Tag: pescados

  • Veja os peixes e crustáceos isentos e taxados pelos EUA

    Veja os peixes e crustáceos isentos e taxados pelos EUA

    A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22) e já provoca mudanças importantes para o setor pesqueiro nacional. Embora parte dos pescados tenha sido preservada da cobrança, outros produtos estratégicos continuarão sujeitos à nova taxa aplicada pelo governo americano.

    O Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou a relação oficial dos peixes e crustáceos que ficaram de fora da medida. A lista traz alívio para produtores e exportadores de diversas espécies, especialmente da tilápia, considerada um dos principais produtos da aquicultura brasileira.

    Tilápia, espadarte e lagosta congelada estão entre os isentos

    A lista de exceções contempla importantes produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano. No caso da tilápia, permaneceram livres da tarifa a versão fresca ou refrigerada, a tilápia inteira congelada e o filé fresco ou refrigerado.

    Além disso, o espadarte, tanto fresco quanto refrigerado, também foi incluído entre os produtos isentos. A mesma condição vale para a lagosta congelada, que continuará entrando no mercado dos Estados Unidos sem a cobrança adicional.

    Outras espécies igualmente escaparam da nova tributação. Entre elas estão a albacora-laje, a albacora-bandolim, cavalinhas frescas ou refrigeradas e diversos peixes congelados classificados na posição NCM 0303.89, grupo que reúne espécies como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.

    Filé de tilápia congelado e lagosta fresca continuam na lista de taxados

    Apesar da ampliação das isenções, alguns produtos permaneceram sujeitos à tarifa adicional de 25%. O principal destaque é o filé de tilápia congelado, um dos itens de maior valor agregado da piscicultura brasileira.

    Também continuam tributadas as lagostas vivas, frescas ou refrigeradas, além de outros filés congelados de peixes e diferentes tipos de carnes de pescado comercializadas frescas, refrigeradas ou congeladas.

    A lista inclui ainda farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana, outras espécies enquadradas na NCM 0302.59.00 e algas destinadas ao consumo humano, tanto na forma própria para alimentação quanto frescas, refrigeradas, congeladas ou secas.

    Confira os pescados que ficaram isentos da tarifa

    • Albacora-laje (Thunnus albacares) fresca ou refrigerada;
    • Albacora-bandolim (Thunnus obesus) fresca ou refrigerada;
    • Cavalinhas frescas ou refrigeradas;
    • Espadarte fresco ou refrigerado;
    • Tilápia fresca ou refrigerada;
    • Tilápia inteira congelada;
    • Filé de tilápia fresco ou refrigerado;
    • Lagosta congelada;
    • Outros peixes congelados classificados na posição NCM 0303.89, como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.

    Produtos que continuam sujeitos à tarifa de 25%

    • Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana (NCM 2301.20.10);
    • Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae e semelhantes (NCM 0302.59.00);
    • Filé de tilápia congelado (NCM 0304.61.00);
    • Outros filés congelados de peixes (NCM 0304.89.90);
    • Outras carnes de peixes frescas, refrigeradas ou congeladas (NCM 0304.99.00);
    • Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas (NCM 0306.31.00);
    • Algas próprias para alimentação humana (NCM 1212.21.00);
    • Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas (NCM 1212.29.00).

    Com a entrada em vigor da nova política tarifária, o setor pesqueiro brasileiro acompanha os próximos desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto parte das exportações permanece competitiva graças às isenções, empresas afetadas pela cobrança buscam alternativas para reduzir impactos e ampliar sua presença em outros mercados internacionais.

  • Chapecó Alimentos: Justiça coloca marcas históricas em leilão milionário

    Chapecó Alimentos: Justiça coloca marcas históricas em leilão milionário

    A Justiça de Santa Catarina determinou o leilão das marcas da extinta Chapecó Alimentos, uma das empresas mais tradicionais da indústria alimentícia brasileira. O valor inicial do certame é de R$ 82 milhões, com envio de propostas exclusivamente online pela plataforma Positivo Leilões desde 21 de maio.

    O leilão inclui 55 registros ativos no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O principal ativo é a marca “Chapecó”, avaliada em R$ 68,7 milhões, que abrange categorias como carnes, aves e embutidos. Já a marca “Prenda”, estimada em R$ 13,8 milhões, contempla laticínios, pescados e alimentos industrializados.

    A Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Concórdia (SC) autorizou o processo. O leilão ocorre em três etapas: na primeira, os ativos são ofertados pelo valor integral. Caso não haja lances, a segunda fase aplica desconto de 50%. Na terceira etapa, o deságio pode chegar a 70%.

    Segundo o leiloeiro judicial Erick Soares Teles, a força da marca ainda representa valor de mercado. Ele destaca que o reconhecimento nacional da Chapecó abre espaço para relançamento de produtos e novos modelos de negócio.

    A juíza Aline Mendes de Godoy afirma que a venda das marcas marca um avanço relevante no processo falimentar, que já dura mais de duas décadas. De acordo com a magistrada, o Judiciário busca garantir transparência, eficiência e respeito à relevância econômica e social da empresa para Santa Catarina.

    Os interessados encontram editais, documentos e regras de habilitação diretamente na plataforma da leiloeira, onde também ocorre o envio dos lances.

    Histórico da Chapecó Alimentos

    Fundada em 1952, no Oeste de Santa Catarina, a Chapecó Alimentos ganhou destaque nacional ao longo de cinco décadas. No auge, a empresa alcançou cerca de 30 mil pontos de venda e exportou para 37 países.

    A crise se intensificou no início dos anos 2000. No pedido de concordata preventiva, em 2004, a empresa apontou fatores como queda nos preços do frango e do suíno, retração do mercado internacional, restrições de crédito e impactos da crise argentina sobre o Grupo Macri, então controlador.

    Com dívidas superiores a R$ 1 bilhão, a companhia não conseguiu recuperar a operação. A Justiça decretou a falência em 2005, citando prejuízos recorrentes, paralisação das atividades e deterioração patrimonial.

    Desde então, a liquidação da massa falida já movimentou mais de R$ 1,5 bilhão com a venda de ativos. Entre as principais operações, destaca-se a aquisição de unidades industriais pela Aurora Coop.

  • Salmão vira alternativa e impulsiona vendas na Páscoa

    Salmão vira alternativa e impulsiona vendas na Páscoa

    O consumo de pescados deve crescer na Quaresma de 2026, impulsionado pela busca por alternativas mais acessíveis e práticas no dia a dia. Uma multinacional do varejo projeta aumento de 11% nas vendas, com destaque para o salmão.

    Salmão ganha espaço na mesa

    Nos últimos anos, o salmão passou a ocupar um espaço maior nas refeições durante a Páscoa. Isso acontece porque o produto combina preço mais competitivo com facilidade no preparo.
    Além disso, o peixe aparece com mais frequência em promoções, o que amplia o acesso e incentiva o consumo. Com isso, o salmão se consolida como uma alternativa ao bacalhau, tradicionalmente mais caro.

    Consumo mais diversificado

    O comportamento do consumidor também vem mudando. Em vez de concentrar as compras em um único tipo de peixe, as famílias passaram a diversificar o cardápio.

    Por isso, além do salmão, outros pescados frescos ganham espaço. Ao mesmo tempo, o varejo amplia a oferta para atender diferentes perfis de consumo, com opções que vão desde cortes mais acessíveis até produtos premium.

    Varejo amplia oferta

    Para acompanhar essa demanda, redes de supermercado reforçam o estoque e ampliam a variedade de produtos.

    A expectativa é que o volume comercializado fique entre 2.500 e 3.000 toneladas de pescados durante o período. Esse aumento reflete não só a procura maior, mas também a estratégia de fortalecer a presença de produtos frescos nas lojas.

    Mudança reflete no agro e na cadeia produtiva

    Esse movimento também impacta a cadeia produtiva. Com o aumento da demanda, produtores, distribuidores e importadores precisam ajustar a oferta.

    Além disso, o crescimento do consumo de pescados abre espaço para novas oportunidades dentro do setor, especialmente em áreas ligadas à produção, logística e comercialização.

    Tendência deve continuar

    A diversificação no consumo de peixes deve se manter nos próximos anos.
    Isso acontece porque o consumidor busca cada vez mais praticidade, variedade e melhor custo-benefício. Dessa forma, a Páscoa deixa de depender de um único produto e passa a refletir um consumo mais amplo.

  • Setor de pescados projeta recuperação após alívio tarifário dos EUA

    Setor de pescados projeta recuperação após alívio tarifário dos EUA

    O setor brasileiro de pescados inicia 2026 com expectativa de recuperação gradual. O segmento reage após um dos períodos mais desafiadores da história recente. Segundo Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), as tarifas dos Estados Unidos afetaram fortemente o setor em 2025.

    O governo norte-americano impôs sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros. De acordo com o presidente da entidade, Eduardo Lobo, a medida reduziu a competitividade das exportações. Como resultado, empresas perderam contratos internacionais e diminuíram a produção. Além disso, a piscicultura retraiu e a cadeia produtiva eliminou postos de trabalho.

    Entretanto, o cenário começou a mudar após decisão da Corte dos Estados Unidos. A Justiça suspendeu as tarifas aplicadas ao setor de pescados brasileiro. Mesmo com a taxação de 10%, o Brasil recupera condições de competir. Segundo Lobo, o setor permanece forte, competitivo e otimista. Contudo, a entidade mantém cautela diante de novas medidas tarifárias.

    Crescimento e empregos

    A Abipesca projeta retomada do crescimento ao longo de 2026. A entidade estima recuperar mais de 5 mil empregos na cadeia produtiva. Além disso, o setor deve recompor parte da capacidade produtiva.

    As exportações brasileiras de pescados podem alcançar US$ 600 milhões. O mercado norte-americano seguirá como principal destino dos embarques. A tilápia lidera a pauta exportadora para os Estados Unidos.
    Para a Abipesca, o novo ambiente comercial inaugura ciclo mais positivo.

    No entanto, o setor mantém prudência diante das incertezas globais. Eduardo Lobo destacou o esforço dos ministérios da Agricultura e da Pesca. Segundo ele, a abertura de novos mercados reduziu perdas maiores.
    O presidente reforçou que o objetivo estratégico segue sendo tarifa zero.

     

  • Prepara o bolso: lei deve elevar preços de carnes e pescados

    Prepara o bolso: lei deve elevar preços de carnes e pescados

    A Lei Complementar 224/2025, publicada em dezembro, reduziu em 10% os benefícios fiscais federais de diversos segmentos do agronegócio. A medida deve aumentar os custos ao longo da cadeia produtiva de proteínas animais e elevar os preços finais ao consumidor, segundo análise do Martinelli Advogados.

    A norma atinge principalmente a produção de carnes e pescados que contam com créditos presumidos, alíquota zero, isenção e redução da base de cálculo. Especialistas alertam que a mudança pode reacender discussões sobre a cumulatividade desses tributos.

    Custos sobem em cascata na cadeia produtiva

    “A sistemática aumenta o custo em cascata e onera ainda mais segmentos que já sofrem com os altos custos de produção e os preços baixos das commodities”, afirma Cintia Meyer, advogada tributarista e sócia do Martinelli.

    O Demonstrativo de Gastos Tributários (DGT) da Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê cerca de 300 hipóteses de benefícios. A LC 224 trata especificamente de outros 14. “Se a empresa conta com algum destes benefícios, isso tem potencial de impactar diretamente o negócio”, alerta Meyer.

    A tributarista lembra que, pelo princípio da anterioridade, a mudança já impacta o IRPJ e o Imposto de Importação desde 1º de janeiro. Para PIS, Cofins, IPI, CPS e CSLL, os efeitos valem a partir de 1º de abril.

    Aves e suínos perdem vantagens na exportação

    Na exportação da indústria de carnes de aves e suínos, o percentual do crédito presumido sobre o valor da aquisição de insumos – incluindo animal vivo e ração – cai de 2,775% para 2,25%. A limitação atinge 90% do valor do crédito previsto na LC 224.

    Para vendas destinadas à indústria de embutidos no mercado interno, a alíquota do crédito presumido cai de 1,11% para 1%. As vendas de carnes que compõem a cesta básica (Lei Complementar 214/2025) não foram afetadas. Já produtos como foie gras de pato e ganso, que tinham alíquota zero, perderam 90% do benefício e agora serão tributados em 0,925%.

    Bovinos e pescados também sofrem redução

    Na cadeia dos bovinos, a aquisição de insumos pelos produtores não será afetada. Porém, o crédito presumido gerado na exportação cai de 4,65% para 4,16%. As vendas internas para a indústria de embutidos terão o crédito presumido reduzido de 3,7% para 3,33%.

    Itens da cesta básica permanecem sem alteração, mas subprodutos como ossos e vísceras, até então com alíquota zero, serão onerados em 10% do valor do PIS/Cofins.

    No setor de pescados, a LC 224 reduz de 5,55% para 5% a alíquota do crédito presumido na aquisição de insumos de produtores pessoas físicas pela indústria. Produtos fora da cesta básica – como atum, salmão e bacalhau – que tinham alíquota zero, passam a ser taxados em 0,925%.

    “Jabuticaba tributária” gera tributo não creditável

    “É mais uma jabuticaba tributária”, avalia Luiz Eduardo Costa Lucas, tributarista e sócio do Martinelli. Ele explica que produtos com alíquota zero agora geram tributo no meio da cadeia, sem direito a crédito.

    “Quem compra de um fornecedor que tem benesse de alíquota zero ganha uma tributação de brinde que não é creditável. Isso traz de volta uma discussão que se arrasta desde 2004 sobre a não cumulatividade do PIS/Cofins. Imposto não recuperável vira custo e impacta no preço final ao consumidor”, completa.

    Na ausência de uma lista definitiva sobre os benefícios afetados pela LC 224, Cintia Meyer orienta que as empresas observem alguns requisitos. O tributo precisa estar listado (PIS, PIS-Importação, Cofins, Cofins-Importação, II, IPI, IRPJ, CSLL e CPP), deve constar na LOA e ser um incentivo fiscal que não esteja entre as exceções.

    A tributarista ressalta que a lista não é exaustiva e dependerá do critério adotado pela Receita Federal, não descrito na LC 224. “Há coisas que não se enquadram, mas a Receita pode entender que sim, o que pode gerar discussões amplas e até judicialização”, alerta.

    Zona cinzenta gera insegurança jurídica

    Costa Lucas destaca que, até o fim do ano passado, ninguém se preocupava em diferenciar o que era benefício e o que era gasto sob a perspectiva do governo. “Todos os anos a Receita envia uma relação dos gastos do governo e agora surge uma discussão: tudo que está lá é considerado benefício? A resposta é: não”, afirma.

    O especialista explica que é necessário entender como benefício o que está listado na LOA e verificar se esse tipo de gasto se encaixa nessa categoria. “Como não há uma descrição legal a esse respeito, temos uma zona cinzenta”, comenta.

    Lucas ressalta que há muito tempo não se discutia as raízes e a natureza dessas rubricas, fundamentais para entender o que é gasto e o que é benefício. “Uma redução linear pode ocasionar ferimentos a qualquer benefício básico e acarretar cumulatividade. Da forma como está na LC 224, há margem para isso por princípio, principalmente no agronegócio.”

    Impacto chega ao varejo e ao bolso do consumidor

    As mudanças introduzidas pela Lei Complementar 224 chegarão ao consumidor final. O varejo adquirirá um produto que passou a ser tributado ao longo da cadeia e não poderá se creditar.

    “Ele vai adquirir um produto mais caro, já que o imposto é calculado por dentro. Ou seja, era um imposto não cumulativo que virou cumulativo em uma lógica sem pé nem cabeça e que vai impactar o preço no varejo”, conclui Cintia Meyer.

  • Agricultores familiares recebem novo impulso com aporte do Governo Federal

    Agricultores familiares recebem novo impulso com aporte do Governo Federal

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou um investimento de R$ 14,6 milhões para comprar arroz, uva e pescados de agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. Cooperativas e associações podem enviar as propostas até 25 de dezembro.

    O programa busca garantir renda aos pequenos produtores e fortalecer o abastecimento de equipamentos públicos de alimentação. Segundo a Conab, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) repassará os recursos e coordena as ações de combate à insegurança alimentar.

    No Paraná, o órgão destinará cerca de R$ 4 milhões para a compra de 705 toneladas de arroz polido de agricultores familiares, conforme o Comunicado Compra Institucional nº 11/2025. As entregas ocorrerão nas unidades armazenadoras da Conab e nas estruturas do PAA no estado, seguindo cronograma acordado entre as partes.

    O Rio Grande do Sul será outro estado beneficiado. De acordo com o Comunicado nº 12/2025, o investimento previsto de R$ 2 milhões financiará a aquisição de 606 mil unidades de suco de uva integral (200 ml cada). Os produtos serão entregues nas unidades da Conab gaúchas e direcionados a programas de segurança alimentar.

    Pescadores artesanais

    Já os pescadores artesanais de São Paulo e do Rio de Janeiro contarão com R$ 8 milhões para fornecer mais de 200 toneladas de pescado, segundo o Comunicado nº 13/2025. As entregas serão feitas ao longo de 12 meses às cozinhas solidárias cadastradas pelo MDS. Os preços de referência estão disponíveis nas superintendências regionais da Conab em ambos os estados.

    Cada família participante do programa pode comercializar até R$ 30 mil por ano. Mesmo que também forneça produtos ao PNAE ou a outras modalidades do PAA. Já as cooperativas e associações podem participar com até R$ 6 milhões por ano, e mulheres devem apresentar pelo menos 50% das propostas.

    O site da Conab reúne os comunicados oficiais e permite consultar os critérios de pontuação, os prazos e os valores de referência. A estatal deve divulgar o resultado da classificação das organizações inscritas em 26 de dezembro.

    A Compra Institucional permite que o governo adquira alimentos diretamente da agricultura familiar, garantindo preços justos e apoio à produção local.

  • Tarifas dos EUA ainda ameaçam milhares de empregos

    Tarifas dos EUA ainda ameaçam milhares de empregos

    Mais de um terço das mercadorias brasileiras continua sob tarifas de 40% impostas pelos Estados Unidos, mesmo após a retirada de taxas sobre café, carne bovina e frutas há um mês. Produtores de mel, pescados, máquinas e calçados enfrentam riscos crescentes aos negócios e alertam para perdas de competitividade no mercado americano.

    O setor de pescados enfrenta um cenário de encolhimento, segundo a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescado). A entidade estima que o Brasil perdeu cerca de US$ 250 milhões em exportações de pescados aos Estados Unidos em 2025, após perder competitividade para países não tarifados.

    A situação é especialmente crítica para a tilápia. No início de 2025, até 99% da tilápia brasileira tinha como destino os Estados Unidos. Com as tarifas, a PeixeBR (Associação Brasileira da Piscicultura) projeta que esse percentual pode cair praticamente a zero.

    As mercadorias redirecionadas para o mercado interno e outros países encontram preços mais baixos, o que compromete a rentabilidade do setor.

    Calçados e máquinas projetam milhares de demissões

    A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) alerta que a permanência das tarifas pode gerar até 8 mil demissões em 2026. O setor já registrou 1.650 demissões em outubro devido à taxação. Nos últimos quatro meses, o volume de exportações de calçados brasileiros aos EUA caiu 23,4%.

    O setor de máquinas também sofre impacto significativo. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) destaca que as tarifas geraram demissões em diversas empresas. A participação do Brasil no mercado americano despencou de 27% para 13%.

    A associação adverte que novos mercados não conseguem absorver o volume de vendas e as mesmas condições comerciais dos EUA no curto prazo. A demora no corte de impostos pode gerar substituição permanente dos produtos brasileiros por concorrentes estrangeiros.

    Pequenos produtores de mel enfrentam ameaça ao sustento

    A guerra comercial compromete principalmente pequenos produtores e agricultores familiares, que representam a maioria dos produtores de mel no Brasil. A Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel) ressalta que 53% do mel produzido no país tem como destino os Estados Unidos.

    A entidade pede que o governo solucione a taxação por meio de diplomacia estratégica, alertando para os riscos à cadeia produtiva.

    Café solúvel perde liderança no mercado americano

    A Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) aponta “risco de perda permanente de mercado”. Os EUA são o principal destino do café solúvel brasileiro, mas as vendas ao país caíram 52% em volume desde agosto, quando começou a taxação.

    Em outubro, a Rússia assumiu o lugar dos EUA como principal destino do café solúvel brasileiro. No entanto, o mercado russo não absorve a mesma demanda americana.

    Tarifaço teve redução parcial há um mês

    Trump anunciou a retirada de tarifas sobre café, carne bovina, frutas, suco de laranja, cacau e madeira em novembro, após meses de negociações com o governo brasileiro. O tarifaço havia atingido mais de 200 produtos.

    Atualmente, 36,5% dos produtos brasileiros seguem taxados, segundo a Câmara de Comércio Brasil-EUA. Máquinas, calçados, roupas, pescados, mel e café solúvel estão entre os itens que mantêm a sobretaxa de 40%.

    Brasil diversifica mercados e registra crescimento nas exportações

    O total de exportações agrícolas do Brasil cresceu 1,7% entre janeiro e novembro de 2025, segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). As vendas aos EUA caíram 38% entre agosto e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

    Carla Beni, economista da FGV, avalia que o impacto negativo das tarifas foi muito menor do que o esperado. A situação obrigou o Brasil a diversificar mercados, o que pode aquecer a economia do país.

    “Quanto mais parceiros comerciais, melhor”, afirma Beni. A maior presença de produtos brasileiros em novos mercados, como a Europa, pode facilitar novos acordos comerciais, como o esperado entre União Europeia e Mercosul.

    Café prevê retomada de vendas em 2026

    O CNC (Conselho Nacional do Café) projeta que a queda de 30% nas exportações aos EUA deve ser retomada no ano que vem. O otimismo se baseia na queda dos impostos e nos baixos estoques no país norte-americano.

    Silas Brasileiro, presidente do CNC, explica que o café não tem validade curta, o que permitiu que produtores estocassem parte das sacas até a solução do problema. Ele destaca que a diversificação de destinos muda para sempre a dinâmica setorial e reduz a dependência futura dos Estados Unidos.

    Setor de carnes mostra resiliência e redireciona vendas

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) já registra retomada de vendas após a queda de tarifas. O setor tinha grande presença em muitos países antes das taxações.

    Para evitar 50% de impostos sobre mercadorias nos EUA, 60 mil toneladas foram rapidamente redirecionadas para mais de 160 destinos, incluindo Ásia, Europa, Chile e Rússia.

    A troca de compradores apertou o lucro, mas o setor mostrou resiliência. “De janeiro a novembro já exportamos 244,5 mil toneladas e US$ 1,4 bilhão para os EUA, superando todo o resultado de 2024”, destaca Roberto Perosa, presidente da Abiec. O setor espera recuperação total do volume de vendas de 2024 durante 2026.

    Tarifas elevam preços nos EUA

    Ulisses Ruiz de Gamboa, professor de Economia do Insper, explica que a taxação de produtos estrangeiros aumentou preços de itens do cotidiano dos americanos, como café, hambúrguer e suco de laranja.

    O professor ressalta que a maioria dos exportadores brasileiros conseguiu encontrar alternativas. O maior impacto no Brasil ficou localizado em setores específicos que tinham exportação dependente dos EUA.

  • Preço da carne dispara e consumidor troca churrasco por peixe

    Preço da carne dispara e consumidor troca churrasco por peixe

    Dados da Scanntech, empresa de inteligência de dados, mostram que preço dos peixes subiu apenas 2,1%, enquanto carne bovina teve alta de quase 25%. Resultado? O consumidor brasileiro está trocando o churrasco pelo pescado.

    O carrinho de compras do brasileiro mudou bastante em 2025. E não é pra menos. Com o preço da carne bovina nas alturas, muita gente precisou repensar o cardápio da semana. A solução? Investir mais em peixes.

    Um estudo recente da Scanntech, empresa líder em inteligência de dados para varejo e indústria, revelou que o consumo de pescados cresceu 8,2% entre janeiro e setembro deste ano. O movimento acontece num momento onde as proteínas tradicionais pesaram , e muito, no bolso.

    Enquanto a carne bovina disparou quase 25% no período, os peixes subiram apenas 2,1%. A carne suína também não ajudou, com alta de 21,2%. Resultado? As famílias brasileiras começaram a buscar alternativas mais acessíveis na hora de montar a “mistura” do dia a dia.

    Fora da quaresma, peixe vira opção o ano todo

    Todo mundo sabe que peixe costuma vender mais na Páscoa e Quaresma, né? Mas em 2025 a história foi diferente. Os meses de janeiro, julho e agosto, justamente quando os preços dos pescados ficaram mais estáveis, registraram as maiores altas de consumo comparado ao mesmo periodo de 2024.

    “O consumidor tem revisto suas escolhas pra adequar o orçamento”, explica Priscila Ariani, Diretora de Marketing da Scanntech. “A alta da carne bovina levou os brasileiros a buscar alternativas, ampliando o consumo de peixes com melhor custo-benefício. Esse cenário deve continuar devido à oscilação dos preços das proteínas.”

    Tilápia: a grande estrela do momento

    Se tem uma espécie que roubou a cena em 2025, essa espécie é a tilápia. O peixe teve crescimento impressionante de 32,9% no volume de vendas. O segredo? O preço caiu 8,4% no período, tornando a tilápia a escolha perfeita pra quem quer economizar sem abrir mão da proteína.

    A Scanntech identificou diferenças importantes entre as regiões do país. A tilápia dominou as vendas em praticamente todo Brasil, só ficou de fora do pódio no Norte. As regiões Centro-Oeste e Norte foram as que viram a maior queda no preço por quilo, e consequentemente registraram os melhores resultados em volume.

    O que aconteceu com os outros peixes?

    Cada espécie teve seu próprio comportamento no mercado brasileiro:

    • Salmão perdeu espaço. Enquanto outros peixes ganhavam terreno, o salmão apresentou queda de consumo em todas as regiões do país. O preço mais salgado pode ter afastado os consumidores.
    • Merluza cresceu em regiões estratégicas. O peixe apresentou aumento de vendas no Interior de São Paulo, Nordeste e região Leste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro) — áreas onde a espécie já tinha participação expressiva.
    • Pescada aumentou 42,5% no Brasil. A espécie se destacou com crescimento robusto em praticamente todo país. Só não emplacou no Centro-Oeste, onde o preço médio mais elevado limitou as vendas.
    • Sardinha em queda, mesmo sendo a mais barata. Apesar de ter o menor preço por quilo, a sardinha registrou recuo na maioria das regiões. As exceções foram São Paulo, Nordeste e Centro-Oeste, onde o produto manteve relevância.

    O que esperar daqui pra frente?

    Com a inflação das proteínas tradicionais ainda pressionando o orçamento familiar, especialistas acreditam que o consumo de pescados deve continuar em alta. A tilápia, especialmente, consolidou seu espaço como alternativa viável e acessível no dia a dia do brasileiro.

    Pra quem trabalha com varejo ou indústria de alimentos, fica o alerta: o consumidor brasileiro está mais atento aos preços e disposto a mudar hábitos quando necessário. E os peixes vieram pra ficar, não só na Páscoa, mas no cardápio do ano inteiro.

  • Exportação de pescados aos Estados Unidos é suspensa após tarifa

    Exportação de pescados aos Estados Unidos é suspensa após tarifa

    As exportações brasileiras de pescados para os Estados Unidos estão paralisadas desde a última quinta-feira (10). A suspensão ocorre após o anúncio do presidente Donald Trump sobre a nova taxação.

    Segundo a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), o setor deixou de embarcar 1.500 toneladas de peixes e frutos do mar. Os contêineres estão parados em diversos portos, principalmente na Bahia, Ceará e Pernambuco.

    De acordo com o diretor-executivo da Abipesca, Jairo Gund, o envio foi interrompido por causa do tempo de transporte. Os produtos levam cerca de três semanas para chegar ao território norte-americano por via marítima.

    Com isso, os compradores dos Estados Unidos temem o impacto do novo imposto. A tarifa entra em vigor em 1º de agosto. Os empresários norte-americanos estão inseguros quanto ao preço final dos produtos após a cobrança.

    O mercado dos Estados Unidos representa 70% das exportações brasileiras do setor. A suspensão afeta diretamente pequenos aquicultores e pescadores artesanais, segundo Gund.

    Esses produtores, ligados à agricultura familiar, concentram-se na criação de tilápia e na pesca artesanal. O mercado internacional reconhece a alta qualidade dos produtos brasileiros.

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  • Receita na exportação de pescados do Paraná cresce mais de 4.600% em cinco anos

    Receita na exportação de pescados do Paraná cresce mais de 4.600% em cinco anos

    Nos primeiros quatro meses de 2020, o Paraná faturou US$ 233,2 mil com a exportação de pescados. No mesmo período de 2025, a receita saltou para US$ 11,150 milhões, representando um crescimento superior a 4.600% em cinco anos.

    O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), destaca esse aumento expressivo.

    O volume exportado também cresceu significativamente. No primeiro quadrimestre de 2025, o Paraná exportou 2,7 mil toneladas de peixes, um avanço de 1.300% em relação às 187 toneladas registradas no mesmo período de 2020. Além disso, o volume de 2025 supera em 43% o registrado no primeiro quadrimestre de 2024.

    No cenário nacional, o Paraná ampliou sua participação nas exportações de pescados. Em 2020, o estado respondia por pouco mais de 1% das exportações brasileiras; em 2024, essa participação subiu para 11,8%.

    O analista do Deral, Edmar Gervásio, explica que a tilápia domina as exportações paranaenses, representando quase 90% do volume total. Ele destaca que o principal mercado consumidor é o americano, que compra praticamente 90% do pescado exportado pelo Paraná.

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