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  • Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola se destaca como uma grande promessa no agronegócio global. Na safra 2023/24, a produção alcançou 28 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola. Esse avanço se deve principalmente à produção de raízes, tubérculos, frutas e legumes.

    O governo angolano investe fortemente na expansão agrícola. Entre os projetos está a construção de uma fábrica de fertilizantes avaliada em US$ 2 bilhões. A planta começará a operar em 2027 e terá capacidade para produzir 1,38 milhão de toneladas por ano. O objetivo é fortalecer a produção interna, reduzir a dependência de importações e gerar mais de 4.500 empregos diretos.

    Para a safra 2024/25, o governo destinou 1,5 bilhão de kwanzas para modernização, crédito agrícola, mecanização e assistência técnica. A expectativa é crescer mais de 7% na produção agrícola, aumentando o protagonismo do país no mercado internacional de alimentos.

    A parceria estratégica com o Brasil facilita esse crescimento. Angola cede até 500 mil hectares para projetos agrícolas brasileiros e recebe apoio da Embrapa. Além disso, há incentivos para a agroindustrialização, impulsionando o potencial do país como polo relevante no comércio global.

    Com cerca de 36 milhões de hectares de terras cultiváveis, Angola explora menos de 10% desse território. O país tem um dos maiores potenciais agrícolas do mundo. Programas de financiamento climático e a adoção de tecnologias verdes favorecem a agricultura familiar. Assim, Angola avança como novo polo global de inovação e produção agrícola sustentável.

    Estrutura e localização

    Angola está localizada na costa oeste da África, banhada pelo oceano Atlântico. O país faz fronteira ao norte com a República Democrática do Congo, a leste com a Zâmbia, ao sul com a Namíbia e ao oeste com o Atlântico. Possui também o enclave de Cabinda, entre a República do Congo e a República Democrática do Congo.

    A área total de Angola é de 1.246.700km², o que a coloca entre os maiores países do continente africano. Segundo estimativas recentes, a população em 2025 é de aproximadamente 39 milhões de habitantes.

    A estrutura portuária angolana é composta por importantes portos marítimos ao longo de seus 1.600km de litoral. Os principais portos são Luanda, Lobito, Cabinda, Soyo, Namibe e Ambriz. O Porto de Luanda se destaca como o maior do país, responsável por cerca de 80% das importações e exportações. O governo investe na expansão e modernização da infraestrutura portuária, incluindo um novo porto internacional em Barra do Dande, para reforçar o papel do país como hub logístico regional.

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  • Como democracia pode liberar o potencial agrícola da Venezuela

    Como democracia pode liberar o potencial agrícola da Venezuela

    A Venezuela, historicamente conhecida por suas vastas reservas de petróleo, também possui um enorme potencial agrícola que, se devidamente explorado, pode transformar o país em uma potência agroalimentar. O clima tropical, a diversidade de ecossistemas e a vasta extensão de terras aráveis oferecem condições ideais para a produção de uma variedade de cultivos, como café, cacau, milho, arroz, frutas tropicais e hortaliças. No entanto, nas últimas décadas, a agricultura venezuelana tem enfrentado um declínio significativo, decorrente de políticas econômicas inadequadas, falta de investimentos e instabilidade política.

    Atualmente, o setor agrícola na Venezuela opera muito abaixo de sua capacidade. A escassez de insumos, tecnologia ultrapassada e a fuga de talentos rurais para centros urbanos ou para outros países devido à crise econômica e social têm contribuído para a redução da produtividade. Além disso, as políticas de controle de preços e expropriações de terras pelo governo resultaram na diminuição do incentivo para os produtores, tornando o país dependente de importações para suprir as necessidades alimentares da população.

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    Apesar desse cenário desafiador, a Venezuela ainda possui um grande potencial para revitalizar sua agricultura.  Especialmente se houver uma mudança para um governo democrático e comprometido com a recuperação econômica e social do país. Um governo democrático poderia restaurar a confiança dos agricultores, atrair investimentos estrangeiros e promover reformas que incentivem a produção local. Nesse contexto, o Brasil poderia desempenhar um papel fundamental na reestruturação do setor agrícola venezuelano.

    Ajuda brasileira e oportunidade de investimento

    Como uma das maiores potências agrícolas do mundo, o Brasil possui vasta experiência em tecnologias agrícolas de ponta, práticas sustentáveis e modelos de gestão eficientes. A cooperação entre os dois países poderia incluir desde o fornecimento de insumos e maquinários agrícolas até a transferência de tecnologia e conhecimento em áreas como irrigação, manejo de solo, cultivo e armazenamento de grãos.

    Com uma experiência consolidada no agronegócio, o Brasil pode ajudar a Venezuela a superar esses desafios. A cooperação entre os dois países poderia incluir a transferência de tecnologia agrícola, capacitação de produtores e investimentos em infraestrutura. Programas de intercâmbio e parcerias entre instituições de pesquisa e universidades poderiam facilitar o compartilhamento de conhecimentos e melhores práticas.

    Além disso, o Brasil poderia oferecer suporte na implementação de políticas agrícolas que incentivem a produção local e a sustentabilidade. O fortalecimento das cadeias produtivas e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis são fundamentais para garantir a segurança alimentar e a recuperação do setor agrícola venezuelano.

    O Brasil também poderia auxiliar na formação de parcerias comerciais que beneficiem ambos os países, promovendo o comércio de produtos agrícolas e fortalecendo as cadeias de suprimentos regionais. Instituições brasileiras de pesquisa, como a Embrapa, poderiam colaborar com o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima venezuelano, além de capacitar técnicos e agricultores locais.

    Para que essa cooperação seja viável, a Venezuela precisaria adotar políticas de incentivo à produção agrícol e respeitar a propriedade privada. Além de promover um ambiente de negócios estável e transparente. Um governo comprometido com a democracia e o desenvolvimento sustentável pode transformar o setor agrícola venezuelano em um motor de crescimento econômico,. E garantir segurança alimentar para sua população, contribuindo para a estabilidade regional.

    Estabilidade política

    Com um governo democrático, a Venezuela poderia se tornar um mercado atraente para investidores brasileiros. A estabilização política e a implementação de reformas econômicas criariam um ambiente propício para o investimento em setores como agricultura, infraestrutura e tecnologia. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Venezuela, poderia explorar oportunidades de exportação de produtos agrícolas e insumos. Além de atrair investimentos para projetos conjuntos.

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    O potencial agrícola da Venezuela é vasto, mas sua realização depende de um ambiente político estável e de políticas eficazes. Com a colaboração do Brasil, o país pode revitalizar seu setor agrícola, promovendo o desenvolvimento econômico e a segurança alimentar. A cooperação entre os dois países não apenas beneficiaria a agricultura venezuelana, mas também fortaleceria os laços comerciais e estratégicos na região.

    A colaboração entre Brasil e Venezuela, portanto, tem o potencial de ser uma via de mão dupla, onde o compartilhamento de experiências e recursos resultaria em benefícios mútuos. Além de fortalecer a integração sul-americana e promover o desenvolvimento sustentável na região.