Tag: produtores de cacau

  • Projeto de lei propõe preço mínimo para o cacau brasileiro

    Projeto de lei propõe preço mínimo para o cacau brasileiro

    Produtores de cacau podem ganhar uma rede de proteção contra as oscilações do mercado internacional. O Projeto de Lei 954/26, em tramitação na Câmara dos Deputados, institui um preço mínimo para o cacau produzido no Brasil, a ser calculado pelo governo federal com base nos custos reais de produção.

    O texto determina que o governo leve em conta despesas como mão de obra, insumos, colheita, infraestrutura e uso da terra ao definir o valor mínimo. A proposta também garante aos produtores uma margem de lucro de, no mínimo, 15%.

    O deputado Félix Mendonça Junior (PDT-BA), autor do projeto, aponta que os produtores de cacau convivem com forte instabilidade nos preços internacionais. E não contam, diferentemente do que ocorre com o café, com uma política permanente de garantia de preços.

    Deputado Félix Mendonça Junior (PDT-BA), autor do projeto de lei. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    Segundo o parlamentar, a proposta preenche uma lacuna histórica ao criar um sistema de preço mínimo baseado no custo real de produção, com margem de viabilidade econômica garantida e um fundo de intervenção financiado, em parte, por contribuição sobre as importações.

    Conab define parâmetros e pode intervir no mercado

    Um levantamento anual da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre os custos de produção do cacau servirá de base para o cálculo do governo. O valor mínimo, pela proposta, nunca poderá ficar abaixo do custo total de produção.

    Produtores que possuírem o Selo Verde Cacau,concedido a empresas com práticas sustentáveis, receberão um adicional de 10% sobre o preço mínimo estabelecido.

    Sempre que o preço de mercado permanecer abaixo do mínimo por mais de 30 dias consecutivos, a Conab deverá adotar uma de duas medidas para atender os produtores familiares. Primeiro, comprar a produção pelo preço mínimo, via Aquisição do Governo Federal (AGF). Ou conceder empréstimos com juros de 1% ao ano, com prazo de até 12 meses, usando as amêndoas de cacau como garantia.

    Fundo de estabilização reunirá recursos públicos e privados

    A proposta também cria o Fundo de Estabilização da Cacauicultura (FEC), destinado a financiar essas intervenções e a apoiar programas de melhoria da produção e da comercialização do cacau.

    O fundo reunirá recursos de quatro origens:

    • dotações do Orçamento da União
    • contribuição de 0,5% sobre as importações de amêndoas e produtos semielaborados de cacau
    • repasses de estados produtores aderentes ao programa
    • e doações e acordos internacionais.

    O projeto ainda prevê que o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia ofereçam instrumentos de proteção cambial a produtores e cooperativas exportadoras, com custo máximo de 1% ao ano.

    O projeto tramita em caráter conclusivo. E passará pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta ainda precisa da aprovação da Câmara e do Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Dia dos Namorados impulsiona mercado de chocolates e desafia produtores de cacau

    Dia dos Namorados impulsiona mercado de chocolates e desafia produtores de cacau

    O Dia dos Namorados movimenta muito mais do que floriculturas e joalherias. A data aquece um dos segmentos mais relevantes do varejo brasileiro, o de chocolates. E esse impulso chega diretamente ao campo, pressionando produtores de cacau a ampliar eficiência, produtividade e qualidade da safra para abastecer a indústria alimentícia em um dos períodos mais lucrativos do ano.

    O Brasil colhe entre 280 mil e 296 mil toneladas de cacau por ano e ocupa a 6ª posição entre os maiores produtores mundiais da fruta, segundo a ICCO (Organização Internacional do Cacau). Ainda assim, a produtividade média nacional chega a apenas 358 kg por hectare. Um índice que reforça a necessidade de planejamento produtivo mais eficiente para garantir regularidade no abastecimento.

    Nutrição vegetal como estratégia produtiva

    Para especialistas em nutrição vegetal, o cenário sazonal evidencia o papel estratégico de soluções de manejo para o produtor de cacau. A nutrição mineral equilibrada e a adubação foliar com micronutrientes garantem regularidade, qualidade e previsibilidade na oferta. Requisitos cada vez mais exigidos pela indústria chocolateira.

    Os fertilizantes líquidos se destacam nesse contexto: permitem absorção mais rápida pelas plantas, correção pontual de deficiências nutricionais e aplicação simultânea com defensivos agrícolas. Uma vantagem significativa para pequenos produtores, que trabalham com janelas curtas de manejo.

    “Nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes são fundamentais para processos fisiológicos vitais da planta, especialmente a fotossíntese. É ela que fornece os açúcares e a energia necessários para o desenvolvimento das raízes, folhas e frutos. Tanto a deficiência quanto o excesso desses nutrientes podem comprometer diretamente a produtividade e a qualidade da produção”, explica Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso do Grupo GIROAgro.

    Varejo digital cresce e chocolates lideram buscas sazonais

    No comércio, o Dia dos Namorados só perde em relevância para o Natal e o Dia das Mães no calendário varejista brasileiro. Em 2025, cerca de 93 milhões de consumidores foram às compras na data, impulsionando principalmente os setores de presentes, alimentação e experiências.

    O ambiente digital consolidou sua força nesse movimento. Segundo levantamento da Neotrust CONFI, o e-commerce movimentou R$ 9,23 bilhões durante o período. Chocolates premium, cestas temáticas e produtos personalizados lideram buscas e ações promocionais nas plataformas online.

    A indústria acompanha esse crescimento. Em 2024, a produção brasileira de chocolate ficou entre 803 mil e 806 mil toneladas, de acordo com a ABICAB (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates). O consumo per capita do brasileiro chegou a 3,9 kg de chocolate por ano, o maior patamar dos últimos anos. E o país figura entre os cinco maiores consumidores mundiais em volume absoluto.

    Para 2025/2026, a StoneX projeta superávit de 287 mil toneladas de cacau, sinal de que a cadeia produtiva busca se ajustar ao ritmo crescente da demanda.

    Consumidor precisa equilibrar emoção e planejamento financeiro

    O comportamento de compra em datas comemorativas também exige atenção do consumidor. Para Patrick Santos, doutor em economia e gerente de planejamento da Multimarcas Consórcios, decisões de última hora e compras emocionais marcam o perfil do comprador nessas ocasiões.

    “O Dia dos Namorados costuma estimular compras emocionais e decisões de última hora. Por isso, o consumidor precisa equilibrar desejo e planejamento, avaliando preço, qualidade, promoções e, principalmente, o impacto daquele gasto no orçamento dos próximos meses”, afirma.

    O especialista também aponta que observar o desempenho do mercado em anos anteriores ajuda a antecipar tendências. “No ano passado, o setor de chocolates registrou aumento nas vendas impulsionado pelas datas comemorativas e pela busca por presentes de valor afetivo. Esse movimento mostra que, mesmo em cenários de orçamento mais apertado, o consumidor tende a preservar gastos ligados a experiências e demonstrações de carinho. Para este ano, a expectativa é de comportamento semelhante, mas com atenção maior à comparação de preços e alternativas que permitam celebrar sem comprometer o planejamento financeiro”, analisa Santos.

    Em um cenário de consumo aquecido e datas sazonais cada vez mais relevantes para o varejo, a integração entre agronegócio, indústria e comércio se torna decisiva para atender à demanda do consumidor brasileiro, do cacaueiro à caixa de bombons.

  • Chocolate indígena do Pará recebe reconhecimento internacional de sustentabilidade

    Chocolate indígena do Pará recebe reconhecimento internacional de sustentabilidade

    A empreendedora indígena Katyana Xipaya conquistou reconhecimento internacional com sua marca de chocolates artesanais do Pará. O World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) selecionou a Sidjä Wahiü, que significa “Mulher Forte” na língua Xipaya, para integrar sua vitrine global de soluções sustentáveis.

    A coalizão mundial reúne empresas e iniciativas que aceleram a transição para um mundo sustentável. O conselho busca soluções para desafios como mudanças climáticas, conservação da natureza e equidade social.

    Cacau nativo vira modelo de negócio sustentável

    Katyana mora na comunidade ribeirinha de Jericoá 2, em Vitória do Xingu (PA). A líder indígena transformou o cacau nativo amazônico em produto de alto valor agregado desde 2023. O projeto conta com apoio da Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

    “Saber que o Sidjä Wahiü recebeu essa seleção me gratifica muito, porque ele não representa apenas meu trabalho. O chocolate mostra a força do empreendedorismo indígena, nossa cultura e o protagonismo das mulheres. Ocupamos nossos espaços e mostramos que não caminhamos sozinhos. Construímos essa história sementinha por sementinha”, afirma a empreendedora.

    Tradição familiar preserva floresta amazônica

    A produção dos chocolates mantém técnicas tradicionais que o avô de Katyana já utilizava às margens do Rio Xingu. “O Sidjä Wahiü carrega mais que sabor – ele carrega nossa raiz e a perseverança de manter o modo como meu avô trabalhava. Hoje produzimos chocolate fino com 72% de cacau e frutas como abacaxi e pitaia da nossa própria terra. Geramos renda para parentes ribeirinhos e para a agricultura familiar”, explica.

    Três famílias indígenas ribeirinhas da comunidade Jericoá 2 cultivam o cacau e as frutas desidratadas. Após a colheita e processamento inicial, a Cacauway, fábrica localizada em Medicilândia (PA), recebe a matéria-prima. A parceira técnica finaliza e refina os chocolates, garantindo o padrão de qualidade artesanal com acabamento para o mercado de chocolates finos.

    Pará lidera produção nacional de cacau

    A trajetória de Katyana inspira produtores de cacau no Pará, estado que concentra mais de 50% da produção nacional do fruto. A Embrapa aponta que a indústria cacaueira movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano no Brasil.

    chocolate artesanal e indígena
    Foto: Divulgação

    Em 2024, as comunidades indígenas apoiadas pela Norte Energia colheram 23 toneladas de cacau. A safra representa avanço crucial para a autonomia financeira das famílias envolvidas.

    Programa empresarial impulsiona bioeconomia regional

    O programa Belo Monte Empreende, da Norte Energia, impulsionou o sucesso da Sidjä Wahiü. A iniciativa fomenta atividades produtivas e fortalece aspectos socioambientais nas comunidades do Médio Xingu.

    Outras marcas de empreendedores indígenas também receberam apoio da empresa: Yudjá, Karaum Paru, Iawá e Ita’Aka Akauwa. Os negócios consolidam o Médio Xingu como polo produtor de chocolate sustentável.

    “O reconhecimento da marca Sidjä Wahiü pelo WBCSD prova que o desenvolvimento sustentável na Amazônia, quando respeita saberes tradicionais, alcança escala e relevância global. Para a Norte Energia, apoiar lideranças como Katyana Xipaya integra nossa estratégia de deixar um legado de autonomia e prosperidade para as comunidades do Médio Xingu”, destaca Thomás Sottili, Gerente de Projetos de Sustentabilidade da Norte Energia.

    A companhia investe em capacitação e infraestrutura por meio de projetos socioambientais. As iniciativas ajudam comunidades a alcançarem autonomia financeira enquanto mantêm a floresta preservada. O case demonstra que a união entre conhecimento tradicional e suporte institucional impulsiona o futuro da economia verde no Brasil.

  • Amazônia conquista protagonismo em concurso nacional de cacau premium

    Amazônia conquista protagonismo em concurso nacional de cacau premium

    A Amazônia consolidou sua liderança na produção de cacau de alto valor agregado neste sábado (6), durante a sétima edição do Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil, realizada em Cacoal (RO). Pequenos e médios produtores da região conquistaram os principais prêmios nas categorias Varietal e Mistura, demonstrando o avanço da qualidade na cacauicultura amazônica.

    O produtor paraense Robson Brogni, de Medicilândia, levou o primeiro lugar na categoria Mistura, dedicada a blends de variedades. Brogni acumula vitórias em edições anteriores do concurso e alcançou o segundo lugar no Cacao of Excellence Award em 2024, a principal competição global do segmento.

    Mauro Celso Tauffer, agricultor familiar de Buritis (RO), venceu a categoria Varietal pelo terceiro ano consecutivo. O produtor representa a consolidação do modelo amazônico de produção, baseado em sistemas agroflorestais (SAFs) que integram o cacau com espécies nativas.

    A produção amazônica cresce a partir de modelos agrícolas integrados ao ecossistema. Os sistemas agroflorestais aproveitam a característica natural do cacaueiro, planta de sub-bosque que se desenvolve à sombra. Essa técnica reduz danos ambientais e recupera áreas degradadas, combinando produtividade com preservação florestal.

    Evento reúne 500 participantes e autoridades do setor

    O Cacoal Selva Park sediou o evento, que reuniu cerca de 500 pessoas, incluindo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, representantes do setor produtivo e da indústria do chocolate.

    “Receber o Concurso Nacional em Rondônia reforça a importância do nosso estado no cenário agrícola nacional. Temos investido no fortalecimento da produção, na valorização do produtor rural e no incentivo às boas práticas”, destacou o governador.

    O concurso recebeu 108 amostras de cacau de todo o país. Os organizadores selecionaram 20 amostras para a etapa final, quando especialistas degustaram às cegas líquor (massa de cacau sem açúcar) e chocolates 70% produzidos pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC).

    Júri técnico e especialistas externos definem vencedores

    A comissão julgadora padronizou todo o processo de fabricação, embalagem e codificação para eliminar interferências. Especialistas do setor avaliaram o líquor, enquanto um júri externo — composto por nomes como a jornalista e cacauicultora Ticiana Villas Boas e a crítica gastronômica da Folha de S.Paulo, Priscila Pastre — definiu os três melhores de cada categoria.

    Adriana Reis, especialista em análise sensorial de cacau e chocolate e gerente de qualidade do CIC, explica que os resultados refletem características únicas da Amazônia.

    “O cacau amazônico é complexo, com notas suaves e frutadas, baixo amargor e nuances florais e de especiarias. É um cacau que celebra a nossa diversidade e nos coloca de forma competitiva no cenário de qualidade”, afirma a especialista.

    Premiação de R$ 100 mil reconhece excelência dos produtores

    Os vencedores dividiram R$ 100 mil em prêmios, valor que reconhece o trabalho de qualidade desenvolvido nas propriedades amazônicas.

    O concurso incorporou critérios socioambientais baseados no Currículo de Sustentabilidade do Cacau, ferramenta que mede a aderência dos produtores a boas práticas de manejo, uso racional de insumos e condições de trabalho. A avaliação incluiu questionários e visitas técnicas às propriedades.

    “O mercado já diferencia quem entrega qualidade com responsabilidade. A responsabilidade ambiental deixou de ser custo e se tornou diferencial competitivo”, afirma Cristiano Villela, diretor do CIC.

    O crescimento do segmento bean-to-bar, focado em rastreabilidade e narrativa de origem, tem impulsionado o interesse no cacau especial. Embora ainda represente um nicho, o setor oferece margens mais altas e eleva o padrão de produção no campo.

    O CIC organiza o concurso desde 2018 em parceria com entidades da indústria, como AIPC e Abicab. Nesta edição, o evento contou com apoio do Governo de Rondônia, Mars, Netafim, Cacau Show, Lacta, Dengo e Instituto Arapyaú, entre outras empresas e instituições públicas e privadas.

    VENCEDORES – VII CONCURSO NACIONAL DE CACAU ESPECIAL

    Categoria Mistura

    • 1º lugar: Robson Brogni (Medicilândia – PA)
    • 2º lugar: Gilmar Batista de Souza (Uruará – PA)
    • 3º lugar: Miriam Aparecida Federicci Vieira (Medicilândia – PA)

    Categoria Varietal

    • 1º lugar: Mauro Celso Tauffer (Buritis – RO) — Variedade BN34
    • 2º lugar: José Batista de Souza (Uruará – PA) — Variedade Casca Fina
    • 3º lugar: Luíz Anastácio da Silva (Cacoal – RO) — Variedade CEPEC 2022

  • Brasil inclui cacau entre os melhores do mundo pelo terceiro ano consecutivo

    Brasil inclui cacau entre os melhores do mundo pelo terceiro ano consecutivo

    Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil consolidou espaço entre os 50 melhores produtores de cacau do mundo, segundo o ranking do Cacao of Excellence (CoEx) 2025, principal competição global dedicada à avaliação da qualidade da amêndoa. A lista foi divulgada na noite de 22 de setembro, após a seleção rigorosa entre 191 amostras originárias de 45 países.

    Os três representantes brasileiros classificados são frutos da 6ª edição do Concurso Nacional de Cacau Especial, realizado em 2024, que selecionou nove amostras para a etapa internacional. Destas, três conquistaram vaga entre as melhores amêndoas do planeta e agora disputam medalhas de ouro, prata e bronze no 10º Prêmio Cacao of Excellence, com cerimônia marcada para fevereiro de 2026 em Amsterdã, Holanda.

    O destaque brasileiro inclui um blend de cacau de Itacaré (BA), produzido por Cláudia Sá, vencedora da categoria ‘Mistura’ no concurso nacional.

    Do Pará, classificaram-se um blend de Uruará, cultivado por Gilmar Batista de Souza, e uma amêndoa da variedade Alvorada01 produzida por Leomar Silva Vieira, de Medicilândia, região histórica na produção de cacau amazônico.

    Produtora de cacau na Bahia, Cláudia Sá ficou em primeiro lugar na categoria Mistura do Concurso Nacional de Cacau Especial de 2024, evento que a classificou para a disputa mundial. Foto: Carlos Borges

    Cláudia Sá celebrou o resultado: “Estar entre os 50 melhores do mundo é uma honra e uma grande felicidade. Essa conquista mostra que o Brasil produz cacau de alta qualidade e tem potencial para ser referência global”. O blend premiado é composto principalmente pela variedade PS1319, apelidada pela produtora de ‘Encantada’. Ela ainda reforçou seu sonho de tornar o cacau brasileiro o mais desejado mundialmente, destacando a importância da qualidade aliada à responsabilidade social e ambiental.

    Posição do país no mercado internacional

    Para Adriana Reis, gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC) e especialista em análise sensorial, a presença brasileira no CoEx fortalece a posição do país no mercado internacional. “O CoEx reconhece a diversidade, dedicação e excelência que transformam o cacau em uma joia rara,” afirmou. “É uma vitrine global para produtores que dominam todas as etapas, do cultivo ao beneficiamento, entregando amêndoas de altíssima qualidade.”

    O Concurso Nacional de Cacau Especial, maior certame de qualidade do país, chega em 2025 à sua 7ª edição, reunindo 108 amostras de cinco estados (Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Pará e Rondônia). A disputa oferece R$ 100 mil em prêmios e distribui reconhecimentos nas categorias Mistura/Blend e Varietal. Os vencedores serão anunciados em 6 de dezembro, em Cacoal (RO), após avaliações criteriosas que incluem sustentabilidade da produção, análises físico-químicas, testes sensoriais e transformações em chocolate para prova de paladar por júri especializado.

    O evento é promovido pelo CIC em parceria com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) e, este ano, conta com apoio do Governo de Rondônia.