Tag: porto

  • Porto do Rio Grande atrai R$ 24 Bi em investimento

    Porto do Rio Grande atrai R$ 24 Bi em investimento

    O Porto do Rio Grande vive um marco histórico. O governo federal e a empresa CMPC assinaram, nesta terça-feira (20), o contrato para um Terminal de Uso Privado (TUP) que integra o Projeto Natureza, um pacote de investimentos de R$ 24 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participaram da cerimônia que posiciona o porto gaúcho como peça-chave na exportação de celulose e no desenvolvimento logístico do país.

    O megainvestimento financiará uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro e toda a infraestrutura para exportação pelo Rio Grande. O terminal no porto começará a operar com capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano, podendo atender dois navios ao mesmo tempo.

    Geração de empregos e desenvolvimento regional

    O governador Eduardo Leite classificou o anúncio como “o maior investimento privado já realizado no estado”. O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios. Gerando cerca de 12 mil empregos durante a obra e 1,5 mil vagas diretas após a conclusão. Só a construção e operação do TUP no porto criará mais de 400 empregos diretos e cerca de 2.100 indiretos.

    Lula destacou o papel estratégico do investimento. “Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando”, afirmou o presidente. O ministro Silvio Costa Filho reforçou que a ação promove “um salto de eficiência logística”, reduz custos e fortalece a competitividade das exportações brasileiras.

    Renovação da frota naval e moradia

    O evento também serviu para a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, da Petrobras, no valor de R$ 2,8 bilhões. Os recursos financiarão a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores em estaleiros do RS, Amazonas e Santa Catarina, com potencial de gerar mais de 9 mil postos de trabalho.

    A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o movimento fortalece a estratégia de reconstrução da indústria naval nacional. A programação no Rio Grande também incluiu a entrega de 1.276 unidades do Minha Casa, Minha Vida, integrando desenvolvimento logístico e política social.

  • Porto de Santos fecha 2025 com recorde histórico

    Porto de Santos fecha 2025 com recorde histórico

    O Porto de Santos registrou um desempenho histórico em 2025, movimentando 186,4 milhões de toneladas de cargas e consolidando sua posição como o maior e mais importante complexo portuário do país. O resultado reflete o avanço da logística portuária brasileira, impulsionado por ganhos de eficiência, aumento de investimentos e crescimento no escoamento da produção nacional.

    Reconhecido como principal porta de entrada e saída do comércio exterior brasileiro, o porto paulista foi responsável por uma parcela expressiva da movimentação total do sistema portuário nacional, que superou 1,34 bilhão de toneladas em 2025. O crescimento reforça o papel estratégico de Santos na exportação de granéis sólidos, líquidos e cargas conteinerizadas, conectando o Brasil aos principais mercados globais.

    Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados demonstram que o país retomou uma agenda sólida de investimentos em infraestrutura.

    “Os números do Porto de Santos mostram que o Brasil voltou a investir com planejamento, segurança jurídica e visão de longo prazo. O Tecon Santos 10 será um marco para a logística de contêineres, ampliando eficiência e competitividade”, afirmou o ministro.

    Novos projetos de expansão

    O bom desempenho operacional se soma aos novos projetos de expansão. O leilão do Tecon Santos 10, previsto pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), é considerado o principal passo para aumentar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto. A nova estrutura colocará o complexo em um nível superior de escala e produtividade, atraindo grandes rotas marítimas internacionais.

    O empreendimento integra o pacote de concessões do MPor, que prevê 18 leilões e quatro concessões de canais de acesso nos próximos ciclos. O programa busca garantir segurança jurídica, previsibilidade regulatória e atrair capital privado para o setor. No Porto de Santos, além do Tecon 10, estão programadas concessões do canal de acesso e novos projetos que reforçam a competitividade da logística brasileira e o papel estratégico do complexo santista no comércio global.

  • TCP amplia exportações para a China e lidera o embarque de carnes do Brasil

    TCP amplia exportações para a China e lidera o embarque de carnes do Brasil

    O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) alcançou um novo recorde nas exportações de carne bovina congelada. Entre janeiro e setembro de 2025, a empresa embarcou 736 mil toneladas do produto. Uma alta de 49% em relação ao mesmo período de 2024, quando o volume somou 493 mil toneladas.

    O total embarcado nos nove primeiros meses deste ano já supera em 9% o resultado de todo o ano passado, que havia encerrado com 675 mil toneladas. De acordo com o gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, Giovanni Guidolim, o terminal elevou sua participação de mercado de 23% para 30% em apenas um ano. “Esse avanço mostra a confiança do exportador na infraestrutura, no atendimento e na qualidade dos serviços da TCP. O que reforça seu papel como principal corredor de exportação de carnes do Brasil”, afirma.

    A expansão do pátio de contêineres refrigerados, concluída em 2024, fortaleceu esse desempenho. O espaço passou de 3.624 para 5.268 tomadas, consolidando a TCP como o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul.

    A China segue como o principal destino da carne bovina embarcada em Paranaguá, absorvendo 59,2% do total exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (7,5%), Rússia (4,5%), México (4%) e Itália (2,7%).

    Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) indicam que, de janeiro a setembro de 2025, o Brasil exportou 2,44 milhões de toneladas de carne bovina. Um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2024. A receita subiu 35,4%, alcançando US$ 12,4 bilhões, quase igualando o faturamento anual de 2024, de US$ 12,8 bilhões.

    TCP também lidera exportações de carne de frango

    As exportações de carne de frango congelada seguem como o carro-chefe da TCP. Até setembro, o terminal embarcou 1,724 milhão de toneladas, o maior volume entre todos os portos brasileiros e equivalente a 44% da fatia nacional de mercado.

    Em agosto, a TCP registrou um dos melhores meses da sua história, com 228 mil toneladas exportadas. Segundo Guidolim, a retomada das importações em mercados estratégicos fortaleceu as perspectivas para o último trimestre de 2025. “Estamos prontos para atender os produtores com qualidade e excelência”, destaca.

    Os principais importadores da carne de frango embarcada pelo terminal foram os Emirados Árabes Unidos (8,8%), China (8,2%), Japão (7,1%), África do Sul (7%) e México (6,5%).

    Para a gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da TCP, Carolina Brown, a demanda internacional continua aquecida. “A TCP possui o maior portfólio de linhas marítimas entre os terminais brasileiros, com 25 escalas semanais e 21 serviços marítimos, o que garante cobertura global e maior flexibilidade aos exportadores”, afirma.

    Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 3,876 milhões de toneladas de carne de frango de janeiro a setembro de 2025, leve queda de 1% em comparação ao mesmo período de 2024. A receita, porém, atingiu US$ 7,166 bilhões.

    Movimentação de contêineres refrigerados atinge recorde

    De janeiro a setembro de 2025, a TCP registrou o melhor resultado de movimentação de contêineres da sua história, com 1.227.810 TEUs. Um aumento de 5% frente a 2024.

    O segmento de cargas refrigeradas (reefer) manteve papel de destaque, com 106.275 contêineres movimentados, alta de 7% sobre o ano anterior. O desempenho reflete o bom ritmo das exportações de carnes e a chegada de novos clientes, principalmente do setor bovino.

  • Exportadores de café perdem R$ 5,9 Milhões em um mês com gargalos logísticos

    Exportadores de café perdem R$ 5,9 Milhões em um mês com gargalos logísticos

    Os exportadores brasileiros de café enfrentam uma crise logística que resultou em prejuízos de R$ 5,9 milhões apenas no mês de agosto. A defasagem da infraestrutura portuária impediu o embarque de 624.766 sacas do produto. Isso é equivalente a 1.893 contêineres, gerando custos extras com armazenagem adicional, pré-stacking e detentions.

    Os dados foram levantados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto aos seus associados. E revelam um cenário alarmante para o setor cafeeiro nacional, que vê seu potencial de crescimento limitado por gargalos estruturais.

    Impacto cambial chega a R$ 1,2 bilhão

    Além dos prejuízos diretos com custos logísticos, o não embarque desse volume impediu que o Brasil recebesse US$ 221,28 milhões em receitas cambiais. Isso representa R$ 1,205 bilhão considerando a cotação média do dólar em agosto (R$ 5,4463) e o preço médio FOB de exportação de US$ 354,18 por saca de café verde.

    O problema se intensifica justamente no momento em que as exportações aumentam com a entrada do café arábica da nova safra no mercado. Evidenciando a incapacidade da infraestrutura atual de absorver a demanda crescente do agronegócio brasileiro.

    “Cenário tende a piorar”, alerta Cecafé

    Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, manifesta preocupação com a tendência de agravamento da situação nos próximos meses e anos. “É um cenário que se repete e, infelizmente, tende a piorar se não houver investimentos rápidos nos portos do Brasil para aumentar a oferta de capacidade de pátio e berço”, lamenta o executivo.

    Segundo Heron, o agronegócio brasileiro cresce a taxas expressivas, mas a infraestrutura portuária não acompanha essa evolução. Portanto, gerando prejuízos constantes especialmente aos exportadores que dependem de contêineres. “Sem investimentos, veremos cada vez mais portos lotados e atrasos constantes nas embarcações. A estrutura atual está esgotada”, alerta.

    Polêmica no leilão do Tecon Santos 10

    O diretor técnico do Cecafé critica especialmente o imbróglio no processo do leilão do Tecon Santos 10, causado pelas restrições propostas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que limitam a participação de empresas no processo licitatório.

    “A morosidade e a restrição de empresas ao certame, deliberadas pelo colegiado da ANTAQ, incorrerão na judicialização do processo e atrasarão ainda mais a oferta de capacidade aos usuários do Porto de Santos, ampliando os prejuízos ao comércio exterior brasileiro”, afirma Heron.

    O executivo destaca que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) já se manifestou favorável à remoção de restrições no leilão durante painel promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sugerindo “remédios” mais adequados para coibir eventuais concentrações de mercado.

    Mobilização por novo marco regulatório

    O Cecafé vem intensificando ações junto ao governo, parlamentares e entidades representativas para buscar melhorias na infraestrutura portuária. Em setembro, a entidade se reuniu com o deputado federal Arthur Maia, relator do Projeto de Lei 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o Sistema Portuário Brasileiro.

    Na ocasião, a entidade defendeu a manutenção da garantia de modicidade e publicidade das tarifas portuárias, previstas na Lei nº 12.815/2013. E ressaltou a importância de uma legislação moderna que aumente a competitividade do comércio exterior sem elevar custos aos usuários de carga.

    O Cecafé também propôs melhorias na governança e composição do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), incluindo participação dos usuários de carga para debater temas como poligonais, dragagem e integração entre diferentes modais de transporte.

    Audiência pública deve debater crise portuária

    Em contato com o deputado federal Evair de Melo, o Cecafé apresentou requerimento para realização de audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara Federal. O objetivo é debater os impactos do esgotamento da infraestrutura portuária e os entraves impostos pela ANTAQ, além da urgência do leilão do Tecon Santos 10.

    “O deputado Evair compreendeu a importância do tema e demonstrou interesse em apoiar os exportadores. Colocando-se à disposição para protocolar nosso pedido de audiência pública, que deverá ser agendada em breve”, relata Heron.

    O Cecafé também tem promovido reuniões com outras entidades vinculadas à exportação, apresentando dados do Boletim Detention Zero (DTZ) para buscar sinergia na apresentação de demandas às autoridades portuárias. A mais recente foi com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde se propôs união de esforços para agilizar o leilão do Tecon Santos 10.

    Números revelam caos nos principais portos

    O Boletim DTZ foi elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé. E revela que em agosto de 2025, metade dos navios (168 de 335 embarcações) tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos brasileiros.

    No Porto de Santos, responsável por 80,2% dos embarques de café de janeiro a agosto, o índice de atrasos ou alterações chegou a 67%, afetando 122 dos 182 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera registrado foi de 47 dias.

    Apenas 4% dos procedimentos de embarque tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto no porto santista. Enquanto 59% ficaram entre três e quatro dias e 38% tiveram menos de dois dias.

    O complexo portuário do Rio de Janeiro é o segundo maior exportador de café brasileiro com 15,8% de participação. E registrou índice de atrasos de 38%, com o maior intervalo chegando a 36 dias. Neste porto, 44% dos procedimentos tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto, 37% entre três e quatro dias, e 19% menos de dois dias.

    Setor pede indicadores e planejamento

    O diretor técnico do Cecafé enfatiza a importância de a nova lei de portos contemplar a criação de indicadores logísticos para avaliar o desempenho portuário de forma transparente. “É necessário que os investimentos e a ampliação da capacidade em infraestrutura portuária antecipem a demanda, deixando de ser pautados apenas por narrativas”, defende.

    Segundo Heron, as autoridades públicas têm dificuldade para enxergar gargalos logísticos diante das consecutivas quebras de recordes do comércio exterior brasileiro. “O Cecafé e outras entidades entendem a necessidade de ampliar a infraestrutura portuária. E devido à complexidade da matéria, estamos unindo esforços para buscar medidas que possam mitigar os riscos dos desafios logísticos e portuários do país”, conclui.

  • Ageo Terminais capta recursos para expansão no Porto de Santos

    Ageo Terminais capta recursos para expansão no Porto de Santos

    A Ageo Terminais finalizou uma captação de R$ 154 milhões por meio de debêntures de infraestrutura. Os recursos vão impulsionar a expansão do terminal da companhia no Porto de Santos, com a adição de 12 tanques para armazenamento de granéis líquidos, ampliando a capacidade em 58 mil m³.

    As obras, iniciadas em maio de 2024, devem ser concluídas até o início de 2026. A emissão tem prazo de 12 anos e consolida a posição da Ageo como uma das principais operadoras de infraestrutura portuária do Brasil.

    O projeto incorpora sistemas avançados de controle ambiental, incluindo gestão de resíduos, redução de emissões e uso de energia limpa. João Bergomas, diretor de Meio Ambiente da Ageo, destacou que as novas instalações seguirão os mais altos padrões internacionais de sustentabilidade.

    “Esta expansão reforça nosso compromisso com operações seguras e ambientalmente responsáveis, alinhadas às melhores práticas globais”, afirmou Bergomas.

    A operação contou com o Banco Itaú como coordenador líder e apoio jurídico dos escritórios Mattos Filho Advogados (com atuação do sócio Frederico Kerr Bullamah) e Lefosse Advogados. As debêntures têm classificação quirografária e remuneração vinculada ao IPCA + 7,6% ao ano, conforme registro no sistema da CVM.

    Com esta captação, a Ageo Terminais consolida sua liderança no Porto de Santos, onde opera desde 2004. A empresa já possui 272 tanques e capacidade para armazenar 520 mil m³ de granéis líquidos.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Soja sobe com alta de impostos na Argentina

    + Agro em Campo: Brics repercute medidas protecionistas dos Estados Unidos

  • Porto Seco de Anápolis fecha parceria com empresa da China

    Porto Seco de Anápolis fecha parceria com empresa da China

    O Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), localizado em Anápolis, Goiás, é um dos principais centros de movimentação de mercadorias no interior do Brasil. Nos últimos cinco anos, o terminal exportou mais de 2,2 milhões de toneladas de produtos, o que representa mais de US$ 22,3 bilhões em mercadorias. Além disso, o PSCO é responsável por cerca de 35% das importações realizadas por Goiás.

    Somente no ano passado, o PSCO movimentou mais de 688 mil toneladas de cargas, com destaque para grãos e algodão, que somaram 114.570 e 88.114 toneladas, respectivamente. O terminal alfandegário recebe 53% das importações do estado, com mais de 38 mil TEU’s registrados.

    Vantagens e parcerias

    O Porto Seco Centro-Oeste oferece uma plataforma multimodal com regimes aduaneiros especiais e benefícios fiscais, otimizando a logística e reduzindo custos para os usuários. Recentemente, o terminal firmou uma parceria estratégica com a Taitong International Transportation, uma das principais empresas de logística da China. Essa aliança visa fortalecer as relações comerciais entre Goiás e o mercado asiático, proporcionando redução significativa de custos para importadores e exportadores.

    “A China é o principal parceiro comercial do estado e também do Brasil. Então nós mapeamos a empresa Taitong International Transport, uma empresa de logística completa. Ela faz desde a parte de terminais com armazenagem, com movimentação de carga, até o transporte nacional dentro da China. Faz, através de parcerias, o transporte internacional também para o Brasil. Conseguimos, depois de bastante negociação, uma redução significativa de custos para os nossos clientes, importadores e exportadores”, afirma Everaldo Fiatkoski, diretor de Operações do PSCO.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Onça Marcela desfila exuberante no Rio São Lourenço no Pantanal

    + Agro em Campo: Turismo rural: uma alternativa para diversificar atividades no campo

  • Super Terminais firma compromisso com sustentabilidade

    Super Terminais firma compromisso com sustentabilidade

    O Super Terminais, primeiro porto verde do Brasil, aderiu ao Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos lançada em Brasília no último dia 27. Sendo o único terminal da região Norte a integrar o programa, a adesão reforça seu compromisso com práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

    Como parte do Plano de Ação do Pacto, o Super Terminais implementa iniciativas sustentáveis inovadoras. Entre elas, destaca-se a aquisição dos três primeiros guindastes elétricos do mundo para operações em Manaus. Esses equipamentos reduzem significativamente as emissões de gases de efeito estufa e garantem uma economia anual de 5,2 mil litros de óleo hidráulico, contribuindo para a eficiência energética do terminal.

    Outra iniciativa é o programa de gerenciamento de resíduos, que controla e monitora o descarte adequado de todos os materiais utilizados no porto. Atualmente, a empresa recicla 100% dos fluidos hidráulicos produzidos, reaproveitando-os em outras operações.

    O terminal também investe no monitoramento da qualidade da água do rio Amazonas. Uma empresa especializada realiza análises contínuas para garantir a balneabilidade e a preservação da biodiversidade na área ao redor do porto.

    Além do compromisso ambiental, o Super Terminais mantém programas sociais voltados para as comunidades vizinhas. O programa “Porto e Comunidade” promove ações sociais e de educação ambiental, beneficiando moradores locais. A empresa também é mantenedora do Educandário Gustavo Capanema, instituição que oferece apoio a crianças em situação de vulnerabilidade social.

    Sobre o Pacto pela Sustentabilidade

    O programa do Ministério de Portos e Aeroportos incentiva empresas a adotarem práticas sustentáveis, promovendo transparência e inclusão social. Para aderir, é necessário cumprir uma série de critérios, como estar em dia com obrigações trabalhistas e não possuir histórico de infrações graves.

    Empresas que atenderem a pelo menos 10 ações dentro dos eixos ambiental, social e de governança receberão o selo ouro do programa. A entrega dos certificados está prevista para novembro, durante a COP30, evento que colocará o Brasil no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

    O Super Terminais, primeiro porto verde do Brasil.

    O Super Terminais também contribui significativamente para a economia amazonense. Em 2024, com a “Operação Itacoatiara”, desenvolvida pelo engenheiro naval Heitor Augusto de Souza Lima, a empresa garantiu o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus, minimizando os impactos da seca histórica que atingiu a região.

    A infraestrutura do Super Terminais inclui um píer exclusivo em uma área de 300 mil metros quadrados na margem esquerda do rio Amazonas. Com acesso rodoviário asfaltado, a localização estratégica facilita o transporte de cargas. A operação resultou em um recorde histórico para o terminal, com a movimentação de 264.805 TEUs (cerca de 140 mil contêineres) em 2024.

    Liderança em sustentabilidade portuária

    Com mais de 25 anos de experiência, o Super Terminais se consolidou como o terminal privativo mais eficiente do Polo Industrial de Manaus. Reconhecido como o único porto verde do Brasil, sua estrutura moderna e suas iniciativas sustentáveis destacam a empresa como referência em logística responsável na região Amazônica.

    Marcello di Gregorio, diretor do Super Terminais

    “Sabemos que precisamos agir agora para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, que já nos afetam diretamente. No ano passado, por exemplo, a região amazônica enfrentou a pior seca da história e foi apenas por meio da atuação conjunta entre setor público e privado que conseguimos manter a economia estável”, afirma Marcello di Gregorio, diretor do Super Terminais.

    Com essa adesão ao Pacto pela Sustentabilidade, o terminal reforça sua posição de liderança na adoção de práticas sustentáveis, garantindo um futuro mais verde para a logística e o transporte de cargas no Brasil.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Peixe do juízo final gera alerta falso no Espírito Santo; entenda o erro
    + Agro em Campo: Saiba quais setores do agro podem sofrer com tarifas de Trump

  • Hoje é o Dia Internacional do Vinho do Porto

    Hoje é o Dia Internacional do Vinho do Porto

    No dia 27 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional do Vinho do Porto. Uma das bebidas mais icônicas de Portugal, reconhecida por sua rica história, tradição e sabor inconfundível. A região do Douro, em Portugal, é a única a elaborar o vinho do Porto, conhecido mundialmente por seus aromas intensos e sua notável versatilidade gastronômica. No Brasil, auditores fiscais federais agropecuários controlam rigorosamente a importação desse produto. Eles garantem que o vinho atenda a normas de segurança e qualidade, protegendo a saúde dos consumidores.

    O processo de elaboração do vinho do Porto envolve a interrupção da fermentação com a adição de aguardente vínica, o que preserva os açúcares naturais das uvas e garante sua doçura e complexidade. O resultado é um vinho robusto, perfeito para harmonizações com sobremesas, queijos e até pratos principais.

    Além de ser um símbolo da cultura portuguesa, o vinho do Porto tem grande relevância econômica. Com exportações para mais de 100 países, ele movimenta a economia e atrai milhares de enoturistas ao Vale do Douro todos os anos, interessados em conhecer de perto suas vinhas históricas e adegas renomadas.

    Controle de qualidade

    De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a entrada do vinho do Porto no Brasil passa por um rigoroso controle de qualidade. Os auditores verificam a conformidade documental, garantindo que o produto esteja devidamente certificado e que sua denominação de origem seja legítima. O auditor fiscal federal agropecuário, José Antonio Simon, destaca que os controles exigidos são comuns para todos os vinhos importados.

    Além da documentação necessária, como o Certificado de Origem e o Certificado de Análise emitido por laboratórios reconhecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os vinhos passam por análises rigorosas para detectar resíduos e contaminantes. “Não pode haver metais pesados ou metanol. Garantimos que o padrão e a tipicidade do Vinho do Porto sejam respeitados”, explica Simon.

    Além do controle na importação, existe fiscalização no mercado interno para verificar informações sobre rotulagem e prevenir fraudes. “Esses controles rigorosos garantem segurança tanto para os consumidores quanto para os países de origem”, afirma Simon.

    Harmonizações gastronômicas

    O Vinho do Porto é conhecido por sua versatilidade nas harmonizações. O Ruby, com seu intenso tom avermelhado e aroma frutado, combina bem com queijos salgados e sobremesas à base de chocolate. O Tawny, que pode ser envelhecido em madeira, harmoniza perfeitamente com queijos maturados e castanhas. Já o Branco é ideal para drinks e combinações com frutas secas e queijos azuis.

    “O trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários é fundamental para garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a um Vinho do Porto autêntico”, afirma Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical. Ele ressalta a importância desses profissionais na proteção da saúde pública e na preservação das tradições culturais associadas ao vinho.

    O Dia Internacional do Vinho do Porto não apenas celebra uma bebida emblemática. Mas também destaca a importância da fiscalização na garantia da qualidade e segurança dos produtos consumidos no Brasil. Com um controle rigoroso e práticas de harmonização diversificadas, o Vinho do Porto continua a ser um símbolo de excelência na mesa dos brasileiros.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Drones revolucionam melhoramento genético de milho para tolerância à seca
    + Agro em Campo: Síndrome da Murcha da Cana avança no Brasil

  • Terminal de Contêineres de Paranaguá  registra crescimento de 24%

    Terminal de Contêineres de Paranaguá  registra crescimento de 24%

    A TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) encerrou 2024 com um marco inédito, alcançando 1.558.453 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) movimentados. O resultado, que representa um aumento de 24% em relação ao ano anterior, também coloca o terminal como o segundo no Brasil a ultrapassar 1,5 milhão de TEUs. Além disso, mais de 10,8 milhões de toneladas de mercadorias conteinerizadas foram transportadas, consolidando o Porto de Paranaguá como uma peça-chave no comércio exterior brasileiro.

    Em 2024, 992 navios atracaram no terminal, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. A gerente comercial de armadores da TCP, Carolina Merkle Brown, atribui o recorde ao incremento de oito novos serviços marítimos, sendo seis de longo curso e dois de cabotagem. “Hoje, com 25 linhas semanais. Somos o maior concentrador de serviços marítimos no Brasil, reforçando nossa posição como um dos principais hubs da costa atlântica sul-americana”, destacou.

    A operação de megaembarcações, com até 366 metros de comprimento, foi outro fator determinante para o desempenho do terminal. Em novembro de 2024, a TCP aumentou seu calado operacional de 12,1 para 12,6 metros, permitindo que os navios transportem cerca de 400 TEUs adicionais por viagem.

    Exportações lideradas por carnes e madeira

    As exportações de carnes e congelados atingiram 3,4 milhões de toneladas, impulsionadas pela ampliação do pátio refrigerado (reefer), que agora conta com 5.268 tomadas. Esse volume posiciona a TCP como líder nacional na exportação de carnes. As exportações de madeira também cresceram significativamente, com 1,4 milhão de toneladas movimentadas, um aumento de 47%. Já o setor de papel e celulose registrou alta de 54%, atingindo 974 mil toneladas transportadas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: União Europeia aprova verme-da-farinha como novo alimento
    + Agro em Campo: Bahia dobra valor das exportações de cacau em 2024

    A conexão direta entre o terminal e a malha ferroviária do Paraná trouxe benefícios logísticos e ambientais. No total, 101.527 TEUs foram movimentados pela ferrovia, um aumento de 9%. O KBT (Projeto Logístico Intermodal), em operação desde 2021, também registrou um crescimento expressivo, transportando 86.440 TEUs em 2024, alta de 33%.

    Importações em destaque: químicos e automotivos lideram

    O segmento químico e petroquímico liderou as importações, com 648 mil toneladas movimentadas, refletindo uma alta de 14% impulsionada pela chegada de fertilizantes e defensivos agrícolas. Em seguida, o setor automotivo registrou 562 mil toneladas, representando um aumento de 12%, garantindo o abastecimento das indústrias da região.

    Com os avanços em infraestrutura e o impacto positivo do aumento do calado, a TCP espera consolidar ainda mais sua posição de liderança no mercado portuário. Segundo Carolina Merkle Brown, o foco para 2025 será ampliar a produtividade e fortalecer o papel estratégico do terminal no comércio exterior.

  • Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    A origem dos problemas está na infraestrutura portuária brasileira, que não acompanhou o crescimento exponencial do agronegócio, especialmente no transporte de cargas conteinerizadas. Alterações de escalas, atrasos constantes e falta de capacidade adequada são alguns dos principais entraves identificados. Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, destacou a necessidade de ações estruturais urgentes para modernizar os portos e garantir competitividade ao setor.

    “O sistema portuário brasileiro está saturado. Precisamos de investimentos em pátios, berços de atracação e aprofundamento de calados para atender navios de maior porte, além de integração com rodovias, ferrovias e hidrovias para diversificar os modais logísticos”, afirmou Heron.

    Porto de Santos: principal terminal enfrenta altos índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 67,4% das exportações de café do Brasil, foi destaque negativo no levantamento. Em outubro, 74% das operações no terminal enfrentaram atrasos ou alterações de escalas, com tempos de espera chegando a 58 dias. Apenas 10% das operações tiveram mais de quatro dias de gate aberto, enquanto 44% tiveram menos de dois dias.

    Segundo o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 69% dos navios, ou 218 de um total de 317 porta-contêineres, tiveram atrasos ou alteração de escalas para exportar café, nos principais portos do Brasil, em outubro deste ano

    O complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do café nacional com 28,1% de participação, também apresentou problemas. Em outubro, 70% dos navios sofreram atrasos, com intervalos de até 35 dias entre o primeiro e o último deadline. Essa situação agrava ainda mais a dificuldade de escoar a produção, especialmente em um ano de safra abundante.

    Soluções temporárias e esforços do setor

    Exportadores recorrem a soluções alternativas para mitigar os impactos logísticos, como o transporte de café a granel por meio de embarcações break bulk, sem a utilização de contêineres. Até outubro, realizaram cinco operações nesse formato, buscando alternativas viáveis diante das dificuldades enfrentadas.Contudo, Heron ressalta que essas soluções não substituem a necessidade de um plano estruturado para modernizar a logística portuária brasileira.

    “O recorde de exportações é resultado do esforço das equipes de logística e da adaptação das empresas, mas isso não pode mascarar os problemas estruturais que enfrentamos”, disse o diretor técnico.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Preço do café arábica aumenta mais de 30% em novembro
    + Agro em Campo: Doença pode reduzir 13% produção de trigo no mundo

    A Cecafé tem liderado esforços para sensibilizar autoridades públicas e o setor privado sobre a importância de investimentos na infraestrutura portuária. A equipe busca reunir dados concretos para demonstrar o impacto econômico da ineficiência logística e pressionar pela adoção de ações efetivas. Heron enfatizou a urgência de acelerar projetos de modernização, destacando a importância de priorizar eficiência, redução de custos e ampliação da capacidade operacional.

    Além dos portos, o setor aponta a necessidade de melhorias em toda a cadeia logística, incluindo rodovias e ferrovias. Essas ações são vistas como fundamentais para atender à crescente demanda internacional e manter o Brasil na liderança global do comércio de café.

    O desafio da competitividade no mercado internacional

    Apesar das dificuldades, o Brasil continua a se consolidar como um dos maiores exportadores de café do mundo. O recorde em outubro demonstra a resiliência do setor e o potencial do país para ampliar sua participação no mercado global. No entanto, especialistas alertam que a manutenção dessa posição exige infraestrutura compatível com a demanda e políticas públicas que favoreçam a competitividade.

    Em 2025, o setor planeja adotar medidas paliativas, como ampliar o uso de modais alternativos, enquanto busca avanços estruturais de longo prazo. Essas melhorias são essenciais para garantir a sustentabilidade e o crescimento do segmento, evitando prejuízos que afetem exportadores e impactem negativamente a economia brasileira como um todo.