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    Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo do Sul do Brasil estão atentos às condições climáticas, que podem impactar a qualidade das lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, após um período de baixa pluviosidade que preocupava os triticultores, o excesso de chuvas agora é o principal desafio, especialmente no Paraná. As lavouras paranaenses estão na fase final do ciclo, e o clima pode prejudicar a colheita.

    Em 2023, o Paraná foi o maior produtor de trigo do Brasil, mas neste ano deve ocupar a segunda posição. De acordo com a Seab/Deral, 79% da área plantada já foi colhida. Pesquisadores do Cepea apontam que o restante da safra pode apresentar trigo de qualidade superior, com rendimento maior que o já colhido, porém as chuvas recentes causam preocupação.

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    Nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a situação também exige atenção. As atividades de colheita nesses estados estão no início, com apenas 1% da área total colhida até o momento. O clima segue sendo um fator decisivo para o desempenho final da safra.

    Novas cultivares

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), apresentou em agosto duas novas cultivares: o triticale IPR Goitacá e o trigo BRS Coleiro.

    A cultivar de triticale IPR Goitacá, com potencial produtivo elevado, alcançou cerca de 6,5 toneladas por hectare em ensaios experimentais. Ela apresenta boa sanidade, resistência ao oídio e à bacteriose. Também tem resistência moderada à ferrugem da folha e às manchas foliares, embora seja suscetível ao vírus do nanismo amarelo da cevada (VNAC).

    Já a cultivar de trigo BRS Coleiro, desenvolvida pela Embrapa, se destaca, por exemplo, pelo ciclo médio de 64 dias para espigamento e precoce para maturação fisiológica, completando o processo em 111 dias. “Essa característica atrai os produtores, pois permite melhor planejamento da safra de soja”, comenta um especialista da Embrapa. Sendo assim, A BRS Coleiro também oferece resistência ao acamamento, crestamento e oídio, com moderada resistência à giberela e manchas foliares. Seus grãos possuem alta força de glúten e são indicados para a produção de massas, pão industrial e pão francês.