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  • Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) lançou o Selo Frutas do Brasil ESG. A certificação valoriza a fruticultura brasileira e reforça compromissos com sustentabilidade, responsabilidade social e boas práticas de governança.

    Além disso, o selo incorpora a noção de responsabilidade civilizatória aplicada à produção agrícola nacional. O selo reconhece empresas alinhadas aos padrões internacionais de Environmental, Social and Governance (ESG).
    Com isso, a certificação comprova que as frutas brasileiras respeitam o meio ambiente, as pessoas e a gestão responsável. Portanto, o selo se torna um passaporte de credibilidade e sustentabilidade no mercado global.

    Selo estratégico

    O presidente da entidade, Guilherme Coelho, destacou o papel estratégico da nova certificação. Segundo ele, o selo reconhece o trabalho responsável e inovador de produtores e exportadores brasileiros. Além disso, a iniciativa demonstra compromisso com melhoria contínua e equilíbrio entre economia, natureza e dignidade humana.

    Mais competitividade

    A Abrafrutas desenvolveu o selo para valorizar produtores e ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional. A ação também consolida esforços da entidade em sustentabilidade, promoção comercial e profissionalização do setor. Entre as iniciativas, estão participações em feiras internacionais e programas de qualificação técnica. Além disso, a Abrafrutas mantém diálogo permanente com instituições globais sobre práticas ambientais e sociais.

    Exclusivo para empresas associadas, o selo segue rigorosamente as diretrizes ESG internacionais. A certificação adota a Responsabilidade Civilizatória como eixo central das ações no campo. O conceito reforça que decisões produtivas impactam pessoas, ecossistemas e futuras gerações.

    Suporte

    Além do reconhecimento institucional, o selo oferece acompanhamento técnico e auditoria anual. Assim, empresas certificadas mantêm alinhamento permanente com padrões globais e exigências internacionais.
    A diretora de ESG, Priscila Nasrallah, destacou o impacto da nova certificação para o setor. Segundo ela, a Abrafrutas apoiará produtores em todas as etapas do processo. O objetivo é fortalecer uma cultura de transparência, responsabilidade e consciência ambiental. Para a entidade, o selo deve marcar uma nova fase na imagem do agro brasileiro.

    A Abrafrutas atua sem fins lucrativos e representa produtores e exportadores de frutas desde 2014.
    Atualmente, a entidade reúne cerca de 90 associados em todo o país. Essas empresas respondem por aproximadamente 85% das exportações brasileiras de frutas frescas.

     

  • Prêmio Orgulho da Terra 2025 reconhece 17 produtores por práticas sustentáveis

    Prêmio Orgulho da Terra 2025 reconhece 17 produtores por práticas sustentáveis

    O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná) realizou nesta terça-feira (11/11) a cerimônia de entrega do Prêmio Orgulho da Terra 2025. O evento premiou produtores rurais de 17 categorias diferentes, distribuídos por todas as regiões do Paraná, que aplicam boas práticas sustentáveis em suas propriedades.

    A quinta edição do prêmio resulta da parceria entre o Grupo Ric, o Sistema Ocepar e o governo estadual, por meio do IDR-Paraná. A cerimônia aconteceu na sede do instituto em Curitiba e reuniu os homenageados para a entrega dos troféus e um jantar.

    Comissão avalia práticas nos pilares social, ambiental e econômico

    Uma comissão formada por representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (FAEP-SENAR-PR), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep) escolheu os vencedores.

    O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, destacou a importância do reconhecimento. “O Orgulho da Terra premia produtores e extensionistas que demonstram, praticam, usam e difundem boas práticas da produção agrícola”, afirmou.

    Nunes enfatizou que a premiação ganha destaque porque a sociedade busca práticas sustentáveis. “O mundo quer produzir utilizando menos agroquímicos, prejudicando cada vez menos o meio ambiente. O Paraná, com quase 12 milhões de habitantes, produz alimentos para mais de 400 milhões de pessoas ao redor do mundo”, observou.

    Governo lança programa Estrada Boa durante cerimônia

    Durante a entrega do prêmio, o secretário Márcio Nunes anunciou o programa Estrada Boa, uma iniciativa que amplia a pavimentação de estradas rurais no Paraná. “Ontem, autorizamos o convênio de 62 estradas rurais, 15 dias atrás autorizamos mais 40. Neste momento, temos mais de 100 novos trechos autorizados à pavimentação. Vamos chegar ao dia primeiro de dezembro com mais de 200 trechos autorizados no estado do Paraná”, revelou.

    O secretário explicou a origem do nome do programa. “O governador me perguntou: como é o nome desse programa? Rota do Progresso? Vamos mudar para um nome menos complicado. Ele falou: Estrada Boa. Não tem homenagem maior para um produtor rural e um extensionista do que ter uma estrada boa para andar”, comentou.

    Natalino Avance recebe prêmio de Personalidade Agrícola do Ano

    O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, recebeu o troféu de Personalidade Agrícola do Ano. Emocionado, ele dedicou o prêmio à família e aos colegas extensionistas. “Isso aqui é para vocês, isso aqui é para os técnicos do IDR. Onde tem IDR tem resultados”, afirmou.

    Souza destacou que o prêmio mostra à sociedade o trabalho realizado no campo, principalmente para os grandes centros urbanos. “O Paraná é o que é por alguns aspectos. Valorizo a importância da pesquisa, da assistência técnica e extensão rural e do arranjo organizacional que conseguimos fazer aqui no estado. O prêmio Orgulho da Terra reflete isso porque um conjunto de instituições avalia o que fazemos de bom em diversas categorias”, observou.

    O diretor-presidente também valorizou os técnicos que acompanharam os produtores premiados. “Na agricultura, a inovação é fundamental, isto é, fazer algo diferente, aplicando uma nova tecnologia. Os técnicos orientam o produtor nesse processo. O agente que ajudou e deu assistência é tão importante quanto o produtor que fez uma inovação”, concluiu.

    Agricultura familiar sustentável gera resultados expressivos

    O diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins, ressaltou que o prêmio mostra produtores familiares que aplicam princípios de sustentabilidade sem perder de vista a questão econômica. “Os premiados são agricultores familiares que se preocupam com a questão ambiental e social. Eles tornam o estado o maior produtor de alimentos por metro quadrado no mundo. Esses agricultores mostram que podemos produzir com sustentabilidade, rentabilidade e atender às questões sociais”, afirmou.

    O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, que era secretário da Agricultura quando o prêmio surgiu, prestigiou a solenidade. “Acho importante valorizar aqueles que em cada setor se distinguem como um guia, como um modelo, como alguém que possa ser observado e seguido, copiado, porque não é vergonha copiar aquilo que alguém faz bem”, afirmou.

    O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, compareceu à cerimônia para prestigiar cooperados premiados. “O prêmio é fundamental para que os produtores façam suas práticas agrícolas sustentáveis e, com isso, consigam obter mais renda e mais qualidade de vida. Participar de prêmios que valorizem o cooperado, o produtor rural e o empreendedor é importante para nós”, declarou.

    Grupo Ric dá visibilidade à produção paranaense

    Leonardo Petrelli, presidente do Grupo Ric que idealizou o prêmio há cinco anos, explicou o objetivo da iniciativa. “Esse prêmio dá luz a várias práticas idealizadas por pequenos agricultores que não têm oportunidade de mostrar o que fazem e o que produzem. Esse tipo de prática impacta a cadeia produtiva do agronegócio. Temos muita satisfação de poder ver essas pessoas virem aqui serem homenageadas”, disse.

    Vencedores do Prêmio Orgulho da Terra 2025

    Assistidos pelos profissionais do IDR-Paraná:

    • Agroindústria: Larissa Caroline / Técnico: Flávia Leão Almeida Silva
    • Café: Eurípes Geraldo Colombo / Técnico: Roberto Natal Dal Molin
    • Erva Mate: José Paulo dos Santos Pires / Técnico: Vivian Rank Kerninski
    • Feijão: Ademílson Pegorini / Técnico: Lari Maroli
    • Hortifruti: Eduardo Massaki Fujiharo / Técnico: Antônio de Pádua Andrade Salvado
    • Bovinocultura de Leite: Alan Pinheiro da Cruz / Técnico: Rosilene Buss Gonçalves
    • Inclusão Social: Floripa dos Santos / Técnico: Josaine Bárbara Faé
    • Mulheres no Agro: Roseli Pereira de Campos / Técnico: Felipe Alvares Spagnuolo
    • Bovinocultura de Corte: Elias Fernando Vizzoto / Técnico: José Clóvis Torsani
    • Agricultura Orgânica: Celso Norio Tokunaga / Técnico: Rodrigo Alexandre Patel da Fonseca
    • Sericicultura: Sirlei Messias Usiak / Técnico: Anderson Wasilewski
    • Sucessão Familiar: Jandira Poncio Bueno Jacomite / Técnico: Jussara Ines Dresch
    • Tecnologia: João Carlos dos Santos / Técnico: Rodrigo Nunes de Oliveira
    • Turismo Rural: Rosa Maria Wojcik Baedeski / Técnico: Renata Lessa Miranda
    Produtores ligados ao Sistema Ocepar:
    • Aves: Neimar Antonello / Técnico: Ivandro Api
    • Suínos: Marlene Benincá / Técnico: Alencar Augusto
    • Piscicultura: Pedro Lessa / Técnico: Lucas Siqueira Manrique Pinheiro
  • Conheça projeto de adubação sustentável no Pará

    Conheça projeto de adubação sustentável no Pará

    O Grupo BBF (Brasil BioFuels) está  implementando de um projeto de adubação sustentável e fertirrigação nas usinas de Acará e Moju, no Pará. Essa iniciativa visa beneficiar tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais, utilizando práticas que aproveitam o efluente do processamento da palma de óleo.

    A técnica de fertirrigação com POME (Palm Oil Mill Effluent) combina a aplicação de fertilizantes naturais com irrigação, destacando-se como uma fonte orgânica valiosa para a adubação. O Grupo BBF trata todo o efluente gerado durante a produção da palma e o aplica com equipamentos de alta tecnologia, garantindo um método eficiente e sustentável.

    Os benefícios dessa abordagem incluem a melhoria da fertilidade do solo, ao fornecer nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Esses nutrientes são liberados gradualmente, promovendo a nutrição das plantas ao longo do tempo. Além disso, a iniciativa contribui para a sustentabilidade ambiental ao reaproveitar o POME.

    O programa começou nas fazendas Silva Oliveira e Watanabe, localizadas em um dos polos da companhia em Acará/PA. O novo sistema não apenas otimizou a logística operacional, mas também garantiu o cumprimento do volume autorizado de fertirrigação orgânica pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS).

    A SEMAS recomenda um volume anual específico para aplicação do POME, estabelecendo critérios rigorosos para a conservação ambiental e a saúde das comunidades locais. A secretaria também realiza vistorias periódicas para assegurar que as atividades atendam à legislação ambiental.

    Engajamento com as comunidades locais

    As comunidades Santa Maria e Terra Viva, situadas nas proximidades das áreas de aplicação, foram ativamente envolvidas no processo. Reuniões e demonstrações práticas permitiram que os moradores conhecessem os benefícios do novo método. O Grupo BBF enfatiza que o diálogo com as comunidades é crucial para fortalecer as práticas sustentáveis.

    O projeto recebeu uma ótima aceitação, com garantias de continuidade nas aplicações futuras. A empresa convidou membros da comunidade para conhecer o processo de fertirrigação e a iniciativa de adubação sustentável em suas localidades. O adubo orgânico disponibilizado pela companhia beneficia diretamente as famílias que cultivam diversas culturas na região, como açaí, cacau e pimenta do reino.

    Milton Steagall, CEO do Grupo BBF, destaca: “A aprovação do método pela comunidade e os benefícios ao solo reforçam nossa integração com a população agrícola local. Este projeto solidifica nosso compromisso com práticas agrícolas responsáveis e abre caminho para novas ações que unem produtividade à preservação ambiental.”

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  • Produtores rurais terão desconto em juros ao adotarem práticas sustentáveis

    Produtores rurais terão desconto em juros ao adotarem práticas sustentáveis

    Médios e grandes produtores rurais que comprovarem práticas sustentáveis terão desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros do crédito de custeio. A Resolução nº 5.152 do Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu a medida no Plano Safra 2024/2025 e a publicou em 2 de julho de 2024. Em resumo, o objetivo é incentivar a sustentabilidade no setor agropecuário.

    O benefício vale para produtores que possuam certificações reconhecidas por programas oficiais. Ou seja, entre eles estão o Produção Integrada (PI Brasil), o Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA) e os sistemas de produção orgânica. Instituições credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) ou pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vão emitir as certificações.

    Também podem obter o desconto produtores que, nos últimos cinco anos, contrataram crédito de investimento em subprogramas do RenovAgro, antigo Programa ABC. Para isso, o crédito de custeio deve ser destinado a atividades na mesma área financiada pelo RenovAgro. Além disso, o produtor também precisa autorizar a instituição financeira a acessar informações sobre financiamentos anteriores.

    As instituições financeiras validarão os dados na Plataforma AgroBrasil + Sustentável. Já os produtores interessados devem atender a requisitos específicos, como qualificação socioambiental do estabelecimento rural, posse de certificação válida e inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O produtor rural pode acessar à Plataforma AB+S pelo site oficial do sistema.

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  • Conheça a importância econômica da macaúba

    Conheça a importância econômica da macaúba

    A macaúba, uma palmeira nativa do Brasil, se destaca como uma importante oleaginosa com grande potencial para a bioeconomia. Em 2024, a cultura da macaúba ganhou relevância significativa, especialmente como fonte de óleo para a produção de biodiesel, combustíveis de aviação e diesel renovável. Apesar de seu potencial, ainda existem áreas limitadas plantadas com a espécie.

    Atualmente, o cultivo da macaúba está em expansão, com investimentos significativos sendo direcionados para o desenvolvimento dessa cultura. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 257,9 milhões para a Acelen Renováveis, empresa de energia criada pelo fundo Mubadala Capital, que visa implantar um centro de inovação tecnológica focado na domesticação e cultivo da macaúba em terras degradadas. Este projeto é parte de uma iniciativa maior que busca aumentar a produção de diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil.

    Com um investimento total estimado em US$ 2,7 bilhões, o projeto da Acelen prevê a produção de 20 mil barris por dia de combustíveis renováveis e a captura de quase 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente até 2027. Além disso, a estratégia inclui o cultivo de 180 mil hectares em Minas Gerais e na Bahia, com 20% da produção destinada à agricultura familiar, beneficiando mais de dez mil famílias.

    Projeções para o futuro

    A macaúba é considerada uma alternativa promissora ao cultivo tradicional, como a soja. Segundo especialistas, a planta é até dez vezes mais produtiva por hectare em comparação à soja e apresenta uma adaptabilidade notável às condições climáticas brasileiras. Essa característica torna a macaúba uma opção viável para recuperação de áreas degradadas sem desmatamento.

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    As expectativas são altas para o crescimento do cultivo da macaúba nos próximos anos. A Acelen planeja expandir suas operações e desenvolver até cinco polos de produção no Brasil, aumentando assim a oferta e contribuindo para a segurança energética do país.

    Sustentabilidade e inovação

    Além do potencial econômico, o cultivo da macaúba está alinhado com práticas sustentáveis. O uso da planta em sistemas agroflorestais permite integrar culturas agrícolas e promover a biodiversidade. Essa abordagem não apenas melhora a produtividade, mas também ajuda na recuperação ambiental das áreas onde é cultivada.

    A macaúba se estabelece como uma oleaginosa estratégica para o Brasil, com potencial para impulsionar a bioeconomia e contribuir para um futuro mais sustentável. Com investimentos robustos e uma crescente conscientização sobre suas vantagens econômicas e ambientais, espera-se que essa planta nativa ganhe cada vez mais espaço nas prateleiras do mercado nacional e internacional. O futuro é promissor para a macaúba e seu papel na transição energética do Brasil.

  • COP29: Brasil afirma que pode dobrar produção de alimentos

    COP29: Brasil afirma que pode dobrar produção de alimentos

    O Brasil tem potencial para dobrar a produção de alimentos sem desmatar, afirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante a COP29. Representando a pasta, o assessor especial Carlos Ernesto Augustin participou do painel “Transição de um sistema alimentar saudável, sustentável e justo: oportunidades econômicas”. O evento ocorreu nesta segunda-feira (18), em Baku, no Azerbaijão.

    Augustin destacou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), criado em dezembro de 2023. Em resumo, o programa busca recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, promovendo sistemas agropecuários e florestais sustentáveis. Segundo ele, o Brasil tem todos os recursos necessários para implementar o PNCPD, incluindo tecnologia avançada, produtores capacitados e financiamentos com juros competitivos.

    Ou seja, com iniciativas como o PNCPD, o Mapa reforça seu compromisso de aumentar a produção sem ampliar o desmatamento. As práticas sustentáveis também ajudam a reduzir as emissões de carbono. Dessa forma, o Brasil se consolida como um modelo global de produção sustentável.

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    Sobre o PNCPD

    O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas foi instituído pelo Decreto 11.815/2023. Ele promove políticas públicas voltadas à recuperação de pastagens e ao uso sustentável das terras. Entre as ações previstas estão: adoção de tecnologias sustentáveis, mapeamento de áreas prioritárias e financiamento para produtores. Além disso, o programa incentiva o desenvolvimento de planos de negócios baseados nas aptidões regionais.

     

  • Adiamento da lei europeia antidesmate pode ser oportunidade para Brasil, diz setor da pecuária

    Adiamento da lei europeia antidesmate pode ser oportunidade para Brasil, diz setor da pecuária

    Com o adiamento da entrada em vigor da Regulamentação Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), a cadeia produtiva da pecuária no Brasil enxerga uma oportunidade para se preparar e atender às exigências ambientais do mercado europeu.

    A nova data de implementação, que foi estendida para 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e 30 de junho de 2026 para pequenas e microempresas, traz alívio e a oportunidade de um maior ajuste por parte do setor.

    Durante o evento “Diálogo Inclusivo”, promovido pela Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) na última quarta-feira (9), especialistas do setor discutiram os principais desafios e oportunidades que a nova norma trará. O Brasil detém um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, com cerca de 238 milhões de cabeças de gado. E é líder global em exportações de carne bovina. Apenas nos primeiros nove meses de 2024, o país exportou 2,1 milhões de toneladas de carne bovina, um aumento expressivo de 28% em relação ao mesmo período de 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A crescente demanda por práticas sustentáveis em mercados internacionais, especialmente na Europa, torna o cumprimento da EUDR uma questão essencial para o Brasil manter sua competitividade. Lisandro Inakake, gerente de projetos do Imaflora e vice-presidente da Comissão Executiva da MBPS, destacou a importância do evento para abrir um ciclo de diálogos voltados à pecuária sustentável. “O primeiro Diálogo Inclusivo da MBPS atingiu seus objetivos. Instalando um ciclo que conduziremos nos próximos dois anos para incidir em favor da pecuária sustentável. E também por ter conseguido colocar em cima da mesa os desafios operacionais de ambos os lados: o papel do Governo e os incômodos do setor produtivo”, disse Inakake.

    Desafio e oportunidade

    Embora o adiamento tenha sido bem-visto pelos participantes, muitos alertaram que o regulamento da EUDR ainda precisa de ajustes. Alexander Rose, diretor do Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha, apontou para as incertezas operacionais. “Existem grandes riscos e problemas críticos, principalmente no lado operacional da norma. Quantos documentos devem ser apresentados, quais seriam eles, quem faz o quê. Muitas perguntas abertas ainda”, afirmou Rose. Essas lacunas podem complicar a implementação da lei e criar desafios para os pequenos produtores, que possuem menos recursos para se adaptar rapidamente às novas exigências.

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    José Pádua, gerente técnico do Sistema Famasul, foi mais enfático ao expressar a preocupação do setor produtivo em relação à soberania do Brasil. “A regra da UE é muito bem-intencionada, mas fere a soberania nacional, se sobrepõe às regras nacionais e isso vemos com muita preocupação. Não podemos receber uma normativa dessas de forma tranquila e passiva”, comentou. Para ele, é importante que o Brasil tenha voz ativa no desenvolvimento e na aplicação de normas globais que afetem sua cadeia produtiva.

    Vantagens competitivas

    Apesar das críticas, alguns veem a EUDR como uma oportunidade para que o Brasil capitalize suas vantagens competitivas no cenário global. Bruno Leite, coordenador geral de produção animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), acredita que o país pode sair na frente de outros mercados. Isso se mostrar que possui uma estrutura ambiental robusta e mecanismos eficazes de monitoramento do desmatamento. “Não podemos perder a oportunidade do que é essa norma para nossa cadeia produtiva. Temos a possibilidade de sair na frente de muitos mercados, temos um diferencial comparativo que podemos aproveitar ao nosso favor”, ressaltou Leite.

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    Leonel Almeida, gerente de sustentabilidade da Marfrig, complementou destacando que grande parte da cadeia produtiva brasileira já está adequada às exigências da EUDR. “Cerca de 70% está totalmente aderente a todos os requisitos da EUDR. Precisamos só melhorar o fornecimento indireto”, afirmou Almeida, referindo-se aos pequenos fornecedores que ainda precisam se adequar.

    Diálogo e colaboração

    O evento também mostrou a importância do diálogo e da colaboração entre os diversos elos da cadeia produtiva, do governo e de organizações internacionais para atender às exigências ambientais globais sem comprometer a competitividade do setor. O Diálogo Inclusivo faz parte de uma série de encontros promovidos pela MBPS em parceria com o Solidaridad e o projeto SAFE (Sustainable Agriculture for Forest Ecosystems), liderado pela Cooperação Alemã GIZ e com apoio da União Europeia e do Ministério Federal Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).

    O adiamento da EUDR oferece uma chance para que o Brasil, um dos maiores exportadores globais de carne bovina, não apenas se adapte às normas europeias. Mas também mostre ao mundo que pode liderar a transição para uma produção mais sustentável. Como ressaltou Lisandro Inakake, a colaboração entre os elos da cadeia e o desenvolvimento de soluções inovadoras serão fundamentais para superar os desafios. E garantir que a pecuária brasileira continue a crescer de maneira sustentável e competitiva.