Tag: Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos

  • Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    O Ministério da Agricultura anunciou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) para o período de 2025 a 2032. Em resumo, o objetivo é fortalecer o controle sanitário, sem abordar questões socioambientais. A rastreabilidade plena, no entanto, será obrigatória apenas em janeiro de 2033.

    Nos dois primeiros anos, o governo vai criar e adaptar o sistema eletrônico que integrará dados estaduais de movimentação animal. A partir de 2027, fêmeas vacinadas contra brucelose e animais de protocolos privados serão identificados. Em 2030, a exigência será estendida aos bovinos movimentados entre fazendas.

    O ministro Carlos Fávaro destacou que a medida agrega valor à produção e facilita o acesso a mercados como Japão e Coreia do Sul. “Essa rastreabilidade nos permite acessar mercados mais restritivos e bem remunerados. O processo de adesão será acelerado”, afirmou.

    Custo e dispositivos eletrônicos

    Os pecuaristas serão responsáveis pelos custos de identificação, estimados entre R$ 4 e R$ 5 por animal. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) negociou a obrigatoriedade de apenas um dispositivo por animal, como brincos ou bottons auriculares com chip.

    “O chip custa cerca de R$ 3. Isso é custo ou investimento? A arroba do boi rastreado valerá mais do que o preço do chip”, disse Fávaro. Segundo ele, o plano atende principalmente demandas sanitárias, mas também melhora a qualificação dos produtos para o mercado externo.

    Marcelo Motta, diretor de Saúde Animal, reforçou que o foco do plano é sanitário. “Queremos transparência na movimentação do rebanho e informações para controle de surtos ou doenças”, explicou.

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    Possíveis antecipações

    O plano prevê a possibilidade de adiantar prazos, conforme a entrega do sistema eletrônico. Ou seja, caso esteja operacional até o final de 2025, a obrigatoriedade poderá começar antes. Portanto, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que um comitê gestor nacional acompanhará a implementação e avaliará a antecipação em Estados mais preparados.

    Em geral, desde 2009, o Brasil utiliza rastreabilidade em lotes, com foco sanitário. Em 2023, o país abateu 34,1 milhões de cabeças de gado. O novo sistema permitirá rastreamento individual, trazendo maior segurança aos parceiros comerciais e consumidores brasileiros.

    Controle e transparência do Brasil 

    O sistema também fornecerá informações em tempo real ao setor privado e aos consumidores sobre a origem dos produtos. “Vamos garantir segurança aos parceiros comerciais e à população brasileira sobre os critérios sanitários do processo”, concluiu Motta.

    O Ministério da Agricultura avalia ainda extinguir a marcação a fogo para rastreabilidade, medida prevista em lei. Porém, a decisão depende do andamento do plano e da implementação das novas tecnologias.

     

  • Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (17) o Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos. Em resumo, a medida, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e outras entidades, marca um importante avanço na defesa agropecuária e no controle de qualidade da carne brasileira.

    Mais segurança e novos mercados

    Segundo a Abiec, o novo sistema permitirá maior segurança alimentar e abrirá portas para novos mercados internacionais, além de fortalecer os atuais. Ou seja, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, já vende para mais de 150 países e busca consolidar sua posição com a implementação do plano.

    Atualmente, a rastreabilidade no Brasil é feita por lotes, por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA). Com o plano, tecnologias como bottons e brincos eletrônicos farão o controle individual de cada animal.

    “A rastreabilidade individual vai modernizar a pecuária, agilizar respostas a emergências sanitárias e proteger os mercados internacionais”, afirma Roberto Perosa, presidente executivo da Abiec. Ele ressalta que o sistema evitará prejuízos à cadeia produtiva e criará oportunidades comerciais importantes.

    Para os produtores, a rastreabilidade individual trará melhorias na gestão dos rebanhos e propriedades. “O cronograma gradual permitirá que o setor se adapte de forma tranquila às novas exigências”, acrescenta Perosa.

    Fernando Sampaio, diretor de Sustentabilidade da Abiec, destaca que houve consenso na construção do plano entre diferentes setores. Porém, ele alerta para a necessidade de apoiar os pequenos produtores. “Precisamos de esforços públicos e privados para garantir a eficiência do sistema e facilitar o registro de movimentações nos sistemas estaduais e nacional”, explica.

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    Três etapas

    O cronograma prevê três etapas: desenvolvimento do sistema nacional, integração com sistemas estaduais e identificação gradual dos rebanhos. Alguns estados, como Santa Catarina, já possuem rastreabilidade individual obrigatória. O Pará e São Paulo também estão em processo de implementação de seus sistemas.

    Abiec

    Criada em 1979, a Abiec reúne 43 empresas que representam 98% da carne bovina exportada pelo Brasil. Em resumo, o país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, exportando 30% desse total para mercados que exigem os mais rigorosos padrões de qualidade.