A fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) descartou 1,5 tonelada de tilápia que estava imprópria para o consumo humano. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu a carga no km 70 da BR-343, no município de Piripiri, e a encaminhou à unidade da Agência em Parnaíba para realizar os procedimentos sanitários.

Os fiscais identificaram como principal problema a forma de transporte do pescado: responsáveis acondicionaram os peixes em nove contêineres originalmente destinados ao transporte de produtos perigosos, inclusive com identificação do selo ONU 1831, utilizado para ácido sulfúrico. Há suspeita de que os responsáveis tenham usado anteriormente os recipientes para transportar a substância química, o que inviabiliza a reutilização para alimentos. Isso mesmo após qualquer tentativa de limpeza.
De acordo com a gerente de Trânsito da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), Daniela Rabelo, a carga não apresentava condições seguras para consumo, e a equipe eliminou o produto conforme determina a legislação sanitária. “Após a constatação das irregularidades, a Adapi adotou imediatamente as providências. Essa carga estava imprópria para consumo humano e foi totalmente inutilizada. Garantindo que não chegasse ao mercado e não representasse risco à saúde da população”, afirmou.
- Produção de mandioca cresce 83% em Goiás
- Santa Catarina projeta forte recuperação na produção de maçã
Destino da carga
Segundo informações que repassaram à fiscalização, o responsável adquiriu o pescado em Campo Maior e pretendia comercializá-lo no litoral do estado. A carga está avaliada em aproximadamente R$ 15 mil.
O secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (Sada), Fábio Abreu, destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos. E também anunciou que as ações serão intensificadas nas próximas semanas. “A Adapi desempenha um papel fundamental na proteção da saúde pública e na garantia da qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos piauienses. Com o início da Quaresma, período em que aumenta o consumo de pescado, vamos intensificar ainda mais as fiscalizações em todo o estado”, ressaltou.

A legislação brasileira proíbe a reutilização de recipientes que tenham transportado produtos perigosos para o acondicionamento de alimentos. Portanto, as autoridades enquadraram inicialmente o caso como crime de comercialização de mercadoria imprópria para consumo. A Adapi segue acompanhando o processo até a destinação final adequada do material apreendido.

