Tag: poder de compra

  • Preço do ovo cai com demanda mais fraca

    Preço do ovo cai com demanda mais fraca

    Os preços dos ovos voltaram a cair nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. A demanda mais fraca pressionou as negociações na segunda quinzena de junho. Após estabilidade na primeira metade do mês, o mercado perdeu ritmo. Com isso, produtores concederam descontos para manter o escoamento da produção.

    Segundo o Cepea, a redução do consumo é típica deste período do mês. Esse cenário aumentou a pressão sobre as cotações. Agora, o setor acompanha o comportamento do mercado durante as férias escolares. Tradicionalmente, o consumo de ovos perde força nesse período.

    Em algumas regiões, produtores já programam o descarte de poedeiras mais velhas. A estratégia busca ajustar a oferta interna e conter novas quedas nos preços.

    Frango mais valorizado fortalece avicultor paulista

    O poder de compra do avicultor paulista cresceu pelo terceiro mês consecutivo. A alta do frango vivo e a queda dos insumos sustentaram o resultado. O milho e o farelo de soja ficaram mais baratos em junho. Ao mesmo tempo, o frango vivo registrou valorização.

    A média do frango vivo em São Paulo alcançou R$ 5,12 por quilo até 24 de junho. O valor representa alta de 1,1% frente à média de maio. Apesar do avanço, o ritmo de valorização perdeu força neste mês. O Cepea atribui o movimento à leve redução da procura por lotes.

    No mercado de grãos, compradores permanecem retraídos durante a safra. Esse comportamento contribuiu para a queda dos preços do milho. Já o farelo de soja recuou devido ao aumento da oferta. O cenário reduziu os custos da atividade avícola. Com isso, o produtor paulista consegue comprar 4,82 quilos de milho ao vender um quilo de frango. O volume é 3,9% superior ao registrado em maio.

    Além disso, o avicultor adquire 3,06 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo de frango. Esse é o maior volume desde novembro de 2025 e representa alta de 3,7% frente ao mês anterior.

  • Carne bovina enfrenta mercado lento em maio

    Carne bovina enfrenta mercado lento em maio

    O mercado do boi gordo segue com ritmo lento na maior parte das praças brasileiras. Os pesquisadores do Cepea atribuem a baixa liquidez à disputa entre pecuaristas e frigoríficos. Além disso, muitos agentes deixaram o mercado após preencherem as escalas de abate. As escalas seguem alongadas e variam entre oito e 15 dias.

    O clima mais frio e a redução das chuvas também pressionam o setor pecuário. As pastagens perderam qualidade desde o fim de abril. Com isso, produtores elevaram a oferta de animais em algumas regiões brasileiras.

    Em São Paulo, o volume de negociações continua limitado nesta semana. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava perto de R$ 340 no início da semana. Além disso, o indicador acumulava queda de 2,72% em maio, até o dia 19.

    Suínos

    No mercado de suínos, o poder de compra do produtor paulista continua em queda. Segundo o Cepea, a retração frente ao milho já dura oito meses consecutivos. O atual poder de compra é o menor desde fevereiro de 2023.

    Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo de soja recuaram em maio. Porém, a desvalorização do animal ocorreu de forma mais intensa no período.

    Na região de Campinas, o produtor comprou menos insumos neste mês. Para cada quilo de suíno vendido, o produtor adquiriu 3,18 quilos de farelo de soja. Além disso, o mesmo volume permitiu comprar 4,96 quilos de milho. Os números representam recuos de 6% e 4,9% frente a abril, respectivamente.

    Na comparação anual, o poder de compra caiu 33,2% frente ao farelo de soja. Em relação ao milho, a retração chegou a 29,1% no período.

    Os pesquisadores do Cepea destacaram aumento da procura por carne suína na primeira quinzena de maio. Esse movimento provocou leve reação nos preços do suíno vivo. Mesmo assim, a recuperação não elevou a média mensal das cotações. O Cepea também avalia que os preços devem seguir sem altas até o começo de junho.

  • Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    A forte demanda internacional por fertilizantes mantém os preços em patamares elevados no início de 2026, pressionando o custo de produção no campo e reduzindo o poder de compra do agricultor brasileiro. Dados da consultoria StoneX mostram uma piora significativa nas relações de troca, obrigando os produtores a desembolsar mais sacas de grãos para adquirir a mesma quantidade de insumos.

    Atualmente, o agricultor precisa vender cerca de 36 sacas de milho para comprar uma tonelada de uréia. Um aumento de cinco sacas em relação a janeiro. No caso da soja, a situação se repete: são necessárias quase 29 sacas para adquirir uma tonelada de MAP, também cinco sacas a mais que no começo do ano.

    Fatores globais que sustentam os preços

    O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, explica que o movimento reflete a valorização dos fertilizantes no mercado internacional. “Os principais países consumidores se preparam para a temporada de adubação da primavera no Hemisfério Norte. Este movimento sustenta os preços e impacta diretamente o Brasil”, destaca.

    Dois gigantes influenciam fortemente o mercado:

    • Estados Unidos: buscam garantir estoques para as aplicações da primavera, aumentando a demanda.
    • China: amplia suas compras internas e reduz o volume de exportações, restringindo a oferta global.

    Outro agente crucial é a Índia, que realiza grandes licitações de compra de ureia. “A expectativa de novas compras indianas reforçou a percepção de um mercado firme”, completa Pernías.

    Cautela e incerteza no mercado doméstico

    No Brasil, com o fim da janela de compra para a safrinha e um longo intervalo até a safra 2026/27 de soja, os produtores adotam postura cautelosa e tendem a adiar decisões, na esperança de condições mais favoráveis.

    No entanto, o analista da StoneX faz um alerta: não há garantias de melhora significativa no curto prazo. “A demanda norte-americana e chinesa pode perder força em algum momento, mas o apetite comprador do Brasil e da Índia tende a crescer ao longo do ano. Isso pode continuar sustentando os preços”, avalia Pernías.

    O cenário indica que os agricultores brasileiros continuarão enfrentando um ambiente de decisões complexas e custos elevados com fertilizantes. Pelo menos durante os primeiros meses de 2026.

  • Mercado de café reage e negociações avançam em janeiro

    Mercado de café reage e negociações avançam em janeiro

    Após iniciar 2026 com negociações restritas, o mercado interno de café voltou a ganhar ritmo na primeira quinzena de janeiro. A avaliação é do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), em Piracicaba (SP).

    Segundo o Cepea, a ausência de vendedores e compradores marcou o início do ano no mercado doméstico.
    No entanto, o cenário mudou com a retomada gradual das vendas no período analisado. As cotações do café robusta fecharam em R$ 1,2 mil por saca.  Já o café arábica, o mais consumido no Brasil, encerrou o período cotado a R$ 2,2 mil por saca.

    Os valores são considerados positivos e atendem patamares desejáveis aos produtores. O centro aponta que a alta ganhou força a partir de 6 de janeiro. Na data, os contratos futuros de março de 2026 subiram 1.450 pontos na Bolsa de Nova York.

    Esse movimento nos preços internacionais elevou o volume negociado no mercado brasileiro. Agentes consultados pelo Cepea afirmam que alguns produtores precisaram fazer caixa no início do ano. Essa necessidade aumentou a liquidez e colaborou para o avanço das negociações. Apesar da retomada, o Cepea alerta para a preocupação com a safra 2026/2027. A falta de chuvas em importantes regiões produtoras do país segue no radar do setor.

    Poder de compra do produtor

    O poder de compra dos cafeicultores paulistas frente aos fertilizantes cresceu no fim de 2025. Em outubro, o arábica operava próximo de R$ 2,2 mil por saca. No mesmo período, a negociação do robusta foi em torno de R$ 1.350 por saca. Com esses preços, eram necessárias 1,16 saca de arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de fertilizante. Em outubro de 2024, o produtor precisava de 1,44 saca para comprar o mesmo volume de adubo.

    Desde 2011, a média histórica indica a necessidade de 2,6 sacas por tonelada. Segundo pesquisadores do Cepea, o poder de compra dos agricultores é bom neste ano. Além disso, a retomada das chuvas tende a viabilizar adubações nas lavouras. A expectativa é garantir o bom desenvolvimento da safra brasileira de café 2025/26.

  • Poder de compra do avicultor paulista atinge recorde histórico

    Poder de compra do avicultor paulista atinge recorde histórico

    O poder de compra dos avicultores de São Paulo frente ao farelo de soja atingiu recorde histórico em outubro, segundo o Cepea. O indicador considera toda a série iniciada em julho de 2004.

    De acordo com o Centro de Pesquisas, o resultado mostra que o setor avícola nacional reagiu com eficiência após o caso de gripe aviária registrado em maio, no Rio Grande do Sul. O cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários permitiu uma recuperação rápida e consistente.

    Em outubro, o vendedor de um quilo de frango vivo no estado conseguiu comprar 3,85 quilos de farelo de soja. O volume é 10% maior que o de setembro e 49,3% superior ao de outubro de 2024, em termos reais, com deflação pelo IGP-DI de setembro de 2025.

    Os pesquisadores do Cepea explicam que o cenário favorável ao produtor está ligado à forte valorização do frango vivo no mercado interno e à queda nas cotações do farelo de soja.

    Com preços em patamares pré-gripe aviária, a avicultura paulista demonstra resiliência e competitividade, reforçando a recuperação do setor no pós-crise sanitária.