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  • Cesta básica fica mais barata em 9 capitais

    Cesta básica fica mais barata em 9 capitais

     

    A cesta básica de alimentos ficou mais barata em nove capitais brasileiras durante dezembro de 2025, puxada principalmente pela queda nos preços de leite, arroz, açúcar, café e óleo de soja. Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

    O levantamento, que acompanha preços em 27 capitais brasileiras, mostrou um cenário misto no último mês de 2025. Enquanto nove cidades registraram redução nos custos, 17 capitais apresentaram aumento nos valores da cesta básica. João Pessoa (PB) foi a única cidade onde o preço permaneceu estável, em R$ 597,66.

    As maiores altas foram registradas em:

    Maceió (AL): 3,19%

    Belo Horizonte (MG): 1,58%

    Salvador (BA): 1,55%

    Brasília (DF): 1,54%

    Já as quedas mais expressivas ocorreram em:

    • Porto Velho (RO): -3,60%
    • Boa Vista (RR): -2,55%
    • Rio Branco (AC): -1,54%
    • Manaus (AM): -1,43%

    São Paulo lidera ranking dos preços mais altos

    A capital paulista continua no topo da lista das cidades com cesta básica mais cara do país, atingindo R$ 845,95. Outras capitais do Centro-Sul também figuram entre as mais caras: Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06), Cuiabá (R$ 791,29) e Porto Alegre (R$ 784,22).

    Em contraste, as capitais do Norte e Nordeste apresentaram os menores valores médios, com destaque para Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69) e Porto Velho (R$ 592,01).

    Quais alimentos ficaram mais baratos?

    O arroz registrou queda em 23 das 27 capitais, com reduções mais significativas em Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%). Segundo a pesquisa, o menor volume exportado e a demanda retraída contribuíram para a redução dos preços no varejo.

    O leite ficou mais barato em 22 capitais, com destaque para Curitiba, onde o preço caiu 5,61%. A maior oferta interna, impulsionada pela produção nacional e pelas importações de derivados, explicam a tendência de baixa.

    Com maior disponibilidade no mercado, o açúcar apresentou redução em 21 capitais. Teresina registrou a maior queda (-5,94%).

    O café diminuiu em 20 cidades, sendo que Palmas teve a maior redução (-3,35%). As tarifas impostas pelos Estados Unidos e as incertezas comerciais reduziram as exportações, impactando positivamente os preços internos.

    A maior oferta global de soja resultou em preços menores do óleo em 17 capitais, com destaque para Belo Horizonte (-6,68%) e São Luís (-5,90%).

    Poder de compra do salário mínimo

    Para manter uma família de quatro pessoas em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 7.106,83. Isso é equivalente a 4,68 vezes o mínimo vigente de R$ 1.518,00.

    O trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar em média 98 horas e 41 minutos para adquirir os produtos da cesta básica, comprometendo 48,49% do rendimento líquido com alimentação.

    A parceria entre Conab e DIEESE ampliou a coleta de preços de 17 para 27 capitais brasileiras, reforçando a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. A pesquisa completa começou a ser divulgada em agosto de 2025, oferecendo um panorama mais detalhado sobre o custo de vida nas principais cidades do país.

  • Produção cai na safra atual. Saiba como isso afeta seu bolso

    Produção cai na safra atual. Saiba como isso afeta seu bolso

    De acordo com o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos deverá chegar a 298,6 milhões de toneladas na safra 2023/2024. Esse volume representa uma redução de 21,2 milhões de toneladas em comparação com a safra anterior, influenciada principalmente pela queda na produtividade média das lavouras devido às adversidades climáticas.

    Destaques por cultura

    • Milho segunda safra: produção estimada em 90,28 milhões de toneladas, com colheita avançada e acima de 90% da área cultivada. Produtividades variaram conforme época de plantio e pacote tecnológico utilizado.
    • Algodão: previsão de novo recorde de produção, estimada em 3,64 milhões de toneladas de algodão em pluma, devido ao aumento da área e melhores condições climáticas.
    • Feijão: produção total estimada em 3,26 milhões de toneladas, 7,3% superior a 2022/23. Segunda safra com potencial reduzido por doenças, mosca-branca e falta de chuvas.
    • Arroz: produção de 10,59 milhões de toneladas, aumento de 5,6% devido à maior área cultivada, apesar da produtividade prejudicada pelas adversidades climáticas.
    • Soja: produção de 147,38 milhões de toneladas, redução de 4,7% em relação ao ciclo anterior, devido aos baixos índices pluviométricos e altas temperaturas em áreas semeadas entre setembro e outubro.

    Mercado e exportações

    A Conab manteve estáveis as projeções do quadro de suprimentos para a safra 2023/2024, com exceção do milho, cuja estimativa de exportação foi aumentada em 2,5 milhões de toneladas devido à recente desvalorização do real.

    As exportações de arroz também podem ser afetadas pela questão cambial, com volume embarcado chegando a 175 mil toneladas em julho, contra 62 mil em junho. Porém, a menor disponibilidade interna do grão deve limitar as exportações até a safra 2024/2025.

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    O 11º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 da Conab aponta para uma redução na produção total, com variações entre as culturas. Mas mantém projeções estáveis para o mercado, com destaque para o aumento nas exportações de milho.

    Impacto na alimentação

    A redução na safra agrícola no Brasil está impactando diretamente o bolso dos consumidores, com o aumento dos preços dos alimentos em todo o país. Com a menor oferta de produtos como arroz, feijão, milho, frutas e legumes, os preços desses itens básicos têm subido. E isso pressiona o orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda.

    Esse aumento nos preços dos alimentos é um dos principais fatores que contribuem para a inflação, afetando o custo de vida. Com a inflação em alta, o poder de compra dos brasileiros diminui, resultando em uma capacidade menor de adquirir produtos e serviços com a mesma renda.

    Além do impacto direto no consumidor, a queda na safra também afeta a cadeia produtiva do agronegócio. E influencia setores como transporte, logística e a indústria de alimentos. Isso pode levar a demissões e menos investimentos, agravando ainda mais a situação econômica.

    Para tentar contornar a escassez de alimentos, o Brasil pode ser obrigado a aumentar as importações. O que também encarece os preços, dependendo da cotação do dólar e das condições do mercado internacional. A combinação desses fatores pode resultar em uma maior instabilidade econômica, com efeitos mais severos para as famílias mais vulneráveis.