Tag: Porto de Paranaguá

  • Mapa e PF apreendem 48 toneladas de açúcar adulterado no Porto de Paranaguá

    Mapa e PF apreendem 48 toneladas de açúcar adulterado no Porto de Paranaguá

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Federal (PF) apreenderam aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no Porto de Paranaguá (PR). A carga, destinada à exportação, apresentava material insolúvel ,aparentemente areia, em quantidade acima do limite permitido pela legislação brasileira.

    Foto: MAPA

    Testes preliminares realizados no momento da coleta identificaram a contaminação. A análise serve para verificar a pureza do açúcar e detectar possíveis fraudes. Diante dos indícios, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) coletaram amostras e as encaminharam ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO) para confirmação analítica.

    A empresa responsável pela carga já foi autuada. Como não há rastreabilidade sobre o material misturado ao açúcar, o Mapa considera o produto um risco à defesa agropecuária e deve determinar sua destruição, conforme a legislação ambiental vigente.

    Se os laudos laboratoriais confirmarem a fraude, a carga pode ser desclassificada e declarada imprópria para consumo. O caso também pode gerar sanções administrativas e desdobramentos criminais contra os responsáveis.

    Ação integrada desde 2024

    A operação faz parte de uma articulação permanente entre a Polícia Federal, as autoridades portuárias e o Mapa no combate a fraudes em cargas de exportação, em vigor desde 2024. O trabalho conjunto fortalece a segurança, a rastreabilidade e a credibilidade das operações no Porto de Paranaguá. Especialmente em granéis agrícolas como soja, farelo de soja e açúcar.

    O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar, com cerca de 25% da produção global e aproximadamente 50% das exportações mundiais. Em 2024, o país exportou volume recorde de 38,24 milhões de toneladas, com receita superior a US$ 18,6 bilhões.

    Fraudes em cargas de exportação ameaçam esse desempenho. Adulterações podem comprometer mercados estratégicos, elevar exigências sanitárias de países importadores e causar prejuízos econômicos e reputacionais ao agronegócio nacional. A fiscalização rigorosa protege tanto a confiança dos compradores internacionais quanto a integridade do sistema de inspeção brasileiro.

  • Fiscalização aponta irregularidade em exportação de soja no Porto de Paranaguá

    Fiscalização aponta irregularidade em exportação de soja no Porto de Paranaguá

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou indícios de fraude em uma carga de soja prestes a seguir para exportação pelo Porto de Paranaguá (PR). O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) constatou a irregularidade após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), em 24 de fevereiro. O órgão divulgou a informação nesta segunda-feira, 9 de março.

    Foto: MAPA

    A inspeção ocorreu no Pátio de Triagem do porto, etapa que verifica se o produto cumpre os padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e alimentação humana. Durante a fiscalização, técnicos encontraram divergências entre o produto transportado e as informações da nota fiscal, o que indicou possível adulteração no processo logístico. A carga, de aproximadamente 42 toneladas, apresentou composição diferente da declarada, conforme auditoria realizada pelo Mapa.

    Segundo o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, o controle rigoroso das exportações é fundamental para manter a credibilidade do agronegócio brasileiro. Ele destacou que o Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, depende da confiança internacional: “Fortalecer os mecanismos de fiscalização é essencial para proteger a reputação do produto nacional”, afirmou.

    O Mapa é o órgão responsável pela fiscalização e classificação de produtos vegetais destinados ao mercado interno e externo, conforme estabelece a Lei nº 9.972/2000 e o Decreto nº 12.709/2024. Essas normas definem os padrões técnicos e as exigências operacionais que garantem a conformidade dos produtos agrícolas com os requisitos internacionais.

    Fiscalização em etapas

    No Paraná, a fiscalização do Mapa ocorre em três fases. A primeira é feita na origem, em 64 unidades registradas como armazenadoras e exportadoras, principalmente para a China. Em seguida, ocorre a checagem no Porto de Paranaguá, em cooperação com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos foram inspecionados nessa etapa. A última fase acontece durante o embarque no navio, com atuação conjunta da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), responsável por emitir o certificado fitossanitário de exportação.

    O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, reforçou que a fiscalização é vital para garantir a integridade do setor. “A atuação do Mapa assegura que os produtos comercializados e exportados atendam aos padrões de qualidade e identidade. Isso protege o produtor, o mercado e a imagem do agronegócio brasileiro, fortalecendo a confiança internacional”, destacou.

    A investigação segue em andamento. O Mapa analisa os indícios de irregularidades de natureza administrativa e operacional, enquanto a Polícia Federal apura eventuais infrações penais. O Ministério acompanhará tecnicamente a destruição da soja apreendida, com destinação final em aterro sanitário.

  • Mercado brasileiro de fertilizantes registra alta de 7,8%

    Mercado brasileiro de fertilizantes registra alta de 7,8%

    O mercado brasileiro de fertilizantes registrou alta de 7,8% nas entregas entre janeiro e novembro de 2025. O total acumulado chegou a 45,27 milhões de toneladas, contra 42 milhões no mesmo período de 2024, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA).

    Somente em novembro, as entregas ao mercado somaram 4,33 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 2,6% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando o setor comercializou 4,21 milhões de toneladas.

    Mato Grosso lidera consumo entre os estados

    Mato Grosso manteve a liderança no consumo de fertilizantes, com participação de 22,7% do total nacional. O estado recebeu 10,28 milhões de toneladas no acumulado do ano.

    Paraná aparece na segunda posição, com 5,42 milhões de toneladas, seguido por São Paulo (4,83 milhões), Rio Grande do Sul (4,60 milhões), Minas Gerais (4,38 milhões), Goiás (4,36 milhões) e Bahia (2,95 milhões).

    Produção nacional recua em novembro

    A produção nacional de fertilizantes intermediários totalizou 517 mil toneladas em novembro de 2025. O número representa queda de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2024.

    No acumulado de janeiro a novembro, porém, a produção atingiu 6,72 milhões de toneladas. O volume representa avanço de 4,1% frente às 6,46 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

    As importações de fertilizantes alcançaram 3,85 milhões de toneladas em novembro de 2025. O volume representa redução de 12,7% frente ao mesmo mês de 2024.

    No acumulado de janeiro a novembro, as compras externas somaram 39,70 milhões de toneladas. O número representa crescimento de 4,8% em comparação com as 37,90 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2024.

    Paranaguá lidera entrada de insumos

    O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada dos fertilizantes no país. O terminal importou 9,95 milhões de toneladas no período, alta de 6,4% frente a 2024, quando registrou 9,35 milhões de toneladas.

    O volume representa 25,1% do total movimentado em todos os portos brasileiros, segundo dados do Sistema de Informações do Comércio Exterior (Siacesp/MDIC).

  • Portos do Brasil receberão R$ 5,1 bilhões em obras de modernização

    Portos do Brasil receberão R$ 5,1 bilhões em obras de modernização

    O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou nove projetos de ampliação e modernização de portos brasileiros, que somam R$ 5,1 bilhões em investimentos. Os empreendimentos devem gerar 5.346 empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos, fortalecendo a infraestrutura logística do país.

    Entre os destaques estão a modernização dos Terminais 16 e 17 do Porto de Santos (SP), operados pela CLI Sul, com investimento de R$ 678,2 milhões, e a implantação de um novo Terminal de Uso Privado no Porto do Pecém (CE), avaliado em R$ 795,1 milhões.

    O secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, destacou o impacto positivo das aprovações. “Estamos falando de geração de emprego e renda, além do fortalecimento da economia local. O Fundo cumpre papel estratégico ao apoiar projetos que ampliam a logística portuária e o desenvolvimento regional”, afirmou.

    Oportunidades

    Otto Luiz Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, ressaltou que os investimentos proporcionarão “mais oportunidades de negócios e crescimento nas regiões atendidas”, reforçando que “investir em logística é investir no desenvolvimento regional”.

    Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, a decisão tem caráter estruturante. “A aprovação desses nove projetos representa um passo importante para modernizar a infraestrutura portuária brasileira e aumentar a competitividade do país no comércio internacional”, disse.

    As obras vão tornar as operações portuárias mais ágeis e organizadas, reduzindo atrasos, melhorando a eficiência e estimulando a economia local.

    Investimentos regionais

    Os recursos também contemplam projetos em várias regiões.

    • No Porto de Paranaguá (PR), a expansão e modernização do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
    • No Porto do Pecém (CE), o Terminal de Uso Privado da Nordeste Logística foi autorizado. E conta com R$ 795,1 milhões e 1.000 empregos previstos.
    • No Porto de Santana (AP), o investimento de R$ 127,8 milhões ampliará o sistema de armazenagem e expedição. Já o Porto de Aratu (BA) receberá novos silos e melhorias estruturais para aumentar sua capacidade de operação.

    Financiamento e execução

    Administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o FMM apoia projetos de infraestrutura naval e portuária com financiamentos realizados por bancos públicos, como o BNDES, Banco do Brasil, Basa, BNB e Caixa Econômica Federal.

    Após a aprovação, cada projeto tem até 450 dias para formalizar o contrato de financiamento. O prazo pode ser prorrogado conforme as normas do CDFMM. O Fundo pode financiar até 90% do valor total dos empreendimentos, conforme as regras do Conselho Monetário Nacional (CMN).

  • Exportações de café do Brasil caem 31% em janeiro de 2026: entenda os motivos

    Exportações de café do Brasil caem 31% em janeiro de 2026: entenda os motivos

    O Brasil exportou 2,78 milhões de sacas de café em janeiro de 2026, registrando queda de 30,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas 4,016 milhões de sacas. Apesar da redução no volume, a receita cambial teve declínio menor, de 11,7%, totalizando US$ 1,175 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Segundo Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, diversos fatores contribuíram para a redução nos embarques. A queda de preços iniciada em janeiro e intensificada em fevereiro, aliada à valorização do real frente ao dólar, desaqueceu o mercado internacional de café.

    “Vivemos um cenário de produtores capitalizados em função dos bons preços nos últimos anos, estoques de arábica limitados no período de entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados para suprir, majoritariamente, o mercado interno”, explica Ferreira.

    A expectativa de boa recuperação na produção brasileira de café arábica na safra 2026/27 também influenciou o movimento de baixa nos preços internacionais.

    Café arábica lidera exportações mesmo com queda

    O café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 2,347 milhões de sacas embarcadas em janeiro, representando 84,4% do total. No entanto, o volume registra queda de 29,1% em relação a janeiro de 2025.

    O café solúvel ficou em segundo lugar, com 249.148 sacas exportadas (9% do total), apesar da redução de 32 pontos percentuais na comparação anual. Os cafés canéforas (conilon e robusta) somaram 181.559 sacas, com participação de 6,5% e queda de 45,6%.

    Principais mercados compradores de café brasileiro

    A Alemanha se manteve como principal destino das exportações brasileiras de café, importando 391.704 sacas (14,1% do total), apesar da queda de 16,1% em relação a janeiro de 2025.

    Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 385.841 sacas importadas (13,9%), mas registrando significativa redução de 46,7%. Completam o top 5: Itália (285.580 sacas), Bélgica (180.812 sacas) e Japão (169.357 sacas).

    Cafés especiais representam 21% das exportações

    Os cafés diferenciados, que incluem grãos especiais e produtos certificados com práticas sustentáveis, responderam por 21,2% das exportações totais, com 588.259 sacas embarcadas. O volume representa queda de 41,9% em relação a janeiro de 2025.

    A receita com cafés especiais totalizou US$ 272,7 milhões, com preço médio de US$ 463,53 por saca, correspondendo a 23,2% da receita cambial total com café.

    Quando as exportações devem se recuperar?

    Márcio Ferreira projeta recuperação gradual dos embarques. Para o café conilon e robusta, a expectativa é de retomada a partir de maio, com a chegada da nova safra. Já para o café arábica, a recuperação está prevista para julho, com o início da safra 2026/27.

    “Até então, os volumes de exportação devem seguir apertados dada a falta de competitividade, principalmente dos arábicas, frente a outros países produtores concorrentes”, afirma o presidente do Cecafé.

    Balanço da safra 2025/26

    No acumulado de julho de 2025 a janeiro de 2026, o Brasil exportou 23,406 milhões de sacas de café, gerando receita de US$ 9,235 bilhões. Comparado ao mesmo período da safra anterior, o volume apresenta queda de 22,5%, mas a receita cambial cresceu 8,1%, reflexo dos preços mais elevados praticados no período.

    O Porto de Santos continua como principal porta de saída, responsável por 81% dos embarques (2,252 milhões de sacas). Seguido pelo complexo portuário do Rio de Janeiro (15,7%) e Porto de Paranaguá (1,1%).

  • Importação de fertilizantes no Brasil atinge novo recorde

    Importação de fertilizantes no Brasil atinge novo recorde

    O Brasil registrou um novo recorde na importação de fertilizantes. Entre janeiro e novembro de 2025, o país internalizou 41,73 milhões de toneladas de insumos agrícolas, volume que supera as 40,84 milhões de toneladas do mesmo período em 2024. Os dados constam na edição de dezembro do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, atribui o crescimento às expectativas dos produtores brasileiros. “Esse maior volume de entrada de fertilizantes já registrado vem da percepção do agricultor brasileiro de um cenário de oportunidades, a partir das negociações tarifárias envolvendo os Estados Unidos e a China”, explica o superintendente.

    Segundo Guth, mudanças regulatórias, sanitárias e econômicas abrem espaço para o Brasil ampliar sua presença no mercado internacional.

    Paranaguá lidera entrada de fertilizantes

    O porto de Paranaguá, no Paraná, continua como principal porta de entrada de fertilizantes no país. A infraestrutura paranaense internalizou 10,16 milhões de toneladas do produto no período analisado.

    O Arco Norte consolida sua posição como segunda maior rota de entrada de insumos. Os portos da região norte desembarcaram cerca de 7,56 milhões de toneladas de fertilizantes, superando pela primeira vez o volume registrado em Santos. O porto paulista internalizou aproximadamente 7,52 milhões de toneladas.

    Arco Norte domina exportações de grãos

    Enquanto o Paraná lidera na entrada de fertilizantes, o Arco Norte se firma como eixo principal para as exportações de milho e soja. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o Brasil embarcou 104,7 milhões de toneladas de soja até novembro de 2025 — novo recorde nacional que ultrapassa as 101,87 milhões de toneladas exportadas em todo o ano de 2021.

    Os portos do Arco Norte escoaram 36,8% das exportações nacionais de soja, seguidos por Santos (31,9%), Paranaguá (13%) e Rio Grande (7,9%).

    Milho segue mesma tendência logística

    As exportações brasileiras de milho atingiram 34,8 milhões de toneladas até novembro, segundo o MDIC. O Arco Norte escoou 47,2% das vendas destinadas ao mercado externo, enquanto Santos registrou 41,6% dos volumes embarcados. Paranaguá aparece na sequência com 12,2%, seguido por São Francisco do Sul, com 8,2%.

    O Boletim Logístico também apresenta informações sobre o mercado de frete em novembro. As cotações para transporte de produtos agrícolas seguem em ritmo desacelerado após o término da safra 2024/25 e o início da temporada 2025/26. A previsão indica que os preços devem apresentar variações a partir da colheita das culturas de primeira safra.

  • Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    O mercado brasileiro de fertilizantes mantém ritmo de crescimento em 2025. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) revelam que as entregas ao agricultor totalizaram 35,86 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro. O número representa um aumento de 9,3% frente ao mesmo período de 2024, quando o volume foi de 32,80 milhões de toneladas.

    Apenas em setembro, o setor comercializou 5,38 milhões de toneladas, uma alta expressiva de 11,3% na comparação com setembro do ano anterior.

    A análise por estado confirma Mato Grosso como o maior consumidor do país. O estado respondeu sozinho por 22,5% do total nacional, com 8,08 milhões de toneladas entregues. A sequência dos maiores mercados ficou com Paraná (4,51 milhões t), São Paulo (3,74 milhões t), Rio Grande do Sul (3,54 milhões t), Goiás (3,53 milhões t), Minas Gerais (3,22 milhões t) e Bahia (2,43 milhões t).

    Produção nacional avança, mas importações seguem altas

    A indústria nacional de fertilizantes intermediários também registrou desempenho positivo. A produção acumulada nos nove meses chegou a 5,57 milhões de toneladas, com crescimento de 6,6%. Em setembro, a fabricação cresceu 6,3%, para 713 mil toneladas.

    No entanto, o país ainda depende significativamente do mercado externo para suprir a demanda. As importações somaram 31,49 milhões de toneladas no período, um avanço de 8,4%. O Porto de Paranaguá (PR) consolidou sua posição como principal porta de entrada, com 8 milhões de toneladas movimentadas – o que representa 25,5% de toda a importação pelo país e um crescimento de 9,9% ante 2024.

    Os dados reforçam a forte demanda do agronegócio brasileiro por insumos na reta final do ciclo de culturas, com destaque para as regiões produtoras de grãos.

  • Portos públicos do Sul movimentam 85,3 milhões de toneladas até agosto

    Portos públicos do Sul movimentam 85,3 milhões de toneladas até agosto

    Os portos públicos da Região Sul registraram movimentação de 85,3 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e agosto de 2025, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A região, que inclui Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, cresceu 7,9% no volume de cargas movimentadas em relação ao ano anterior.

    O Porto de Paranaguá lidera o desempenho estadual, movimentando 43,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem os portos de Rio Grande (20,2 milhões), São Francisco do Sul (12,1 milhões), Imbituba (4,8 milhões) e Itajaí (2,5 milhões).

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, atribuiu o avanço à gestão eficiente e à busca pela competitividade, que fortalece a economia regional e nacional. “O crescimento dos portos públicos do Sul é resultado de uma gestão focada em eficiência e crescimento econômico”, afirmou.

    O destaque desse período ficou com o aumento de 21,14% na movimentação de contêineres. Que atingiu 19,9 milhões de toneladas, e de 15,46% na carga geral, totalizando 9 milhões de toneladas, comparado a 2024. Essa diversificação reforça a capacidade dos portos em atender cadeias logísticas complexas e variadas.

    Vocação exportadora

    A vocação exportadora da região tem respaldo na alta de 7,19% na navegação de longo curso (internacional), que movimentou 73,4 milhões de toneladas. As exportações, lideradas por soja e milho, cresceram 4,95%, enquanto as importações, que incluem fertilizantes, avançaram 11,84%.

    Para ampliar a eficiência, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou, em 22 de outubro, o primeiro leilão histórico de concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá. O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos.

    O consórcio vencedor será responsável pela dragagem e ampliação do calado, aumentando de 13,5 para 15,5 metros. Isso permitirá a entrada de navios maiores, otimizando a capacidade operacional e o escoamento da produção, e garantirá mais segurança e agilidade nas operações do porto paranaense.

  • Entregas de fertilizante cresceram em novembro de 2024

    Entregas de fertilizante cresceram em novembro de 2024

    As entregas de fertilizantes no mercado brasileiro registraram um aumento de 5,5% em novembro de 2024, totalizando 4,21 milhões de toneladas, em comparação com as 3,99 milhões de toneladas entregues no mesmo mês de 2023. Isso de acordo com dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Apesar do crescimento em novembro, o acumulado de janeiro a novembro de 2024 apresenta uma leve queda de 0,5%, totalizando 42 milhões de toneladas, frente às 42,21 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior.

    Destaque por estado

    Mato Grosso lidera as entregas de fertilizantes no mercado interno, concentrando 20,8% do volume total, o que corresponde a 8,74 milhões de toneladas. Os demais estados com maior volume de entregas são Rio Grande do Sul (4,88 milhões de toneladas), Paraná (4,64 milhões de toneladas), São Paulo (4,50 milhões de toneladas), Minas Gerais (4,23 milhões de toneladas), Goiás (3,96 milhões de toneladas) e Bahia (2,87 milhões de toneladas).

    A produção nacional de fertilizantes intermediários alcançou 621 mil toneladas em novembro de 2024, um aumento de 1% em relação ao mesmo mês de 20232. No acumulado de janeiro a novembro, a produção totalizou 6,61 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,5% em relação às 6,39 milhões de toneladas produzidas no mesmo período do ano anterior.

    Importações

    As importações de fertilizantes intermediários atingiram 4,41 milhões de toneladas em novembro de 2024. Iindicando um aumento de 10,3% em relação às 3,99 milhões de toneladas importadas em novembro de 2023. No acumulado de janeiro a novembro, as importações totalizaram 37,90 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 6,5% em relação às 35,58 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2023.

    O Porto de Paranaguá é o principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil. Ele registrou a importação de 9,35 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 10,6% em relação a 2023. Este volume representa 24,7% do total importado por todos os portos brasileiros (fonte: Siacesp/MDIC).

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  • Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    O volume de exportações por outros estados via Porto de Paranaguá subiu 70% entre 2019 e 2024. Nesse período, o total transportado passou de 6,6 milhões para 11,3 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Porto de Paranaguá

    Reconhecido pela agilidade nas operações, o Porto de Paranaguá tornou-se um importante canal para o escoamento de cargas de diversos estados. Além disso, o crescimento reflete a eficiência logística e a integração do porto com outros modais, como as redes viária e ferroviária paranaenses.

    Além do aumento no volume, houve um salto significativo nos valores movimentados. Em 2019, as exportações de outros estados somaram US$ 3,2 bilhões. Em resumo, em 2024, o montante alcançou US$ 7,9 bilhões, um crescimento de 143%. Além disso, o número de estados que utilizam o porto também aumentou, de 20 para 26.

    O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou os investimentos feitos no porto nos últimos anos. “O Porto de Paranaguá facilita tanto as exportações paranaenses quanto as de outros estados”, afirmou. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou que os números demonstram a confiança do setor produtivo na infraestrutura paranaense.

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    Estados

    Entre os estados que mais utilizaram o porto, Mato Grosso do Sul lidera, com 5,1 milhões de toneladas exportadas em 2024, um crescimento de 105% em relação a 2019. São Paulo aparece em segundo, com 2,5 milhões de toneladas, alta de 175%.

    Os principais produtos exportados pelos outros estados foram grãos (4,4 milhões de toneladas), açúcares (2,6 milhões), alimentos para animais (1,7 milhão) e carnes (791 mil toneladas).

    Portanto, com esses resultados, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando sua competitividade mesmo em um cenário de crescente concorrência entre os portos brasileiros.