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  • Pêssego: conheça os benefícios da fruta da estação

    Pêssego: conheça os benefícios da fruta da estação

    A temporada do pêssego chegou com tudo ao mercado brasileiro. Com a safra 2024/2025 em pleno andamento, os consumidores podem aproveitar não apenas a qualidade excepcional da fruta, mas também preços mais acessíveis. O momento é ideal para incluir este alimento nutritivo e saboroso no cardápio diário.

    Foto: Joao Carlos Medau/Flickr

    A colheita de pêssego avança com boa produtividade em diversas regiões do país, segundo informações da Emater/RS-Ascar. Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ano, incluindo excesso de chuvas e variações de temperatura, a safra atual apresenta resultados satisfatórios tanto em volume quanto em qualidade.

    O aumento da oferta nos mercados regionais tem reduzido os preços ao consumidor, tornando o pêssego uma opção ainda mais atrativa para quem busca alimentação saudável e econômica. Na Serra Gaúcha, principal região produtora, o preço médio está em R$ 6,40/kg no Ceasa/Serra, valor considerado competitivo pelos especialistas.

    Rio Grande Do Sul lidera a produção nacional

    O Rio Grande do Sul responde por 65,1% da produção nacional de pêssegos, consolidando-se como o maior produtor do Brasil. O estado gaúcho colheu 130,8 mil toneladas na última safra, somando as variedades destinadas ao consumo in natura e à indústria de conservas.

    Pinto Bandeira, conhecida como a Capital Estadual do Pêssego de Mesa, mantém cerca de mil hectares dedicados ao cultivo, com produção que alcança 22 milhões de quilos anualmente. A região se destaca pela qualidade de seus pêssegos de polpa branca, especialmente as variedades Chimarrita e PS do Tarde.

    Já Pelotas e arredores, com cerca de 900 produtores familiares, deve alcançar 45 milhões de quilos da fruta na safra 2025. A produção da região é quase inteiramente destinada à fabricação de compotas, posicionando o Brasil entre os dez maiores produtores de pêssego em calda do mundo.

    Principais regiões produtoras do Brasil

    Além do Rio Grande do Sul, outros estados também se destacam na produção de pêssego. São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais completam a lista dos principais produtores nacionais, seguindo o Rio Grande do Sul na participação da produção brasileira. O mercado in natura fica por conta de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, estados que abastecem o consumo direto da fruta fresca.

    A produção brasileira se beneficia do clima temperado das regiões Sul e Sudeste, especialmente das áreas de altitude, onde as baixas temperaturas no inverno são essenciais para o desenvolvimento adequado dos pessegueiros.

    Variedades disponíveis no mercado brasileiro

    As principais variedades colhidas incluem BRS Kampai, PS 25399, Chimarrita, Fascínio, Serenata, White Delight e Charme, cada uma com características específicas de sabor, textura e período de maturação.

    Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

    Os agricultores têm investido em novas variedades desenvolvidas pela Embrapa, como BRS Kampai, BRS Fascínio, BRS Regalo e BRS Serenata, que prometem aumentar ainda mais a qualidade e diversidade dos frutos disponíveis no mercado.

    Benefícios do pêssego para a saúde

    O pêssego é muito mais do que uma fruta saborosa. Trata-se de um verdadeiro aliado da saúde, repleto de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. A fruta é rica em vitaminas e antioxidantes.

    Um pêssego de tamanho médio contém até 13,2% da quantidade diária necessária de vitamina C, nutriente fundamental para fortalecer o sistema imunológico e combater os radicais livres associados ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças.

    A fruta também é fonte importante de vitamina A, essencial para a saúde da visão, da pele e das mucosas. Com elevados níveis de betacaroteno, o pêssego funciona como precursor da vitamina A, nutriente imprescindível para a saúde dos olhos.

    Além disso, o pêssego é fonte de polifenóis com ação antioxidante, relacionados a menor incidência de doenças cardiovasculares. Esses compostos combatem o estresse oxidativo, protegendo as células contra danos que podem levar a problemas de saúde.

    Aliado da saúde cardiovascular e digestiva

    O potássio presente no pêssego é importante para o equilíbrio do sódio no organismo e o controle da pressão arterial, contribuindo para a saúde do coração e prevenindo problemas cardiovasculares.

    Um pêssego médio fornece quase 10% da meta mínima diária de fibra, auxiliando no bom funcionamento intestinal e no controle dos níveis de açúcar no sangue. As fibras também promovem sensação de saciedade, sendo um aliado valioso para quem busca controle de peso.

    Outros benefícios importantes

    • Fortalecimento ósseo: devido à presença de minerais como fósforo, cálcio, flúor e ferro, o pêssego ajuda a prevenir doenças como osteoporose
    • Pele saudável: os antioxidantes e vitaminas presentes na fruta combatem o envelhecimento precoce e mantêm a elasticidade da pele
    • Saúde cerebral: os antioxidantes colaboram com a saúde do cérebro, já que o estresse oxidativo é causa de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson
    • Baixo valor calórico: uma porção de 100 gramas tem cerca de 36 calorias, tornando o pêssego ideal para dietas de emagrecimento

    Como escolher e consumir pêssego

    Para aproveitar ao máximo os benefícios do pêssego, prefira consumir a fruta fresca e com casca, onde se concentra boa parte das fibras e nutrientes. Escolha pêssegos com aroma adocicado, textura firme mas levemente macia ao toque, e sem manchas ou machucados.

    O pêssego pode ser consumido in natura, em saladas de frutas, sucos naturais, vitaminas, sobremesas, bolos, geleias e até em preparações salgadas. A versatilidade da fruta permite sua inclusão em diversas refeições ao longo do dia.

    O pêssego em conserva deve ser consumido com moderação devido à alta quantidade de açúcar e conservantes, mas permanece como opção prática para quem busca praticidade.

    Momento ideal para aproveitar

    Com a safra em pleno andamento, os meses de verão representam o período de maior disponibilidade e melhor preço do pêssego no mercado brasileiro. A qualidade da fruta está excelente, resultado de um ano de cuidados dos produtores e condições climáticas favoráveis na fase final de maturação.

    A comercialização ocorre principalmente nos mercados do sudeste e centro-oeste do Brasil, garantindo distribuição nacional da fruta fresca.

    Aproveite esta época para incluir o pêssego em sua alimentação diária, desfrutando de seus inúmeros benefícios para a saúde enquanto apoia a produção nacional e economiza no orçamento familiar. A combinação de qualidade, preço acessível e valor nutricional torna esta uma das melhores frutas para consumir neste momento.

    Dica final: ao comprar pêssegos, dê preferência aos produtores locais e da agricultura familiar, contribuindo para a sustentabilidade do setor e garantindo frutas mais frescas e saborosas à sua mesa.

  • Safra de pêssego em Pelotas pode crescer 40%

    Safra de pêssego em Pelotas pode crescer 40%

    Os produtores de pêssego de Pelotas e região projetam colher entre 40 e 45 mil toneladas da fruta até janeiro de 2025. O volume representa um crescimento de até 40% em relação à safra de 2024, quando a região colheu 30 mil toneladas. A abertura oficial da colheita acontece no dia 19 de novembro.

    O inverno favorável explica as expectativas positivas dos agricultores. Segundo Adriano Bosenbecker, presidente da Associação dos Produtores de Pêssego de Pelotas, a região registrou uma boa quantidade de “horas de frio”, que é o período com temperaturas iguais ou inferiores a 7,2°C.

    “A gente teve um período de frio constante, sem aquelas variações de temperatura, o que ajudou bastante na dormência das plantas e, depois, resultou em uma floração muito bonita e no bom desenvolvimento dos frutos”, afirma Bosenbecker.

    Agricultura familiar sustenta a produção

    Aproximadamente 900 famílias cultivam pêssego em pequenas propriedades rurais na região de Pelotas. A agricultura familiar domina a produção local.

    Bosenbecker destaca que a maior propriedade da região colheu menos de 1% de todo o pêssego produzido na última safra. A distribuição equilibrada da produção caracteriza o cultivo na área.

    A zona produtora de pêssego engloba municípios vizinhos como Morro Redondo, Canguçu, Capão do Leão, Piratini, Arroio do Padre e Cerrito.

    “Temos uma tradição centenária na produção de pêssego. É muito importante para o fomento da economia da zona rural da nossa região. Além de ser a fonte de renda da família que produz, também é a das pessoas que trabalham com isso, aquelas que fazem uma diária, um bico, como a gente costuma falar”, conta o presidente da Associação.

    Pelotas lidera produção industrial de pêssego no Brasil

    A região de Pelotas concentra o principal polo industrial de pêssego do Brasil. As fábricas se distribuem entre Pelotas, Capão do Leão e Morro Redondo. Os municípios nasceram de antigas divisões territoriais e formam, juntos, um polo industrial único no país.

    Os números comprovam o domínio da região no mercado nacional. “Quando tu vai em qualquer supermercado do país e vê uma compota de pêssego, pode ter 95% de certeza que é daqui, porque a cada 100 latas, 95 são produzidas na nossa região”, explica Bosenbecker.

    A tradição centenária e a concentração das indústrias locais consolidam Pelotas como referência nacional na produção de pêssego industrializado.

  • Epagri desenvolve sistema para controle de geadas em pomares de pêssego

    Epagri desenvolve sistema para controle de geadas em pomares de pêssego

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), por meio do Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia), desenvolveu um medidor de vazão de baixo custo voltado ao controle de geadas em pomares de frutas de caroço, como pêssego e ameixa. A equipe instalou o equipamento em fevereiro no campo experimental da Epagri, no município de Videira, no Meio-Oeste catarinense.

    A tecnologia tem como objetivo aprimorar a técnica de controle de geada por aspersão, uma das principais estratégias utilizadas para proteger plantas frutíferas contra o frio intenso. O sistema permite medir com precisão a vazão da água utilizada na irrigação, facilitando o cálculo da lâmina adequada para proteger as culturas durante os eventos de geada.

    Segundo o pesquisador Guilherme Miranda, responsável pelo desenvolvimento do dispositivo, o instrumento alia baixo custo à facilidade de fabricação e à precisão nas medições. As informações geradas serão integradas ao monitoramento agrometeorológico realizado pela Epagri/Ciram. Contribuindo para avaliar se o volume de água aspergido atende às necessidades da proteção térmica das plantas.

    Redução de custos e uso racional da água

    O pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental de Videira, destaca que a nova ferramenta contribui para reduzir os custos com irrigação e promove o uso racional da água, reforçando a sustentabilidade ambiental da fruticultura.

    Equipamento é de fácil fabricação. Fotos: Divulgação / Epagri

    A pesquisadora Iria Sartor Araujo, coordenadora do estudo, ressalta que, embora existam referências internacionais sobre controle de geadas, ainda faltam parâmetros técnicos adaptados às condições climáticas de Santa Catarina. “Essa pesquisa busca desenvolver soluções tecnológicas alinhadas às demandas específicas dos agricultores catarinenses, especialmente diante da alta frequência de geadas no inverno”, pontua.

    Tecnologia integrada ao monitoramento ambiental

    A pesquisa também visa validar uma tecnologia de monitoramento automático e telemétrico das variáveis ambientais do pomar, como temperatura, umidade relativa do ar e molhamento foliar. A proposta é entregar, diretamente no celular, tablet ou computador do produtor, informações em tempo real. E assim, apoiar a tomada de decisão quanto ao acionamento do sistema de aspersão.

    Estação meteorológica da Epagri para monitorar pomares. Fotos: Divulgação / Epagri

    Durante o último inverno, a equipe instalou sensores de temperatura em diferentes níveis do dossel do pessegueiro. Durante um evento de geada moderada, o sistema enviou automaticamente e-mails a cada hora, com dados atualizados a cada cinco minutos. A inovação permite que o agricultor acompanhe a situação sem sair de casa. E ative os aspersores sempre que a temperatura atingir o limite de 1°C.

    Como funciona o controle de geada por aspersão

    Na prática, o produtor precisa iniciar a irrigação quando a temperatura atinge 1°C e apresenta tendência de queda. A ideia é formar uma fina camada de água sobre as plantas, que congela ao atingir 0°C. Essa proteção térmica evita que as temperaturas mais baixas causem danos às flores e frutos. De acordo com André Souza, os frutos começam a ser danificados a -1°C, enquanto as flores resistem até -3°C. Com a planta completamente congelada, ela se mantém protegida a 0°C, evitando prejuízos à produção.

    A Epagri foi pioneira no Brasil na difusão dessa técnica. Os primeiros testes ocorreram ainda em 1983, no Centro de Treinamento da instituição em Videira. Desde então, a empresa realizou cursos e capacitações que ajudaram a disseminar o uso da aspersão contra geadas em diversas regiões do Sul do país.

    A equipe de Monitoramento Agroambiental da Epagri/Ciram conduziu a instalação do novo medidor. O grupo é composto pelo assistente de pesquisa Roberto Carlos Silveira e pelo técnico em meteorologia Rafael Ataide de Araujo. O trabalho contou com o apoio dos pesquisadores Adelar Rech e Roberto Bolzani, da Estação Experimental de Videira.

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  • Brasil desenvolve novas variedades de nectarinas

    Brasil desenvolve novas variedades de nectarinas

    As novas variedades de nectarinas, BRS Cathy, BRS Dani e BRS Janita, foram desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético de Frutas de Caroço da Embrapa Clima Temperado (RS) e estão revolucionando o mercado nacional de frutas. Lançadas conjuntamente, essas cultivares apresentam períodos de maturação complementares, garantindo produção contínua do fim de outubro até o fim de dezembro. Essa inovação visa atender tanto aos produtores quanto ao consumidor final, ampliando a disponibilidade de frutas frescas por mais tempo.

    A pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, responsável pelo desenvolvimento das cultivares, destacou a importância desse lançamento conjunto. “Geralmente, lançamos uma cultivar de cada vez devido ao longo processo de adoção, que pode levar até cinco anos. Contudo, essas três variedades foram lançadas simultaneamente por apresentarem características comuns, como doçura, baixa acidez e maturação sequencial”, explicou.

    Características de produção e adaptação

    A BRS Cathy, conhecida por sua maturação precoce, inicia a colheita no final de outubro ou início de novembro, destacando-se pela baixa exigência de frio (entre 200 e 250 horas de baixas temperaturas). Já a BRS Dani, colhida a partir da segunda quinzena de novembro, apresenta produtividade média de 20 toneladas por hectare (t/ha) ou mais, dependendo das condições regionais e práticas de manejo. Por fim, a colheita da BRS Janita, que produz frutos de polpa amarela e baixa acidez, ocorre a partir da segunda semana de dezembro, encerrando o ciclo de produção.

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    Os produtores podem cultivar essas variedades nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde elas se adaptam bem a climas mais quentes por exigirem menos frio. Além disso, as frutas atendem prioritariamente ao mercado in natura, oferecendo praticidade e alta qualidade aos consumidores.

    Lançamento e disponibilidade

    Até 2026, a Embrapa planeja disponibilizar mais três variedades de nectarinas, ampliando as opções para produtores e consumidores. Em 2018, a Embrapa, em parceria com a Epagri, lançou a BRS SCS Nina, uma variedade de polpa branca, fortalecendo o compromisso em atender às demandas do cultivo nacional.

    A recomendação de cultivo é para as Regiões Sul e Sudeste do País. Foto Paulo Lanzetta/Embrapa

    A BRS Cathy e a BRS Dani produzem frutos de polpa branca, com película creme e cobertura predominantemente vermelha. Já a BRS Janita apresenta frutos de polpa amarela, com película amarelo-esverdeada e cobertura também vermelha. Em termos de peso, as frutas variam de 80 g a 110 g, dependendo da variedade. As avaliações de campo demonstraram alta produtividade, superando 20 t/ha em condições ideais de manejo.

    Homenagens no nome das variedades

    Os nomes das cultivares foram escolhidos para homenagear figuras importantes no campo do melhoramento genético e na produção de frutas. A BRS Cathy homenageia Catherine Bailey, pioneira no melhoramento de frutíferas. A BRS Janita presta tributo a Janita Moore, incentivadora do pesquisador James Moore, enquanto a BRS Dani reconhece o jovem Daniel Staloch, que desde cedo apoia o cultivo de frutas em parceria com o pai, Marcos Staloch.

    Apesar de ainda pouco popular no Brasil, o cultivo de nectarinas tem grande potencial de crescimento. Isso impulsionado pelo aumento da demanda e pela alta qualidade das variedades nacionais. Dados do IBGE apontam que, em 2022, o Brasil produziu cerca de 950 toneladas de nectarinas. Enquanto isso, países europeus, como Espanha e Itália, apresentam crescimento expressivo na produção e consumo da fruta.

    Com a introdução dessas novas variedades, a Embrapa visa não apenas atender à demanda interna. Mas também posicionar o Brasil de forma mais competitiva no mercado internacional. A expectativa é que a popularidade das nectarinas cresça, acompanhando tendências globais e contribuindo para a diversificação da fruticultura nacional.

  • A tradição das frutas no Natal

    A tradição das frutas no Natal

    A tradição de incluir frutas na ceia de Natal no Brasil tem raízes que remontam às influências europeias, onde as frutas secas e frescas eram utilizadas para decorar as mesas festivas. Com o tempo, porém, essa prática se adaptou ao clima tropical brasileiro, incorporando frutas locais e sazonais.

    As frutas não apenas embelezam a mesa, mas também simbolizam prosperidade e fartura. A romã, por exemplo, é frequentemente associada à abundância e é consumida em várias culturas durante as festividades. Assim, a presença dessas frutas na ceia natalina representa um desejo de saúde e prosperidade para o ano que se inicia.

    Além do aspecto simbólico, as frutas desempenham um papel importante na saúde durante as festas. Elas oferecem uma alternativa refrescante às refeições pesadas, ajudando na digestão e proporcionando nutrientes essenciais. Em um período em que as calorias tendem a aumentar devido aos pratos tradicionais, as frutas atuam como um contraponto saudável.

    Em resumo, as frutas de Natal são muito mais do que simples acompanhamentos; elas carregam significados profundos e contribuem para uma celebração mais saudável e equilibrada. Incorporá-las à ceia não só enriquece o paladar, mas também reforça laços familiares e tradições que perduram ao longo dos anos.

    As frutas de Natal mais comuns no Brasil, como ameixa, pêssego e nectarina, são parte essencial das celebrações, trazendo não apenas sabor, mas também simbolismo e tradição.

    Frutas tradicionais do Natal

    A ameixa é uma das mais populares nas ceias de Natal. Rica em fibras e antioxidantes, a ameixa não apenas auxilia na digestão, mas também fortalece o sistema imunológico. Sua cor vibrante e sabor adocicado a tornam uma escolha ideal para sobremesas e decoração de pratos.

    Ameixa é uma das frutas do Natal

    As uvas são um clássico nas mesas natalinas, disponíveis em variedades como uva Itália, Niágara e roxas. Além de serem saborosas e suculentas, estão associadas à sorte e prosperidade.

    O pêssego é apreciado por sua textura macia e sabor delicado. Além disso, o pêssego é frequentemente utilizado em compotas e sobremesas.

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    Refrescante e ideal para o clima quente do Brasil, a melancia é uma opção comum nas ceias de Natal. Seu alto teor de água a torna perfeita para saladas de frutas e sobremesas leves.

    Com um sabor tropical marcante, o abacaxi é frequentemente utilizado em pratos doces e salgados, como saladas de frutas ou assados. Além disso, sua apresentação exótica também enriquece a decoração da mesa.

    Frutas da moda no Natal

    Conhecida por sua aparência charmosa e sabor intenso, a cereja é uma fruta que não pode faltar nas sobremesas natalinas. Além de deliciosa, ela traz um toque festivo aos pratos.

    Simbolizando abundância e prosperidade, a romã é uma fruta tradicional nas festas de fim de ano. Seu uso em receitas e decorações é comum, além de ser rica em antioxidantes.

    Com sua casca avermelhada e polpa doce, a lichia tem ganhado espaço nas ceias natalinas, sendo ideal para sobremesas ou consumida in natura.

    Embora menos mencionada, a nectarina também é uma fruta que começa a aparecer nas mesas natalinas. Sua polpa suculenta e sabor doce, é perfeita para saladas de frutas ou como acompanhamento em pratos principais.

    Portanto, cada uma delas traz benefícios nutricionais e combina bem com os pratos típicos dessa época. Durante as festas de fim de ano, a mesa brasileira se enche de cores e sabores com a presença dessas frutas, que ajudam a equilibrar as refeições pesadas típicas da ceia natalina.

  • Perigo para o bolso – novas pragas ameaçam a fruticultura no Brasil

    Perigo para o bolso – novas pragas ameaçam a fruticultura no Brasil

    Recentemente, um estudo da Embrapa identificou áreas do Brasil vulneráveis a três novas pragas quarentenárias: Anastrepha curvicauda, Bactrocera dorsalis e Lobesia botrana. Embora essas pragas ainda não tenham sido registradas no país, elas já estão presentes em países vizinhos. Podendo representar uma ameaça significativa para a fruticultura brasileira. E também ao bolso do consumidor, pois podem impactar diretamente o preço das frutas no supermercado.

    Essas pragas afetam as plantações de diversas frutas, como mamão, manga, uva, maçã, entre outras. Quando uma praga se instala em uma área de cultivo, ela pode destruir uma parte significativa da produção, o que leva a uma menor oferta dessas frutas no mercado. Com menos frutas disponíveis, os preços tendem a subir, prejudicando o bolso do consumidor.

    Principais pragas e seus efeitos

    A praga Lobesia botrana pode afetar culturas como uva, ameixa e pêssego, com 561 municípios em risco de infecção. Ela tem potencial para reduzir a produção de vinho e sucos, encarecendo esses produtos. A Anastrepha curvicauda é uma preocupação para os cultivos de mamão e manga, impactando 721 municípios.

    Já a Bactrocera dorsalis, que afeta uma ampla gama de frutas, incluindo abacate, banana e laranja, representa um risco para 1.940 municípios. Ela já causou grandes danos em outros países e, se chegar ao Brasil, pode fazer o preço dessas frutas disparar.

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    Essas pragas podem causar danos significativos às plantações, resultando em perdas de produção. Com menos frutas disponíveis no mercado, a tendência é que os preços aumentem, afetando diretamente o bolso do consumidor. Quando a oferta de frutas diminui, os preços sobem, tornando produtos como morangos, laranjas e bananas mais caros nas prateleiras dos supermercados.

    Mapeamento e prevenção

    A pesquisadora Jeanne Scardini Marinho Prado, da Embrapa, explica que o mapeamento das áreas de risco ajuda a identificar onde as pragas podem surgir. Embora o estudo tenha focado nas áreas mais vulneráveis, é importante lembrar que essas pragas podem aparecer em outras regiões do Brasil.

    Pragas podem afetar produção de uvas e outras frutas

    A Embrapa também está trabalhando em estratégias de controle. Uma delas é a identificação de inimigos naturais que podem ser usados para combater essas pragas. Além da avaliação de produtos químicos que não afetem zonas sensíveis.

    A pesquisadora da Embrapa Jeanne Marinho Prado ressalta que a equipe selecionou pelo menos um inimigo natural para cada praga estudada, a partir de um levantamento bibliográfico, priorizando espécies já relatadas no Brasil para uma resposta mais rápida em caso de entrada das pragas no território nacional. “Foram realizados zoneamentos de áreas favoráveis com base nessas informações, tanto para as pragas quanto para os bioagentes, permitindo a combinação de dados e a orientação do manejo integrado de pragas, com vistas a minimizar o uso de agrotóxicos, em caso de necessidade, e reduzir os impactos ambientais”, relata.

    Prevenção

    Todos os resultados e informações foram compilados em relatórios detalhados para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), visando subsidiar políticas públicas oficiais e regulamentações para o controle fitossanitário das pragas. “A identificação de potenciais agrotóxicos e agentes de controle biológico são fundamentais para que, no caso de ingresso das pragas em território nacional, possam ser realizadas medidas como a liberação emergencial de registro de produtos agrotóxicos e de controle biológico para fins de controle dos insetos. Existindo um referencial teórico sobre o assunto, facilita-se a tomada de decisão do gestor para fins de liberação de produtos mais efetivos e que não ponham em risco áreas vulneráveis”, diz José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA) do Mapa.

    A equipe responsável pelo trabalho contou com a participação de diversas unidades da Embrapa: Meio Ambiente, Amapá, Semiárido, e Territorial, além de fiscais federais do Mapa.

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    Além disso, é importante que todos fiquem atentos e evitem trazer plantas ou sementes de outros países sem autorização, pois isso pode introduzir novas pragas no Brasil e agravar ainda mais o problema.

    As novas pragas identificadas podem impactar não apenas a produção de frutas, mas também os preços que os consumidores pagam. Com a diminuição da oferta, os preços tendem a subir, tornando as frutas menos acessíveis. A prevenção e o controle dessas pragas são essenciais para garantir a saúde das plantações e a estabilidade dos preços no mercado.

  • Estados Unidos enviam pêssego contaminado para o Brasil

    Estados Unidos enviam pêssego contaminado para o Brasil

    As autoridades barraram uma carga de 576 quilos de pêssegos importados dos Estados Unidos porque estava com uma praga ausente no Brasil.  A medida por determinada pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

    Descoberta da praga

    O auditor fiscal federal agropecuário Guilherme Farias foi quem inspecionou os pêssegos que chegaram ao aeroporto na sexta-feira, dia 7. A análise inicial do Vigiagro detectou a presença de uma lagarta, o que exigiu uma avaliação laboratorial detalhada para identificação precisa da espécie. O laboratório de diagnóstico fitossanitário Agronômica, localizado em Porto Alegre, realizou o exame.

    Identificação e riscos da praga ausente no Brasil

    O laudo apontou que a praga é a Anarsia lineatella, uma broca da ordem Lepidoptera, ausente no Brasil. Além disso, Guilherme Farias ressaltou ainda que os riscos dessa praga para a fruticultura nacional são difíceis de prever. De acordo com o auditor, a introdução de espécies inexistentes no país pode ter consequências imprevisíveis. Imediatamente, os distribuidores espalhariam os pêssegos importados para pontos de venda no Brasil, aumentando o potencial de disseminação da praga.

    Medidas de controle

    Sandra Kunieda, chefe do Vigiagro em Guarulhos, informou que a carga passará por fumigação, um tratamento químico destinado a mitigar os riscos de escape e introdução da Anarsia lineatella no Brasil. Após a fumigação, a carga será destruída por incineração, garantindo a eliminação completa da ameaça.

    Importância da vigilância

    Em geral, a interceptação de pragas pelo Vigiagro é algo frequente, mas nem sempre são espécies ausentes no país, que são os maiores alvos na atuação deste serviço. O Vigiagro atua em pontos de fronteira do país, seja em portos, aeroportos ou fronteiras secas. O Agro em Campo segue atento sobre esse trabalho de inspeção.