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  • Preços dos ovos atingem patamares recordes em fevereiro

    Preços dos ovos atingem patamares recordes em fevereiro

    Os preços dos ovos registraram fortes altas em fevereiro, atingindo níveis recordes em termos reais, segundo levantamento do Cepea. A oferta reduzida no mercado interno e a demanda aquecida impulsionaram as cotações na maior parte do mês.

    Nesta semana, o ritmo de vendas desacelerou, comportamento típico do período. No entanto, a baixa disponibilidade do produto ainda sustenta os preços nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Além disso, a onda de calor que atinge diversas áreas do país preocupa o setor, pois pode afetar a produção, a qualidade e a durabilidade dos ovos.

    Preços dos ovos

    Entre 12 e 19 de fevereiro, o preço do ovo branco a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá (ES) subiu 1,1%, alcançando R$ 236,21 por caixa na quarta-feira (19). No mesmo período, a cotação do ovo vermelho avançou 5%, chegando a R$ 276,54 por caixa. Ambas as médias são recordes reais da série do Cepea, considerando valores ajustados pelo IGP-DI de janeiro de 2025.

    Mercado de frango mantém estabilidade no atacado, mas preço recua

    O preço do frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo atingiu média de R$ 8,36 por quilo até 19 de fevereiro, uma leve queda de 0,4% em relação a janeiro. Apesar da retração, o ritmo de vendas segue estável, segundo agentes consultados pelo Cepea.

    Enquanto os preços da carne de frango apresentam leve enfraquecimento, a carne suína registra alta expressiva. Já a carne bovina acumula desvalorizações mais intensas no atacado da Grande São Paulo.

    Com esse cenário, o frango aumentou sua competitividade em relação à carne suína na parcial de fevereiro, mas perdeu espaço frente à bovina.

     

  • Baixo estoque e alta demanda mantêm recorde do café arábica

    Baixo estoque e alta demanda mantêm recorde do café arábica

    Os preços do café arábica seguem em patamares recordes ao longo de fevereiro. Segundo o Cepea, a cotação real do grão atingiu novos máximos na série histórica iniciada em novembro de 1996. No dia 12, o Indicador CEPEA/ESALQ para o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, alcançou R$ 2.769,45 por saca de 60 kg, um recorde real. Nos dias seguintes, os valores oscilaram levemente, mas permaneceram próximos de R$ 2.700 por saca. Somente em 2025, o indicador já subiu mais de R$ 500 por saca.

    Pesquisadores do Cepea apontam que os baixos estoques, tanto no Brasil quanto no mercado global, sustentam essa valorização. Além disso, a safra 2025/26 deve registrar produção modesta. Apesar dos preços elevados, a demanda segue aquecida. No campo, as lavouras de arábica estão na fase final de desenvolvimento, mas o forte calor e o clima seco desta semana preocupam os produtores.

    Responsabilidade social e sustentabilidade no setor cafeeiro

    O Comitê de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (RSS) do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) se reuniu em 18 de fevereiro com representantes da organização Verité. O encontro discutiu a aplicação das ferramentas do Projeto COFFEE nos processos de devida diligência em direitos humanos e trabalhistas de empresas e cooperativas exportadoras de café.

    Silvia Pizzol, diretora de RSS do Cecafé, destaca que a adoção de boas práticas é essencial para garantir competitividade no mercado europeu. “Com as novas regras de comércio da União Europeia voltadas para ESG, aprimorar os processos de devida diligência socioambiental se torna fundamental. O bloco absorve cerca de 50% das exportações brasileiras de café”, afirma.

    O Cecafé tem investido na capacitação do setor por meio de sua plataforma de ensino a distância. O curso “Novas Regras de Comércio em Tempos de ESG” foi lançado recentemente para orientar exportadores sobre as exigências internacionais. Além disso, a entidade promove diálogos entre o setor exportador e iniciativas alinhadas à devida diligência em direitos humanos e trabalhistas.

    Silvia Pizzol ressalta a importância do kit de ferramentas desenvolvido pela Verité no projeto COFFEE. “O objetivo é criar um ciclo virtuoso de melhoria contínua na sustentabilidade social da cadeia de fornecimento do café”, explica. Em resumo, o programa, financiado pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (DOL), oferece acesso gratuito às ferramentas e capacitações, especialmente para as primeiras etapas da devida diligência socioambiental.

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