A chegada da multinacional Adufértil, controlada pelo grupo de Singapura Indorama Corporation, promete transformar Aracruz (ES) em um novo eixo logístico do agronegócio brasileiro. A empresa iniciou nesta quinta-feira (26) a construção de uma unidade de produção de fertilizantes em Barra do Riacho, com investimento estimado em R$ 90 milhões e previsão de operação em meados de 2027.
O projeto prevê capacidade para movimentar até 180 mil toneladas por ano, consolidando uma rota inédita de cargas para o agro na região portuária capixaba. A Suzano e o Portocel são parceiros estratégicos da iniciativa, que também busca clientes nos mercados de Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
Segundo Alexandre Billot Mori, gerente-geral do Terminal Portocel, a operação da Adufértil representa um marco logístico para o estado. “Será a primeira vez que esse tipo de carga será movimentada por Barra do Riacho. Começamos com fertilizantes, mas o projeto abre caminho para a exportação de grãos e outros produtos do agro”, destacou.
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Nova rota para o agro e a importância da ferrovia
O hub logístico de Aracruz vem ganhando força com a presença de grandes players. Além da Adufértil e do Portocel, o complexo conta com a Imetame, cujas obras estão em fase final, e com uma área da Vports, que já protocolou o licenciamento ambiental.
Para consolidar a competitividade da nova rota, executivos do setor defendem investimentos em infraestrutura ferroviária. O foco está na modernização do ramal Piraqueaçu, que conecta a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) aos portos de Aracruz, e na conclusão do Contorno de Belo Horizonte, essencial para integrar a EFVM à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).
Com maior eficiência logística, o Espírito Santo pode ampliar a atração de cargas do agronegócio do Centro-Oeste. Assim, fortalecendo seu papel nas exportações brasileiras de insumos e commodities.
De acordo com dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a malha férrea tem potencial para reduzir em até 35% os custos logísticos do transporte de fertilizantes e grãos até os portos do Sudeste. Um diferencial que pode transformar o Espírito Santo em novo corredor competitivo para o agro.
