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  • Cooperativa amplia crédito e diversifica soluções no agro

    Cooperativa amplia crédito e diversifica soluções no agro

    Durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o Sicredi apresentou os resultados do Plano Safra 2025/2026 e reforçou a ampliação das soluções financeiras para o agronegócio. Nos nove primeiros meses do ciclo, a instituição liberou R$ 52,8 bilhões em crédito rural. O volume representa crescimento de 16,5% em relação à safra anterior. Assim, o Sicredi consolida sua posição como principal financiador privado do setor.

    Além disso, a estratégia vai além do crédito tradicional. O Sicredi ampliou o uso de instrumentos como CPR, consórcios, derivativos e linhas em moeda estrangeira. Dessa forma, o produtor ganha mais previsibilidade financeira. Ao mesmo tempo, reduz a exposição às oscilações de preços e do câmbio.

    Segundo o superintendente de Agronegócio do Sicredi, Vitor de Moraes, o avanço está ligado à proximidade com o campo. “Os números apresentados refletem a força do modelo cooperativo e, principalmente, a nossa proximidade com o produtor rural. Seguimos ampliando o acesso ao crédito de forma responsável”, afirmou.

    Portfólio avança e reforça gestão de risco

    Ao longo do último ano, o Sicredi intensificou a oferta de soluções complementares. Em 2025, a instituição registrou R$ 3,2 bilhões em consórcios destinados ao agro. Além disso, a cobertura de seguros rurais chegou a 479 mil hectares. Com isso, a gestão de risco ganha mais relevância no planejamento do produtor.

    De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson de Sá, a diversificação é estratégica. “Temos ampliado nossa oferta de soluções para atender o produtor de forma completa. Assim, vamos além do crédito tradicional. Produtos como consórcios, seguros e operações em moeda estrangeira permitem mais planejamento, proteção e competitividade”, disse.

    Vitor de Moraes, Clemente Renosto, Adilson de Sá e Gilson Farias, durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    No segmento de consórcios, o Sicredi soma carteira superior a R$ 61,8 bilhões. Nos últimos 12 meses, as vendas no agro cresceram 23%. Esse desempenho reflete a busca por alternativas com menor custo financeiro. Além disso, o modelo favorece o planejamento de médio e longo prazo.

    Outro ponto de destaque está nas operações estruturadas. Entre 2024 e 2025, o Sicredi registrou crescimento de 350% nas operações de proteção cambial e de commodities. Dessa maneira, o produtor amplia o controle sobre margens e receitas.

    Crédito cresce e amplia presença no campo

    Atualmente, a carteira de crédito agro do Sicredi ultrapassa R$ 123 bilhões. Ao mesmo tempo, a instituição lidera as operações do programa Pró-Trator em São Paulo. A participação supera 80% das operações, com mais de 800 contratos na safra atual.

    Pequenos e médios produtores seguem como maioria. Eles representam cerca de 70% das mais de 247 mil operações realizadas. Além disso, o crédito para mulheres produtoras avançou. Foram liberados R$ 10,5 bilhões, com crescimento de 7,4%.

    Para o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias, a feira aproxima o produtor das soluções financeiras. “A participação na Agrishow é uma oportunidade estratégica. Estamos mais próximos dos produtores e entendemos melhor suas necessidades. Assim, conseguimos oferecer soluções que contribuem para o desenvolvimento sustentável do agronegócio”, afirmou.

    O presidente da Sicredi Soma, Clemente Renosto, também participou da apresentação. A presença reforça o posicionamento institucional do Sicredi durante a feira.

    Com mais de 10 milhões de associados e mais de 3 mil agências, o Sicredi atua em todo o país. Além disso, mantém presença física em centenas de municípios. O atendimento combina canais digitais e presença local. Dessa forma, amplia o acesso ao crédito e aos serviços financeiros no campo

  • Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Lucas Fuini acorda cedo todos os dias em seu sítio em Itapira (SP) para cuidar da plantação de jiló, berinjela e pimentão que sustenta sua família. Filho e neto de agricultores, ele aprendeu desde os 12 anos a dividir o tempo entre a escola e o trabalho na lavoura. Em 2025, Lucas conquistou uma vitória importante: renovou a frota da propriedade através do Programa Pró-Trator.

    “Programas como esse ajudam muito, principalmente porque facilitam o acesso a máquinas novas. Um trator custa quase R$ 200 mil, um valor impossível de pagar à vista. O crédito permite que eu continue investindo sem comprometer tudo de uma vez. Hoje está difícil juntar dinheiro”, explica Lucas. O produtor utiliza o trator na pulverização das culturas, o que torna o trabalho diário mais eficiente.

    Modernização chega ao café de montanha

    Em Divinolândia (SP), o produtor Marcos Riccetto também aproveitou o programa para modernizar sua propriedade. Ele trabalha com gado de cria e café de montanha e descobriu o Pró-Trator por indicação do Sindicato Rural e da Casa da Agricultura do município.

    “O Sicredi me ajudou a agilizar toda a parte burocrática e de documentação. Essas iniciativas são essenciais, porque o setor primário é a base de tudo. Se a agricultura não estiver estruturada, os outros setores também não avançam”, afirma Marcos. O produtor adquiriu um trator de 85 cavalos, equipado com super-redutor, para mecanizar parte da lavoura e otimizar os tratos culturais do café.

    Cooperativa assume liderança no programa estadual

    As histórias de Lucas e Marcos ilustram o impacto transformador do programa no campo paulista. O Sicredi, cooperativa de crédito, conquistou a liderança na destinação de crédito do Pró-Trator em São Paulo.

    A cooperativa se credenciou junto ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e se tornou a primeira instituição financeira do Brasil a operar o programa, lançado em maio de 2024 pelo Governo do Estado de São Paulo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento criou a iniciativa para apoiar pequenos e médios produtores na modernização de suas propriedades através do financiamento de tratores e implementos agrícolas.

    Resultados expressivos em menos de um ano

    Entre 2024 e 2025, o programa já movimentou R$ 61,1 milhões em financiamentos. Os recursos beneficiaram 343 associados e geraram uma economia superior a R$ 9,3 milhões para os produtores participantes.

    Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca que os números reforçam o papel estratégico do cooperativismo de crédito no desenvolvimento regional.

    “Nosso compromisso é oferecer aos associados o suporte necessário para aprimorar suas operações e aumentar a produtividade. Ao facilitar o acesso a recursos, capacitamos pequenos e médios produtores a enfrentar os desafios com mais confiança e inovação”, conclui o executivo.

  • São Paulo mantém liderança nacional em vendas de tratores

    São Paulo mantém liderança nacional em vendas de tratores

    O Estado de São Paulo continua a se destacar como líder nacional em vendas de tratores, conforme o último balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em 2024, mais de 7 mil unidades foram comercializadas no estado. Isso representa 21% do total do comércio nacional. O Paraná e o Rio Grande do Sul ocupam a segunda e terceira posições, com 4,9 mil e 4,3 mil veículos vendidos, respectivamente.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo oferece linhas de crédito em parceria com instituições cooperativas para facilitar que pequenos e médios produtores adquiram tratores e implementos agrícolas. O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, enfatiza a importância da modernização tecnológica no campo: “Nosso objetivo é facilitar o acesso às novas tecnologias para melhorar a infraestrutura produtiva do campo, contribuindo para a diversificação e a racionalização das atividades.”

    Programa Pró-Trator

    Um dos principais programas que apoiam essa iniciativa é o Pró-Trator, que oferece uma subvenção de 4% sobre a taxa de juros, com um limite de R$ 25 mil, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). Em 2025, o programa pretende ampliar o atendimento para pelo menos 800 produtores rurais, contando com apoio adicional de cooperativas e bancos cooperativos. Em 2023 e 2024, o governo destinou mais de R$ 60 milhões para essa iniciativa.

    Antônio Carlos, proprietário do Sítio Santa Rosa em Guaraci, é um dos beneficiários do programa. Ele adquiriu um trator que considera essencial para sua atividade: “Só com incentivos dessa magnitude que nós, pequenos produtores, temos condições de continuar na atividade. Caso contrário, estamos fadados ao desaparecimento. Com esta máquina, nos tornamos um pouco mais competitivos perante os grandes produtores.”

    Ele também destaca a importância da tecnologia atual: “Um trator novo é bom pra tudo. Além de tecnologias atuais, também quebra muito menos. Na agricultura, tudo tem que ser feito no momento certo; não se pode esperar o conserto de uma máquina quebrada.”

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  • Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo divulga balanço

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo divulga balanço

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo divulgou um balanço do  ano, com destaque para ações desenvolvidas ao longo de 2024.

    O ano foi transformador para o agronegócio paulista, que superou desafios climáticos e se destacou como referência nacional e internacional. Por meio de ações inovadoras e investimentos históricos, a Secretaria apoiou o desenvolvimento sustentável, a segurança jurídica no campo e a inclusão de diferentes segmentos produtivos, consolidando o Estado como líder absoluto do setor no Brasil.

    O agronegócio de São Paulo respondeu por 18,6% das exportações brasileiras do setor em 2024, atingindo um superávit histórico de R$ 140 bilhões no acumulado de janeiro a novembro, 10% a mais do que o registrado no mesmo período de 2023.

    Esse resultado reafirma o protagonismo paulista na balança comercial agrícola, fruto de políticas públicas voltadas para a expansão da competitividade e inovação no campo.

    Crédito rural histórico amplia resiliência e produtividade

    A Secretaria de Agricultura disponibilizou R$ 290 milhões em crédito rural, o maior volume já liberado pelo Estado. O montante abrangeu linhas de financiamento para seguros rurais, subvenções, pagamento por serviços ambientais e projetos emergenciais. Essas iniciativas minimizaram os impactos da estiagem e potencializaram a produtividade em todas as regiões.

    Entre os destaques, estão o programa Pró-trator, que moderniza o parque de máquinas agrícolas, e os créditos emergenciais do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), voltados para produtores em situação de vulnerabilidade climática.

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    São Paulo registrou, em 2024, a maior regularização fundiária de sua história, com 3,4 mil propriedades reconhecidas, totalizando 130 mil hectares de terras regularizadas. Essa iniciativa trouxe segurança jurídica e atraiu investimentos para regiões historicamente marcadas por conflitos, como o Pontal do Paranapanema.

    Selma França, líder quilombola do Nhunguara, entre Iporanga e Eldorado, celebrou o impacto das ações em sua comunidade: “Com 8.500 hectares regularizados, agora podemos aproveitar o espaço com projetos como o Viveiro, que fomenta o turismo e nos dá melhores perspectivas.”

    Sustentabilidade e transição energética ganham protagonismo

    Em um cenário global que exige soluções para reduzir emissões de carbono, São Paulo desponta como líder em energia limpa. O Estado produz 38,9% do etanol nacional e possui 60% dos canaviais do Brasil, o que reforça sua posição estratégica no mercado sucroenergético.

    A Secretaria de Agricultura implementou ações pioneiras em descarbonização, como a produção de biogás e biometano, além de atualizar o Protocolo Etanol Mais Verde, que estabelece metas sustentáveis para o setor. Também foi criada uma Coordenadoria de Transição Energética, voltada para a regulamentação de biodigestores e estímulo a projetos de Integração Lavoura-Pecuária-Energia (ILPE).

    Os desafios climáticos, incluindo uma severa estiagem e incêndios florestais que causaram prejuízos de R$ 2 bilhões, foram enfrentados com medidas estratégicas. A Secretaria lançou o maior seguro rural do Estado, no valor de R$ 100 milhões, e um pacote emergencial de R$ 10 milhões para socorrer produtores afetados.

    Para aumentar a eficiência hídrica, foi instituído o programa Irriga+ SP, que destinou R$ 200 milhões em crédito para irrigação sustentável. O programa atende cerca de 200 propriedades, incentivando sistemas modernos de irrigação, energia solar e agricultura de precisão.

    Inovação tecnológica impulsiona o agro paulista

    A modernização tecnológica foi uma prioridade em 2024. A Secretaria lançou o AptaHub, uma rede com sete espaços de inovação focados no desenvolvimento científico e tecnológico. Durante a Agrishow, foram anunciados R$ 500 milhões em financiamento via Fundo de Investimentos de Cadeias Agroindustriais (Fiagro).

    Outro destaque foi o combate ao greening na citricultura. O Estado criou um Comitê Estadual para enfrentamento da doença e investiu R$ 90 milhões em um Centro de Pesquisa Aplicada, além de oferecer crédito de R$ 300 mil para pequenos produtores.

    Em 2024, o programa FEAP Mulher liberou R$ 4,2 milhões em crédito, fortalecendo a presença feminina no agro. “As mulheres têm um papel crucial no campo, e o apoio do governo fortalece nossa participação e independência”, afirmou Célia Biscaro, produtora de Jundiaí.

    Além disso, o Estado promoveu concursos inéditos, como o 1º Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista, que premiou 78 rótulos. E também lançou o programa Rotas do Vinho, que fomenta o enoturismo e organiza a cadeia produtiva do setor vinícola.

    Pecuária paulista: inovação e competitividade

    Na pecuária, São Paulo avançou com ações de rastreabilidade, bem-estar animal e sanidade. O SIRBOV-SP, sistema de identificação individual de bovinos, promete abrir mercados internacionais e aumentar a competitividade.

    Outra novidade foi o lançamento de um modelo alternativo para vacinação contra brucelose, que substitui a marcação a fogo por um bottom, garantindo mais segurança no manejo e maior conforto aos animais.

    São Paulo também consolidou sua posição como zona livre de febre aftosa sem vacinação e instituiu o FUNDESA-PEC, fundo indenizatório para proteger pecuaristas em caso de surtos da doença.

    Com recordes históricos em 2024, o agronegócio paulista entra em 2025 fortalecido e com um compromisso renovado com a inovação, a sustentabilidade e a inclusão. As ações da Secretaria de Agricultura reafirmam São Paulo como líder no agro brasileiro e modelo para o mundo, impulsionando o desenvolvimento rural e urbano em harmonia com o meio ambiente.