Tag: produção de arroz

  • Alagoas registra crescimento de 41% na produção de arroz em três anos

    Alagoas registra crescimento de 41% na produção de arroz em três anos

    A produtividade do arroz em casca no Baixo São Francisco saltou 41% em três anos, ultrapassando 24 mil toneladas em 2025, segundo dados do IBGE. O avanço está diretamente ligado ao Programa Alagoas Mais Arroz, um projeto da Seagri dentro do Planta Alagoas.

    Foto: Tatiane Bastos/Ascom Seagri

    O estado alcançou 19 mil toneladas na safra de 2024, com uma economia de 11% em apenas um ano. Nessa fase, a área colhida alcançou 2.691 hectares, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

    Municipíos como Igreja Nova, Porto Real do Colégio e Penedo lideram a produção, com os números mais altos em hectare. Em Igreja Nova, por exemplo, 12,5 mil toneladas foram colhidas, gera uma produtividade de 9,74 ton/ha.

    Ação estratégica

    Desde 2024, o Estadual tem investido em fiscais, maquinário e extensão rural para ampliar o alcance dos produtores. Em parceria com a Embrapa Arroz, a Seagri promove treinamentos para tecnificar a cultura, incluindo a escolha de sementes e técnicas de manejo rentáveis.

    “Na próxima etapa, vamos trazer a Embrapa para Goiás para trabalhar com arroz especial como o preto e o vermelho”, destacou o secretário Marcelo Melo. A iniciativa busca elevar o valor agregado do produto e incluir o arroz de sequeiro em Penedo.

    Resultados positivos para produtores

    Apesar de preços ruins no mercado nacional, os agricultores relatam que as capacitações permitiram aumentar a produtividade com menos insumos. Lindomar Bispo, de Igreja Nova, explicou: “Com as recomendações da Embrapa, aprendemos a plantar de forma mais estratégica. Isso ajudou a economizar recursos e aumentar a renda.”

    Lindomar Bispo, produtor. Foto: Tatiane Bastos/Ascom Seagri

    A região possui condições climáticas e de solo ideais para a cultura do arroz, segundo a Embrapa. Com 87 mil toneladas de consumo interno, o crescimento da produção não só fortalece a economia local, mas também melhora a segurança alimentar do estado.

  • Como Alagoas se tornou referência nacional na produção de arroz irrigado

    Como Alagoas se tornou referência nacional na produção de arroz irrigado

    Produtores de arroz do Baixo São Francisco alagoano registram resultados expressivos após dois anos do programa Alagoas Mais Arroz, iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) que leva capacitação técnica e orientações de manejo aos municípios da região.

    Um dos beneficiados, o agricultor Eriosvaldo, de Igreja Nova, aumentou em 60% a produção em sua propriedade depois de participar dos treinamentos. Mesmo após cinco décadas plantando arroz. “Na realidade, eu vim aprender o manejo do arroz agora. Tudo mudou! Só tenho a agradecer ao Governo de Alagoas”, disse o produtor.

    Desde 2024, o programa já capacitou mais de 100 produtores e técnicos nos municípios de Igreja Nova, Porto Real do Colégio, Penedo e Piaçabuçu, além de municípios do Baixo São Francisco sergipano. A iniciativa conta com a parceria da Embrapa Arroz e Feijão, de Goiás, e da Prefeitura de Igreja Nova, e integra o programa estadual Planta Alagoas.

    Colheita recorde supera expectativas da Embrapa

    Na última semana, a colheita das Unidades Demonstrativas implantadas na região surpreendeu até os pesquisadores. Cinco cultivares de arroz irrigado atingiram aproximadamente 13 toneladas por hectare de arroz em casca, limpo e seco. Média bem acima das 9 toneladas por hectare registradas na região. No ano anterior, um dos materiais genéticos testados chegou a 16 toneladas por hectare, estabelecendo um recorde histórico para a Embrapa em todo o Brasil.

    “Esse ano, tivemos a proposta de aumentar a rentabilidade do produtor, pensando no preço do arroz, que teve redução no mercado. Queremos que eles entendam o mercado e comecem a produzir maximizando a produtividade ou avaliando a rentabilidade da produção”, explicou o pesquisador da Embrapa José Colombari.

    O secretário executivo de Agricultura Familiar, Ronaldo Targino, destacou a evolução do programa. “Colhemos bons frutos desde o primeiro momento. Começamos garantindo a semente de arroz, mas agora estamos garantindo assistência técnica com a Embrapa, com formação completa dos agricultores. Temos resultados que são modelo para todo o Brasil”, afirmou.

    Alagoas mira arrozes especiais e disputa espaço no mercado nacional

    A próxima etapa do Alagoas Mais Arroz prevê a avaliação do cultivo de variedades especiais, como o arroz preto e o vermelho. São produtos com maior valor agregado, desenvolvidos com características distintas de sabor e cor. A expansão deve movimentar toda a cadeia produtiva local, gerando impacto positivo para produtores, usinas beneficiadoras e consumidores.

    Foto: Tatiane Bastos / Ascom Seagri

    O pesquisador da Embrapa Raimundo Rocha acredita que o estado tem tudo para superar até o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional do grão. “Alagoas tem condição total para produtividade superior comparada ao Rio Grande do Sul. Aqui temos diferenciais de solo, temperatura e recursos hídricos. A gente consegue explorar a máxima capacidade produtiva da genética Embrapa, com lavouras impecáveis”, revelou.

  • Mirim Doce: conheça a Capital Nacional do Melhor Arroz

    Mirim Doce: conheça a Capital Nacional do Melhor Arroz

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (8) a Lei 15.323/26, que confere ao município de Mirim Doce, localizado no Alto Vale do Itajaí (SC), o título de Capital Nacional do Melhor Arroz. A publicação da norma no Diário Oficial da União marca um reconhecimento histórico para a pequena cidade catarinense, que tem na rizicultura sua principal atividade econômica.

    A nova legislação resulta do Projeto de Lei 3.037/2023, de autoria do deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC). E foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. No Senado, a proposta recebeu parecer favorável do senador Jorge Seif (PL-SC) e foi aprovada pela Comissão de Agricultura (CRA) em dezembro de 2024.

    Tradição e excelência na produção

    Com aproximadamente 2,8 mil habitantes, Mirim Doce possui uma tradição de mais de 70 anos no cultivo de arroz. Durante audiência pública realizada em novembro de 2025, o prefeito Bernardo Peron e o presidente da Câmara de Vereadores, Elesio Borghesan, ressaltaram a tradição de mais de 70 anos no cultivo do cereal e a excelência da produção local Tribuna do Sertão, que é majoritariamente baseada na agricultura familiar.

    Segundo o deputado Jorge Goetten, autor do projeto, o município reúne condições ideais para a produção de arroz de alta qualidade. “As condições climáticas encontradas e o sistema produtivo adotado pelos agricultores, com gestão sustentável da água utilizada na irrigação e uso intensivo de tecnologia, reduzem o custo médio de produção. Além disso, elevam a produtividade e garantem qualidade incontestável ao produto obtido”, afirmou o parlamentar.

    Santa Catarina: potência na produção de arroz

    O reconhecimento de Mirim Doce reflete a importância de Santa Catarina no cenário nacional da rizicultura. Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil e líder em produtividade, com uma área estável de cultivo em torno de 145 mil hectares.

    De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa), a produção desta safra deve ser 9,52% maior que a anterior, impulsionada por um aumento de 9,85% na produtividade média, estimada em 8,73 toneladas por hectare. Se confirmada, será uma safra recorde em produtividade para o estado.

    O arroz representa o quarto produto em Valor da Produção Agropecuária (VPA) em Santa Catarina, somando R$ 2,1 bilhões. Isso corresponde a 9,4% do total nacional. O cultivo envolve mais de 30 mil famílias catarinenses e emprega mais de 50 mil pessoas em toda a cadeia produtiva.

    Tecnologia e sustentabilidade

    O diferencial da produção catarinense está no modelo de cultivo em áreas alagadas, considerado uma marca registrada da rizicultura no estado e um exemplo nacional de eficiência no campo. Em mais de 40 anos de pesquisa da Epagri com arroz, a produtividade média do cereal no estado saltou de 2,2 para mais de 8 toneladas por hectare.

    Santa Catarina conta com 16 sementeiras oficiais que possuem tecnologia de ponta para a seleção dos melhores grãos. O mercado reconhece as sementes catarinenses como as melhores do Brasil, e produtores as exportam até para países como Bolívia e Argentina.

    Impacto além do simbolismo

    Para as autoridades locais de Mirim Doce, a obtenção do título vai além do simbolismo. E servirá como um instrumento político vital para garantir visibilidade, investimentos e acesso a programas federais para a cidade e seus produtores.

    O município, que iniciou o plantio de arroz ainda no século passado e se emancipou politicamente em 1991. E  agora ganha projeção nacional com o novo título. A expectativa é que o reconhecimento oficial atraia investimentos, fortaleça o turismo rural e amplie as oportunidades para os agricultores familiares da região.

    Com a nova lei, Mirim Doce se junta a outros municípios brasileiros que detêm títulos de capitais nacionais em diferentes segmentos do agronegócio. Consolidando sua posição como referência na produção de arroz de qualidade superior no país.