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  • Vendas de flores devem crescer 8% no Dia dos Namorados

    Vendas de flores devem crescer 8% no Dia dos Namorados

    O mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais projeta um crescimento de 8% nas vendas para o Dia dos Namorados de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que aponta a data de 12 de junho como a segunda mais importante para o setor, atrás apenas do Dia das Mães.

    Atualmente, o Dia dos Namorados responde por cerca de 10% do volume anual de vendas da floricultura nacional, consolidando-se como uma das principais oportunidades de negócios para produtores, distribuidores e varejistas.

    Segundo Renato Opitz, diretor do Ibraflor, a procura por presentes mais afetivos e personalizados tem impulsionado a comercialização de flores de corte e de arranjos exclusivos.

    Flores nunca saem de moda

    De acordo com Opitz, as flores continuam ocupando posição de destaque por sua capacidade de transmitir emoções e permitir a criação de composições diferenciadas.

    Além disso, as plantas em vasos vêm ampliando participação no mercado. Espécies associadas à delicadeza e ao simbolismo afetivo ganham cada vez mais espaço entre os consumidores. Um dos exemplos é o antúrio, cuja flor remete ao formato de um coração.

    Entre as flores de corte mais procuradas para o período, as rosas vermelhas seguem liderando a preferência.

    “A rosa vermelha é um clássico atemporal. É a flor mais comercializada em todas as datas festivas em todas regiões do mundo”, destaca Opitz.

    Além das rosas, também aparecem entre as espécies mais demandadas os lisianthus, alstroemérias, lírios, tulipas, gérberas, girassóis e orquídeas de corte.

    Arranjos sofisticados

    Por outro lado, o mercado observa uma mudança no comportamento do consumidor. Os tradicionais buquês continuam relevantes, mas os arranjos personalizados vêm conquistando espaço.

    Floriculturas e produtores apostam em composições que combinam rosas, lisianthus e alstroemérias em propostas mais sofisticadas. Da mesma forma, buquês com girassóis e flores do campo atraem consumidores que buscam opções mais leves e descontraídas.

    Outra tendência destacada pelo diretor do Ibraflor envolve os arranjos em tons pastel.

    Comércio online explodiu no Brasil

    O avanço dos garden centers e das floriculturas digitais também contribui para o crescimento do mercado brasileiro.

    Segundo Opitz, a expansão das plataformas online ampliou o acesso dos consumidores aos produtos e fortaleceu as vendas em datas comemorativas.

    “A digitalização do comércio de flores e a expansão das vendas online têm contribuído para fortalecer o mercado, principalmente em datas sazonais, quando cresce a procura por entregas rápidas e por arranjos personalizados”, explica.

    Ceaflor prevê alta na movimentação

    O Ceaflor, um dos principais centros de comercialização de flores e plantas do país, também trabalha com perspectivas positivas para a data.

    A instituição projeta crescimento entre 5% e 7% nas vendas em relação ao ano anterior. Além disso, a expectativa foi reforçada pelos resultados obtidos no Dia das Mães, considerados superiores ao esperado pelo setor.

    Para a semana que antecede o Dia dos Namorados, o Ceaflor estima um aumento de 50% na movimentação de cargas em comparação aos períodos considerados normais.

    A data também movimenta as vendas de produtos complementares, como chocolates, cachepôs, cestas temáticas e acessórios decorativos, itens que agregam valor aos presentes e ampliam o faturamento do setor.

  • Mercado de flores prevê alta de até 8% em 2025 no Brasil

    Mercado de flores prevê alta de até 8% em 2025 no Brasil

    O setor de floricultura no Brasil deve fechar 2025 com alta entre 6% e 8% sobre 2024. A projeção é do diretor do Ibraflor, Renato Opitz, que observa ritmo constante de expansão e aumento da demanda por flores e plantas ornamentais.

    A tendência positiva reforça a consolidação do mercado. Além disso, mostra a força de um setor que diversifica produtos, amplia a oferta e atrai consumidores que buscam decoração, bem-estar e presentes afetivos.

    Festas de fim de ano impulsionam o consumo

    As vendas de Natal e Réveillon seguem em alta e representam, juntas, 9% do total anual do setor. O movimento também deve crescer cerca de 9% em relação ao registrado nas festas de 2024. Esse avanço decorre do maior interesse por arranjos, presentes e itens decorativos.

    Segundo Renato Opitz, o período confirma a fase favorável. “Com a combinação de oferta diversificada, tradição festiva e um público cada vez mais conectado ao bem-estar proporcionado pelas plantas, o mercado floricultor brasileiro se posiciona para encerrar o ano em alta e iniciar 2026 com perspectivas extremamente positivas”, afirma.

    Flores mais procuradas na temporada

    As flores de corte continuam entre os produtos mais vendidos. Rosas, astromélias e lírios aparecem com força nas composições de fim de ano. Além disso, arranjos temáticos ganham espaço em ceias e confraternizações.

    As espécies tradicionais do Natal também registram procura elevada. Poinsettias, cyclamens, antúrios e kalanchoes, principalmente nas cores vermelho e branco, reforçam o apelo visual da estação. Versões tinturadas ou decoradas com glitter ampliam o charme das ambientações e atraem quem busca variedade.

    Plantas verdes seguem em alta

    O interesse por plantas verdes cresce, sobretudo entre consumidores que desejam alternativas naturais para a decoração natalina. As tuias holandesa e stricta são usadas como substitutas das árvores tradicionais. Além disso, têm valor acessível e exigem pouca manutenção.

    Outro item que avança é a suculenta. As sanseviérias trançadas em formato de cone, decoradas com luzes brancas ou douradas, viram peças centrais da decoração de fim de ano. O apelo estético reforça a busca por itens duráveis e de fácil cuidado.

    Projeções para 2026 indicam novo avanço

    A estimativa do Ibraflor aponta para alta de 6% em 2026. A previsão considera o aumento das vendas online, o fortalecimento das floriculturas regionais e o hábito crescente de presentear com flores. Dessa forma, o setor mantém ambiente favorável para investimentos e expansão.

    O setor também deve avançar devido ao consumo doméstico. A combinação entre tradição, variedade e apelo emocional sustenta o interesse do público e favorece a cadeia produtiva. Assim, o mercado inicia o próximo ciclo com perspectivas positivas.

  • Reforma Tributária abre caminhos para investimentos no setor florista

    Reforma Tributária abre caminhos para investimentos no setor florista

    A sanção da Reforma Tributária no Brasil, que inclui a redução de 100% das alíquotas de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para produtos de floricultura, representa uma conquista significativa para o setor florista. Com a nova legislação, flores e plantas ornamentais, assim como hortas e cultivos para fins alimentares, poderão ser comercializados sem a incidência de impostos, impulsionando investimentos na área.

    A decisão de isentar as alíquotas foi resultado da mobilização do setor, que argumentou que flores e plantas ornamentais possuem o mesmo grau de perecibilidade que legumes e frutas. Com a inclusão desses produtos na lista estendida da cesta básica, o segmento conseguiu evitar a aplicação da alíquota cheia de 27%. “Essa conquista abre novas oportunidades para o setor crescer ainda mais, incentivando o investimento em novos cultivos e inovação”, afirma Paula Lo Frano, gerente de marketing da Floral Atlanta.

    Desafios com a alta do dólar

    Apesar da boa notícia, o setor enfrenta novos desafios, especialmente com a recente alta do dólar. A valorização da moeda americana pode impactar os preços dos insumos agrícolas, como defensivos e fertilizantes, essenciais para o cultivo de flores e plantas ornamentais. “O cenário atual é desafiador, mas temos confiança na capacidade de adaptação do setor”, comenta Lo Frano.

    Nos últimos anos, o mercado de flores e plantas ornamentais no Brasil tem mostrado um crescimento contínuo. Isso impulsionado pela valorização do consumo de produtos naturais e pela popularização da jardinagem. A isenção tributária representa um importante estímulo para a competitividade do setor, que já emprega milhares de pessoas em todo o país.

    Compromisso com a sustentabilidade

    A Floral Atlanta, parte do Grupo Polar, atua na produção de espuma floral e acessórios para floriculturas. A empresa vê a reforma tributária como uma oportunidade não apenas para expandir seus negócios, mas também para promover práticas sustentáveis dentro do mercado florista. “Estamos em uma posição estratégica para crescer e inovar, gerando mais empregos e investimentos sustentáveis”, conclui Lo Frano.

    A reforma tributária que estabelece alíquota zero para o setor florista é um marco importante que pode transformar o panorama do agronegócio no Brasil. Embora os desafios persistam, especialmente com a alta do dólar, as novas oportunidades criadas pela isenção tributária prometem impulsionar investimentos. E também fortalecer o mercado de flores e plantas ornamentais no país.

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