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  • Automação redefine logística de peças no agronegócio

    Automação redefine logística de peças no agronegócio

    A automação passa a ocupar um novo espaço na logística de peças agrícolas brasileira. A Stara colocou em operação, em Aparecida de Goiânia (GO), o primeiro Centro de Distribuição de Peças Agrícolas do País equipado com o sistema AutoStore. A tecnologia utiliza robôs para armazenar, organizar e separar componentes. Com isso, a empresa pretende reduzir o tempo de expedição e ampliar a eficiência no atendimento aos produtores rurais.

    A nova unidade marca a expansão da estrutura logística da fabricante para fora do Rio Grande do Sul. Além disso, reforça a estratégia de aproximar os estoques das regiões com maior demanda. Enquanto o centro de distribuição da matriz, em Não-Me-Toque (RS), permanece responsável pela metade sul do Brasil, a unidade de Goiás passa a atender concessionárias e clientes da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

    Segundo a empresa, essa divisão reduz distâncias e fortalece o suporte pós-venda. Dessa forma, aumenta a disponibilidade de peças e contribui para que o produtor rural tenha mais rapidez no atendimento durante as operações no campo.

    Robôs automatizam a separação de peças

    O principal diferencial da nova estrutura está no sistema AutoStore. Ao todo, sete robôs automatizam as etapas de armazenagem e separação dos produtos. Além disso, a tecnologia organiza as peças de acordo com a frequência de utilização, posicionando os itens de maior demanda nas partes superiores da estrutura.

    Segundo o gerente de Peças da Stara, Filipe Flores Quincoses, esse modelo reduz significativamente o tempo necessário para localizar e disponibilizar os componentes.

    “São sete robôs que automatizam as etapas de armazenagem e separação de produtos. O sistema organiza os itens conforme a frequência de apontamentos, posicionando os de alta frequência na parte superior do equipamento. Isso agiliza a coleta das caixas que precisam ser apresentadas ao operador, permitindo que o processo aconteça em um tempo médio de 15 segundos”, explica.

    Além da automação, o centro reúne sistemas integrados de gestão de estoque, monitoramento eletrônico, dispositivos de segurança e ferramentas de rastreabilidade. Com isso, a empresa amplia o controle operacional e torna a preparação dos pedidos mais eficiente.

    A estrutura possui 3.504,95 metros quadrados de área construída, pé-direito de 15 metros, seis docas e 18.144 posições de armazenagem. Ao mesmo tempo, tem capacidade para estocar 15.604 tipos diferentes de peças e expedir até 14 mil itens por dia.

    Centro de Distribuição da Stara em Goiás – Foto: Divulgação

    Centro fortalece a logística no Norte, Nordeste e Centro-Oeste

    A escolha de Goiás levou em conta a posição estratégica do estado na malha logística nacional. Por isso, a nova unidade concentrará a distribuição de peças para os estados da metade norte do País, enquanto o Rio Grande do Sul continuará responsável pelo atendimento da região sul.

    Segundo a Stara, a nova operação permitirá reduzir o tempo de entrega. Em algumas situações, conforme a disponibilidade da peça e a modalidade de transporte, os componentes poderão chegar ao destino em poucas horas.

    Para garantir esse desempenho, a empresa selecionou transportadoras preparadas para atuar de forma integrada ao novo sistema. Além disso, promoveu treinamentos específicos para os colaboradores da unidade, incluindo movimentação de materiais, desenho técnico, sistemas e operação do AutoStore. Gerentes de peças e compradores das concessionárias também participaram da preparação para a nova dinâmica logística.

    Durante a inauguração da unidade, realizada em 18 de junho, o diretor-presidente da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, destacou que o investimento busca aproximar a empresa dos produtores rurais e fortalecer o atendimento às concessionárias.

    “Estamos ampliando nossa estrutura para estarmos ainda mais próximos dos produtores rurais e das concessionárias. Nosso objetivo é garantir que o cliente tenha a peça necessária exatamente quando precisa, contribuindo para que suas operações no campo sigam com máxima produtividade”, afirma.

  • Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    A busca por eficiência operacional no campo ganhou novos contornos durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Em coletiva, executivos do setor detalharam uma estratégia que combina tecnologia embarcada, fortalecimento do pós-venda e soluções financeiras para sustentar o crescimento no agronegócio brasileiro. O movimento ocorre em meio à necessidade de reduzir custos, evitar paradas e aumentar a previsibilidade das operações.

    Participaram da apresentação Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina; Rafael Cardoso, diretor comercial do Agronegócio; Felipe Battistella, diretor de Pós-Venda; e Carlos França, diretor de Vendas e Marketing. O grupo destacou que o avanço da conectividade e da estrutura de suporte já impacta diretamente a produtividade no campo.

    Logo no início do ano, os resultados reforçaram essa tendência. O setor registrou crescimento nas vendas de máquinas, com destaque para o avanço de escavadeiras no agro e de manipuladores telescópicos, indicando maior demanda por soluções voltadas à infraestrutura dentro das propriedades.

    Segundo Adriano Merigli, o cenário exige adaptação estratégica. “Nosso plano de crescimento está baseado em inovação constante e no fortalecimento da nossa capacidade produtiva, mesmo diante de desafios macroeconômicos”, afirmou.

    Representantes da JCB durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Pós-venda e tecnologia ganham protagonismo

    A estrutura de pós-venda foi apontada como um dos principais pilares para garantir eficiência operacional. O aumento no estoque de peças e a ampliação da capacidade logística buscam reduzir o tempo de máquina parada, um dos fatores que mais impactam o custo no campo.

    De acordo com Felipe Battistella, o foco está na disponibilidade. “Manter um alto nível de estoque e garantir rapidez no atendimento são fundamentais para assegurar que o equipamento permaneça operando”, disse.

    Outro destaque é o uso da telemetria para monitoramento em tempo real. A tecnologia permite diagnósticos preventivos e ações mais rápidas, evitando falhas inesperadas. Esse sistema é integrado a centros de monitoramento e a uma rede de técnicos especializados, que atuam diretamente na resolução de problemas.

    A conectividade, nesse cenário, deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para operações mais eficientes e previsíveis.

    Agro impulsiona demanda por máquinas

    O agronegócio segue como um dos principais motores de crescimento do setor. A expansão da infraestrutura nas propriedades rurais tem aumentado a demanda por equipamentos capazes de otimizar processos e reduzir tempo de operação.

    Rafael Cardoso destacou o avanço das escavadeiras no campo. “O crescimento foi expressivo, refletindo a intensificação dos investimentos em infraestrutura agrícola”, afirmou.

    Os manipuladores telescópicos também ganham espaço. Segundo o executivo, esses equipamentos conseguem reduzir significativamente o tempo de movimentação de materiais, o que impacta diretamente a produtividade.

    Além disso, o segmento governamental apresentou aumento nas aquisições, impulsionado por obras e projetos de infraestrutura.

    Crédito e estratégia comercial ampliam acesso

    Em paralelo à tecnologia e ao suporte, as condições comerciais passaram a ter papel relevante na decisão de compra. Diante de juros elevados, o setor aposta em alternativas como consórcio e modelos de financiamento mais flexíveis.

    Carlos França explicou que as estratégias buscam facilitar o acesso às máquinas. “Estamos criando condições que permitam ao cliente investir sem comprometer o fluxo de caixa, mantendo a operação saudável”, afirmou.

    Durante a feira, também foram apresentadas campanhas promocionais e ações de marketing que conectam o universo do agro a outras áreas de interesse do público, ampliando o alcance das marcas.

    Outro ponto destacado foi a previsibilidade na aquisição de equipamentos, com planos que permitem ao produtor programar investimentos ao longo do tempo.

    Com a combinação de tecnologia, suporte estruturado e soluções financeiras, o setor reforça uma mudança de paradigma no campo. A produtividade passa a depender não apenas da máquina, mas de todo o ecossistema que garante sua operação contínua.