Tag: produtos agropecuários

  • Conheças as novas regras para produtos agropecuários na bagagem

    Conheças as novas regras para produtos agropecuários na bagagem

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas regras para a entrada de produtos agropecuários na bagagem de viajantes. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor em 4 de fevereiro.

    A medida busca impedir a entrada de pragas e agentes causadores de doenças no Brasil. Além disso, o regulamento protege o patrimônio agropecuário, o meio ambiente e a saúde pública. As regras abrangem animais, vegetais, alimentos e bebidas transportados por viajantes.

    O texto também inclui materiais genéticos, produtos veterinários e itens destinados à alimentação animal.  A norma alcança fertilizantes, corretivos, inoculantes, biofertilizantes e agrotóxicos. Também contempla produtos de madeira, subprodutos e outros derivados agropecuários.

    O Mapa poderá atualizar a lista de produtos a qualquer momento. As mudanças podem ocorrer por eventos sanitários ou novas avaliações de risco zoofitossanitário.

    O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional realiza a fiscalização nos pontos de ingresso. O Vigiagro analisa riscos fitossanitários, zoossanitários e sanitários dos produtos transportados. O órgão também verifica o cumprimento dos padrões de identidade e qualidade exigidos.

    A atuação segue normas internacionais e os interesses do agronegócio brasileiro. Segundo o secretário Carlos Goulart, as regras reforçam a defesa agropecuária nacional. Ele afirma que a medida reduz riscos e amplia a segurança sanitária no país. Goulart destaca ainda mais previsibilidade e clareza para quem entra no Brasil. O regulamento segue compromissos internacionais assumidos pelo governo brasileiro.

    Declaração de produtos agropecuários

    O viajante deve declarar produtos que exigem autorização de importação. O Mapa emite o documento e envia eletronicamente às unidades do Vigiagro. A declaração precisa informar descrição, quantidade e forma de acondicionamento dos produtos.

    O viajante deve indicar país de origem, procedência e modal de transporte utilizado. A norma autoriza transporte aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário. O documento deve indicar a bagagem acompanhada como via autorizada. O viajante também informa o local de ingresso no território nacional. A identificação deve conter nome completo, CPF, passaporte e validade da autorização.

    Descarte obrigatório de produtos proibidos

    O viajante deve descartar voluntariamente produtos proibidos antes do controle aduaneiro. O descarte ocorre em contentores agropecuários disponíveis nos pontos de ingresso. Caso transporte esses itens, o viajante precisa declará-los na e-DBV. Em seguida, deve procurar o Vigiagro pelo canal “Bens a Declarar”.

  • Agronegócio brasileiro amplia acesso a novos mercados

    Agronegócio brasileiro amplia acesso a novos mercados

    O agronegócio brasileiro segue ampliando suas fronteiras comerciais. O governo federal anunciou novas aberturas de mercado na União Econômica Euroasiática, no Japão e na Nicarágua, consolidando o total de 507 acessos liberados desde o início de 2023, resultado direto das negociações conduzidas entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Na União Econômica Euroasiática, bloco formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, com mais de 183 milhões de habitantes, foi aprovada a exportação da castanha de baru brasileira. O fruto, nativo do Cerrado, é reconhecido pelo potencial nutricional e pelo papel socioeconômico para comunidades locais. Em 2024, o bloco importou US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para soja, carnes e café.

    O Japão, por sua vez, autorizou a entrada de frutas congeladas e desidratadas produzidas no Brasil. A medida abre espaço para produtos de maior valor agregado em um mercado exigente e em expansão no consumo de frutas processadas. Com 124 milhões de habitantes, o país asiático comprou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024.

    Já a Nicarágua aprovou a importação de arroz beneficiado do Brasil. Com população estimada em 6,9 milhões de habitantes, o país importou US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro de 2025. Um crescimento de 8,5% em comparação a 2024.

    As novas aberturas de mercado reforçam a estratégia brasileira de diversificação de destinos e produtos agropecuários, incluindo itens com valor agregado e maior competitividade internacional.

  • Agronegócio brasileiro exporta US$ 14,29 bilhões em agosto e supera 2024

    Agronegócio brasileiro exporta US$ 14,29 bilhões em agosto e supera 2024

    O agronegócio brasileiro faturou US$ 14,29 bilhões com exportações em agosto de 2025. O valor representa crescimento de 1,5% sobre o mesmo período de 2024. O setor embarcou 5,1% mais produtos para o exterior, o que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.

    Três commodities comandaram o crescimento das vendas externas. A soja liderou os embarques com 9,3 milhões de toneladas, alta de 16,2% sobre agosto do ano passado. O produto gerou US$ 3,88 bilhões em receitas, crescimento de 11%.

    A carne bovina movimentou 268 mil toneladas, expansão de 23,5% na comparação anual. As vendas do produto somaram US$ 1,5 bilhão, salto de 56%.

    O milho completou o trio de líderes com 6,8 milhões de toneladas exportadas. O volume cresceu 12,9% e faturou US$ 1,36 bilhão, alta de 17%.

    Produtos alternativos batem recordes históricos

    O Ministério da Agricultura diversifica a pauta exportadora e abre novos mercados. A estratégia gerou recordes históricos em cinco produtos durante agosto.

    O sebo bovino alcançou 64,7 mil toneladas exportadas, crescimento de 17,2%. As vendas totalizaram US$ 74,1 milhões, expansão de 36,4%. Ambos os números representam os maiores valores já registrados para o mês.

    As sementes oleaginosas atingiram 68,5 mil toneladas embarcadas, alta de 10%. O faturamento chegou a US$ 71,3 milhões, crescimento de 16,5%. Os dois indicadores também bateram recordes mensais.

    Os feijões somaram 58,4 mil toneladas exportadas, expansão de 29%. A receita alcançou US$ 49,5 milhões, alta de 27,5%. As rações para animais domésticos faturaram US$ 35,9 milhões, crescimento de 22,6% sobre 2024.

    O óleo de amendoim registrou o desempenho mais impressionante. O produto saltou de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em 2025. O crescimento de 358% gerou receita de US$ 20 milhões, alta de 573,4%.

    China lidera compras e novos mercados se expandem

    A China permanece como maior compradora de produtos agropecuários brasileiros. O país asiático importou US$ 5,12 bilhões em agosto, crescimento de 32,9% sobre 2024. O valor representa 35,8% de todas as exportações do setor.

    A União Europeia ocupa a segunda posição com US$ 1,9 bilhão em compras. O México aparece como terceiro maior parceiro comercial na América Latina, com US$ 339 milhões importados. O país quase dobrou as compras do Brasil, com alta de 91,9% puxada principalmente pelas carnes.

    O Egito aumentou as importações em 14% e chegou a US$ 342 milhões. O milho impulsionou o crescimento das vendas para o país africano. Outros mercados asiáticos também expandiram. A Índia elevou as compras em 37,3% e a Tailândia registrou alta de 9,5%.

    Estratégia de abertura comercial acelera

    O Ministério da Agricultura intensifica a abertura de novos mercados. A pasta habilitou 22 novos destinos apenas em agosto de 2025. O número total de mercados autorizados saltou de 58 para 72 entre agosto de 2024 e 2025.

    A expansão resulta de 55 missões internacionais de negociação realizadas em 2025. As viagens ampliaram o acesso para diferentes cadeias produtivas. A estratégia consolida o Brasil como potência mundial no agronegócio e reduz a dependência de mercados tradicionais.