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  • Plataforma Brasil Exportação apoia produtores nacionais

    Plataforma Brasil Exportação apoia produtores nacionais

    A Plataforma Brasil Exportação, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), comemora seu primeiro ano de funcionamento. Neste primeiro ano, ela já conta com mais de 90 mil usuários cadastrados. Lançada em novembro de 2023 durante o Web Summit em Lisboa, a plataforma se consolidou como a maior ferramenta digital de serviços de comércio exterior do Brasil. Ela oferece mais de 800 serviços para apoiar empresas brasileiras na exportação.

    Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, destacou a importância da plataforma. “Essa é uma ferramenta extraordinária porque veio para facilitar a vida de quem está interessado em exportar, do micro ao grande empresário. Ela foi pensada para ser uma comunidade que apoia os que estão iniciando no comércio internacional e os que buscam expandir mercados.”

    Parceria

    A ferramente foi desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Aplataforma oferece uma variedade de serviços, incluindo estudos de mercado, cursos, eventos e contatos de apoio no exterior.

    Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, ressaltou que a plataforma está alinhada à Política Nacional da Cultura Exportadora. E tem o potencial de transformar a cultura exportadora no Brasil. “Ela simplifica o processo, permitindo um acesso mais fácil e eficiente aos recursos necessários para o comércio exterior”, afirmou.

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    Entre as funcionalidades desenvolvidas ao longo do ano está o Calendário Brasileiro de Promoção Comercial. Ele reúne eventos internacionais apoiados por organizações brasileiras. Já o Mapa Digital oferece contatos de apoio no exterior em mais de 80 países. Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional, enfatizou que a plataforma permite que pequenos negócios se integrem aos processos de exportação.

    Exemplos

    Empresas como a Maison Charlô, especializada em mesa posta, e a Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique e do Beira Amazonas (AMAZONBAI) já se beneficiaram dos serviços oferecidos pela plataforma. Karen Reis, da Maison Charlô, destacou como a plataforma ajudou na elaboração de estratégias para vendas internacionais. Já Amiraldo de Lima Picanço, presidente da AMAZONBAI, afirmou que a ferramenta foi crucial para impulsionar as primeiras exportações da cooperativa para os Estados Unidos e Europa.

    Com um futuro promissor pela frente, a Plataforma Brasil Exportação se estabelece como um recurso essencial para empresas brasileiras que desejam explorar oportunidades no mercado internacional.

  • Brasil mira expansão comercial na Ásia e Oceania

    Brasil mira expansão comercial na Ásia e Oceania

    A ApexBrasil e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) promoveram um encontro em Bangkok, de 30 de outubro a 1º de novembro, reunindo representantes dos Setores de Promoção Comercial e Investimentos (Secoms), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectecs), além de adidos agrícolas. A iniciativa buscou aprofundar as relações econômicas do Brasil com o Sudeste Asiático e a Oceania, regiões com mais de 2.700 oportunidades de exportação identificadas.

    “Queremos estar presentes em toda a Ásia e Oceania”, destacou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. Ele ressaltou a importância estratégica da ASEAN, bloco que inclui países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, que em 2023 se tornaram o terceiro maior destino das exportações brasileiras, superando o Mercosul. O Brasil exporta atualmente mais para economias da ASEAN do que para países como Japão e Alemanha.

    O evento discutiu estratégias para explorar os US$ 322,2 bilhões em oportunidades comerciais no bloco. O secretário Laudemar Aguiar ressaltou a objetividade do encontro, destacando a colaboração entre os setores. Luis Rua, do Mapa, enfatizou a sinergia entre as iniciativas, enquanto empresários reforçaram a relevância de estar presente na Ásia, como afirmou Edinilson do Nascimento, da JBS Couro.

    Crescimento nas exportações e investimentos futuros

    Até setembro de 2024, as exportações brasileiras para a ASEAN registraram um aumento de 8,8% em comparação a 2023. Viana anunciou planos para reforçar a presença brasileira, incluindo a criação da Casa Brasil em Xangai. E também a abertura de um escritório da ApexBrasil em Singapura, centro logístico vital. Ele também mencionou a preparação para a Expo Universal em Osaka, em 2025, visando promover a imagem e os produtos do Brasil

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    O encontro também serviu como preparação para a missão de trabalho no Japão, entre 4 e 6 de novembro. Nessa missão será lançado o Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-Japão. Segundo Viana, o objetivo é diversificar exportações, que ainda se concentram em commodities, tornando as relações comerciais mais vantajosas.

    Com uma abordagem estratégica e foco em resultados, o Brasil busca consolidar e expandir sua presença em mercados cruciais na Ásia e Oceania, impulsionando de forma comercial o agronegócio e outros setores-chave.

  • Mudanças climáticas são temas centrais no Fórum Internacional de Agropecuária

    Mudanças climáticas são temas centrais no Fórum Internacional de Agropecuária

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, convocou as principais economias globais a assumirem um compromisso sério com as mudanças climáticas. Durante o Fórum Internacional de Agricultura e Pecuária (FIAP), realizado paralelamente às reuniões do G20 em Cuiabá (MT), Fávaro destacou que o agravamento das queimadas no Brasil evidencia a urgência de ações concretas. “As queimadas no Brasil mostram a sensibilidade que o mundo precisa ter com as mudanças climáticas”, afirmou Fávaro, pedindo medidas globais para conter os efeitos dessas transformações.

    O Brasil enfrenta uma seca severa em várias regiões, intensificando focos de calor que afetam diretamente a produção agrícola. Fávaro enfatizou que as mudanças climáticas deixaram de ser uma questão debatida e se tornaram uma realidade inegável. Mato Grosso, estado que sedia as reuniões do G20, exemplifica os desafios climáticos ao registrar o maior número de queimadas no país. Ao mesmo tempo em que se destaca pela sua produção agrícola sustentável.

    Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), realizado em Cuiabá

    Fávaro destacou o compromisso do Brasil em intensificar a produção de alimentos sem expandir sobre áreas florestais. Ele ressaltou que o país tem potencial para aumentar a produção em cerca de 40 milhões de hectares de pastagens subutilizadas, sem desmatamento. “Somos grandes produtores e exportadores, mantendo vastas áreas preservadas. Podemos fazer ainda mais, sem comprometer nossas florestas”, explicou.

    União global e mudanças climáticas são temas centrais no Fórum Internacional de Agropecuária

    Durante a abertura do Fórum Internacional de Agropecuária (FIAP) em Mato Grosso, Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, enfatizou a importância de unir esforços para combater as mudanças climáticas. Ele ressaltou que o foco não deve ser encontrar culpados pela fumaça que cobre várias cidades brasileiras. Mas sim enfrentar a crise climática como um desafio global. “Avançamos muito com a tecnologia, mas nada disso será suficiente sem ter o meio ambiente como aliado. Para quem ainda duvida das mudanças climáticas, essa fumaça é um sinal claro”, afirmou, lembrando que o fogo contamina o ar e agrava o efeito estufa, afetando a vida de quem planta e cria.

    ApexBrasil apoia diretamente 22 setores do agronegócio, equivalendo a 2.500 empresas, produtores rurais e cooperativas

    O FIAP, que antecede o G20 Agro, programado para ocorrer até sexta (13 de setembro) na Chapada dos Guimarães (MT), reuniu ministros da agricultura de 19 países e mais de 30 delegações internacionais. Viana descreveu o fórum como um marco na história do Brasil, possibilitando a construção de uma narrativa positiva sobre o país. “Sediar o G20 é uma oportunidade de mostrar o verdadeiro potencial do Brasil. O presidente Lula está trabalhando para fortalecer essa imagem, e nós na ApexBrasil fazemos o mesmo”, destacou.

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    Viana também reforçou a responsabilidade do Brasil nas questões ambientais, alertando para a urgência de pensar no futuro em tempos de mudanças climáticas, insegurança alimentar e transição energética. Ele mencionou os desafios na criação do Código Florestal, que estabelece limites para o uso da terra nas áreas urbanas e rurais. E afirmou que essa legislação foi pensada para garantir um futuro sustentável.

    Modelo brasileiro de agricultura

    Laudemir Müller, gerente do Agronegócio da ApexBrasil, destacou que o Brasil desenvolveu um modelo único de agricultura tropical, capaz de contribuir com a segurança alimentar global e a preservação ambiental. Ele explicou que esse modelo também apoia as empresas que investem em tecnologias de transição energética e redução de emissões de carbono. A ApexBrasil apoia diretamente 22 setores do agronegócio, envolvendo 2.500 empresas, que juntas somam US$ 89 bilhões em exportações.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enalteceu a política comercial do governo Lula. Que já abriu 184 novos mercados para os produtos agropecuários brasileiros. Ele destacou a necessidade de intensificar a produção sem invadir áreas florestais ou o Cerrado, aproveitando áreas degradadas para esse crescimento.

    Governadores como Eduardo Riedel (MS) e Helder Barbalho (PA) ressaltaram a importância de um posicionamento estratégico do Brasil no agronegócio global, focando na sustentabilidade e preservação ambiental. Barbalho, por exemplo, reforçou que “uma floresta viva vale mais do que uma morta”. Mauro Mendes, governador de Mato Grosso, cobrou um maior comprometimento mundial na redução de emissões e combate ao desmatamento ilegal.

    O FIAP reuniu participantes de diversos setores para discutir o futuro do agronegócio, destacando a importância da sustentabilidade e das novas tecnologias para o desenvolvimento do setor. Em julho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 15,44 bilhões. Com destaque para os setores de soja, carnes, açúcar e etanol, produtos florestais e café, responsáveis por 82,5% das exportações.