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  • Café: fim da colheita já direciona atenção à safra 2027/28

    Café: fim da colheita já direciona atenção à safra 2027/28

    Com a colheita da safra 2026/27 praticamente concluída, cafeicultores já concentram esforços na próxima temporada. Agora, a atenção se volta à floração e à adubação das lavouras que formarão a safra 2027/28.

    Segundo o Cepea, produtores também se preparam para retomar a aplicação de fertilizantes nitrogenados. Além disso, eles dão sequência aos plantios, reformas e renovações das lavouras. Esse movimento ocorre em meio ao cenário de preços elevados do café, que favorece os investimentos no campo.

    Café ganha poder de compra frente aos fertilizantes

    De acordo com o Centro de Pesquisas, o café apresentou melhora no poder de compra frente aos fertilizantes. Entre maio e o início de agosto, a relação de troca ficou mais favorável aos cafeicultores. O movimento ocorreu diante dos preços dos insumos acompanhados pelo Cepea, com destaque para a ureia.

    Apesar da melhora recente e da valorização do café, a relação de troca ainda exige atenção. O indicador permanece abaixo do nível observado há um ano. Por isso, pesquisadores do Cepea reforçam a importância do planejamento da adubação da próxima safra. A estratégia será fundamental para os produtores que já iniciam os preparativos para a temporada 2027/28.

  • 5 hortaliças ideais para plantar em agosto

    5 hortaliças ideais para plantar em agosto

    Agosto marca uma transição importante para a agricultura em boa parte do Brasil. Com o aumento gradual das temperaturas e da incidência de luz solar, diversas hortaliças encontram condições favoráveis para iniciar o desenvolvimento.

    Para quem deseja renovar a horta, seja em casa ou na propriedade rural, este é um dos períodos mais indicados para o plantio de algumas espécies.

    Confira abaixo quais hortaliças podem ser cultivadas neste mês.

    Abóbora

    Originária do continente americano, a abóbora é sensível ao frio intenso e não tolera geadas.

    Por isso, a Embrapa recomenda o plantio durante este período principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Em condições favoráveis, a colheita acontece entre 90 e 120 dias após a semeadura.

    Alface

    A alface é uma das hortaliças mais consumidas pelos brasileiros e pode ser cultivada em todas as regiões do país.

    Entre as variedades mais conhecidas estão a crespa, lisa, americana, romana, mimosa e roxa. Em geral, a colheita ocorre cerca de dois meses após o plantio, tornando a cultura uma excelente opção para hortas domésticas.

    Beterraba

    A beterraba se desenvolve melhor em solos leves, bem drenados e sob temperaturas amenas.

    Nas regiões Sul e Sudeste, o cultivo pode ser realizado durante todo o ano. Já nas demais regiões brasileiras, a Embrapa recomenda a semeadura entre abril e agosto. A colheita costuma ocorrer aproximadamente dois meses depois do plantio.

    Cebolinha

    Muito utilizada como tempero, a cebolinha apresenta boa adaptação a temperaturas amenas e frias.

    O cultivo é simples, exige poucos cuidados e ainda permite rebrotas após a colheita. Em condições adequadas, as folhas podem ser colhidas em cerca de 70 dias, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

    Nabo

    O nabo pertence à mesma família do repolho, da couve e do rabanete.

    A semeadura deve ser feita diretamente no solo, preferencialmente em áreas de textura argilosa. Segundo a Embrapa, o plantio é indicado durante o outono e o inverno na maior parte do país. Em regiões de maior altitude, onde as temperaturas permanecem entre 15°C e 25°C, o cultivo pode ocorrer durante todo o ano.

    A colheita é rápida e normalmente acontece a partir de 50 dias após a semeadura.

    Como ter melhores resultados na horta?

    Independentemente da espécie escolhida, alguns cuidados ajudam a aumentar a produtividade:

    • Utilize sementes ou mudas de boa procedência.
    • Mantenha o solo fértil e bem drenado.
    • Faça irrigação regular, evitando encharcamentos.
    • Respeite o espaçamento recomendado para cada cultura.
    • Observe as condições climáticas da sua região antes do plantio.

    Com planejamento e os cuidados adequados, agosto pode ser um excelente período para iniciar uma nova produção.

  • Rússia suspende exportações de fertilizante e afeta Brasil

    Rússia suspende exportações de fertilizante e afeta Brasil

    A Rússia interrompeu as exportações de nitrato de amônio por um mês, até 21 de abril. O país tomou a decisão para garantir estoques durante o plantio de primavera. A medida ocorre em meio à crise global causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Esse corredor concentra cerca de 24% do comércio mundial de amônia.

    A Rússia controla até 40% do comércio global de nitrato de amônio. Além disso, lidera o fornecimento de fertilizantes ao Brasil. Em 2025, o país respondeu por 25,9% das importações brasileiras de adubos químicos.
    Os dados são do Ministério do Comércio Exterior.

    O governo russo suspendeu todas as licenças de exportação do produto. No entanto, manteve apenas contratos governamentais já firmados. O Ministério da Agricultura da Rússia afirmou que priorizará o mercado interno.
    A decisão atende à demanda crescente durante a temporada de campo.

    Rússia e o nitrato de amônio

    A Rússia produz cerca de um quarto do nitrato de amônio mundial. Ainda assim, não consegue ampliar a produção neste ano. O país enfrenta limitações em meio à crise global de abastecimento. Além disso, ataques recentes afetaram a produção local.

    Em fevereiro, drones ucranianos atingiram a fábrica de Dorogobuzh. A unidade responde por cerca de 11% da produção russa do insumo. A planta deve retomar totalmente as operações apenas em maio. Por isso, o mercado global pode sentir impactos no curto prazo.

    O nitrato de amônio é essencial no início do plantio agrícola. Além disso, o produto também possui uso na indústria de explosivos. A Rússia exporta o fertilizante para países como Brasil, Índia e Peru.
    Também atende mercados na África, Ásia e América do Norte.

    Dependência externa preocupa o agronegócio brasileiro

    O Brasil depende fortemente da importação de fertilizantes. O país importa cerca de 95% do nitrogênio utilizado na agricultura. Além disso, compra 75% do fosfato no exterior. No caso do potássio, a dependência chega a 91%.

    A escassez de matérias-primas limita a produção nacional. O país possui poucas reservas de insumos essenciais. O potássio, por exemplo, se concentra em países como Canadá e Rússia. Essas nações dominam o mercado global do produto.

    A produção de nitrogenados exige gás natural barato. Por isso, o Brasil perde competitividade frente a grandes produtores. As reservas de fosfato também apresentam menor qualidade. Além disso, o custo de exploração é mais elevado.

    A demanda agrícola intensifica essa dependência externa. O solo brasileiro possui baixa fertilidade natural. Assim, os produtores precisam adubar com frequência. Culturas como soja, milho, café e cana lideram o consumo. Os custos logísticos também pesam no mercado interno. Importar fertilizantes ainda sai mais barato para o produtor.

    Plano Nacional de Fertilizantes

    O governo criou o Plano Nacional de Fertilizantes em 2022. A estratégia busca reduzir a dependência externa até 2050. A meta prevê produção interna entre 45% e 50% da demanda. Para isso, o país deve investir mais de R$ 25 bilhões até 2030.

  • MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    O MF 8S Xtra com hélice reversível foi o principal destaque da Massey Ferguson no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR), entre os dias 9 de 13 de fevereiro. A máquina chega com foco em produtividade e agricultura de precisão. Além disso, a marca levou a versão base do MF 4700 e o novo MF 7718, da série MF 7700 Dyna-6.

    Segundo a empresa, o evento funciona como uma vitrine importante no começo do ano. Por isso, o evento ajuda a medir o ritmo do mercado. Ao mesmo tempo, o setor ainda sente o peso do crédito.

    “A gente brinca que essa feira é o termômetro do Brasil, porque é a primeira feira oficial que nós temos. Mesmo com as dificuldades de taxa de juros, viemos com campanhas bem agressivas e com boa expectativa”, afirmou Renata Obara, gerente de Vendas da Massey Ferguson, em entrevista no estande da empresa.

    De acordo com Renata, o objetivo é atender diferentes perfis de propriedade. “A gente vem com portfólio completo, com tratores de 35 cavalos até acima de 400 cavalos”, disse. Além disso, ela adiantou que 2026 deve ser um ano movimentado para a marca. “Temos mais ou menos 11 lançamentos, e três já começam nesta feira. Ao longo do ano, vamos levar esses lançamentos para as principais feiras do Brasil”, completou.

    MF 8S Xtra: menos parada no talhão

    MF 8S Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O MF 8S Xtra chega como evolução da série MF 8S. Ele traz novo design e tecnologias para ampliar a disponibilidade da máquina no campo. Assim, a promessa é melhorar o rendimento na operação. Também há foco em conforto e manutenção.

    O principal diferencial é a hélice reversível. Na prática, ela ajuda a reduzir o acúmulo de sujeira no capô. Isso faz diferença, principalmente, em áreas com palhada de soja e milho. Além disso, o acionamento é feito diretamente na cabine. Ou seja: o operador não precisa parar para limpeza manual com tanta frequência.

    “É um recurso muito pedido pelo produtor. Com a hélice reversível, o operador evita parar para limpar manualmente. Com isso, ganha eficiência operacional. E ainda pode reduzir consumo de combustível”, explicou Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Segundo a empresa, o MF 8S Xtra será oferecido com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv. O trator vem com transmissão Dyna-VT (CVT). Além disso, mantém o conceito Protect-U, com vão de 24 cm entre motor e cabine. Esse sistema, de acordo com a fabricante, reduz ruído (68 dB), calor e vibrações. Por consequência, melhora o conforto e a visibilidade de 360°.

    MF 4700 base mira citros e pecuária

    MF 4700 – Foto: Pedro H. Lopes

    A Massey Ferguson também apresentou a versão base do MF 4700. A proposta, aqui, é entregar um trator robusto e fácil de operar. Por isso, o modelo é indicado para atividades como citros e pecuária.

    O trator mantém motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler. Além disso, traz transmissão 12×12 com reversor mecânico. Esse conjunto favorece operações com muitas manobras. Segundo a empresa, o MF 4700 base tem capacidade de levante de 3.000 kg. A vazão hidráulica é de 65 L/min. Já a cabine oferece visibilidade de 360°.

    MF 7718 chega com 180 cv e preparo para piloto automático

    MF 7718 – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na linha MF 7700, a marca levou o MF 7718 Dyna-6, com motor de seis cilindros e 180 cv. O trator vem equipado com transmissão Dyna-6 (24×24). Assim, oferece trocas automáticas de marcha e bom desempenho em diferentes tarefas.

    Outro ponto é que o modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático. Desse modo, o produtor pode evoluir a tecnologia conforme a necessidade. Além disso, o sistema hidráulico tem vazão de 150 L/min. A configuração foi dimensionada para implementos mais exigentes, como plantadeiras pneumáticas. O MF 7718 será disponibilizado em três versões: grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro.

    Tecnologia para aumentar eficiência

    Por fim, a empresa reforçou a estratégia de ampliar soluções de agricultura de precisão no campo. Lucas citou recursos como telemetria, guidance (piloto automático), controladores de plantio e corte de seção. Além disso, ele apontou aplicações com aplicação seletiva na pulverização, usando câmeras para aplicar produto apenas onde precisa.

  • Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    O plantio de soja da safra 2025/26 segue mais lento que na temporada passada. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas irregulares explicam o atraso em grande parte do país.

    No Sul, o excesso de umidade limita o acesso às lavouras e dificulta o avanço das máquinas. Enquanto isso, no Centro-Oeste e no Matopiba, a falta de chuva adequada reduz o ritmo dos trabalhos.

    Além disso, a baixa umidade do solo preocupa produtores e técnicos nas principais regiões produtoras. Nos últimos dias, as chuvas aumentaram no Centro-Oeste e no Matopiba, porém, sem regularização total.

    Por outro lado, o Sul registrou redução nos volumes, principalmente no Paraná. Mesmo assim, colaboradores do Cepea relatam incertezas sobre o potencial produtivo da próxima safra.

    De acordo com a Conab, 78% da área estava semeada até 22 de novembro. No mesmo período do ano anterior, o índice alcançava 83,3% da área nacional. Com esse cenário, o mercado acompanha com atenção os reflexos do clima sobre a produtividade.

     

  • Plantio de butiás vira alternativa de renda para agricultores

    Plantio de butiás vira alternativa de renda para agricultores

    Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) realizaram o plantio de 40 mudas de butiazeiro no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (CESIMET), em Hulha Negra. O plantio seguiu um delineamento experimental circular para avaliar diferentes espaçamentos e analisar o comportamento das melhores mudas em variadas condições de solo e clima.

    “Nós também buscamos assegurar futuras pesquisas e a conservação de germoplasma de butiazeiros na unidade de Hulha Negra”, destaca Gilson Schlindwein, pesquisador do Centro de Pesquisas de Viamão, onde concentram-se os estudos sobre butiás. As mudas de butiá levam de 4 a 6 anos para crescer e iniciar a produção.

    Mudas de butiás levam entre 4 e 6 anos para crescer e produzir. Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

    A expectativa dos pesquisadores é ampliar o cultivo na unidade de Hulha Negra e expandir para propriedades rurais da região. O objetivo é gerar renda para pequenos agricultores por meio do cultivo e aproveitamento econômico do fruto. O projeto também organizará uma oficina de capacitação para agricultores familiares de Hulha Negra e arredores. Está previsto para o início de 2026, quando começa a próxima safra.

    Este projeto integra conservação ambiental e geração de renda, promovendo o manejo, cultivo e valorização econômica de áreas com butiazeiros nativos do Rio Grande do Sul. Segundo Gilson, a presença de vários butiazeiros em Hulha Negra indica a aptidão da região para o cultivo da espécie.

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  • Produtores finalizam plantio de milho 2ª safra

    Produtores finalizam plantio de milho 2ª safra

    O plantio do milho 2ª safra foi concluído em todo o estado do Paraná, com cerca de 2,6 milhões de hectares semeados. A previsão inicial do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), estima uma produção próxima a 15,9 milhões de toneladas. O governo  divulgará uma nova estimativa no final deste mês.

    De acordo com o boletim “Condições de Tempo e Cultivo”, divulgado pelo Deral nesta terça-feira (8), as lavouras apresentam diferentes estágios de desenvolvimento:

    • 46% estão na fase vegetativa;
    • 40% em floração;
    • 13% em frutificação;
    • 1% ainda em germinação.

    As chuvas recentes beneficiaram 65% das lavouras, especialmente aquelas em floração. No entanto, as precipitações continuam insuficientes para as áreas que estão entrando na fase de frutificação. O boletim classifica 23% das lavouras em condições médias e 12% como ruins.

    Colheitas da 1ª safra e outras culturas

    A colheita dos grãos da 1ª safra 2024/25 está quase concluída no estado. Até o momento, a soja atingiu 97% de área colhida, enquanto o milho alcançou 96%. A colheita do feijão 2ª safra foi iniciada, com apenas 3% dos 332 mil hectares já colhidos. A falta de chuvas em fases críticas do desenvolvimento impactou negativamente a produção, e os produtores enfrentam queda nos preços, especialmente do feijão preto.

    Outras culturas também seguem em colheita no estado:

    • Arroz irrigado: colheita em andamento na região Noroeste, com previsão de duração por mais alguns meses.
    • Mandioca: colheita adiantada, satisfazendo os produtores.
    • Frutas: banana, goiaba e maracujá estão sendo colhidas na mesma região.

    Preparativos para novos ciclos

    Os cafeicultores já se preparam para iniciar a colheita no próximo mês. Além disso, foi liberada a retirada, armazenamento e comercialização do pinhão maduro. Contudo, a expectativa é que a produtividade seja menor nesta safra em comparação à anterior.

    Os triticultores devem começar o plantio ainda em abril, mas enfrentam desafios como redução na área plantada devido às taxas de seguro e menor cobertura contra intempéries. Parte dessas áreas será convertida para forrageiras.

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  • Uso de plantas de cobertura cresce no agro brasileiro,

    Uso de plantas de cobertura cresce no agro brasileiro,

    Uma pesquisa de opinião realizada pela Embrapa Cerrados revelou que 74% dos produtores rurais brasileiros utilizam plantas de cobertura em suas propriedades. Indicando uma crescente conscientização sobre os benefícios dessa prática para a saúde do solo e a sustentabilidade da produção agrícola. Entre os 26% que ainda não adotam a tecnologia, quase todos se mostraram dispostos a considerar seu uso, demonstrando um potencial de expansão ainda maior.

    O levantamento, que ouviu 709 participantes, incluindo produtores rurais, gerentes agrícolas, consultores técnicos e representantes de instituições ligadas ao agronegócio. E buscou entender os critérios que influenciam a decisão de adotar ou não as plantas de cobertura, o nível de conhecimento sobre seus benefícios e as dificuldades enfrentadas pelos produtores.

    “Nosso objetivo é entender os critérios que levam os produtores rurais a adotarem ou não as plantas de coberturas em suas propriedades e o nível de conhecimento sobre seus benefícios, além de identificar as dificuldades que eles têm em relação à tecnologia”, explica o pesquisador Marcelo Ayres, coordenador da pesquisa.

    Prática consolidada

    Entre os produtores que já utilizam plantas de cobertura, cerca de 50% o fazem há mais de cinco anos e 30% há mais de dez anos. Isso mostra que a prática está consolidada em muitas propriedades. Metade dos respondentes utilizam plantas de cobertura em uma área equivalente a 40% da área agrícola da propriedade.

    As espécies mais utilizadas são a braquiária ruziziensis (57%) e o milheto (54%), seguidas pelo nabo-forrageiro (37%). As culturas comerciais mais plantadas nas propriedades dos entrevistados são o milho e a soja.

    A ampliação da área com plantas de cobertura nas propriedades depende da disponibilidade de sementes comerciais em quantidade, qualidade e procedência conhecida, além de informações sobre as espécies mais adequadas para o cultivo.

    A pesquisa também revelou que quase 70% dos produtores adquirem sementes para plantio, enquanto 34% produzem sua própria semente. Isso sugere um grande mercado para sementes das espécies de plantas de cobertura.

    Minas Gerais se destaca

    Minas Gerais foi o estado com maior representatividade entre os participantes da pesquisa, seguido do Paraná, São Paulo e Goiás.

    A Embrapa Cerrados pretende repetir a pesquisa periodicamente, para acompanhar a evolução da adoção de plantas de cobertura no país. Isso a exemplo do que é feito nos Estados Unidos.

    O relatório completo com a análise de todos os dados e informações está sendo elaborado para divulgação completa dos resultados.

    As plantas de cobertura são cultivadas com o objetivo de proteger o solo emelhorar suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Além disso, podem reduzir a erosão, controlar plantas daninhas e aumentar a matéria orgânica. A prática contribui para a sustentabilidade da produção agrícola e a redução da dependência de fertilizantes químicos.

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  • Preço da mandioca atinge novo recorde em setembro

    Preço da mandioca atinge novo recorde em setembro

    Os preços da mandioca subiram novamente em setembro, registrando o quarto mês consecutivo de alta. A média nominal da tonelada posta fecularia foi de R$ 574,23, o equivalente a R$ 0,9987 por grama de amido. Esse valor representa um aumento de 11,5% em relação a agosto de 2024, alcançando o maior patamar do ano, segundo o Cepea.

    Preço da mandioca em setembro

    A elevação dos preços é consequência da baixa oferta de mandioca. Pesquisadores do Cepea explicam que muitas lavouras foram podadas, o que retardou a colheita para o segundo ciclo. Além disso, produtores estão retraídos, alegando que, apesar dos preços atuais, a rentabilidade diminuiu devido à baixa produtividade e ao menor teor de amido.
    Outra parte dos agricultores segue priorizando o plantio, o que também reduz a oferta. Por outro lado, a demanda pela mandioca continua firme. Empresas, principalmente do Paraná, têm buscado a matéria-prima em regiões mais distantes, o que pressiona ainda mais os preços.

    Vassoura-de-bruxa da mandioca

    A Embrapa e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, firmaram uma parceria para combater a vassoura-de-bruxa da mandioca. As instituições assinaram uma Carta de Intenções que oficializou a colaboração.

    O fungo, identificado recentemente, causou grandes prejuízos à produção de mandioca no Amapá, impactando diretamente os sistemas alimentares de comunidades indígenas em Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa. Portanto, para enfrentar a praga de forma coordenada, o documento assinado por Antonio Claudio Almeida de Carvalho, chefe-geral da Embrapa Amapá, e Margaux Llamas, pesquisadora do Cirad, destaca a importância de compreender os fatores que favorecem sua prevalência e os métodos que podem limitar seus danos.

     

     

  • Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    O clima seco e as altas temperaturas devem provocar um aumento de até 30% no preço do feijão nos próximos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE). A previsão é que o impacto nos preços seja sentido já a partir de outubro, conforme a oferta do produto diminui.

    Preço do feijão vai subir em breve

    Marcelo Lüders, presidente do IBRAFE, alerta que, apesar do mercado ainda não sentir o efeito climático devido aos estoques atuais, essa situação vai mudar em breve. “Nos supermercados e no varejo, os preços devem subir drasticamente no final de outubro e ao longo de novembro”, explicou.

    A recente colheita da terceira safra, com 812,5 mil toneladas, tem mantido os preços relativamente estáveis. No entanto, os problemas climáticos já estão à vista, especialmente no Paraná, maior produtor de feijão do país. A seca atrasou o plantio no estado, que deve se intensificar nas próximas semanas com a menor chance de geadas. Mesmo assim, o ritmo de semeadura está abaixo do registrado em anos anteriores, afetando a produção.

    Para 2024, espera-se um aumento de 22% na área plantada com feijão na primeira safra, atingindo 131 mil hectares. Com boas condições climáticas, a colheita pode chegar a 251 mil toneladas, um aumento de 57% em comparação com 2023, quando a produtividade foi prejudicada pelo excesso de dias nublados.

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    Esse crescimento na área plantada está sendo impulsionado pelos preços atrativos do feijão preto, que fechou agosto com uma média de R$ 236,83 por saca, 7% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. Em setembro, o preço superou R$ 300,00 em algumas regiões. Apesar da expectativa de aumento na oferta em dezembro, os preços devem continuar elevados até que o volume da colheita se concretize.

    Além disso, o aumento das exportações contribui para essa pressão sobre os preços. Atualmente, o mercado nacional está mais focado no feijão carioca, que teve uma queda de 13% nos preços nos últimos 12 meses, limitando a expansão da área destinada a essa variedade. A soja, embora tenha perdido valor, ainda ocupa 93% da área de grãos da primeira safra, enquanto o feijão responde por apenas 2%.

    Preços do feijão só devem cair em abril

    Embora a colheita de feijão comece a aumentar no final do ano, os preços só devem começar a ceder significativamente em abril de 2024. “Talvez haja um pequeno alívio em janeiro, mas uma melhora consistente só em abril ou maio”, afirma Lüders. Ele também defende a ampliação das áreas irrigadas para garantir uma produção mais estável e atender à demanda crescente do mercado interno.

    Esse movimento se faz necessário para evitar futuros problemas de oferta e manter o abastecimento do mercado, especialmente diante da dificuldade de importar feijão para suprir a demanda brasileira.