeite extravirgem convencional, de 0,8%.

    Os produtos também devem estar livres de defeitos e apresentar padrão de qualidade superior ao extravirgem convencional. A acidez está relacionada à qualidade da fruta e aos cuidados na colheita, no transporte e no processamento.

    Esses fatores influenciam a estabilidade do azeite e a concentração de polifenóis e antioxidantes.

    Testes e rastreabilidade

    A certificação acompanha o produto desde o cultivo das oliveiras até a extração no lagar. As amostras passam por análises laboratoriais e testes sensoriais às cegas, conduzidos por provadores treinados.

    Durante a avaliação, são analisados atributos como frutado, amargo e picante, além da presença de possíveis defeitos. As amostras recebem códigos para evitar que a marca ou o produtor influencie o resultado.

    Segundo o Ibraoliva, o selo informa ao consumidor que o lote foi testado e atende aos critérios de origem e qualidade definidos pelo programa.

    Marcas aprovadas

    Receberam o selo neste ciclo:

    • Alto Bonito
    • Altos da Bolena
    • Batalha
    • Biome Pampa
    • Cadenza
    • Candeia
    • Capela de Santana
    • Casa Gabriel Rodrigues
    • Cerro Partido
    • Don José
    • Estância das Oliveiras
    • Fazenda Quintana
    • Herança do Cerro
    •  Milonga
    • Nina
    • Nô
    • Olivae
    • Olivas D’Altas
    • Olivas do Campo
    • Olivas do Sul
    • Olivos Serra do Caverá
    • Quatro Luas
    • Sol das Olivas
    • Tenuta do Bosque
    • Terruá
    •  Torrinhas

    A entrega dos selos ocorrerá durante a Expointer no dia 1º de setembro, às 18h , na Casa do Ibraoliva, no Parque Assis Brasil. O programa define critérios de procedência e qualidade para produtos produzidos no Rio Grande do Sul.

  • Carne de búfalo: consumo cresce no Brasil

    Carne de búfalo: consumo cresce no Brasil

    A carne de búfalo, ainda pouco conhecida pela maioria dos brasileiros, emerge como uma opção promissora no cenário de alimentação saudável e sustentável. Embora o país abrigue o maior rebanho de búfalos do Ocidente – com cerca de 1,4 milhão de cabeças em 2019 e projeções de chegar a 2 milhões até 2025 –, seu consumo interno permanece modesto, representando menos de 5% do mercado de carnes vermelhas. Enquanto regiões como o Amapá quase não a incluem na dieta, cidades como Brasília e Porto Alegre começam a adotá-la em restaurantes e mercados, impulsionadas por consumidores em busca de alternativas nutritivas e ecológicas.

    A carne bubalina se destaca por seu perfil nutricional avantajado. Com 12 vezes menos gordura, 40% menos colesterol e 55% menos calorias que a carne bovina, ela também oferece 11% mais proteínas e 10% mais minerais, além de ser rica em ômega-3 – uma porção de 100g supre mais de 20% da necessidade diária desse ácido graxo essencial. Essas características a tornam ideal para quem prioriza saúde cardiovascular e controle de peso.

    No campo ambiental, os búfalos revelam vantagens significativas: são animais rústicos, adaptam-se a áreas alagadas e pantanosas (onde bovinos não prosperam) e demandam menos intervenções com medicamentos, reduzindo o uso de antibióticos. O manejo é 20% mais barato que o de gado tradicional, e subprodutos como queijos e linguiças artesanais agregam valor à cadeia produtiva.

    Desafios: textura, desconhecimento e mercado

    Apesar dos benefícios, a carne de búfalo enfrenta resistência. Sua textura mais firme e a ausência de marmoreio (gordura entremeada) podem levar à percepção de que é “dura”, especialmente se o abate ocorrer tardiamente. Para contornar isso, especialistas recomendam consumir animais jovens (até 24 meses) e preparar a carne entre mal passada e ao ponto. Estudos mostram que 66% dos consumidores não notam diferenças de sabor em comparação à carne bovina, mas a falta de informação ainda é uma barreira.

    Outro obstáculo é a legislação: a ausência de padrões específicos para qualidade e certificação dificulta a padronização do produto. Enquanto isso, supermercados e açougues hesitam em investir em cortes como picanha, filé mignon e costela de búfalo, mesmo estes sendo tão versáteis quanto os bovinos.

    O futuro da carne bubalina no brasil

    O setor avança a passos firmes, com crescimento de 10% ao ano e faturamento estimado em R$ 1 bilhão. Iniciativas como o Selo de Pureza Genética ABCB (Associação Brasileira de Criadores de Búfalos) buscam garantir qualidade e atrair consumidores exigentes. Parcerias com chefs de cozinha têm popularizado pratos sofisticados, como tornedós com aspargos ou hambúrgueres gourmet, enquanto feiras agropecuárias ampliam a visibilidade do produto.

    Para conquistar espaço, estratégias de marketing focam em embalagens atrativas e rótulos que destacam benefícios nutricionais. “O búfalo é o futuro da pecuária sustentável no Brasil. Seu potencial vai além da carne: o leite, mais cremoso e proteico, e o couro, mais resistente, são diferenciais”, afirma um relatório da Embrapa.

    Além da saúde e da ecologia, a carne de búfalo oferece versatilidade. Pode ser grelhada, assada ou usada em ensopados, adaptando-se a receitas tradicionais. Em propriedades rurais, sua criação ajuda a recuperar solos degradados, alinhando-se aos princípios da agricultura regenerativa.

    Enquanto o Brasil consolida sua posição como líder global em bioinsumos, a carne bubalina surge como um símbolo de inovação no agronegócio – uma resposta às demandas por alimentos nutritivos, éticos e de baixo impacto ambiental. Quem experimenta, dificilmente volta atrás.

    Baby Buf Premium lança linha especial na Serra Gaúcha

    A marca Baby Buf Premium, originária da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, está prestes a lançar sua linha de cortes especiais de carne de búfalo na Serra Gaúcha. O evento de lançamento ocorrerá no dia 7 de abril, na Bodega Del Toro, em Caxias do Sul, reunindo degustadores especializados e a imprensa. A ideia é ampliar o mercado para a região, destacando as qualidades diferenciadas da carne de búfalo, especialmente dos animais mais jovens, que apresentam bom acabamento de gordura e rendimento de carcaça.

    História e qualidade

    A propriedade em Rosário do Sul, onde a Baby Buf Premium é produzida, tem mais de 50 anos de experiência no cultivo de búfalos. Rogério Gonçalves, proprietário da marca, identificou a necessidade de criar um mercado diferenciado, não apenas em termos de oferta, mas também em preço e valor agregado. “Fizemos um estudo sobre onde colocar esse produto e decidimos que a alternativa seria processar a carne em frigorífico, transformando-a em produtos como linguiça e hambúrguer, com o selo e garantia da Baby Buf Premium,” explica Gonçalves.

    Além do lançamento na Serra Gaúcha, a propriedade em Rosário do Sul está em processo de certificação orgânica. E assim, permitir que as embalagens carreguem o selo de carne orgânica. Raphael Gonçalves, vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), elogia a iniciativa, destacando que os búfalos são jovens, livres de hormônios e antibióticos, e criados a pasto, seguindo as regras de bem-estar animal. “Essa iniciativa valoriza a carne de búfalo, uma proteína vermelha de alta qualidade,” afirma.

    Mercado de alta renda

    A Ascribu apoia a iniciativa, visando valorizar o búfalo como uma alternativa de produção de proteína vermelha de alta qualidade. Gonçalves acredita que a Baby Buf Premium tem potencial para atingir um mercado de alta renda com produtos selecionados e carnes de primeira qualidade. “Desejamos um grande sucesso a essa empreitada dos criadores, demonstrando o potencial do búfalo para a carne,” conclui.

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