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  • Estudo revela como carinho melhora o bem-estar de pintinhos

    Estudo revela como carinho melhora o bem-estar de pintinhos

    Um simples gesto pode fazer diferença na criação de aves. Um estudo realizado pela Universidade de Bristol revelou que o contato humano gentil reduz o medo dos pintinhos e estimula emoções positivas, contribuindo para o bem-estar dos animais nas granjas.

    Segundo os pesquisadores, pequenas mudanças na rotina de manejo já são suficientes para gerar resultados significativos. Falar em tom calmo, manipular os filhotes com cuidado e evitar movimentos bruscos ajudam a tornar o ambiente menos estressante.

    Pesquisa observou mudanças no comportamento dos pintinhos

    Os cientistas avaliaram como os animais reagiam a diferentes formas de interação humana.

    Durante o experimento, os pintinhos foram apresentados a dois ambientes distintos.

    Em um deles, uma pessoa permanecia em silêncio e sem qualquer contato com as aves.

    No outro, os animais recebiam carinho, eram manuseados cuidadosamente e ouviam uma voz tranquila.

    Depois dessa etapa, os pesquisadores permitiram que os pintinhos escolhessem livremente onde permanecer.

    O resultado chamou atenção: a maioria retornou ao ambiente associado ao contato gentil.

    Segundo os autores do estudo, essa escolha indica que os animais desenvolveram uma preferência positiva pelo espaço onde receberam uma interação cuidadosa.

    O que a descoberta representa para a avicultura

    Os resultados mostram que o comportamento dos trabalhadores influencia diretamente a percepção dos animais sobre o ambiente de criação.

    Com um manejo mais tranquilo, é possível reduzir situações de estresse e favorecer melhores condições de bem-estar durante o desenvolvimento dos pintinhos.

    Além dos benefícios para os animais, práticas de manejo mais cuidadosas podem contribuir para sistemas produtivos mais eficientes e alinhados às exigências atuais da avicultura.

    Bem-estar animal vai além da ausência de sofrimento

    A pesquisa reforça um conceito cada vez mais presente na produção animal moderna.

    Hoje, especialistas defendem que garantir o bem-estar não significa apenas evitar dor ou sofrimento, mas também proporcionar experiências positivas durante a criação.

    Nesse contexto, atitudes simples dos profissionais que trabalham nas granjas podem fazer parte de uma estratégia de melhoria contínua na produção.

  • IA pode evitar descarte de pintinhos machos na produção de ovos

    IA pode evitar descarte de pintinhos machos na produção de ovos

    Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, pode transformar a avicultura ao analisar ovos sem romper a casca. O sistema combina imagens hiperespectrais e inteligência artificial (IA) para identificar, nos primeiros dias de incubação, se o embrião está vivo, qual é a probabilidade de sobrevivência e até mesmo o sexo do futuro pintinho.

    Além de ampliar a eficiência dos incubatórios, a inovação busca reduzir perdas produtivas e melhorar o manejo das aves. Dessa forma, a tecnologia também pode contribuir para tornar a cadeia avícola mais sustentável.

    Tecnologia enfrenta desafios dos incubatórios

    Os pesquisadores desenvolveram o sistema para solucionar problemas recorrentes da produção. Entre eles estão a mortalidade embrionária, que reduz a produtividade, e a necessidade de encontrar alternativas para o descarte de pintinhos machos das linhagens destinadas à produção de ovos.

    Segundo a equipe, a mortalidade embrionária pode ultrapassar 10% dos ovos incubados em algumas operações. Além do prejuízo econômico, ovos com embriões mortos favorecem a proliferação de microrganismos. Por isso, eles aumentam os riscos sanitários e exigem monitoramento constante dentro dos incubatórios.

    Atualmente, a indústria utiliza principalmente a ovoscopia para identificar esses ovos. A técnica emprega uma fonte de luz para observar o desenvolvimento embrionário. No entanto, o processo exige inspeções frequentes e depende de mão de obra especializada.

    Sistema alcança 97% de precisão

    Durante o estudo, a equipe analisou 300 ovos antes e nos primeiros dias de incubação. Em seguida, sensores captaram imagens além da faixa de luz visível. Com essas informações, modelos de inteligência artificial aprenderam a reconhecer padrões associados a embriões viáveis e inviáveis.

    Como resultado, o sistema atingiu 97% de precisão na identificação da mortalidade embrionária já no quarto dia de incubação. Assim, a tecnologia pode antecipar decisões importantes e reduzir desperdícios nos incubatórios.

    Leia mais: Carinho em pintinhos pode ser chave para bem-estar nas granjas

    IA também identifica o sexo dos embriões

    Os pesquisadores ampliaram o estudo para identificar o sexo dos embriões antes da incubação. Esse avanço atende a uma demanda importante da produção de ovos.

    Nas linhagens poedeiras, os pintinhos machos não possuem aproveitamento comercial. Eles não produzem ovos e também não apresentam desempenho adequado para a produção de carne. Estima-se que cerca de 6 bilhões sejam descartados todos os anos em todo o mundo.

    Para enfrentar esse desafio, a equipe utilizou a mesma combinação de imagens hiperespectrais e inteligência artificial. Em seguida, treinou algoritmos para diferenciar embriões machos e fêmeas com base nas características registradas nas imagens.

    Os testes alcançaram aproximadamente 75% de precisão na identificação do sexo antes mesmo do início da incubação.

    Sensores avaliam qualidade dos ovos

    Além das análises embrionárias, a pesquisa avaliou o uso de sensores ópticos para medir características físicas dos ovos sem quebrar a casca.

    Entre os parâmetros analisados estão a espessura da casca, a resistência e a proporção de gema. Essas informações podem fortalecer o controle de qualidade e aumentar a eficiência dos processos produtivos.

    Próximo passo é automatizar a classificação

    Os pesquisadores esperam integrar sensores, inteligência artificial e automação em um único sistema. Com isso, incubatórios poderão classificar ovos em larga escala com mais rapidez e precisão.

    Além disso, a equipe já desenvolve equipamentos equipados com braços robóticos. Esses dispositivos deverão separar automaticamente os ovos conforme os resultados obtidos durante as análises, tornando o processo ainda mais eficiente para a avicultura.

     

  • Carinho em pintinhos pode ser chave para bem-estar nas granjas

    Carinho em pintinhos pode ser chave para bem-estar nas granjas

    O contato humano, quando feito de forma gentil, pode transformar o comportamento de pintinhos em granjas. Um estudo da Universidade de Bristol revelou que o toque cuidadoso não apenas reduz o medo dos animais, como também desperta emoções positivas, como sensação de bem-estar.

    Segundo os pesquisadores, pequenas mudanças na forma de manejo já são suficientes para gerar impactos significativos. Assim, práticas simples, como falar de forma suave e manipular os animais com cuidado, podem contribuir diretamente para melhorar a qualidade de vida dos filhotes.

    Foto: Reprodução/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

    Menos medo e mais bem-estar

    De acordo com o estudo, pintinhos que receberam interação gentil apresentaram níveis menores de estresse. Além disso, eles demonstraram maior tranquilidade em comparação àqueles que tiveram contato neutro com humanos.

    Esse resultado reforça a importância do comportamento humano dentro das granjas. Afinal, o manejo diário influencia diretamente a forma como os animais percebem o ambiente ao seu redor.

    Experimento revelou preferência clara

    Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram um método comum em estudos comportamentais. Primeiro, os pintinhos foram expostos a dois ambientes diferentes.

    Em uma sala, um humano permanecia em silêncio, sem interação. Já na outra, os animais recebiam carinho, eram manuseados com calma e ouviam palavras em tom suave.

    Na sequência, os pesquisadores liberaram os pintinhos para escolher onde gostariam de permanecer. O resultado foi direto: a maioria optou pela sala onde havia interação gentil.

    Além disso, os animais não evitaram totalmente o ambiente neutro. No entanto, demonstraram preferência ativa pelo espaço associado ao carinho, o que indica uma atração real pelo toque humano.

    Impacto direto no agronegócio

    Os resultados vão além da curiosidade científica. Na prática, o estudo aponta caminhos para melhorar o manejo dentro das granjas.

    Ao adotar práticas mais cuidadosas, produtores podem reduzir o estresse dos animais. Consequentemente, isso pode favorecer o desenvolvimento dos pintinhos e melhorar o bem-estar geral no sistema produtivo.

    Além disso, a pesquisa reforça uma mudança importante no setor: o bem-estar animal deixa de ser apenas a ausência de sofrimento e passa a incluir a promoção de experiências positivas.

    Pequenas mudanças, grandes resultados

    Os cientistas destacam que não são necessárias mudanças complexas ou altos investimentos. Pelo contrário, ajustes simples no comportamento dos trabalhadores já fazem diferença.

    Assim, o estudo indica que o futuro da produção animal pode estar ligado a práticas mais humanizadas e conscientes, que beneficiam tanto os animais quanto a produtividade.