Tag: Portugal

  • Noruega ou Portugal? Brasileiros elegem o melhor bacalhau

    Noruega ou Portugal? Brasileiros elegem o melhor bacalhau

    A Noruega assumiu o primeiro lugar na percepção dos brasileiros sobre a origem do melhor bacalhau. Um levantamento do Observatório Receiteria, feito com mil participantes, aponta que 47% dos entrevistados associam o país nórdico à melhor qualidade do produto. Portugal ocupa a segunda posição, com 31% das respostas.

    Apesar de reconhecerem a Noruega como referência de qualidade, os brasileiros ainda ignoram a procedência do bacalhau que levam para casa. A pesquisa mostra que 76% dos entrevistados não sabem de qual país vem o produto que costumam comprar. Apenas 24% afirmam conhecer essa origem.

    Felipe Paiva Lazarini, sócio do Receiteria, explica esse descompasso entre percepção e comportamento de compra. Segundo ele, 77% dos entrevistados já conhecem ou ouviram falar da marca de origem “Bacalhau da Noruega”, mas fatores como disponibilidade, hábito e preço ainda pesam mais na hora da decisão final.

    Datas comemorativas ainda concentram o consumo

    O bacalhau segue como um alimento associado a ocasiões especiais. A pesquisa revela que 47% dos entrevistados consomem o produto apenas em datas como Páscoa e Natal, enquanto 30% comem bacalhau raramente, ou seja, menos de três vezes por ano. Apenas 6% incluem o alimento no cardápio semanal.

    Entre os locais de compra, o supermercado concentra a preferência de 58% dos participantes. Mercados municipais e feiras aparecem em seguida, citados por 15% dos entrevistados, enquanto as peixarias respondem por 14% das respostas. As compras pela internet ainda representam uma fatia pequena do mercado, com apenas 2%.

    Aliás, na hora de preparar o peixe, os brasileiros priorizam a receita clássica: 42% dos entrevistados escolhem o bacalhau ao forno com batatas como preparo favorito. O bolinho de bacalhau vem a seguir, com 18% das menções, seguido pelo bacalhau desfiado em saladas (10%) e por preparações gratinadas (8%).

    Sabor e cheiro afastam quem não consome o alimento

    A pesquisa também investigou por que parte dos brasileiros evita o bacalhau. Entre os que não gostam do produto, 56% apontam o sabor ou o cheiro como principal razão. Outros 13% dizem que simplesmente não consomem peixe de forma geral, e apenas 10% citam o preço como fator decisivo.

    O Observatório Receiteria conduziu o levantamento em maio de 2026, com mil respondentes únicos. A coleta ocorreu por meio de um questionário integrado ao portal Receiteria, seguindo os critérios estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Siga o canal do Agro em Campo no WhatsApp e saiba tudo em primeira mão

  • Lula usa palco da Alemanha para defender agronegócio e biocombustíveis

    Lula usa palco da Alemanha para defender agronegócio e biocombustíveis

    Na maior feira industrial do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi ao centro da Europa para defender o agronegócio brasileiro. Um setor que, em grande parte, não o apoia politicamente. No domingo (19), durante a cerimônia de abertura da Hannover Messe, em Hannover, Alemanha, Lula atacou as barreiras comerciais que a União Europeia impõe aos biocombustíveis brasileiros e cobrou o fim do que chamou de “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura nacional.

    Foto: Ricardo Stuckert

    “É preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura”, disse o presidente à plateia de industriais e executivos reunidos no evento. “Criar barreiras adicionais a um acerto de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético.”

    Brasil como vitrine do agronegócio e da energia limpa

    Lula apresentou o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa para a Europa. “O Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir o custo de energia e descarbonizar as coisas. Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, afirmou.

    O presidente detalhou os percentuais de mistura já adotados internamente, 30% de etanol na gasolina e 15% no biodiesel, e garantiu que o Brasil produz biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos ou o desmatamento. Para reforçar o argumento ambiental, citou dados dos últimos três anos: redução de 50% no desmatamento da Amazônia e de 32% no Cerrado, com compromisso de chegar ao desmatamento zero até 2030.

    A referência histórica também entrou no discurso. Em 1980, na mesma feira e na mesma cidade, a Volkswagen e a Mercedes apresentaram motores movidos a etanol. E Lula estava preso pelo regime militar por liderar as greves do ABC, movimento que atingiu diretamente empresas alemãs. “Exatamente em 19 de abril”, lembrou, arrancando aplausos da plateia. O comentário sobre as montadoras rendeu nova rodada de palmas.

    Acordo UE-Mercosul no centro da agenda

    O acordo UE-Mercosul, com entrada em vigor parcial prevista para 1º de maio, foi outro tema central do discurso. Lula destacou que o pacto “cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões” e argumentou que mais comércio e investimentos geram empregos e reforçam a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.

    Foto: Ricardo Stuckert

    Na Alemanha, além da Hannover Messe, a agenda prevê a assinatura de cerca de dez acordos em áreas como defesa, inteligência artificial, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia, bioeconomia, economia circular, financiamento climático e cooperação tecnológica. A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira do mundo. Além de ser a quarta maior parceira comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 20,9 bilhões em 2025 e estoque de investimentos diretos estimado em US$ 38,5 bilhões em 2024.

    Viagem pela Europa com 14 ministros na comitiva

    A viagem começou em Barcelona, onde a agenda de Lula incluiu encontros reservados com empresários brasileiros e espanhóis nos setores de energia, agronegócio, telecomunicação, transporte, infraestrutura e finanças. O governo também assinou com a Espanha um memorando de cooperação sobre a exploração de minerais críticos e terras raras.

    Ao todo, 14 ministros integram a comitiva brasileira ao longo da viagem. Hoje, segunda-feira (20), Lula visita a feira ao lado do chanceler Friedrich Merz e, à tarde, segue para Wolfsburg, sede da Volkswagen, acompanhado de três líderes sindicais. A viagem se encerra na terça (21), com escala em Lisboa, onde Lula se reúne com o primeiro-ministro português.

    Lula desembarcou no Palácio de Herrenhausen no domingo e recebeu honras de chefe de Estado de Merz antes de participar da cerimônia de abertura da feira, que culminou com um jantar oficial com figuras do mundo empresarial.

    O Brasil aparece pela segunda vez como país homenageado da Hannover Messe. Que apresenta este ano o tema “The Industry of Today”, destacando seus pontos fortes em digitalização, energia renovável, recursos naturais e sustentabilidade.

  • A árvore da Semana Santa: conheça a oliveira mais antiga do mundo

    A árvore da Semana Santa: conheça a oliveira mais antiga do mundo

    Seu nome científico Olea europaea já sugere a utilidade e a origem. Ao longo dos séculos, essa árvore ocupou lugar especial em diferentes culturas ao fornecer madeira forte, azeitonas e óleo para o alimento, bem como o azeite que iluminava as noites do Oriente Médio até Roma. Além disso, seus frutos também eram úteis para remédio (unguentos) e símbolo de poder, como na unção dos reis.

    Apesar da importância simbólica, o cultivo da oliveira é relativamente simples. Ela exige pouca umidade (rega de duas a três vezes por semana) e bastante luz. Enraizada, a árvore ganha autonomia e longevidade, adquirindo formas particulares no entroncamento, o que faz de cada exemplar uma personalidade única.

    No Brasil, embora o cultivo seja ainda recente, segundo a EMBRAPA, vale lembrar a qualidade dos azeites já reconhecidos em competições internacionais.

    Na Grécia, a Oliveira eterna.

    Com esse perfil resistente, valioso e utilitário, ainda é possível encontrar Oliveiras centenárias em países do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Em Abrantes, Portugal, a Oliveira de Mouchão é histórica; na região de Gallura, na Sardenha (Itália), é possível encontrar outra, apelidada de “Matriarca da Natureza”, com quase 14 metros de altura.  Protegidas por leis nacionais, esses monumentos naturais têm mais de 2 mil anos e são  importantes pontos turísticos.

    O recorde de longevidade, contudo, pertence à Oliveira de Vouves, na ilha de Creta, na Grécia. Enquanto alguns estimam sua idade entre 3 e 4 mil anos, outros  chegam a acreditar que ela já tenha 5 mil anos. O fato é que essa árvore impressionante tem cerca de 12 metros de altura, e, mesmo com o tronco já oco, ainda produz azeitonas valorizadas por especialistas. Tão simbólica, a árvore éprotegida por leis gregas e chegou a fornecer ramos para a confecção das coroas dos atletas dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas.

    Resistente, adaptável e com mil utilidades, a oliveira e seu fruto são, e sempre foram, símbolos grandiosos da humanidade e da cultura. O leitor, caso concorde com essa ideia, não está sozinho nas companhias longevas e respeitáveis.

    “Doce, prateada ama de leite, nascida sozinha e imortal, cuja força desafia jovens e idosos”, escreveu o poeta grego Sófocles. “E Jesus saiu, então, e foi, como decostume, para o monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele…” é a narrativa que muitos ouvirão nesta Semana Santa.

  • Brasil e Portugal defendem rapidez no acordo Mercosul-UE

    Brasil e Portugal defendem rapidez no acordo Mercosul-UE

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira, 13, com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo o Palácio do Planalto, os líderes comemoraram a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

    O tratado deve ser assinado no próximo dia 17, durante encontro oficial no Paraguai. As negociações do acordo duraram 25 anos até a conclusão entre os dois blocos econômicos. Apesar disso, o texto ainda precisa passar pelo processo de internalização nos países signatários.

    Durante a conversa, Montenegro elogiou o empenho de Lula para viabilizar a conclusão do acordo. Além disso, ambos defenderam que as novas regras entrem em vigor o mais rápido possível.

    Segundo nota oficial, os líderes destacaram a importância do acordo para o multilateralismo e o livre comércio.
    Eles afirmaram que o tratado tem dimensão política e estratégica no atual cenário internacional.

    Por fim, Lula e Montenegro concordaram em atuar juntos para garantir implementação rápida e eficiente do acordo. Os dois também discutiram a situação na Venezuela e defenderam ações para evitar instabilidade na América do Sul.

     

  • Operação apreende garrafas de vinho irregular em Balneário Camboriú

    Operação apreende garrafas de vinho irregular em Balneário Camboriú

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 307 garrafas de vinho irregular em um estabelecimento comercial no centro de Balneário Camboriú (SC), no dia 5 de novembro. A Polícia Militar de Santa Catarina apoiou a operação, que resultou na retirada de produtos avaliados em aproximadamente R$ 100 mil.

    Auditores fiscais federais agropecuários e agentes de atividades agropecuárias identificaram vinhos armazenados sem documentação fiscal que comprovasse importação regular. Os produtos vinham de Argentina, Uruguai, França, Portugal e Espanha.

    A fiscalização mirou a venda de bebidas clandestinas, importadas sem autorização do Mapa e comercializadas sem comprovação de procedência. A prática representa risco à saúde dos consumidores.

    O Mapa mantém trabalho contínuo no combate ao comércio irregular de bebidas. O objetivo é garantir que apenas produtos seguros, com origem comprovada e devidamente inspecionados, cheguem ao consumidor final.

    Como identificar vinhos importados regulares

    O Ministério orienta os consumidores a verificarem o contrarrótulo da garrafa. Todo produto importado deve conter informações traduzidas para o português e indicar claramente o número de registro do importador no Mapa. A ausência desses dados pode indicar irregularidade.

    Foto: Mapa

    “O trabalho do Ministério garante que os produtos que chegam ao consumidor sejam seguros e de qualidade”, afirma Ivanor Boing, superintendente federal de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina. “As fiscalizações coíbem práticas ilegais e protegem a saúde pública, ao mesmo tempo em que asseguram condições justas de concorrência para quem atua dentro da lei.”

  • Cachaça 51 lança edição 2025 limitada

    Cachaça 51 lança edição 2025 limitada

    A Cachaça 51, ícone brasileiro reconhecido globalmente, apresenta sua edição limitada 2025 em Portugal. Essa edição vem com uma embalagem sleeve decorativa que homenageia sete destinos turísticos emblemáticos do Brasil. Desenvolvida pela artista plástica Tereza Perman, a nova arte visa fortalecer a conexão cultural com consumidores portugueses e europeus, além de impulsionar a presença da marca em mais de 51 países.

    A edição especial 2025 chega às prateleiras portuguesas em garrafas de 700 ml, combinando tradição e inovação. As ilustrações destacam cartões-postais como a Floresta Amazônica, o Pão de Açúcar, as Cataratas do Iguaçu e Fernando de Noronha. Assim, representando a diversidade geográfica e cultural do país.

    Mercado estratégico

    “Portugal é um mercado estratégico. Os consumidores locais valorizam a qualidade da Cachaça 51, essencial para drinks como a caipirinha, que já conquistou o paladar europeu”, afirma Marina Flávia da Silva, gerente de marketing da Companhia Müller de Bebidas.

    A entrada da nova embalagem em Portugal conta com parcerias sólidas. Ricardo Righi, gerente de exportação da marca, destaca: “Trabalhamos com importadores locais para garantir que a Cachaça 51 chegue a bares e pontos de venda com autenticidade e qualidade”.

    A estratégia reforça o reconhecimento internacional da marca. O Drinks International Brands Report elegeu a Cachaça 51 como uma das melhores em sua categoria, destacando seu papel na mixologia global.

    Arte que conecta culturas

    Esta é a quarta edição do projeto de embalagens especiais da linha Exportação. Para Tereza Perman, a colaboração com a marca simboliza mais que design. “É uma honra retratar a pluralidade do Brasil e levar nossa identidade para o mundo”.

    Arte detalhada da edição limitada. Foto: Divulgação

    Além de Portugal, a edição 2025 estará disponível em mercados da Europa, África e América do Sul. E consolida a Cachaça 51 como embaixadora dos sabores brasileiros.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Projeto Pecuária ConSCiente Carbono Zero monitora emissões de gases
    + Agro em Campo: TBIO Blanc: nova cultivar de trigo impulsiona produção nacional

  • Restrições a defensivos químicos ameaçam agricultura  na Europa, aponta especialista

    Restrições a defensivos químicos ameaçam agricultura na Europa, aponta especialista

    A política de restrições a defensivos agrícolas na União Europeia (UE) está gerando debates acalorados entre especialistas do setor. Enquanto a UE defende critérios rigorosos para proteger saúde e meio ambiente, líderes do agronegócio alertam que a falta de aprovação de novas substâncias químicas desde 2019 pode comprometer a produtividade e a segurança alimentar no continente.

    João Cardoso, diretor executivo da CropLife Portugal, destacou em entrevista ao Podcast Ascenza que, desde 2015, metade das substâncias químicas em revisão na UE foram banidas ou tiveram uso restrito, limitando ferramentas essenciais para os agricultores. “Estamos num paradigma em que há uma saída muito grande de substâncias ativas de base química e não há reposição com novas. Os agricultores começam a ter dificuldade em gerir resistências, novas pragas e doenças”, afirmou Cardoso.

    Por que a UE não aprova novos químicos?

    A União Europeia adota uma abordagem baseada no “princípio da precaução”, priorizando a avaliação de perigos em vez de riscos — ou seja, substâncias são proibidas se houver potencial de dano, independentemente da dose ou da exposição real. Críticos argumentam que esse método ignora evidências científicas sobre uso seguro.

    “A avaliação de risco na Europa não casa com a realidade”, criticou Cardoso. “Somos o continente com mais exportações agroalimentares, mas, ao nível da produção agrícola, estamos claramente a ficar para trás.”

    Biológicos ainda são minoria, mas ganham espaço

    Dos 439 defensivos agrícolas disponíveis na UE, 347 são químicos, 67 biológicos e 25 bioquímicos. Porém, Cardoso ressalta que os biológicos carecem de diversidade: “Muitos são variantes da mesma bactéria”. Para ele, o futuro exige desenvolvimento de biológicos inovadores e manutenção dos químicos já aprovados.

    Desenvolver um novo pesticida leva 12 anos e custa US$ 301 milhões, com 150 estudos de segurança, segundo dados citados no podcast. Paula Rebelo, gerente global de regulatórios da Ascenza, defende: “Temos que conservar os produtos já registrados”.

    Davi Silva, gerente de marketing da Ascenza Portugal, vinculou a discussão à soberania europeia: “Para quem se preocupa com disponibilidade de alimentos, é preciso ter qualidade e preços acessíveis. No fim da linha, isso é fundamental”.Cardoso citou o arroz como exemplo: a falta de herbicidas aprovados deixa a cultura vulnerável. “Não podemos nos dar ao luxo de não ter substâncias para proteger o cultivo”, disse. Enquanto isso, dois terços dos produtos disponíveis na UE passarão por revisão até 2025 — um desafio para a Comissão Europeia, que enfrenta pressões por “critérios mais realistas”.

    O outro lado: A defesa da UE

    A UE justifica suas políticas com o compromisso com o Pacto Ecológico Europeu, que visa reduzir em 50% o uso de defensivos químicos até 2030. Autoridades argumentam que a prioridade é evitar contaminação de solos, água e alimentos, além de proteger biodiversidade. Para Bruxelas, a transição para biológicos e práticas sustentáveis é inevitável para cumprir metas climáticas.

    Ouça a análise completa no Podcast Ascenza, com participação de João Cardoso, Davi Silva e Paula Rebelo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Tecnologia: cientistas brasileiros desenvolvem nariz eletrônico
    + Agro em Campo: JBS transforma 36 milhões de litros de óleo usado em biodiesel

  • Cimeira: Brasil e Portugal assinam memorando para promoção do vinho

    Cimeira: Brasil e Portugal assinam memorando para promoção do vinho

    Durante a 14ª Cimeira Brasil-Portugal, realizada em Brasília essa semana, os ministros da Agricultura do Brasil e de Portugal assinaram um Memorando de Entendimento que visa promover a cooperação no setor vitivinícola.

    O memoraando foi assinado pelo ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Pescas de Portugal. O objetivo do documento é estreitar a cooperação institucional e técnica entre os dois países, facilitando o comércio de vinhos e produtos vitivinícolas.

    A iniciativa inclui discussões sobre a simplificação dos procedimentos que regulam a produção, controle de qualidade, certificação e rotulagem desses produtos.

    “Essa cooperação é fundamental. Portugal é conhecido mundialmente pela qualidade de seus vinhos, enquanto o Brasil tem se destacado na produção em diversas regiões. Juntos, podemos fortalecer o comércio e a produção”, afirmou Carlos Fávaro durante a cerimônia.

    Intercâmbio de informações e experiências

    O acordo também estabelece o intercâmbio de informações e experiências entre os setores público e privado responsáveis pela produção, análise, certificação e fiscalização dos produtos vitivinícolas. Além disso, prevê missões para visitas técnicas e ações de formação em Portugal, incluindo estágios em laboratórios públicos ou privados.

    A Cimeira Brasil-Portugal reuniu ministros em mesas temáticas para discutir parcerias estratégicas. Neste ano, que marca o bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Portugal, a cooperação entre os dois países se fortalece em áreas como saúde, ciência, tecnologia, segurança pública e meio ambiente. Ou seja, a assinatura do Memorando no setor vitivinícola reforça esses laços e impulsiona o desenvolvimento conjunto.

    Em 2023, Lisboa sediou a cimeira anterior, onde Brasil e Portugal firmaram 13 acordos sobre diversos temas. Ao manter essa colaboração, portanto, os dois países ampliam suas relações comerciais e culturais, criando oportunidades de crescimento para ambos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Nosso Agro Tem Força – Governo de SP renova incentivos do setor

    + Agro em Campo: Tesouro suspende novos financiamentos no Plano Safra