Tag: Plano Safra 2024/2025

  • Governo realoca R$ 4 bilhões para reforçar linhas do Plano Safra 2024/25

    Governo realoca R$ 4 bilhões para reforçar linhas do Plano Safra 2024/25

    O Ministério da Fazenda remanejou R$ 4 bilhões para fortalecer linhas de financiamento do Plano Safra 2024/25. Em geral, a medida busca atender a demanda por crédito para pequenos e médios produtores, além de impulsionar programas como Moderfrota e Pronaf Investimento.

    Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário solicitaram o ajuste para garantir recursos na reta final da atual temporada. Portanto, segundo o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais, Gilson Bittencourt, a realocação não gera custo adicional ao Tesouro Nacional.

    Realocação entre instituições financeiras

    O remanejamento envolveu 11 instituições financeiras, que tiveram redução nos limites de financiamento para médios e grandes produtores. Em contrapartida, Banco do Brasil, Sicredi e BNDES receberam acréscimos nos valores destinados ao setor agropecuário.

    Além disso, os recursos devolvidos pelas instituições foram redistribuídos para programas prioritários. Na agricultura familiar, o Banco do Brasil, Banrisul e Credicoamo receberam reforço nos limites de financiamentos equalizados.

    Reforço no financiamento para médios e grandes produtores

    O Banco do Brasil recebeu R$ 1,2 bilhão para programas como Inovagro, Moderagro, RenovAgro e Pronamp Investimento. Ao mesmo tempo, apesar do aumento, teve uma redução de R$ 500 milhões no Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), devido à baixa demanda.

    O BNDES foi contemplado com R$ 270 milhões para o Moderfrota, que financia máquinas e equipamentos agrícolas. Já o Sicredi recebeu R$ 162,2 milhões para o custeio de médios produtores.

    Entre as instituições que tiveram redução de limites estão Badesul, Banco DLL, Basa, BRB, BRDE e Credisis. No total, foram retirados R$ 1,6 bilhão e redistribuídos para outras linhas de crédito.

    Mais recursos para a agricultura familiar

    O Banco do Brasil ganhou R$ 2,4 bilhões para financiamentos subsidiados do Pronaf até junho. Desse montante, R$ 1,8 bilhão vai para custeio, enquanto R$ 624,4 milhões reforçam o Pronaf Investimento.

    O Banrisul recebeu R$ 100 milhões, distribuídos entre Pronaf faixa 1 e faixa 2. A Credicoamo realocou R$ 650 mil para o financiamento de tratores e colheitadeiras.

    Entre as instituições que tiveram reduções nos limites estão Banco John Deere, Basa, BNDES, Sicredi e Cresol. No total, foram redistribuídos R$ 2,53 bilhões dentro do segmento da agricultura familiar.

    Com o remanejamento, o governo busca otimizar a distribuição de recursos e garantir maior acesso ao crédito para o setor agropecuário.

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  • Projeto de Lei inclui pescadores no Plano Safra 2024/2025

    Projeto de Lei inclui pescadores no Plano Safra 2024/2025

    O Projeto de Lei 4643/24, de autoria do deputado Raimundo Costa (Pode-BA), propõe incluir pescadores artesanais e aquicultores familiares entre os beneficiários das linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025. A iniciativa visa reconhecer a importância econômica e social da pesca artesanal, que muitas vezes complementa a renda dos pescadores durante o período do defeso.

    Segundo o deputado, os pescadores merecem atenção igual à do agronegócio em termos de investimento financeiro, pois muitos recorrem à agricultura para complementar a renda durante o defeso. “Quem pratica a pesca também é agricultor familiar, que no período do defeso recorre à agricultura para complementar a renda e colocar comida na mesa”, explicou.

    Detalhes do projeto

    A proposta estabelece que cada pescador terá acesso a um limite de crédito de R$ 80 mil para custeio e R$ 200 mil para investimento. Além disso, o governo reduzirá os juros para 3% ao ano, o que torna o crédito mais acessível. Os pescadores podem utilizar o financiamento na aquisição e reforma de barcos, além da compra de insumos necessários ao desenvolvimento da atividade pesqueira.

    O projeto tramita em caráter conclusivo. E será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o projeto precisa passar pela aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado.

    Plano Safra

    O Plano Safra 2024/2025 é uma política governamental que oferece financiamentos para o setor agropecuário, incluindo agricultores familiares e médios produtores. É um pilar fundamental para garantir o abastecimento de comida na mesa dos brasileiros e fortalecer o agronegócio, setor que responde por 27% do PIB nacional. A inclusão dos pescadores artesanais e aquicultores familiares amplia o alcance do plano, reconhecendo a importância da pesca como atividade econômica complementar.

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  • Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que a suspensão das contratações das linhas equalizadas do Plano Safra 2024/25 ocorreu por falta de previsão orçamentária diante da alta da Selic. Em comunicado técnico, a entidade destacou que os custos extras para equalização do crédito rural não foram incluídos no planejamento do governo.

    A CNA estima que são necessários pelo menos R$ 22 bilhões para cobrir a subvenção ao longo de 2025. Esse valor contempla a parte final do Plano Safra 2024/25, o início do 2025/26 e os financiamentos anteriores. O cálculo se baseia na projeção de Selic a 15% ao ano nos próximos meses.

    Orçamento

    O orçamento previsto para 2025 é de R$ 14 bilhões. Na sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma Medida Provisória para acrescentar R$ 4 bilhões, elevando o montante para R$ 18 bilhões. Portanto, mesmo com o reforço, a CNA alerta que a paralisação das linhas equalizadas prejudica pequenos e médios produtores e compromete o acesso ao crédito rural.

    A entidade ressalta que o crédito privado ainda apresenta barreiras para os produtores de menor porte, deixando esse público sem alternativas. “O produtor não pode ser penalizado por entraves na aprovação do Orçamento e pela falta de planejamento frente aos desafios fiscais”, afirmou a CNA no comunicado.

    O documento também destacou que o governo ainda não disponibilizou plenamente os mais de R$ 133 bilhões anunciados em recursos equalizados para o Plano Safra 2024/25. Segundo a CNA, dificuldades orçamentárias, exigências ambientais e restrições na gestão de riscos dificultaram o acesso ao financiamento.

    Para a confederação, a decisão do Tesouro Nacional agrava ainda mais a situação dos produtores. Eles se preparavam para financiar a safra de inverno e já haviam adquirido parte dos insumos. Em resumo, a CNA defende que o governo reveja a medida e assegure os recursos prometidos. Ou seja, o objetivo é garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecuário.

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  • Ministério da Agricultura anuncia reformulação do seguro agrícola

    Ministério da Agricultura anuncia reformulação do seguro agrícola

    Em meio aos crescentes impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sinalizou nesta sexta-feira (31) mudanças urgentes no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). As alterações, previstas para o próximo Plano Safra (2024/2025), buscam ampliar a proteção dos produtores e equilibrar a cobertura entre regiões e culturas. O anúncio foi feito durante o workshop “Seguro Rural e Mudanças Climáticas”, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS).

    Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do MAPA, destacou que o PSR está desequilibrado: 90% dos recursos concentram-se no Sul do país e nas culturas de soja e milho, deixando outras regiões e produtos vulneráveis. “Estamos desenvolvendo uma proposta moderna para o PSR, com foco em coberturas mais abrangentes e adaptadas aos novos riscos climáticos”, afirmou. O novo modelo deve ser anunciado em junho, junto ao Plano Safra, que define as linhas de crédito e subsídios para o agro.

    Brasil x EUA: a lacuna na proteção agrícola

    Enquanto os EUA destinam US$ 10 bilhões anuais ao seguro rural como política de Estado, o Brasil enfrenta desafios crônicos. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) revelam que apenas 16% da área agrícola nacional está segurada. “Somos o maior produtor de alimentos do mundo, mas a falta de previsibilidade orçamentária do PSR desestimula os produtores”, criticou Guilherme Rios, assessor técnico da CNA.

    Mercado em crise: seguradoras recuam após eventos extremos

    O setor de seguros rurais vive um paradoxo. Embora tenha saltado de 2 para 18 seguradoras na última década, eventos como a seca histórica no Centro-Sul (2021-2022) reduziram o número de empresas ativas para 12 a 14. “Precisamos de políticas estruturadas para atrair resseguradores e capital de risco. Garantindo sustentabilidade ao modelo”, defendeu Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg.

    Glaucio Toyama, presidente da comissão de seguro rural da FenSeg. Foto: Piti Reali

    Especialistas apontaram caminhos para modernizar a gestão de riscos:

    • Seguro paramétrico: Cobertura baseada em índices climáticos (ex.: volume de chuvas), agilizando indenizações;
    • Banco de dados unificado: Integração de informações sobre clima, solo e produtividade para calibrar apólices;
    • Fundo Catástrofe: Projeto de Lei 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), propõe criar um fundo emergencial para desastres naturais.

    Toyama alertou que, para o agricultor, o seguro ainda é “o último item no planejamento anual”. “Precisamos de produtos mais acessíveis e políticas públicas que garantam preços justos, aliando rentabilidade e sustentabilidade”, reforçou.

    O MAPA promete detalhar as mudanças do PSR nas próximas semanas. Enquanto isso, o workshop reuniu nomes como Maria Netto (iCS), Eduardo Assad (FGV Agro), Paulo Artaxo (USP) e representantes da Embrapa, IRB Brasil RE e Syngenta, reforçando a necessidade de colaboração entre setor público, privado e academia.

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  • Produtores rurais terão desconto em juros ao adotarem práticas sustentáveis

    Produtores rurais terão desconto em juros ao adotarem práticas sustentáveis

    Médios e grandes produtores rurais que comprovarem práticas sustentáveis terão desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros do crédito de custeio. A Resolução nº 5.152 do Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu a medida no Plano Safra 2024/2025 e a publicou em 2 de julho de 2024. Em resumo, o objetivo é incentivar a sustentabilidade no setor agropecuário.

    O benefício vale para produtores que possuam certificações reconhecidas por programas oficiais. Ou seja, entre eles estão o Produção Integrada (PI Brasil), o Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA) e os sistemas de produção orgânica. Instituições credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) ou pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vão emitir as certificações.

    Também podem obter o desconto produtores que, nos últimos cinco anos, contrataram crédito de investimento em subprogramas do RenovAgro, antigo Programa ABC. Para isso, o crédito de custeio deve ser destinado a atividades na mesma área financiada pelo RenovAgro. Além disso, o produtor também precisa autorizar a instituição financeira a acessar informações sobre financiamentos anteriores.

    As instituições financeiras validarão os dados na Plataforma AgroBrasil + Sustentável. Já os produtores interessados devem atender a requisitos específicos, como qualificação socioambiental do estabelecimento rural, posse de certificação válida e inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O produtor rural pode acessar à Plataforma AB+S pelo site oficial do sistema.

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  • BNDES libera mais R$ 2,2 bilhões para o Plano Safra 2024-2025

    BNDES libera mais R$ 2,2 bilhões para o Plano Safra 2024-2025

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou mais R$ 2,2 bilhões para programas do Plano Safra 2024-2025. Ou seja, com essa nova injeção de recursos, o banco ainda possui R$ 11,2 bilhões disponíveis para operações de crédito no setor agropecuário. Além disso, esse montante poderá ser acessado até junho de 2025.

    Produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares poderão utilizar os recursos em diversas áreas. Em resumo, os financiamentos contemplam desde o aumento da produção até a compra de máquinas, investimentos em inovação e ampliação de capacidade de armazenagem.

    “Apoiamos fortemente o setor agropecuário brasileiro, beneficiando tanto grandes quanto pequenos produtores. Nesta safra, aumentamos o orçamento em 73%, alcançando o maior valor já ofertado pelo BNDES”, afirma o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

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    Ao todo, o BNDES destina R$ 66,5 bilhões ao Plano Safra 2024-2025. Desse total, o BNDES destinou R$ 14,8 bilhões para a agricultura familiar, um aumento de 28% em comparação ao ciclo anterior. Além disso, até agora, os agentes financeiros credenciados já aprovaram R$ 17,1 bilhões, em mais de 81 mil operações de crédito.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirma que o BNDES é fundamental para o crescimento da agropecuária brasileira. “O banco busca constantemente soluções inovadoras para atender às demandas do setor, fomentando o desenvolvimento social com crédito acessível”, destacou.

    Além dos Programas Agropecuários do Governo Federal, o BNDES oferece alternativas próprias, como o BNDES Crédito Rural. Esse produto já soma R$ 1,9 bilhão em operações aprovadas na atual safra.

     

  • Banco do Brasil nomeia novo diretor de Agronegócios

    Banco do Brasil nomeia novo diretor de Agronegócios

    O Banco do Brasil anunciou a nomeação de Alberto Martinhago Vieira como novo diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar. Ele substitui Everton Luís Kapfenberger, que renunciou ao cargo.

    24 anos no Banco do Brasil

    Martinhago está no Banco do Brasil há 24 anos e, desde maio de 2023, ocupava a posição de diretor Comercial Alto Varejo. Ele é graduado em Administração de Empresas pela Fundação Educacional Barriga Verde. Além disso, possui especialização em Gestão da Experiência do Consumidor pela ESPM e um MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV. Também passou pelo Programa de Gestão Avançada da ISE Business School.

    Em 2022, ele liderou a Unidade de Clientes MPE como gerente geral. Ou seja, sua trajetória inclui experiência em diversas áreas, como mercados de Pessoa Física, Agro, Jurídica e Governo. Martinhago se destacou no Programa de Ascensão de Executivos do BB em 2017 e assumiu a Diretoria de Varejo do Sudeste em 2018. Ele também foi superintendente regional de Pessoa Jurídica e superintendente de Pessoa Física e Jurídica no Alto Varejo. Atualmente, é conselheiro fiscal da Cassi e conselheiro da BB Consórcios S.A.

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    Plano Safra 24/25

    O Banco do Brasil anunciou um investimento de R$ 260 bilhões para o Plano Safra 24/25, um aumento de 13% em comparação com o ciclo anterior. Desse total, R$ 50 bilhões serão destinados a agricultores familiares e médios produtores, um crescimento de 44% em relação ao ano passado. Já a agricultura empresarial receberá R$ 142 bilhões, registrando um aumento de 10%. Em resumo, as taxas de juros seguem as diretrizes do governo para o Plano Safra.

  • Plano Safra 2024/2025: BNDES disponibiliza R$ 66,5 bilhões

    Plano Safra 2024/2025: BNDES disponibiliza R$ 66,5 bilhões

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liberar R$ 66,5 bilhões para o Plano Safra 2024/2025. Ou seja, esse valor representa um aumento de 73% em relação ao ano anterior. Portanto é o maior orçamento já oferecido pelo Banco. Os protocolos abrem na próxima quarta-feira, 17 de julho.

    Do total, R$ 33,5 bilhões contarão com equalização de taxa de juros. Desse montante, R$ 18,7 bilhões serão destinados a médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 7% e 12% ao ano. Ou seja, esse valor representa um aumento de 26% em relação ao último ano-safra.

    De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o Banco está retomando seu papel fundamental no Plano Safra e no apoio ao setor agrícola. “Em dois anos, o Banco deu um salto extraordinário: aumentamos os recursos em 57% no ano passado e mais de 70% este ano. Isso demonstra a atenção do Governo Federal com um setor imprescindível para o país, que é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e o segundo maior exportador”, disse Mercadante.

    Plano Safra 2024/2025

    Os recursos do Plano Safra 2024/2025 serão disponibilizados pelo BNDES por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs). Além disso, esses programas têm prazos e orçamentos determinados e são equalizados pelo Tesouro Nacional. Portanto a  vigência vai de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. O BNDES oferecerá os recursos para a agricultura empresarial, por meio de 12 programas, como Moderfrota, Pronamp, Modeagro, Renovagro, Inovagro e PCA, por exemplo. 

    “O apoio robusto do BNDES no Plano Safra 2024/2025, com um incremento de 73% sobre o ano-safra anterior, demonstra o compromisso do BNDES e de seus parceiros com os planos de investimentos do agro. Considerando a importância desse setor para o Brasil, os impactos positivos se estendem a diversos outros segmentos econômicos, como infraestrutura e indústria”, avaliou Marcelo Porteiro, superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES.

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    BNDES Crédito Rural

    Além dos PAGFs, o BNDES oferece ao setor agropecuário linhas de crédito próprias, como o BNDES Crédito Rural. Esse programa destina-se a projetos de investimento, aquisição de máquinas, custeio e apoio a cooperativas. Desde sua criação, o BNDES já aprovou mais de R$ 23,5 bilhões para cerca de 40 mil operações.

    Além disso, nos próximos 12 meses, o BNDES elevará o orçamento do Crédito Rural de R$ 12 bilhões para R$ 33 bilhões. Isso faz com que o Banco disponibilize um total de R$ 66,5 bilhões para o setor agropecuário brasileiro no atual ano-safra.

    Desse montante, R$ 8 bilhões virão da linha de crédito com custo financeiro em dólares americanos do produto BNDES Crédito Rural. Criada em abril do ano passado, essa solução visa ampliar e diversificar alternativas de crédito a custos mais competitivos para o setor do agronegócio, que é intensivamente exportador.

    Até junho de 2024, o BNDES já aprovou cerca de R$ 5,8 bilhões para 3,8 mil operações, destinando mais de 95% desse valor para a aquisição de máquinas e equipamentos, por exemplo.

     

  • R$ 76 bilhões em crédito – Plano Safra “familiar” é o maior da história

    R$ 76 bilhões em crédito – Plano Safra “familiar” é o maior da história

    O Governo Federal anunciou o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 em um evento realizado nesta quarta-feira (3) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é oferecer ainda mais incentivos aos agricultores familiares que desempenham um papel fundamental na produção de alimentos essenciais para a população brasileira.

    Destaque para a redução das taxas de juros destinadas a quem produz arroz, com uma diminuição para 3% no caso do cultivo convencional e 2% para o orgânico. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também apresentou redução em cerca de 10 linhas de financiamento, com um valor total de R$ 76 bilhões destinados ao Pronaf, representando um aumento de 43,3% em relação à safra anterior e 6,2% superior à safra passada. No total, serão investidos R$ 85,7 bilhões em ações governamentais para a agricultura familiar, um crescimento de 10%.

    O último Plano Safra da Agricultura Familiar registrou a celebração de 1,7 milhão de contratos, marcando um aumento de 18% no número de operações e 12% no volume contratado em comparação com a safra anterior. Com um volume ainda maior de recursos equalizados, chegando a R$ 45,4 bilhões, o objetivo é ampliar o suporte aos agricultores familiares e incentivar a produção sustentável de alimentos saudáveis.

    O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 destaca-se pela ênfase em práticas agroecológicas, com uma taxa de juros de 2% para custeio e 3% para investimento na produção orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade. Além disso, o programa Ecoforte será lançado com um investimento recorde, visando apoiar projetos de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

    Um Acordo de Cooperação Técnica no valor de R$ 100 milhões foi firmado entre a Secretaria-Geral da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o BNDES e a Fundação Banco do Brasil para o programa Ecoforte, beneficiando 40 redes e 30 mil agricultores familiares.

    Para intensificar essas ações, o Governo Federal lança a iniciativa do Campo à Mesa, um edital de R$ 35 milhões voltado para promover iniciativas que incentivem a transição agroecológica no setor agrícola.

    Redução de taxas

    Com taxas que variam de 0,5% a 6%, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 vem com juros ainda menores. Dez linhas de financiamento tiveram redução, duas de custeio e oito de investimento:

    • Pronaf Custeio – produtos da sociobiodiversidade (como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri): de 3% para 2%.
    • Pronaf Custeio – produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite frutas e verduras: de 4% para 3%.
    • Pronaf Floresta (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Semiárido (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Mulher (Investimento) – para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil: de 4% para 3%.
    • Pronaf Jovem (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Agroecologia (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Bioeconomia (Investimento) de 4% para 3%.
    • Pronaf Produtivo Orientado (Investimento): de 4% para 3%.

    E no âmbito do Pronaf Mais Alimentos (Investimento): Redução de 5% para 2,5% para compra de máquinas de pequeno porte, que ganhou uma sublinha dentro do Pronaf Mais Alimentos. Além das seguintes atividades:

    • Aquisição e instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive os equipamentos de automação para esses cultivos,
    • Construção de silos,
    • Ampliação e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras,
    • Aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras, aquicultura e pesca, que tiveram redução de 4% para 3%.

    Arroz – O Plano Safra da Agricultura Familiar vem com uma nova estratégia nacional para ampliação da produção de arroz da agricultura familiar. A estratégia prevê sete eixos principais: crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção (estabelecimento de um preço mínimo do produto pelo Governo Federal para garantir ao produtor a comercialização a um valor justo, de acordo com o mercado). A taxa de custeio para produção será de 3% para o arroz convencional e 2% para o arroz orgânico.

    Máquinas- Outra grande novidade é a criação de uma linha destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas de pequeno porte, como microtrator, motocultivador e roçadeira, no âmbito do Programa Mais Alimentos. Para essa nova linha, os juros serão de apenas 2,5% a.a, metade da taxa de juros praticada no programa. A linha será destinada às famílias com renda anual de até R$100 mil reais e financiará máquinas de até R$50 mil reais. O objetivo é aumentar a tecnificação da agricultura familiar, tornando o trabalho no campo menos penoso e aumentando a produtividade das famílias. Ao todo, o Mais Alimentos deve destinar R$ 12 bilhões entre recursos equalizados e dos fundos constitucionais para compra de máquinas para a agricultura familiar nesta safra. Na última safra, o programa já financiou 10 bilhões, 29% a mais que na safra anterior, entre tratores, colheitadeiras e outros implementos agrícolas. Para as máquinas de maior porte, incluindo tratores de até 70 cv, o limite será de R$ 250 mil com 5% de juros e 7 anos para pagar. Resultado de um amplo trabalho interministerial liderado pelo MDA e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de ações que visam o incentivo à produção nacional de máquinas, gerando emprego na cidade e qualidade de vida no meio rural.

    Microcrédito – As famílias agricultoras com renda até R$ 50 mil por ano poderão acessar até R$ 35 mil pelo Pronaf B (ou Agroamigo, ou, ainda, microcrédito rural), a linha com taxa de juros de apenas 0,5% e desconto de até 40% para quem paga em dia. A ampliação de limite de crédito para as famílias passou de R$ 10 mil para R$ 12 mil e, para as mulheres, de R$ 12 mil para R$ 15 mil. Um destaque importante foi a criação de um limite independente para jovens rurais no Pronaf B, no valor de R$ 8 mil. Dessa forma, a juventude poderá desenvolver projetos produtivos específicos, incentivando a autonomia e a permanência do jovem no campo.

    Mais ferramentas de crédito

    O Governo Federal também anuncia a inclusão da agricultura familiar em três importantes fundos garantidores da União:

    1.  Apresentação de projeto de lei que permite a inclusão dos agricultores familiares e suas cooperativas no Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a cobertura das operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Fundo Garantidor é um instrumento financeiro essencial para reduzir riscos e facilitar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos produtores que enfrentam dificuldades em oferecer garantias reais.
    2.  Fundo de Amparo às Micros e Pequenas Empresas do Sebrae (para cooperativas).
    3.  Fundo Garantidor para Investimentos – FGI/BNDES (para cooperativas).

    Cooperativismo

    Além da nova cobertura pelos fundos garantidores, as cooperativas da agricultura familiar também passarão a contar com um programa de fortalecimento. O Coopera Mais Brasil apoia a integração das cooperativas aos mercados, facilitando a comercialização dos produtos da agricultura familiar. Para 2024, estão previstos o investimento de R$ 55 milhões para o apoio à gestão de 700 cooperativas. O objetivo principal é fomentar a organização coletiva dos agricultores familiares por meio do fortalecimento das cooperativas, associações e empreendimentos solidários.

    O Programa irá estruturar e modernizar a gestão dos grupos organizados da produção familiar, estimular a agroindustrialização e impulsionar as práticas de comércio justo e solidário e as redes e arranjos produtivos locais. Entre suas principais ações estão o crédito facilitado, o acesso aos fundos garantidores e a assistência técnica para melhoria da gestão das cooperativas e acesso aos mercados.

    Regularização fundiária

    Financiamento de todas as etapas do processo de regularização fundiária de imóveis rurais, incluindo despesas com serviços de georreferenciamento, tributos, emolumentos e custas cartoriais.

    » Limite de financiamento: R$ 10 mil
    » Taxa de juros: 6% ao ano
    » Prazo de pagamento: 10 anos
    » Incluídos 3 anos de carência

    O que é- O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024-2025 é um conjunto de medidas do Governo Federal que visa fortalecer a agricultura familiar para promover a produção sustentável de alimentos saudáveis para o Brasil. O plano oferecerá linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica e extensão rural, seguros e capacitação, além de promover a pesquisa e inovação em tecnologias e contribuir para a transição agroecológica.

    Anúncios e entregas da cerimônia:

    Fundo Garantidor – Projeto de Lei que objetiva a inclusão dos agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e suas cooperativas no rol de beneficiários do Fundo Garantidor de Operações (FGO), bem como o aumento da participação do Poder Executivo Federal no respectivo Fundo. O FGO fornece garantias complementares às operações de crédito, mitigando os riscos para as instituições financeiras. O Projeto de Lei propõe alteração na Lei nº 13.999/2020, estabelecendo a autorização de aumento de aporte no Fundo por parte da União, bem como explicita os detalhes de como o aporte adicional será implementado nos próximos anos.

    Decreto Florestas Produtivas – Institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas com a finalidade de recuperação de áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, com vistas à adequação e à regularização ambiental da agricultura familiar e à ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

    Decreto de Cooperativismo – Institui o Programa Nacional de Fortalecimento do Cooperativismo, Associativismo e Empreendimentos Solidários da Agricultura Familiar (Programa Coopera Mais Brasil), que tem entre seus principais objetivos fomentar as cooperativas, associações e empreendimentos solidários, incentivando a organização coletiva dos agricultores familiares. Como forma de fortalecer a agricultura familiar e promover o bem-estar e crescimento socioeconômico local, o Programa se propõe a qualificar os envolvidos na produção familiar, estimular a agroindustrialização e promover a organização de produtores.

    Decreto PAA – A principal medida do Decreto é a alteração dos limites de aquisição de agricultores familiares e suas organizações no PAA Compra Direta em situações de calamidade, inicialmente para atender o Rio Grande do Sul, e ampliado para outros casos de calamidade. A medida facilita ampliar a aquisição para atender as medidas emergenciais como as Cozinhas Solidárias, entre outras. A proposta de alteração do regulamento centra-se em quatro pontos:

    » Adequação de redação do art. 5º, o qual trata da modalidade do PAA-Leite, esclarecendo que o referido artigo trata da execução via Termo de Adesão e Adequação do art. 17 com a mesma indicação de execução via Termo de Adesão.

    » Alteração dos limites das modalidades de Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta (itens 1 e 2 da alínea “a” do inciso I do art. 6º) de R$15.000,00 (quinze mil reais) para R$30.000,00 (trinta mil reais) por unidade familiar, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais, devidamente reconhecidas

    » Alteração dos limites da modalidade Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta (itens 1 e 2 da alínea “a” do inciso II do art. 6º) de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) para R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) por organização fornecedora, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais devidamente reconhecidas

    » Indicação de suspensão excepcional, até 31 de dezembro de 2024, na aplicação dos limites para a modalidade Compra Direta, nas aquisições de alimentos destinadas ao atendimento das famílias afetadas pela calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul.

    Portaria CAF– Ajustes de normatização das condições e procedimentos gerais para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. Popularmente conhecida como “rebate”, a alteração propõe aumentar a dedução aplicada sobre a renda fora do estabelecimento. O objetivo do novo valor é garantir que famílias de baixa renda, que precisam diversificar a renda familiar com a entrada de alguns membros no mercado de trabalho, possam acessar o CAF e as políticas públicas da Agricultura Familiar.

    Selo Integração Sustentável – O Selo Integração Sustentável da Agricultura Familiar (SEISAF) tem o objetivo de reconhecer os integradores que promovem a inclusão da agricultura familiar em seus sistemas de integração sustentáveis em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela Organização das Nações Unidas no Brasil.

    Edital Ecoforte – O edital Ecoforte é viabilizado por uma parceria entre a Fundação BB e o BNDES (via Fundo Social e Fundo Amazônia) voltado ao apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, visando intensificação de práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodoversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O público a ser beneficiado é composto por agricultores familiares e demais beneficiários nos termos da Lei 11.326/06, assentados da reforma agrária, produtores orgânicos, juventude rural e mulheres beneficiários do plano nacional de agroecologia e produção orgânica. O investimento será de até R$ 100 milhões em projetos com valores entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões.

    Acordos de Cooperação Técnica

    MDA E Fundação Banco do Brasil – O objeto é a promoção da agregação de valor e da comercialização da produção da agricultura familiar, bem como em outras etapas do processo produtivo, a ser executada nacionalmente.

    MDA E Sebrae – Parceria entre o MDA e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE NACIONAL) para desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas públicas nacionais de promoção do empreendedorismo e estruturação produtiva da agricultura familiar, de forma a estimular a organização econômica e o desenvolvimento de cadeias produtivas, considerando a abordagem territorial como estratégia de implementação das ações a serem executadas em território nacional.

    Editais

    Quintais Produtivos – Selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução do Projeto “Estruturação de quintais e da organização produtiva das mulheres rurais”, no valor de R$ 30 milhões.

    Mulheres rurais – Objetiva selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução do Projeto “Fortalecimento das organizações produtivas e econômica das mulheres rurais”, no valor de R$ 30,2 milhões.

    Do Campo à Mesa – Selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução de projetos voltados ao fortalecimento e ampliação de sistemas de produção agroecológica da Agricultura Familiar e suas organizações, no valor de R$ 25 milhões.

  • Ao vivo: acompanhe no Agro em Campo anúncio do Plano Safra 2024/2025

    Ao vivo: acompanhe no Agro em Campo anúncio do Plano Safra 2024/2025

    O novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, anunciado hoje pelo presidente Lula, traz uma série de novidades para apoiar os agricultores familiares. O plano prevê um recorde de R$ 76 bilhões em crédito rural, 43,3% a mais que o anunciado na safra 2022/2023.

    https://www.youtube.com/watch?v=Xxoj6N9u8vQ

     

    Além disso, haverá redução nas taxas de juros, chegando a 2% para a produção orgânica e agroecológica. Para incentivar a transição agroecológica, o governo lançará o programa Campo à Mesa, com R$ 35 milhões em editais.  Também será anunciado o maior valor histórico do programa Ecoforte, com R$ 100 milhões para apoiar redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

    No total, serão R$ 85,7 bilhões em ações do governo federal para a agricultura familiar, um crescimento de 10% em relação à safra passada.  A expectativa do Plano Safra 2024/2025 é ampliar o número de agricultores familiares beneficiados e incentivar a produção sustentável de alimentos saudáveis.