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  • Plano Safra 2026/27 libera R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial e reduz juros do crédito rural

    Plano Safra 2026/27 libera R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial e reduz juros do crédito rural

    O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, que disponibiliza R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial. O montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e contempla linhas de crédito rural, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores.

    A cerimônia de lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

    Do volume total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização da produção. Esses recursos garantirão o financiamento de despesas essenciais, como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção agropecuária.

    Além disso, outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos. Os recursos apoiarão a modernização das propriedades rurais, a expansão da capacidade de armazenagem, projetos de irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e ações para elevar a eficiência produtiva.

    Tabela recursos para o crédito rural empresarial 
    Tabela volume de recursos

    Leia mais: Plano Safra 2026/27 foi lançado sem o presidente Lula; entenda a decisão

    Redução dos juros beneficia agricultura empresarial

    Entre as principais novidades do novo ciclo está a redução das taxas máximas de juros em linhas consideradas estratégicas para a agricultura empresarial. Segundo o governo, a queda da taxa Selic abriu espaço para diminuir o custo financeiro do crédito rural e ampliar o acesso dos produtores aos financiamentos.

    Dessa forma, os produtores passam a contar com maior previsibilidade para planejar a safra, investir nas propriedades e organizar suas atividades produtivas.

    No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o volume de recursos previsto chega a R$ 72,6 bilhões. A linha contará com taxa máxima de juros de 9% ao ano, percentual inferior ao praticado na safra anterior.

    Além disso, a redução beneficia um segmento considerado estratégico para a produção de alimentos, geração de empregos e fortalecimento das economias locais. Com condições mais favoráveis de financiamento, os médios produtores poderão custear a produção, ampliar investimentos e conduzir o ciclo produtivo com maior segurança.

    Plano amplia incentivos à sustentabilidade no campo

    O Plano Safra 2026/27 também fortalece os estímulos à adoção de práticas agropecuárias sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais.

    Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem boas práticas reconhecidas poderão obter redução de até 1 ponto percentual na taxa de juros das operações de custeio.

    O benefício será dividido em duas etapas: até 0,5 ponto percentual para propriedades com CAR regular e outros 0,5 ponto percentual para produtores que comprovarem a adoção de práticas sustentáveis.

    Gestão de risco ganha reforço no novo Plano Safra

    Outro eixo importante do programa é o fortalecimento da gestão de riscos na atividade agropecuária.

    Nesse sentido, o governo reforça a importância do Proagro e do seguro rural como mecanismos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito.

    Além disso, a possibilidade de renegociar operações de custeio agrícola ficará vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou por seguro rural. A medida pretende estimular a adoção de ferramentas de gerenciamento de risco, reduzir a dependência de soluções emergenciais após perdas e fortalecer a responsabilidade compartilhada entre produtores, instituições financeiras e poder público.

    Investimentos priorizam energia renovável e armazenagem

    Os investimentos seguem entre as prioridades do Plano Safra 2026/27, com recursos destinados à modernização das propriedades, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas, recuperação de áreas produtivas e sustentabilidade.

    Entre os destaques está a atualização do InvestAgro, que amplia o apoio à implantação de sistemas de geração e distribuição de energia renovável, incluindo energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e sistemas de armazenamento de energia elétrica.

    Segundo o governo, essas iniciativas contribuem para elevar a produtividade, reduzir custos operacionais, ampliar a segurança energética e tornar a produção agropecuária mais resiliente.

    Além disso, a política amplia o incentivo à construção, reforma e modernização de armazéns e câmaras frias. O objetivo é reduzir perdas pós-colheita, melhorar a logística, ampliar a capacidade de conservação dos produtos e fortalecer a comercialização.

    Com maior capacidade de armazenagem, produtores, cooperativas e agroindústrias poderão agregar valor à produção, melhorar a gestão dos estoques e aumentar sua competitividade.

    Plano fortalece diferentes fontes de financiamento

    O custeio rural permanece como um dos pilares do programa, assegurando recursos para aquisição de insumos, condução das lavouras, manejo dos rebanhos e comercialização da produção.

    Em um cenário de custos ainda elevados, a redução das taxas de juros busca ampliar a capacidade de planejamento financeiro e oferecer maior previsibilidade aos produtores.

    Além disso, o Plano Safra 2026/27 amplia a integração entre diferentes fontes de recursos, combinando financiamentos controlados, equalizados, não equalizados e recursos provenientes do mercado.

    Dessa forma, o governo pretende expandir a capacidade de financiamento da agropecuária brasileira e atender diferentes perfis de produtores e modalidades de crédito.

    Ao reunir mais crédito, juros menores, incentivos à sustentabilidade, fortalecimento da gestão de riscos, investimentos em energia renovável, ampliação da armazenagem e foco na modernização do setor, o novo Plano Safra 2026/27 reafirma a estratégia de fortalecer uma agricultura empresarial mais eficiente, sustentável e competitiva.

  • Câmara aprova projeto que fortalece seguro rural e garante verba obrigatória no orçamento

    Câmara aprova projeto que fortalece seguro rural e garante verba obrigatória no orçamento

    A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2951/24, que altera regras do seguro rural no Brasil e transforma em obrigatória a execução dos recursos federais destinados à subvenção do programa. Como os deputados modificaram o texto original, a proposta seguirá novamente para análise do Senado Federal.

    A expectativa no Congresso é de tramitação acelerada. Além disso, parlamentares devem apresentar um pedido de urgência logo no início da análise no Senado, o que permitirá votação diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas.

    O projeto promove mudanças em três legislações ligadas ao setor: a Lei da Política Agrícola, a norma que criou o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e a legislação do Fundo de Catástrofe.

    Seguro rural passa a ter verba obrigatória

    Atualmente, os recursos destinados ao PSR dependem de verbas discricionárias do governo federal. Por isso, os valores podem sofrer contingenciamentos durante o ano para atender metas fiscais.

    Com a proposta aprovada pela Câmara, as despesas com a subvenção ao seguro rural passam a ser classificadas como gastos obrigatórios no orçamento federal. Além disso, os recursos ficarão vinculados ao orçamento do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

    Apesar da mudança, o montante continuará limitado ao valor previsto na Lei Orçamentária Anual enviada pelo governo ao Congresso.

    Sobras do Proagro poderão reforçar recursos

    O texto também autoriza o governo federal a remanejar parte das sobras orçamentárias do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para fortalecer os recursos do seguro rural.

    Entretanto, a medida estabelece limites. Segundo a proposta, o remanejamento não poderá comprometer o funcionamento do programa nem afetar operações já contratadas.

    Seguro poderá servir como garantia de crédito

    Outro ponto importante do projeto mantém a possibilidade de utilizar o seguro rural como garantia em operações de crédito rural.

    Além disso, produtores segurados poderão ganhar prioridade no acesso ao crédito, na renegociação e na prorrogação de dívidas. O texto ainda prevê condições mais vantajosas para operações seguradas, como juros menores, prazos ampliados e condições diferenciadas.

    Mesmo assim, a proposta não torna obrigatória a contratação do seguro para obtenção de crédito rural.

    Projeto define prazo para indenizações

    O projeto estabelece prazo máximo de 30 dias para liquidação de sinistros após a entrega da documentação exigida ou da realização da vistoria.

    Além disso, os contratos deverão apresentar regras mais claras sobre a apresentação de documentos e os procedimentos para acionamento do seguro.

    Fundo de Catástrofe terá regras flexibilizadas

    A proposta também modifica o funcionamento do Fundo de Catástrofe, criado para oferecer cobertura suplementar ao seguro rural em situações de perdas elevadas.

    O texto retira dispositivos considerados entraves para operacionalização do fundo. Entre eles estão a exigência de aporte mínimo da União e a previsão de encerramento da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural após o início das atividades do fundo.

    Além disso, o projeto autoriza mecanismos de transferência de risco, como resseguro, Letras de Risco de Seguro (LRS) e as chamadas Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE).

    A proposta ainda permite a criação de subfundos voltados para setores específicos do agronegócio.

    Participação ampliada no fundo

    O texto amplia o número de participantes autorizados no Fundo de Catástrofe. Além do governo federal e das seguradoras que operam o PSR, poderão integrar o fundo:

    • resseguradoras;
    • cooperativas agropecuárias;
    • empresas das cadeias produtivas do agro.

    Esses grupos poderão participar como cotistas do fundo.

    Outros pontos previstos no projeto

    O projeto aprovado pela Câmara também estabelece outras mudanças importantes para o setor agropecuário:

    • produtores precisarão fornecer dados da atividade agropecuária para acessar a subvenção federal do seguro rural;
    • seguradoras participantes do PSR terão de integrar o Fundo de Catástrofe;
    • cooperativas de seguros passarão a ter tratamento equivalente ao das seguradoras no programa;
    • o Conselho Diretor do Fundo de Catástrofe definirá quais operações poderão receber cobertura;
    • as operações do fundo deverão seguir as regras do zoneamento de riscos agropecuários definidas pelo governo federal;
    • o fundo poderá adquirir Letras de Risco de Seguro (LRS) negociadas no mercado financeiro;
    • a administração do fundo poderá ficar temporariamente sob responsabilidade de uma instituição financeira federal até a criação de uma estrutura própria de gestão.
  • Seguro obrigatório desafia integração entre produtores, bancos e seguradoras

    Seguro obrigatório desafia integração entre produtores, bancos e seguradoras

    A partir do primeiro trimestre de 2026, os produtores rurais precisarão contratar um seguro privado como condição para acessar o crédito agrícola. Esta nova obrigatoriedade impactará diretamente um volume de mais de R$ 516 bilhões do Plano Safra 2025/2026, de acordo com dados do Ministério da Agricultura.

    A regra consolida uma transição histórica na gestão de riscos no agro, reduzindo o papel do programa público Proagro e transferindo a responsabilidade principal para o mercado segurador privado. O orçamento federal para 2026 reflete essa mudança. Enquanto o Proagro terá R$ 6,61 bilhões, o programa de subvenção ao prêmio (PSR) contará com R$ 1,01 bilhão.

    Integração operacional é o grande desafio

    Agora, o seguro deixa de ser um item opcional e se torna peça central na liberação do crédito. Este novo cenário exige que seguradoras, bancos e produtores sincronizem processos complexos, como cotação, emissão e vinculação de apólices, com os prazos rígidos do calendário agrícola. Qualquer falha nessa integração pode atrasar a liberação dos recursos e comprometer a janela ideal de plantio.

    “O seguro obrigatório só cumpre sua função se o produtor conseguir contratar, integrar ao crédito e acionar a cobertura com agilidade. Processos ineficientes criarão atritos e perda de eficiência em toda a cadeia”, afirma Daniel Miquelluti, Head de Novos Negócios da Picsel, empresa de tecnologia que atua no segmento.

    Cenário prévio mostra os obstáculos

    A transição enfrenta desafios estruturais. O setor segurador viu a área agrícola protegida recuar entre 2021 e 2024, mesmo com o aumento de eventos climáticos extremos. Paralelamente, o Proagro desembolsou mais de R$ 26,8 bilhões em indenizações desde 2020, evidenciando os custos e a baixa previsibilidade do modelo público.

    Para evitar gargalos, empresas de tecnologia estão desenvolvendo soluções que automatizam etapas críticas, desde a análise de risco por propriedade até a emissão e regulação de sinistros. A eficácia da nova política pública, portanto, dependerá menos da regulação em si. E mais da capacidade operacional do setor em implementá-la de forma ágil e em larga escala.

  • CMN reduz limite do Proagro para R$ 200 mil

    CMN reduz limite do Proagro para R$ 200 mil

    A partir de 1º de julho, o Proagro vai atender apenas produtores com limite de crédito rural de até R$ 200 mil por safra. O Conselho Monetário Nacional (CMN) tomou a decisão durante reunião extraordinária. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad; a ministra do Planejamento, Simone Tebet; eo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compõem o CMN.

    Proagro

     Antes, o Proagro cobria operações de até R$ 270 mil por ano agrícola. Agora, parte dos médios produtores não poderá mais acessar o seguro. Segundo o Banco Central (BC), a mudança vai concentrar os recursos na agricultura familiar. Ao mesmo tempo, abrirá espaço para ampliar a cobertura de seguros contra eventos climáticos, sem elevar o custo do programa.

    O seguro rural acima de R$ 200 mil poderá ser contratado com seguradoras privadas. Nesse caso, os produtores contarão com subsídios do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz o custo dos seguros no mercado.

    Segunda redução

    Essa é a segunda redução no limite do Proagro em pouco mais de um ano. Em abril de 2023, o CMN já havia reduzido o teto de R$ 335 mil para R$ 270 mil por ano agrícola.

    De acordo com o BC, a nova regra vai permitir ampliar as indenizações e beneficiar mais pequenos produtores. Muitos deles enfrentam perdas causadas por mudanças no clima. Além disso, a regra para concessão do Proagro foi aprimorada. A avaliação passará a considerar não só a frequência das perdas, mas também a gravidade dos prejuízos e o volume das indenizações anteriores. Com isso, produtores que estavam em risco de exclusão poderão continuar no programa, sem aumentar o risco financeiro do sistema.

    Zarc

    Outra mudança envolve o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Ou seja, a partir da nova safra, o impacto das faixas de risco do Zarc no valor da indenização será menor.

    Segundo o BC, essa mudança permitirá aumentar o valor pago por cobertura concedida. O Zarc calcula o risco atuarial do Proagro, ou seja, sua viabilidade a longo prazo. O objetivo é tornar o seguro mais eficiente e inclusivo, beneficiando diretamente quem mais precisa de apoio em situações de perda agrícola.

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  • Governo prevê economia de R$ 3,8 bilhões com Proagro em 2025

    Governo prevê economia de R$ 3,8 bilhões com Proagro em 2025

    O governo federal estima economizar R$ 3,8 bilhões em 2025 com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A previsão consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, encaminhado na última terça-feira (15) ao Congresso Nacional.

    A expectativa de economia supera os R$ 2 bilhões inicialmente previstos. Segundo o governo, o total pode chegar a R$ 18,9 bilhões até 2029, graças às mudanças feitas no ano passado.

    Entenda as mudanças do Proagro

    As alterações no Proagro foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ao longo de 2024. Ao todo, o governo adotou sete medidas para restringir e reestruturar o programa.

    Uma das principais mudanças foi a redução do limite de enquadramento obrigatório no Proagro. O teto caiu de R$ 335 mil para R$ 270 mil por ano agrícola. Com essa medida, o Executivo espera economizar R$ 600 milhões apenas em 2025. Outra medida com forte impacto é a resolução CMN 5.198, de dezembro de 2024, que alterou os limites de cobertura do Proagro. Agora, o produtor que seguir a janela ideal de plantio receberá no máximo 85% de cobertura, e não mais 100%.

    Segundo o PLDO 2026, essa mudança específica deve gerar uma economia de R$ 2,2 bilhões em 2025. Ainda assim, o governo alerta que eventos climáticos extremos podem alterar essas estimativas. O documento informa que os cálculos consideram a média de perdas climáticas dos últimos cinco anos. Também supõe que o volume de contratações do Proagro continuará nos níveis observados no ano agrícola 2022/2023.

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) estima que os desembolsos do Proagro alcancem R$ 5,78 bilhões em 2025. Esse valor representa uma leve queda frente aos R$ 5,88 bilhões empenhados no ano anterior.

    O Proagro funciona como um seguro rural voltado principalmente aos pequenos produtores. Segundo o MDA, uma nova revisão nas regras do programa deve ocorrer nas próximas semanas.

    Governo projeta Selic Over em 12,56% em 2026

    O PLDO 2026 também traz previsões macroeconômicas que ajudam a compor o Orçamento da União. A equipe econômica estima a Selic Over em 12,56% no próximo ano. Essa taxa acompanha de perto a Selic Meta, definida pelo Copom.

    Além disso, o governo projeta o dólar a R$ 5,90 em 2025 e R$ 5,97 em 2026. A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve atingir 3,5% no acumulado de 2026.

    O salário mínimo foi estimado em R$ 1.630 para o próximo ano. A proposta orçamentária também mantém a meta de superávit primário em R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do PIB em 2026.

    O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). O relator deve ser o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O Congresso Nacional tem até 17 de julho para votar a proposta.

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