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  • Operação apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares usados na produção de café

    Operação apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares usados na produção de café

    Uma operação conjunta de fiscalização apreendeu mais de 82 toneladas de produtos irregulares utilizados na produção de café durante ações realizadas entre os dias 25 e 28 de maio. A iniciativa teve como foco combater a distribuição e comercialização de cafés torrados com indícios de irregularidade em diferentes estados do país.

    Ao todo, os órgãos responsáveis realizaram 84 fiscalizações e interditaram 19 estabelecimentos, número que representa 32,8% dos locais inspecionados.

    Segundo o balanço divulgado, os fiscais apreenderam 5.944 quilos de café torrado e moído e outros 76.070 quilos de matéria-prima utilizada na fabricação do produto.

    Operação envolveu sete estados e o Distrito Federal

    A ação integrou operações de fiscalização conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além do Procon-MPMG e outros órgãos de defesa do consumidor.

    As fiscalizações ocorreram em estabelecimentos localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

    Em Minas Gerais, equipes do Procon-MPMG atuaram especificamente nos municípios de Ervália e Viçosa, na Zona da Mata.

    Fiscalização mira fraudes e riscos à saúde

    De acordo com o Mapa, a fiscalização do café torrado segue critérios definidos pela Portaria SDA/Mapa nº 570/2022, que estabelece regras sobre identidade, qualidade, rotulagem e classificação do produto.

    Além disso, a operação também segue normas previstas na Lei nº 9.972/2000 e no Decreto nº 12.709/2025, que regulamentam a fiscalização de produtos de origem vegetal no Brasil.

    Segundo os órgãos envolvidos, algumas empresas utilizam ingredientes estranhos ao café para reduzir custos de produção. Entre os materiais encontrados podem estar cascas, paus, resíduos e outras substâncias utilizadas para adulterar o produto.

    Essa prática prejudica diretamente o consumidor, que acaba pagando por um item diferente do informado na embalagem. Além disso, afeta empresas que atuam dentro das normas e mantêm concorrência regular no mercado.

    Produtos adulterados também preocupam autoridades sanitárias

    As autoridades alertam ainda para os riscos à saúde pública relacionados à utilização de matérias-primas de baixa qualidade.

    Segundo os fiscais, produtos adulterados podem conter impurezas, resíduos e contaminantes. Em condições inadequadas de armazenamento e produção, também existe risco de proliferação de microrganismos.

    Os órgãos responsáveis informaram que uma nova operação nacional, desta vez envolvendo outros produtos, já está prevista para acontecer em junho.

  • Ovos de Páscoa custam mais que o dobro do chocolate em barra, aponta Procon

    Ovos de Páscoa custam mais que o dobro do chocolate em barra, aponta Procon

    Os ovos de Páscoa devem pesar ainda mais no bolso do consumidor em 2026. Um levantamento do Procon-SP aponta que o produto pode custar mais que o dobro do chocolate em barra, mesmo quando a composição é semelhante.

    Diferença de preço chama atenção

    De acordo com a pesquisa, o quilo do chocolate em tablete custa, em média, cerca de R$ 131. Já os ovos de Páscoa chegam a aproximadamente R$ 291 por quilo. Na prática, isso representa uma diferença média de mais de 120% entre os produtos.

    Além disso, o levantamento identificou variações significativas entre estabelecimentos, o que reforça a importância de pesquisar antes da compra.

    O que encarece os ovos de Páscoa?

    Apesar de utilizarem o mesmo chocolate, os ovos possuem características que elevam o preço final.
    Entre os principais fatores estão:

    • embalagens mais elaboradas
    • licenciamento de marcas
    • apelo sazonal da data
    • inclusão de brindes e itens voltados ao público infantil

    Por isso, o consumidor acaba pagando mais pelo formato e pela experiência do produto, e não apenas pelo chocolate.

    Preço já reflete custos mais altos

    Além desses fatores, o cenário global também influencia. Nos últimos anos, o mercado de cacau enfrentou uma forte crise global.

    Problemas climáticos em países como Costa do Marfim e Gana reduziram a produção, após períodos de seca e chuvas irregulares. Além disso, doenças nas lavouras agravaram o cenário e diminuíram ainda mais a oferta.

    Com isso, os preços do cacau dispararam e atingiram níveis históricos entre 2024 e 2025. Esse aumento pressionou toda a cadeia e ainda impacta os preços finais, mesmo com leves quedas recentes.

    Consumidor busca alternativas

    Com os preços mais altos, muita gente já começou a mudar o jeito de comprar na Páscoa.

    Em vez dos ovos tradicionais, cresce a procura por opções mais baratas, como chocolates em barra, caixas sortidas e até produtos artesanais. Também ganhou força a produção caseira, principalmente entre famílias e pequenos empreendedores que veem na data uma oportunidade de economizar ou gerar renda extra.

    Além disso, o consumidor está mais atento ao custo-benefício. Comparar preço por quilo, aproveitar promoções e substituir marcas mais caras por opções similares virou um hábito.

    Esse movimento já começa a mexer com o mercado. Para não perder vendas, empresas passaram a apostar em versões menores, linhas mais acessíveis e até kits promocionais.