Tag: pesquisa científica

  • Dia do Engenheiro de Pesca é celebrado hoje

    Dia do Engenheiro de Pesca é celebrado hoje

    O Brasil celebra neste domingo, 14 de dezembro, o Dia do Engenheiro de Pesca. A data reconhece profissionais que transformam a pesca e a aquicultura no país. Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, representa esse compromisso com dedicação científica e responsabilidade socioambiental.

    A Universidade Federal do Ceará (UFC) formou Paula em Engenharia de Pesca em 1978. Ela conquistou o mestrado em Oceanografia Biológica pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP) em 1989 e concluiu o doutorado pela mesma instituição em 2000. Desde 1987, a pesquisadora atua no IP, onde desenvolve pesquisas e colabora com o Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto (PPGIP). No programa, ela orienta alunos de mestrado e ministra três disciplinas sobre sustentabilidade e ciência pesqueira.

    Atuação em órgãos nacionais fortalece gestão pesqueira

    Paula participa ativamente de grupos que articulam e gerenciam a pesca no Brasil. A pesquisadora integra diversos Grupos de Trabalho em colegiados e comissões de órgãos normativos, incluindo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) coordena o Plano de Recuperação do pintado na bacia do Alto Paraná, iniciativa da qual Paula faz parte. A pesquisadora também compõe o Plano de Ação e o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), ambos focados na conservação e manejo do pintado e de outras espécies migradoras nativas.

    A cientista ainda integra o Comitê de Gestão da Pesca (CPG Centro-Sul). Recentemente, o MPA organizou workshops sobre repovoamento e gestão pesqueira nas bacias hidrográficas brasileiras. Paula apresentou resultados sobre o monitoramento pesqueiro continental na bacia do rio Tietê, em São Paulo.

    Reconhecimento destaca excelência e impacto social

    No dia 5 de dezembro, Cristiane Neiva, coordenadora do IP, homenageou Paula como Destaque IP 2025. A celebração reconheceu o trabalho que a pesquisadora desenvolve na instituição. A homenagem destacou sua trajetória de excelência, dedicação às pesquisas, formação de novos profissionais e o impacto positivo que suas ações geram para a sustentabilidade da pesca continental e a valorização das comunidades pesqueiras.

    “Fiquei muito grata, honrada e emocionada pela homenagem que recebi por meio da coordenação do IP. Quero dizer a todos que a recebo com muita humildade e carinho, e faço questão de repartir esse momento especial com todos os colegas, amigos e servidores desta casa, que fazem parte dessa homenagem. Meus agradecimentos sinceros às queridas gestoras Cristiane Neiva e Luciana Menezes. Muito obrigada!”, declarou a pesquisadora.

    Paula também parabenizou os engenheiros de pesca pelo dia da profissão. “Profissão na qual me formei como carreira das Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Ceará. E posteriormente, tive a oportunidade de trilhar em novos mares e rios”.

  • RS: concurso define as 10 maiores árvores de erva-mate do estado

    RS: concurso define as 10 maiores árvores de erva-mate do estado

    A identidade dos verdadeiros gigantes da floresta gaúcha será revelada na próxima terça-feira, 1º de outubro. Nesta data, a Universidade de Passo Fundo (UPF) irá anunciar e premiar as 10 maiores árvores de erva-mate do Rio Grande do Sul, eleitas em um concurso inédito que mapeou exemplares monumentais em todo o estado.

    A cerimônia de premiação do concurso “Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul” está marcada para as 10h, no auditório da Faculdade de Odontologia da UPF (Campus I).

    O evento é o ponto alto de um projeto que contou com a participação de 41 árvores inscritas, oriundas dos quatro principais polos ervateiros do estado: Alto Taquari (18), Celeiro Missões (10), Nordeste Gaúcho (8) e Alto Uruguai (5).

    De acordo com o regulamento, para entrar na disputa, os exemplares precisavam ter, no mínimo, 1,5 metro de circunferência à altura do peito (CAP), uma medida padrão em estudos florestais. “Todas estas árvores já foram monitoradas pela Comissão Estadual do Concurso e tiveram suas medições reavaliadas”, afirmou Ilvandro Barreto de Melo, engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar e coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate.

    Além do título: conservação e pesquisa científica

    A competição, no entanto, vai muito além da simples premiação. Segundo Melo, as árvores gigantes se tornarão objeto de estudos genéticos e fitoquímicos, com a permissão dos produtores. “O concurso é uma ferramenta para buscar a caracterização destas 41 árvores. E compreender tanto a anatomia de cada uma quanto o seu processo de multiplicação”, destacou.

    Para o professor Jaime Martinez, coordenador do concurso pela UPF, o objetivo central é ecológico e cultural. “Estudos mostram que um dos frutos que mais atrai as aves silvestres é o fruto da erva-mate. O grande objetivo deste concurso foi destacar as espécies e os ambientes florestais. Para que a gente recupere uma cultura de maior valorização das nossas florestas. Aquilo que a gente valoriza e conhece, a gente preserva melhor”, explicou Martinez.

    A iniciativa, organizada pela UPF em parceria com diversas instituições do setor. E busca reforçar a importância econômica, cultural e ambiental da erva-mate para o Rio Grande do Sul. Além de destacar a necessidade de preservar esses patrimônios vivos da natureza.

  • Suplemento alimentar garante sobrevivência de abelhas sem ferrão

    Suplemento alimentar garante sobrevivência de abelhas sem ferrão

    Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram um suplemento alimentar experimental para abelhas nativas sem ferrão da espécie mandaçaia (Melipona quadrifasciata). O objetivo é garantir a sobrevivência desses polinizadores durante períodos de escassez de recursos naturais. O estudo foi publicado na revista científica Agriculture e representa um avanço importante para a conservação das abelhas, essenciais à manutenção dos ecossistemas brasileiros.

    A pesquisa foi conduzida por Patrícia Miranda Pinto, ex-aluna do programa de pós-graduação em Biotecnologia da Unifesp. E teve orientação da professora Michelle Manfrini Morais. Além da colaboração de especialistas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e da Universidade de São Paulo (EACH-USP). O objetivo foi criar um alimento que simulasse as propriedades nutricionais do pólen fermentado. Ele é fundamental para o desenvolvimento das colônias de mandaçaia, espécie amplamente encontrada na Mata Atlântica e no Cerrado, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país.

    O desmatamento e o uso intensivo de agrotóxicos têm ameaçado a sobrevivência das abelhas nativas, reduzindo a oferta de pólen, néctar e habitats adequados. Para enfrentar esse desafio, os pesquisadores analisaram a microbiota do “saburá”. Ele é um pólen fermentado consumido naturalmente pelas abelhas sem ferrão. E formularam um suplemento à base de farelo proteico e xarope de açúcar. Testes laboratoriais indicaram que o novo alimento foi bem aceito pelas abelhas e apresentou composição nutricional semelhante ao alimento natural, tornando-se uma alternativa viável para períodos críticos.

    Motivo do sucesso

    Segundo a professora Michelle Manfrini Morais, o sucesso do suplemento dependeu não só da escolha criteriosa dos ingredientes, como albumina em pó, farinha de arroz e levedura de cerveja. Mas também de um processo de fermentação que respeitou as necessidades específicas das abelhas. “Selecionamos ingredientes que oferecem um perfil nutricional completo, aliados a fontes energéticas como o açúcar. A fermentação com microrganismos presentes no pólen fermentado foi essencial para aproximar a formulação do alimento natural, respeitando a microbiota e as necessidades nutricionais das abelhas”, explica Morais.

    Além de suprir a alimentação em períodos de escassez, a pesquisa contribui para práticas sustentáveis de manejo e conservação das abelhas nativas. “Nosso trabalho amplia o conhecimento sobre a alimentação das abelhas e propõe intervenções conscientes para preservar espécies essenciais aos ecossistemas brasileiros”, destaca Patrícia Miranda Pinto.

    A iniciativa reforça a importância de soluções inovadoras para proteger polinizadores ameaçados, fundamentais para a produção agrícola e a biodiversidade do país.

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  • Pesquisadora brasileira lidera estudo inédito sobre canabinóides no tratamento da Doença de Parkinson

    Pesquisadora brasileira lidera estudo inédito sobre canabinóides no tratamento da Doença de Parkinson

    Um estudo inédito realizado por cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) pode representar um avanço significativo no tratamento da Doença de Parkinson. Liderada pela farmacêutica Ana Carolina Ruver Martins, doutora em farmacologia e pós-doutoranda na instituição, a pesquisa investigou os efeitos da associação entre dois compostos canabinóides – o THC (tetrahidrocanabinol) e o CBD (canabidiol) – nos sintomas motores e não motores da doença. Trata-se do primeiro ensaio clínico duplo-cego, randomizado e controlado por placebo com uma amostra significativa de pacientes e acompanhamento prolongado.

    A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório Experimental de Doenças Neurodegenerativas (LEXDON), sob orientação do professor Rui Prediger, e se destaca por adotar um protocolo científico rigoroso. Ao todo, 68 pacientes participaram do estudo ao longo de seis meses. Eles foram divididos em dois grupos: um recebeu a combinação oral de THC e CBD, enquanto o outro utilizou placebo. O objetivo foi avaliar a eficácia e a segurança da combinação no tratamento de sintomas como rigidez muscular, tremores, distúrbios do sono, alterações cognitivas e dor crônica, característicos do Parkinson.

    Metodologia e resultados: inovação científica com potencial terapêutico

    A metodologia aplicada seguiu os padrões científicos internacionais, com randomização por software, controle por placebo e avaliação às cegas, evitando vieses e garantindo a confiabilidade dos resultados. A fórmula utilizada foi padronizada e administrada via oral, fator que diferencia o estudo de outras iniciativas internacionais que, em geral, utilizam extratos inalatórios ou não especificam a dosagem.

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    Liderado pela Dra. Ana Ruver, o estudo se diferencia por metodologia rigorosa com análises mais aprofundadas e resultados inéditos. Foto: divulgação

    Os resultados preliminares indicaram melhora mais rápida nos sintomas motores dos pacientes tratados com canabinóides. Mulheres apresentaram respostas mais expressivas em termos de qualidade do sono, flexibilidade e gravidade da doença. Também foram observados níveis mais altos do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), o que reforça o potencial neuroprotetor da substância.

    Segundo a pesquisadora, o objetivo foi suprir a escassez de ensaios clínicos controlados e fornecer dados robustos para a comunidade científica. “Queríamos construir uma base sólida de evidências que permita compreender melhor o papel terapêutico dos canabinóides na Doença de Parkinson e contribuir para futuras diretrizes clínicas”, explica Ana Ruver.

    Impacto social e regulamentação

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4 milhões de pessoas convivem com Parkinson no mundo. No Brasil, o número estimado é de 200 mil indivíduos. A condição neurodegenerativa compromete gradualmente os neurônios dopaminérgicos, resultando na diminuição dos níveis de dopamina, neurotransmissor essencial para o controle motor e outras funções cerebrais.

    A pesquisa está alinhada às diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), especialmente às resoluções RDC 327/2019 e RDC 660, que regulam o uso medicinal da cannabis no Brasil. O estudo também segue as normas internacionais da Conferência Internacional de Harmonização e a Declaração de Helsinki, assegurando a conformidade ética e científica da investigação.

    Segundo Ruver, os achados podem subsidiar futuras regulamentações, incentivar novos estudos e ampliar o acesso da população a tratamentos alternativos. “Se os resultados continuarem positivos, poderemos ter mais respaldo para incluir terapias com canabinóides no SUS, promovendo segurança e eficácia no uso medicinal da cannabis”, destaca.

    Qualidade de vida: o relato de uma paciente

    Entre os 68 participantes, a voluntária A.K. compartilhou os impactos positivos do tratamento. Diagnosticada com Parkinson em janeiro de 2023, ela relatava intensas dores musculares e dificuldade para dormir. “Após o ajuste da medicação, notei uma melhora significativa. A dor e a insônia diminuíram, e a adaptação ao tratamento foi rápida”, afirma. A paciente recomenda que mais estudos sejam conduzidos e acredita que o uso medicinal da cannabis, quando supervisionado, pode beneficiar muitos outros pacientes.

    A UFSC estuda há quase duas décadas os mecanismos da Doença de Parkinson e seus tratamentos. Agora, o Laboratório Experimental de Doenças Neurodegenerativas expande suas investigações para outras condições neurológicas e crônicas, como Alzheimer, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Fibromialgia e Esclerose Múltipla (EM).

    A pesquisadora enfatiza que o estudo contribui para desmistificar o uso medicinal da cannabis. “Ainda há muito preconceito, mas quando olhamos para os benefícios documentados e para a segurança do uso clínico, percebemos o potencial que essa terapia pode oferecer”, afirma.

    A expectativa é de que os resultados finais sejam publicados em revistas científicas internacionais e que a pesquisa sirva de referência para novos protocolos de tratamento e regulamentações mais abrangentes no Brasil e no exterior.

    Mercado e tendências

    Dados da empresa de inteligência de mercado Kaya Mind revelam que, em 2023, o SUS gastou cerca de R$ 80 milhões com medicamentos à base de cannabis. No total, cerca de 219 mil brasileiros utilizam esses produtos por meio de importação, farmácias ou associações. A estimativa é que o mercado brasileiro de cannabis medicinal tenha ultrapassado R$ 1 bilhão em 2024. E mais, ele pode movimentar até R$ 26 bilhões até 2027, caso haja regulamentação mais ampla para uso medicinal, industrial e outros fins.

    Esse cenário promissor fortalece a importância de pesquisas como a conduzida pela UFSC, que colocam o Brasil na vanguarda científica sobre o uso de canabinóides no tratamento de doenças neurológicas e inflamatórias crônicas.

    Potencial para agricultura nacional

    O canabidiol (CBD), derivado da cannabis, está transformando não apenas a medicina, mas também a agricultura global. No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou um ambicioso programa de 12 anos para desenvolver variedades de cannabis adaptadas ao clima tropical, visando impulsionar a produção nacional de forma sustentável. O projeto inclui a criação de um banco de sementes e o estudo de técnicas para integrar a planta em sistemas de rotação de culturas, além de explorar seu potencial para fixar carbono no solo.

    A iniciativa, inspirada no sucesso histórico da Embrapa com a soja — que elevou o país ao topo da produção mundial —, já atrai parcerias de empresas nacionais e internacionais interessadas em aplicações farmacêuticas, alimentícias e industriais. Enquanto isso, nos EUA, pesquisas do Departamento de Agricultura (USDA) investigam o uso de resíduos lignocelulósicos do cânhamo (subproduto da extração de CBD) para produzir bioprodutos, como biocombustíveis e materiais de construção, reduzindo o desperdício na cadeia agrícola.

    O cenário regulatório também avança. No Brasil, uma decisão judicial de 2024 permitiu o cultivo de cânhamo (com menos de 0,3% de THC) para fins medicinais. E assim, abrindo caminho para polos regionais de produção. Especialistas, como Kiara Cardoso, da DNA Soluções em Biotecnologia, preveem que a planta poderá abastecer indústrias têxteis, de papel e até de alimentos, seguindo o exemplo de países como China e França.

    Porém, desafios persistem. A Anvisa ainda debate normas para cultivo em larga escala, enquanto o mercado global de CBD — projetado para atingir US$ 46,25 bilhões até 2034 — pressiona por inovações agrícolas que equilibrem demanda e sustentabilidade.

    Aliança histórica posiciona América do Sul como polo de bioeconomia

    Brasil, Uruguai e Argentina uniram forças através da ABICANN, CECAM (Uruguai) e INTA (Argentina) para criar um corredor produtivo-tecnológico sem precedentes. O objetivo, organizado em março é grande. Transformar a região em líder global de Cannabis Medicinal e Cânhamo Industrial até 2026. O setor tem projeção de injetar R$ 190 bilhões/ano na economia brasileira. Além de impactar setores como saúde, agricultura regenerativa e exportações para mais de 100 países.

    Pilares estratégicos da cooperação
    • Harmonização regulatória: alinhamento de legislações entre os países para facilitar exportações e atrair investimentos trilaterais.
    • Transferência de tecnologia: expansão de centros de inovação brasileiros para Argentina e Uruguai, com foco em biotecnologias sustentáveis.
    • Desenvolvimento genético: criação conjunta de variedades adaptadas ao clima sul-americano, envolvendo técnicos do INTA, ABICANN e CECAM.
    • Certificação de sementes: implementação do modelo uruguaio – reconhecido como diferencial global – no Brasil e Argentina.

    Lideranças destacam potencial transformador

    Thiago Ermano, presidente da ABICANN, afirma: “Estamos testemunhando o nascimento de uma bioeconomia integrada, capaz de alavancar políticas públicas e destravar regulamentações engessadas”.

    Reunião da Comitiva Internacional da ABICANN com Sergio Vázquez (ao centro) do Ministério da Agricultura e IRCCA, o órgão que regulamenta a Cannabis no Uruguai

    Ricardo Páez, da CECAM, concorda: “O Uruguai compartilhará expertise em cultivos em larga escala e processamento industrial – áreas onde somos referência regional”.

    Gustavo Astuni, CEO da Litoral Hemp (Uruguai), acrescenta:“Nossa certificação de sementes é um divisor de águas. O desafio agora é replicar esse modelo com apoio tecnológico trinacional”.

    Oportunidades para investidores e produtores
    • Novos mercados: expansão para Europa, América do Norte e Ásia com produtos premium (fibras naturais, óleos medicinais e insumos veterinários).
    • Infraestrutura compartilhada: criação de unidades de processamento e centros logísticos binacionais.
    • Fomento à inovação: atração de Startups Deep Tech para desenvolver soluções em agricultura regenerativa e extração sustentável.

    O movimento surge enquanto Europa e EUA enfrentam limitações produtivas. Com biodiversidade única e capacidade industrial escalável, a Tríplice Aliança pode suprir até 15% da demanda global por cânhamo até 2030, segundo projeções setoriais.

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