Tag: Piaui

  • Produção de camarão em água salobra cresce e gera renda

    Produção de camarão em água salobra cresce e gera renda

    A produção de camarão em águas interiores ganha espaço no Piauí como alternativa para diversificação da renda rural e fortalecimento da aquicultura. O tema reuniu especialistas, produtores e técnicos no I Seminário de Carcinicultura em Águas Interiores, realizado em maio, em Parnaíba (PI).

    Promovido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o evento destacou soluções sustentáveis, inovação tecnológica e estratégias para expandir a atividade no estado.

    O seminário ocorreu na Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e reuniu cerca de 300 participantes, entre produtores rurais, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de empresas do setor aquícola.

    Evento destaca inovação e manejo produtivo

    A programação incluiu palestras, mesas-redondas e um Dia de Campo. Os debates abordaram temas como manejo produtivo, cultivo em água de poço salobra, políticas públicas de incentivo, desenvolvimento regional e experiências práticas da carcinicultura familiar.

    A 7ª Superintendência Regional da Codevasf, responsável pela organização, conduziu as discussões com apoio do escritório técnico da companhia em Parnaíba.

    O superintendente regional da Codevasf, Anderson Oliveira, ressaltou o papel estratégico do seminário para o setor.

    “O encontro fortalece a troca de conhecimentos e amplia a difusão de experiências sustentáveis. Reunimos diferentes atores para discutir caminhos que gerem mais renda e desenvolvimento para os produtores piauienses”, afirmou.

    Carcinicultura em águas interiores mostra potencial de expansão

    Durante o evento, especialistas destacaram o potencial da carcinicultura em águas interiores como alternativa viável no Nordeste, especialmente em áreas com disponibilidade de água salobra.

    A atividade tem avançado com o uso de tecnologias adaptadas e sistemas produtivos mais eficientes, o que amplia as oportunidades para pequenos e médios produtores.

    Produtor relata experiência com água de poço salino

    Um dos destaques do seminário foi a apresentação do produtor Giuseppe da Silva, presidente da Associação dos Produtores Rurais da Planície Litorânea. Ele compartilhou a experiência com a carcinicultura familiar no litoral do Piauí.

    Segundo o produtor, o principal desafio no início foi a falta de conhecimento técnico sobre a atividade. “A Codevasf teve papel fundamental. Com apoio técnico, estruturamos o projeto e hoje já estamos no quinto ciclo de produção”, relatou.

    Giuseppe explicou que análises da água e o aproveitamento de uma estrutura já existente para piscicultura viabilizaram a adaptação do sistema. “O que começou como teste virou fonte de renda. Identificamos que a água tinha potencial e conseguimos inserir a atividade na propriedade”, disse.

    Além das atividades teóricas, os participantes realizaram uma visita técnica a unidades de produção. A iniciativa permitiu acompanhar, na prática, sistemas de cultivo em águas interiores e ampliar o intercâmbio de conhecimento entre produtores, técnicos e instituições.

  • Expansão da carcinicultura impulsiona debates sobre produção de camarão no Piauí

    Expansão da carcinicultura impulsiona debates sobre produção de camarão no Piauí

    A carcinicultura ganhou destaque no Piauí durante o I Seminário de Carcinicultura em Águas Interiores. O evento ocorreu nesta semana na UFDPar, em Parnaíba. Ele reuniu especialistas, gestores e produtores do setor aquícola.

    O encontro discutiu a expansão da criação de camarão para o interior do estado. O foco principal ficou no semiárido e no sul do Piauí. A iniciativa também buscou fortalecer a produção em águas interiores e salobras.

    A Codevasf promoveu o seminário em parceria com universidades e instituições públicas. A Adapi participou ativamente das discussões. O evento também contou com apoio de entidades ligadas ao setor produtivo.

    O Piauí possui apenas 66 quilômetros de litoral. Esse fator torna a interiorização da atividade estratégica. Por isso, especialistas defenderam o avanço da produção no interior.

    No semiárido, a água de poços apresenta alta salinidade. Além disso, a vazão é considerada adequada para o cultivo de camarão. Esses fatores favorecem a expansão da atividade aquícola.

    No sul do estado, os rios Gurguéia e Parnaíba ampliam as possibilidades de produção. Esses recursos hídricos reforçam o potencial da região. Assim, o setor ganha novas áreas de desenvolvimento.

    Integração e inovação no setor aquícola

    Durante o seminário, os participantes também destacaram o policultivo. Esse sistema integra a criação de camarão e tilápia. Ele aumenta a produtividade e diversifica a renda dos produtores.

    A Adapi participou com técnicos da área de sanidade animal. Entre eles estiveram Idilio Moura e Janílson Lima. Eles acompanharam os debates ao longo dos dois dias de evento.

    Os participantes discutiram sanidade animal, produção e comercialização. Eles também abordaram a expansão da cadeia produtiva. O encontro reforçou a importância da organização do setor.

    Instituições como Embrapa, IFs, UFDPar, UFC e UFPE participaram do evento. O IBGE e outras entidades públicas também estiveram presentes. Produtores e estudantes completaram o público.

    Para os organizadores, a integração entre instituições e produtores é essencial. Essa união pode gerar empregos e renda, além de fortalecer o desenvolvimento econômico do Piauí.

  • Operação flagra caça ilegal e pesca predatória

    Operação flagra caça ilegal e pesca predatória

    A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) realizou, na última semana, uma operação de fiscalização no extremo sul do estado para combater crimes ambientais, com foco em caça ilegal, queimadas e pesca predatória. As ações ocorreram nos municípios de Bom Jesus, Cristino Castro, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá.

    Durante a operação, as equipes ambientais intensificaram orientações sobre o uso irregular do fogo, em um período de altas temperaturas e elevado risco de incêndios florestais. Além da abordagem educativa, os agentes realizaram apreensões, autuações e encaminhamentos à delegacia.

    Caça ilegal: homem preso e armadilhas apreendidas

    No combate à caça predatória, um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo em Morro Cabeça no Tempo. Já na zona rural de Redenção do Gurguéia, fiscais localizaram diversas armadilhas usadas para capturar animais silvestres como tatu, veado e caititu. Também foi apreendida uma carabina de pressão de alta precisão, utilizada para abater aves de grande porte.

    Outro ponto crítico foi a identificação de um incêndio florestal em área rural de Redenção do Gurguéia, visível da BR-135. Com apoio de imagens de satélite, a Semarh constatou a queima de aproximadamente 230 hectares de vegetação nativa em uma propriedade rural já identificada. O caso segue sob investigação.

    Pesca predatória: barramentos e redes bloqueiam rio Gurguéia

    Na fiscalização pesqueira, a Semarh encontrou cerca de 20 barramentos construídos no leito do rio Gurguéia. Desses, dez estavam ocupados por redes de pesca irregulares, que bloqueavam praticamente toda a largura do rio. Três pescadores foram autuados. E o valor total das multas chegou a R$ 15 mil. A equipe apreendeu e destruiu aproximadamente 900 metros de redes.

    O gerente de fiscalização da Semarh, Renato Nogueira, destacou que as ações têm foco preventivo e educativo, mas sem abrir mão do cumprimento da legislação ambiental.

    “Essas ações possuem caráter preventivo e educativo, mas quando encontramos ilícitos ambientais, adotamos todas as providências necessárias para garantir o cumprimento da legislação e a preservação dos recursos naturais”, afirmou Nogueira.

    Ele acrescentou que as operações continuarão ao longo de todo o ano, abrangendo também o combate ao desmatamento, mineração ilegal e a apuração de denúncias ambientais em várias regiões do Piauí.

  • Encontro de aquicultores impulsiona produção de peixes

    Encontro de aquicultores impulsiona produção de peixes

    Madeiro, no norte do Piauí, sediou neste domingo (24) o V Encontro de Aquicultores do Piauí, evento que reuniu produtores rurais, técnicos e representantes de instituições de diversas regiões do estado para debater os rumos da piscicultura piauiense. A programação incluiu concursos, palestras e troca de experiências entre aquicultores.

    O Instituto de Pesca Mulheres das Águas (Ipama) organizou o encontro com apoio da Secretaria da Agricultura Familiar do Piauí (SAF), que tem ampliado os investimentos no setor, especialmente na piscicultura voltada à agricultura familiar.

    A secretária da Agricultura Familiar, Rejane Tavares, destacou o alcance do evento. “Estão representados vários municípios do estado, da região norte à região sul. Piscicultores participando de concursos, debates e palestras sobre os rumos da piscicultura aqui no Piauí”, afirmou. Para ela, o encontro já figura como tradição no setor: “É mais um investimento que o Governo do Estado faz para ampliar espaços de produção e fortalecer as cadeias produtivas vinculadas à agricultura familiar.”

    A SAF atua no fortalecimento da piscicultura por meio de assistência técnica e distribuição de insumos. Um dos programas em destaque é a unidade de piscicultura de Nazária, que produz e distribui alevinos para agricultores familiares em várias regiões do Piauí. Uma iniciativa que contribui para aumentar a renda e a segurança alimentar no campo.

    Resultado dos encontros

    Entre os participantes, o agricultor Francisco da Silva Cavaleiro destacou o impacto prático do encontro para quem produz em pequena escala. “Isso é muito importante porque a gente é pequeno produtor e trabalha de forma individual. É muito bom porque ajuda o município, ajuda o estado e mostra o trabalho das pessoas que produzem”, disse.

    Francisco Silva é piscicultor e reforça a importância de eventos para valorizar a produção. Foto: Geirlys Silva / SAF

    Francisco também relatou os resultados concretos que o apoio gerou em sua propriedade. “Na minha região produzo arroz, milho, crio porco e tenho tanques de peixe. Hoje dá para produzir até 10 mil quilos de peixe. A gente vende bem. Esse apoio ajudou muito nós”, contou o produtor.

  • Fiscalização apreende 70 litros de agrotóxicos irregulares

    Fiscalização apreende 70 litros de agrotóxicos irregulares

    A Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), desencadeou uma operação de fiscalização que resultou na apreensão de 70 litros de agrotóxicos irregulares nos municípios de Campo Maior, Jatobá do Piauí e Sigefredo Pacheco, localizados na região norte do estado. A ação teve como alvo principal o comércio e a utilização de defensivos agrícolas.

    A iniciativa foi um desdobramento de uma primeira operação realizada em fevereiro, atendendo a uma solicitação do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). Desta vez, os fiscais retornaram aos locais para verificar o cumprimento de notificações que haviam sido emitidas anteriormente.

    Balanço da operação

    Durante a fiscalização, os agentes da Adapi lavraram seis autos de infração contra estabelecimentos que descumpriam a legislação. A equipe também emitiu uma nova notificação, enquanto os comerciantes cumpriram quatro notificações anteriores, o que resultou na emissão de quatro termos de desinterdição.

    O principal foco da operação foi verificar a regularidade dos documentos dos estabelecimentos, as condições de armazenamento dos produtos e o uso adequado dos defensivos por parte dos produtores rurais. As irregularidades encontradas levaram à apreensão dos 70 litros de agrotóxicos, que apresentavam problemas ligados à comercialização, armazenamento inadequado ou riscos na aplicação.

    “Nosso objetivo é assegurar que os defensivos agrícolas sejam comercializados e utilizados dentro das normas legais. Esse trabalho protege os trabalhadores rurais, os consumidores e o meio ambiente, além de fortalecer a qualidade da produção agropecuária do Piauí”, destacou o secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária, Fábio Abreu.

    Educação e fiscalização

    Segundo a Adapi, ações como essa contribuem de forma decisiva para frear a circulação de produtos vencidos ou sem procedência. E reduzem significativamente os riscos de contaminação do solo, dos alimentos e dos recursos hídricos na região.

    Além do caráter punitivo, a operação também atuou na conscientização. Durante as visitas técnicas, comerciantes e produtores rurais receberam orientações sobre as normas legais e os procedimentos corretos para o manuseio, armazenamento e aplicação segura dos agrotóxicos. Portanto, reforçando a parceria entre o órgão fiscalizador e o setor produtivo.

  • Produtoras do Piauí assumem liderança em projetos de agricultura familiar

    Produtoras do Piauí assumem liderança em projetos de agricultura familiar

    Na zona rural de Teresina e em diversos municípios do Piauí, cresce o número de mulheres à frente da produção agrícola. Elas participam de todas as etapas da cadeia produtiva, do plantio à comercialização. E vêm consolidando um papel decisivo na economia rural do estado.

    A Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) tem priorizado políticas públicas voltadas às mulheres rurais. Segundo a secretária Rejane Tavares, cerca de 30% dos recursos dos programas da pasta são destinados a projetos liderados por mulheres. “Temos priorizado as mulheres rurais em quase todos os nossos programas”, destaca.

    Produtoras que inspiram o campo piauiense

    Em Coivaras, na localidade Malhada Alta, a produtora Leslly Raquel Costa dos Santos lidera a Associação de Produtores e Criadores do município. Com seis hectares, ela cultiva melancia, principal cultura local, além de milho, feijão verde e outras lavouras. Em 2025, Leslly colheu 179 toneladas de melancia e comercializou parte da produção por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa de Alimentação Saudável (PAS).

    “Conseguimos escoar volumes significativos para a Nova Ceasa. Ainda enfrentamos desafios na comercialização, mas seguimos com fé e persistência”, afirma a produtora, que também gera empregos temporários durante a colheita e contribui para a economia local.

    Para ela, a agricultura representa mais do que renda: é sinônimo de força e esperança. “Acordamos cedo, enfrentamos muitos desafios, mas acreditamos que vale a pena”, destaca.

    De autônoma a produtora rural em Teresina

    No Assentamento Vale da Esperança, na zona sudeste de Teresina, Cleidimar Oliveira de Araújo Sousa transformou a rotina da família ao investir na agricultura familiar. Antes autônoma, hoje cultiva hortaliças, feijão, milho, macaxeira e abóbora, além de criar pequenos animais.

    “O trabalho na agricultura aumentou nossa renda e melhorou nossa alimentação. Vendemos ao PAA, ao PAS e também na feira da Universidade Federal do Piauí”, conta. A renda mensal chega a cerca de um salário mínimo, sem contar os alimentos consumidos em casa.

    Agricultura como sinônimo de independência

    A produtora Antônia Soares de Moura Costa, conhecida como Toinha, é outro exemplo de protagonismo feminino no campo. Moradora da Serra do Gavião, em Teresina, ela cultiva três hectares e integra um grupo de 30 agricultores, sendo mais da metade mulheres, que compartilham uma área coletiva de oito hectares.

    A agricultora Antônia Soares de Moura Costa, conhecida como Toinha. Foto: Arquivo Pessoal

    Toinha cultiva banana, caju e acerola, além de aproveitar integralmente o fruto do caju para doces, pães e conservas. Parte da produção é vendida em feiras organizadas pela SAF e por programas de compra pública. “Com as vendas, nossa renda mensal chega a R$ 1,6 mil”, afirma.

    Essas histórias refletem a força do trabalho feminino na agricultura familiar piauiense. Nas comunidades rurais, as mulheres vêm consolidando espaço, ampliando a renda e garantindo alimentos saudáveis à população. O protagonismo delas mostra que a agricultura familiar é, acima de tudo, uma forma de resistência e de vida no campo.

  • Turismo no Piauí gera 83% mais empregos e impulsiona economia

    Turismo no Piauí gera 83% mais empregos e impulsiona economia

    A indústria do turismo no Piauí vive um momento de aceleração e gerou 83% mais empregos diretos entre 2022 e 2025. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor saltou de 12.490 para 22.905 vagas no período. O resultado consolida o turismo como um dos motores da economia estadual, impulsionado por investimentos públicos em infraestrutura e acesso aos destinos.

    O crescimento do emprego acompanha a melhoria na infraestrutura e o aumento no fluxo de visitantes. Entre 2022 e 2025, o número de passageiros em voos diretos regulares cresceu cerca de 17%, com os aeroportos de Teresina, Parnaíba e São Raimundo Nonato puxando a alta. Em 2025, 553.352 pessoas passaram pelos terminais, o que integra o Piauí às principais rotas turísticas do país.

    O governo estadual revitalizou 22 pontos turísticos em 18 municípios, com investimento de R$ 61,7 milhões. As obras modernizaram áreas históricas, culturais e ambientais, ampliando a capacidade de atendimento e melhorando a experiência dos visitantes. A economia criativa também avança: 601 artesãos se integraram aos polos turísticos entre 2023 e 2025, unindo produção local e mercado.

    Qualificação profissional

    A qualificação profissional acompanhou a expansão. O número de trabalhadores formados para atuar na cadeia do turismo cresceu mais de 400% no período, com cursos focados em atendimento e serviços. O governador Rafael Fonteles destaca a estratégia: “Acreditamos que a economia criativa é um dos principais polos do potencial de desenvolvimento do Estado. O futuro passa pela economia criativa e pela tecnologia. Precisamos desenvolver e incentivar essas atividades.”

    Aeroporto de Parnaíba. Foto: Gabriel Paulino

    Os números de visitação confirmam a tendência de alta. Em 2023, o estado recebeu 666.868 turistas; em 2024, 703.078; e, até 2025, 520.519, mantendo uma média de expansão anual de 16,7%. As visitações aos principais atrativos saltaram de 630.854 para 833.186 no mesmo período, um aumento de 32%.

    Dados por Polo Turístico:

    • Polo Costa do Delta: os visitações cresceram 28% entre 2024 e 2025, passando de 419.677 para 535.548, com alta de 14% no turismo internacional.
    • Polo das Origens: o número de visitas subiu 24%, de 83.081 para 103.195, com aumento de 32% no público estrangeiro.
    • Polo Teresina: o Bioparque Zoobotânico impulsionou o polo, que registrou salto de 200.954 para 252.994 visitas, um crescimento de 22%.
  • Agrotóxicos ilegais avaliados em R$ 7,3 milhões saem de circulação em dois estados brasileiros

    Agrotóxicos ilegais avaliados em R$ 7,3 milhões saem de circulação em dois estados brasileiros

    Agentes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Receita Federal apreenderam cerca de 40 toneladas de agrotóxicos falsificados e contrabandeados em Minas Gerais no início de 2025.

    No Piauí, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapi) interditou produtos irregulares em quatro municípios do norte do estado. Juntas, as operações reforçam o combate ao comércio ilegal de defensivos agrícolas no país.

    Uberaba: 21 toneladas e R$ 4,1 milhões em produtos ilegais

    Na segunda-feira (9/2), uma operação conjunta entre IMA, Mapa e Receita Federal identificou aproximadamente 21 toneladas de agrotóxicos falsificados e contrabandeados em três estabelecimentos de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Os produtos, avaliados em mais de R$ 4,1 milhões, estavam armazenados de forma irregular e prontos para entrar no mercado sem qualquer garantia de procedência.

    “Os agrotóxicos seriam destinados às áreas agrícolas, muitos deles adulterados, representando riscos à saúde humana e animal. Além de impactos significativos ao meio ambiente”, afirmou a coordenadora regional do IMA em Uberaba, Deise Macêdo. Segundo ela, a apreensão protege tanto o produtor rural quanto o consumidor final e fortalece a segurança de toda a cadeia produtiva.

    Sul de Minas: esquema de manipulação e importação ilegal é desarticulado

    Nos dias 3 e 4 de fevereiro, o IMA atuou junto ao Mapa e à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Boa Esperança, no Sul do estado, onde desarticulou um esquema ilícito de importação, manipulação e comercialização de agrotóxicos. A operação revelou cerca de 17,5 toneladas de produtos sem registro, rótulo ou nota fiscal, armazenados em embalagens improvisadas. Tudo avaliado em mais de R$ 3,2 milhões.

    Foto: Acervo IMA

    A equipe também identificou produtos com rotulagem em língua estrangeira incompatível com a tradução das embalagens, o que indica possível tentativa de burlar exigências do processo de importação.

    “Quando um produto circula fora do controle oficial, não há garantias sobre sua composição, eficácia ou segurança”, destacou o gerente de defesa sanitária vegetal do IMA, Leonardo do Carmo. Ele ressaltou que o comércio ilegítimo compromete a economia do estado ao estimular a concorrência desleal e prejudicar a credibilidade do setor agropecuário mineiro.

    Em 15 de janeiro, o IMA participou de uma ação com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A operação resultou no fechamento de um laboratório ilegal de manipulação e fracionamento de agrotóxicos em Patos de Minas. O coordenador regional do IMA no município, Sirley Crispim, informou que a equipe encontrou indícios de falsificação e adição de substâncias em desacordo com a legislação. Além de apreender mais de 500 kg de produtos irregulares.

    Piauí fiscaliza quatro municípios e interdita agrotóxicos irregulares

    Entre os dias 9 e 13 de fevereiro, a Adapi realizou uma operação de fiscalização nos municípios de Campo Maior, Jatobá do Piauí, Sigefredo Pacheco e Nossa Senhora de Nazaré. A equipe lavrou 14 termos de fiscalização, cinco notificações, cinco autos de interdição e dois autos de infração. Além de interditar 136 litros de agrotóxicos líquidos e 6 kg de produtos em pó com irregularidades de comercialização, armazenamento ou aplicação.

    A operação verificou a regularidade dos estabelecimentos comerciais, as condições de armazenamento e o uso adequado dos defensivos por produtores rurais. Além do caráter fiscalizatório, a ação incluiu orientações técnicas a comerciantes e produtores sobre normas legais e procedimentos seguros para o manuseio dos produtos.

    Foto: Ascom Adapi
  • PRF flagra tilápia transportada em contêineres de ácido sulfúrico

    PRF flagra tilápia transportada em contêineres de ácido sulfúrico

    A fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) descartou 1,5 tonelada de tilápia que estava imprópria para o consumo humano. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu a carga no km 70 da BR-343, no município de Piripiri, e a encaminhou à unidade da Agência em Parnaíba para realizar os procedimentos sanitários.

    Foto: Ascom Adapi

    Os fiscais identificaram como principal problema a forma de transporte do pescado: responsáveis acondicionaram os peixes em nove contêineres originalmente destinados ao transporte de produtos perigosos, inclusive com identificação do selo ONU 1831, utilizado para ácido sulfúrico. Há suspeita de que os responsáveis tenham usado anteriormente os recipientes para transportar a substância química, o que inviabiliza a reutilização para alimentos. Isso mesmo após qualquer tentativa de limpeza.

    De acordo com a gerente de Trânsito da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), Daniela Rabelo, a carga não apresentava condições seguras para consumo, e a equipe eliminou o produto conforme determina a legislação sanitária. “Após a constatação das irregularidades, a Adapi adotou imediatamente as providências. Essa carga estava imprópria para consumo humano e foi totalmente inutilizada. Garantindo que não chegasse ao mercado e não representasse risco à saúde da população”, afirmou.

    Destino da carga

    Segundo informações que repassaram à fiscalização, o responsável adquiriu o pescado em Campo Maior e pretendia comercializá-lo no litoral do estado. A carga está avaliada em aproximadamente R$ 15 mil.

    O secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (Sada), Fábio Abreu, destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos. E também anunciou que as ações serão intensificadas nas próximas semanas. “A Adapi desempenha um papel fundamental na proteção da saúde pública e na garantia da qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos piauienses. Com o início da Quaresma, período em que aumenta o consumo de pescado, vamos intensificar ainda mais as fiscalizações em todo o estado”, ressaltou.

    Foto: Ascom Adapi

    A legislação brasileira proíbe a reutilização de recipientes que tenham transportado produtos perigosos para o acondicionamento de alimentos. Portanto, as autoridades enquadraram inicialmente o caso como crime de comercialização de mercadoria imprópria para consumo. A Adapi segue acompanhando o processo até a destinação final adequada do material apreendido.

  • Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    O período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) terá início em 17 de fevereiro de 2026, terça-feira de Carnaval. E se estenderá até 22 de fevereiro, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará.

    A medida protege a reprodução da espécie e garante a manutenção dos estoques naturais nos manguezais das regiões Norte e Nordeste. O defeso vale para Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

    O Ibama também definiu as próximas etapas do defeso. De 3 a 8 e de 18 a 23 de março, e também dos períodos de 1º a 6 e de 17 a 22 de abril.

    Durante o defeso, os caranguejos saem das tocas para acasalar e liberar ovos, fase essencial para a continuidade da espécie. Por isso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

    Regras

    A proibição vale para animais vivos, congelados ou processados, inteiros ou em partes. Quem desrespeitar as normas está sujeito às sanções previstas na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008, que incluem multas e demais penalidades civis e administrativas.

    A comercialização da espécie durante o defeso só é permitida a quem apresentar a Declaração de Estoque registrada no Ibama até o último dia útil antes do início do período. Neste ciclo, o prazo é 13 de fevereiro de 2026. O documento deve detalhar os estoques de caranguejos vivos, congelados, pré-cozidos, cozidos, inteiros ou em partes, conforme o formulário anexo à portaria do instituto.

    Segundo o Ibama, o respeito ao defeso é essencial para a sustentabilidade da atividade extrativista e para a preservação dos manguezais, ecossistemas fundamentais ao equilíbrio ambiental e à subsistência de comunidades tradicionais.