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  • Gestão da pecuária de corte ganha sistema com rastreabilidade

    Gestão da pecuária de corte ganha sistema com rastreabilidade

    O Broto e a agtech iRancho lançaram o Broto Gestão Pecuária, novo sistema de gestão da pecuária de corte. A plataforma oferece rastreabilidade individual dos animais e uma visão completa da produção. A solução permite ao pecuarista controlar o rebanho com mais eficiência. Além disso, melhora a produtividade e apoia decisões baseadas em dados confiáveis.

    Segundo empresas responsáveis pelo sistema, clientes relatam redução de até 50% no tempo dedicado ao manejo. Além disso, informam aumento de até duas vezes no giro de caixa com o abate precoce. De acordo com o CEO da iRancho, Thiago Parente, a ferramenta busca transformar a gestão da pecuária brasileira.

    Segundo ele, o sistema ajuda o produtor a identificar perdas financeiras. Também permite conhecer os custos reais e tomar decisões baseadas em informações concretas. Ainda conforme Parente, muitos pecuaristas movimentam altos valores. No entanto, enfrentam dificuldades para acompanhar a gestão interna da propriedade.

    Para Alberto Martinhago, diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, o Broto Gestão Pecuária fortalece o ecossistema de inovação no campo. Ele afirma que sistemas de gestão ajudam a reduzir riscos na atividade rural. Além disso, incentivam uma pecuária mais rentável, eficiente e sustentável.

    José Evaldo Gonçalo, presidente do Broto, destaca que a plataforma amplia o acesso dos pecuaristas à tecnologia. Segundo ele, a gestão eficiente e a rastreabilidade definirão o futuro da pecuária brasileira. A integração da tecnologia da iRancho amplia esse acesso.

    Sistema organiza dados da fazenda

    O Broto Gestão Pecuária reúne informações que antes permaneciam dispersas na propriedade. Assim, o produtor consegue organizar melhor a gestão da fazenda.

    A plataforma funciona mesmo sem conexão com a internet. Dessa forma, o manejo e a coleta de dados podem ocorrer totalmente offline. Além disso, o sistema apresenta interface simples. Com isso, equipes de diferentes tamanhos podem adotar a gestão digital com facilidade.

    Rastreabilidade bovina avança no Brasil

    O lançamento ocorre em um momento de mudanças na pecuária. A rastreabilidade deixa de ser diferencial e passa a integrar as exigências do mercado. Em 2025, a Federação Brasileira de Bancos publicou norma para impedir o financiamento de atividades ligadas ao desmatamento ilegal.

    Além disso, a Lei Antidesmatamento da União Europeia proibirá, a partir de dezembro de 2026, produtos provenientes de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Ao mesmo tempo, o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos estabelece a identificação individual obrigatória dos animais até 2032. A iniciativa, criada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, busca ampliar a rastreabilidade dos bovinos e búfalos em todo o país.

  • Rio Grande do Sul avança em rastreabilidade bovina

    Rio Grande do Sul avança em rastreabilidade bovina

    O Rio Grande do Sul está testando diferentes formas de rastreabilidade individual de bovinos em um projeto piloto inovador no município de Hulha Negra. Coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a iniciativa integra o esforço estadual para garantir maior controle sanitário, transparência na cadeia produtiva e ampliar o acesso a mercados internacionais exigentes.

    O projeto-piloto, realizado no Centro Estadual de Pesquisa e Diagnóstico em Sistema de Produção e Meteorologia Aplicada (CESIMET), avalia tecnologias como microchips, identificação biométrica nasal e integração de dados em tempo real. O objetivo é validar fluxos de informação entre produtores e o sistema oficial, consolidando a rastreabilidade como política pública robusta e funcional. “A presença de técnicos capacitados, somada à estrutura de pesquisa já existente no centro e equipe dedicada da Procergs, proporciona um ambiente ideal para a consolidação da rastreabilidade como política pública robusta, segura e funcional”, destaca Francisco Lopes, diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi.

    O secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, ressalta o pioneirismo gaúcho. “Como já estamos trabalhando com projeto piloto de identificação individual de bovinos no estado, já estamos trabalhando na modernização do nosso Sistema de Defesa Agropecuária (SDA). Estamos em constante construção e conversa com o setor produtivo, nós podemos fazer com que o Rio Grande do Sul seja um dos estados pioneiros na implementação da rastreabilidade bovina no país”.

    Expansão do piloto e integração ao plano nacional

    O piloto em Hulha Negra, iniciado em outubro de 2024, deve ser expandido para outras propriedades, incluindo o Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), em Eldorado do Sul, e propriedades privadas ainda em 2025. O projeto serve de modelo para a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em dezembro de 2024.

    O PNIB prevê a identificação individual obrigatória de todo o rebanho bovino e bubalino do país até 2032, com início da identificação em 2027. O sistema utilizará dispositivos eletrônicos, como brincos de orelha, permitindo o acompanhamento detalhado da origem, movimentação e destino de cada animal. “O mundo todo exige a transparência de boas práticas, sejam elas ambientais, sociais ou trabalhistas. E nós temos essa capacidade. Não precisamos ter medo de abrir a rastreabilidade do nosso rebanho. Ninguém no mundo cumpre legislações tão restritivas como os produtores brasileiros”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

    Benefícios para sanidade animal e mercados internacionais

    A rastreabilidade individual fortalece programas de saúde animal e aprimora a resposta a surtos epidemiológicos. Além de atender às exigências de mercados internacionais, tornando o Brasil mais competitivo na exportação de carne bovina. O Rio Grande do Sul, ao antecipar a adesão ao sistema, busca conquistar mercados e garantir maior segurança sanitária para o rebanho estadual.

    Segundo Francisco Lopes, o piloto em Hulha Negra permite testar e aprimorar o sistema antes da obrigatoriedade nacional. “Vejo que o longo prazo de início da obrigatoriedade em nível nacional será uma oportunidade para o Rio Grande do Sul sair na frente. E com isso, conquistar mercados em nível estadual antes do Brasil como um todo”.

    Cronograma nacional

    O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos prevê:

    • 2024-2026: Construção da base de dados nacional
    • 2027-2029: Início da identificação individual dos animais
    • 2032: Prazo final para todo o rebanho estar identificado

    A medida representa um avanço estratégico para a agropecuária brasileira, promovendo segurança alimentar, rastreabilidade e transparência em toda a cadeia produtiva.

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