Tag: pescado ilegal

  • Ibama apreende 307 toneladas de pescado ilegal

    Ibama apreende 307 toneladas de pescado ilegal

    A ação ocorreu em uma empresa de grande porte da indústria pesqueira. Foto: Divulgação/Ibama

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 307 toneladas de pescado pronto para comercialização no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, durante uma ação de fiscalização realizada na última terça-feira (24). A Operação Decapoda resultou na autuação de uma empresa em R$ 10,6 milhões por armazenamento de pescado de origem ilícita.

     

    ​Segundo o Ibama, esta é a maior apreensão de pescado já registrada no estado, consolidando um marco na fiscalização pesqueira do Rio Grande do Sul. A ação contou com apoio do Comando de Polícia Ambiental da Brigada Militar (CPAmb/BM). Que identificou irregularidades nos comprovantes de origem do pescado da espécie corvina (Micropogonias furnieri).

    ​Esquema de fraude na cadeia de custódia do pescado

    Entre agosto e novembro de 2025, a empresa fiscalizada adquiriu 514 toneladas de pescado, em sua maioria corvina. No Relatório de Auditoria de Origem do Pescado, os fiscais do Ibama apontaram graves inconsistências na emissão de notas fiscais, indicando fraudes envolvendo a associação de diferentes empresas para ocultar a verdadeira origem do produto.

    ​As irregularidades na cadeia de custódia tinham como objetivo mascarar o pescado capturado ilegalmente. Foram identificadas práticas como declaração de embarcações sem autorização ou sem capacidade operacional e uso de veículos inexistentes ou inadequados para o transporte. Além de, ocultação do verdadeiro primeiro comprador, simulação de venda direta à indústria, subfaturamento dos valores comercializados e realização de cruzeiros de pesca em áreas e com técnicas proibidas. Além de mais de 20 outros indícios de irregularidades.

    ​A corvina apreendida tinha como destino o mercado externo, reforçando o impacto econômico do esquema de fraude. A destinação do pescado ainda aguada decisão judicial e está sob efeito de liminar, permanecendo armazenado na empresa, que foi nomeada fiel depositária até a conclusão do processo.

    ​Pesca irregular atinge período crítico de reprodução da corvina

    De acordo com o Ibama, o pescado apreendido teve origem na pesca de cerco durante o período reprodutivo da corvina na costa do Rio Grande do Sul. E tambem na pesca de arrasto de trolha no interior da Lagoa dos Patos, focada na captura de exemplares juvenis. Ambas as modalidades são proibidas pela legislação vigente por ocorrerem em fase crítica do ciclo de vida da espécie, quando a pressão sobre o estoque causa maior impacto ambiental.

    ​Mesmo ilícitas, essas práticas seguem recorrentes durante a safra da corvina, na primavera, entre setembro e dezembro, período de maior vulnerabilidade para a reposição natural dos estoques pesqueiros. A continuidade da pesca irregular em plena fase reprodutiva agrava o risco de colapso da população da espécie na região.

    Corvina ganha relevância econômica, mas enfrenta queda de estoque

    Atualmente, a corvina (Micropogonias furnieri) está entre as cinco espécies mais relevantes na pauta de exportações do pescado brasileiro. O que reforça sua importância econômica para a cadeia produtiva da pesca nacional. Ao mesmo tempo, estudos apontam um cenário preocupante para a sustentabilidade do estoque. Com redução superior a 30% da população da espécie nos últimos três ciclos geracionais.

    Em razão desse declínio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) avalia a inclusão da corvina na Portaria MMA nº 445/2014, atualizada pela Portaria MMA nº 148/2022. Ela define a lista nacional de espécies marinhas ameaçadas de extinção. Especialistas podem enquadrar a espécie na categoria Vulnerável (VU), classificação que tende a endurecer as regras de manejo e ampliar as medidas de proteção.

    A possível mudança de status da corvina acende um alerta para o setor pesqueiro. Que terá de conciliar a importância econômica da espécie com a necessidade de recuperação do estoque e de maior controle contra a pesca ilegal.

  • Operação apreende 2 toneladas de pescado ilegal

    Operação apreende 2 toneladas de pescado ilegal

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 2,32 toneladas de pescado ilegal durante a Operação Tuna, realizada em dezembro no litoral do Rio Grande do Norte. A fiscalização aplicou multas que somam R$ 122 mil e visa coibir infrações relacionadas à pesca de atuns e à captura irregular de espécies ameaçadas de extinção.

    A operação identificou o aproveitamento ilegal de 52 espécies afetadas pela captura de atuns. Entre os animais ameaçados estão o agulhão-branco, o agulhão-negro, o atum-azul e 36 espécies de tubarões. Aves e tartarugas marinhas também integram a lista de vítimas da atividade irregular.

    O Ibama fiscalizou embarcações pesqueiras, indústrias, estabelecimentos de comércio atacadista e varejista de pescados, além de estaleiros no litoral norte potiguar. O Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) aponta que cerca de 1.950 embarcações possuem autorização para pescar atuns na região Nordeste.

    Principais irregularidades flagradas pela fiscalização

    Os fiscais constataram o aproveitamento de espécies ameaçadas sem permissão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, como o agulhão-negro e o atum-azul. O comércio de atum sem comprovação de origem também figurou entre as infrações mais comuns.

    Estrelas-do-mar, moluscos e corais apreendidos durante operação no RN. Foto: divulgação/Ibama

    A operação localizou estaleiros que construíam embarcações de pesca sem licença ambiental e sem Permissão Prévia de Pesca. O Ibama multou os responsáveis e suspendeu as atividades irregulares. A construção clandestina de embarcações aumenta o esforço de pesca não controlado e contribui para a exploração excessiva dos recursos marinhos nas águas brasileiras.

    Outras violações ambientais identificadas

    A Operação Tuna flagrou ainda a venda de ova de curimatã, espécie protegida em período de piracema, e o comércio não autorizado de estrelas-do-mar e corais. Os fiscais também identificaram a venda de lagosta durante o período de defeso, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução da espécie.

    A Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins no Atlântico (ICCAT) controla a pesca de atuns na região. O Brasil integra o organismo internacional e deve implementar ações de fiscalização para garantir o cumprimento das normas de conservação.

    O Ibama doou todo o pescado apreendido para entidades beneficentes, militares e hospitalares da região.

  • Ibama apreende 14 toneladas de pescado ilegal no RS

    Ibama apreende 14 toneladas de pescado ilegal no RS

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 14 toneladas de pescado ilegal durante a operação Makaira, realizada no dia 23 de outubro no Rio Grande do Sul. O Batalhão Ambiental da Brigada Militar apoiou a ação, que visa coibir infrações na modalidade de espinhel pelágico.

    Agentes ambientais federais deflagraram operação de fiscalização pesqueira. Foto: Fiscalização/Ibama

    Os agentes fiscalizaram embarcações que utilizavam linhas secundárias fixadas à linha principal com anzóis e iscas para capturar atuns, espadartes e tubarões — espécies que exigem maior controle ambiental no país.

    Embarcação desrespeitou horário de pesca e fraudou documentos

    A equipe de fiscalização vistoriou os equipamentos utilizados, as rotas percorridas e os horários de lançamento dos petrechos de pesca. Os agentes flagraram o descumprimento da largada noturna, período que vai do entardecer ao amanhecer náuticos e reduz a captura incidental de aves marinhas.

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolveu uma rotina computacional automatizada que analisa cruzeiros de pesca. O sistema identifica com precisão as fases de navegação, lançamento de equipamentos, espera e recolhimento, e confronta os horários de lançamento com o pôr do sol náutico.

    A análise revelou que a embarcação pescou por mais de 18 horas em horário proibido, expondo aves marinhas a risco elevado. Além disso, os tripulantes fraudaram o Mapa de Bordo ao incluir horários de lançamento divergentes dos realmente praticados para ocultar a atividade ilegal das autoridades.

    Dois tripulantes responsáveis pelas operações de pesca foram presos em flagrante por pesca proibida e falsidade ideológica.

    Pescado apreendido beneficia comunidades em insegurança alimentar

    O Programa Sesc Mesa Brasil já recebeu mais de oito toneladas dos pescados apreendidos. A entidade distribui os alimentos para organizações beneficentes que atendem comunidades em situação de insegurança alimentar.

    A pesca com espinhel provoca capturas incidentais de aves marinhas, como albatrozes e petréis. Essas espécies representam mais de 70% das aves marinhas ameaçadas de extinção, com populações que não apresentam sinais de recuperação. Cinco espécies de tartarugas marinhas ameaçadas no Brasil também sofrem com essa modalidade de pesca.

    Mais de oito toneladas foram doadas para o Programa Sesc Mesa Brasil. Foto: Fiscalização/Ibama

    Mais de dez espécies de tubarões são vítimas frequentes da pesca com espinhel. Pescadores capturam os animais para comercializar suas barbatanas no mercado asiático. Os tubarões-martelo, com seis espécies classificadas como “Criticamente em Perigo”, e o tubarão-azul, considerado “Vulnerável” no Rio Grande do Sul e no Pará, estão entre os mais ameaçados.

    Brasil cumpre acordos internacionais de conservação

    O Brasil assinou o Acordo Internacional sobre a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), que visa proteger essas aves oceânicas. Os órgãos ambientais brasileiros devem identificar se as embarcações cumprem as medidas de gestão mitigatórias.

    O país também participou das negociações junto às Comissões Internacionais para a Conservação dos Recursos Marinhos da Antártida (CCAMLR) e para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), contribuindo com estudos e testes de medidas de proteção às aves marinhas.

    Planacap reduz mortalidade de aves marinhas

    O Ibama executa ações do Plano de Ação Nacional de Conservação dos Albatrozes e Petréis (Planacap) para reduzir a mortalidade dessas aves causada por ações humanas, especialmente pela captura não intencional na pesca. O Planacap, um dos Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN), encontra-se no quarto ciclo de vigência.

    As medidas de conservação brasileiras exigem simultaneamente três práticas: controle do horário de lançamento dos equipamentos, regime de lastro (peso do chumbo e distância dos anzóis) e adoção da linha espanta-pássaros (toriline).

     

  • Ibama apreende 12,5 toneladas de pescado irregular no Ceará

    Ibama apreende 12,5 toneladas de pescado irregular no Ceará

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou duas operações simultâneas no Ceará. Elas resultaram na apreensão de 12,5 toneladas de pescado irregular de espécies ameaçadas de extinção. As ações ocorreram no município de Acaraú e no Aeroporto Internacional de Fortaleza, como parte da Operação Lusca, voltada ao combate da pesca ilegal e à proteção da biodiversidade marinha.

    Fiscais apreenderam 11.912,67 kg de pargo (Lutjanus purpureus) em Acaraú, no litoral do Ceará. A espécie enfrenta risco de extinção e está sob regras específicas dos planos de recuperação. A carga também incluía exemplares de ariacó (Lutjanus synagris) e pargo-piranga (Rhomboplites aurorubens), peixes que vivem nos mesmos recifes e costumam ser capturados juntos. A apreensão envolveu uma disputa judicial entre o Ibama e o infrator.

    No Aeroporto de Fortaleza, a fiscalização interceptou 637,77 kg de sirigado (Mycteroperca bonaci) in natura. A carga seguiria para os Estados Unidos de forma ilegal, sem a documentação exigida para comprovar sua origem legal e ambientalmente regular.

    Apreensão doada a projetos sociais no Ceará. Foto: Divulgação/Ibama

    Todo o pescado irregular foi doado a instituições sociais e militares cadastradas no Ibama. Entre eles o Programa Mesa Brasil, o Lar Amigos de Jesus e a Capitania dos Portos do Ceará (Marinha do Brasil). Essa medida visa evitar o desperdício e beneficiar populações em situação de vulnerabilidade.

    Espécies ameaçadas e fiscalização rigorosa

    Tanto o pargo quanto o sirigado estão listados como espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Os pescadores só podem capturar essas espécies seguindo as regras definidas pelos planos de recuperação, que impõem restrições rigorosas para garantir a sustentabilidade das populações marinhas. A pesca irregular configura crime ambiental, sujeito a sanções administrativas e penais.

    Foto: Divulgação/Ibama

    O Ibama reforça a importância do cumprimento da legislação pesqueira e ambiental. E mantém atuação firme para coibir a exploração ilegal da biodiversidade marinha brasileira, protegendo os estoques pesqueiros e o equilíbrio dos ecossistemas.

    Esta ação integra o esforço contínuo do Ibama para combater a pesca predatória no Ceará, região que tem registrado apreensões significativas de pescado irregular em operações recentes, contribuindo para a conservação das espécies e o desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro local.

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  • Ibama apreende mais de 2 toneladas de pescado ilegal no Aeroporto de Guarulhos

    Ibama apreende mais de 2 toneladas de pescado ilegal no Aeroporto de Guarulhos

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou a apreensão de 2.092 kg de pescado ilegal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP). A carga tinha como destino o aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. Porém foi retida por falta de comprovação ambiental válida, configurando uma infração ambiental grave.

    Entre os pescados apreendidos estavam 1.798 kg de cioba (Ocyrus chrysurus), 11,5 kg de arioco (Lutjanus synagris) e 9,5 kg de catuá (Cephalopholis fulva). A fiscalização identificou que a nota fiscal da carga estava vinculada a uma embarcação sem sistema de rastreamento por satélite. Isso está em desacordo com a legislação vigente, o que impossibilitou a validação da origem do pescado.

    De acordo com o Ibama, essa ausência de rastreamento viola as normas ambientais e caracteriza tentativa de comercialização ilegal. A fiscalização aplicou uma multa de R$ 47.540,60 à empresa responsável pela exportação.

    Importância do rastreamento para combate à pesca ilegal

    O Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS), operado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ibama, ICMBio, Ministério da Pesca e Aquicultura e a Marinha, é fundamental para o monitoramento das embarcações pesqueiras e para o combate à pesca ilegal. O sistema permite o acompanhamento remoto das embarcações e dos estoques marinhos, garantindo maior eficácia nas ações de fiscalização.

    Em uma ação complementar, os responsáveis pela operação doaram toda a carga apreendida ao Programa Mesa Brasil, iniciativa que combate a fome ao distribuir alimentos para populações em situação de vulnerabilidade social.

    O combate à pesca ilegal é crucial para a preservação dos recursos marinhos e para a sustentabilidade da atividade pesqueira no Brasil. As equipes realizaram a operação no último sábado (14) e divulgaram as informações nesta segunda-feira.

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  • Operação apreende três toneladas de pescado ilegal em fábrica clandestina

    Operação apreende três toneladas de pescado ilegal em fábrica clandestina

    Uma operação de fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira (12) resultou na apreensão de cerca de três toneladas de pescado ilegal em uma fábrica clandestina no bairro Ipê, em Guaíba. A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e o 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM) conduziram a ação como parte das estratégias do governo estadual para proteção ambiental.

    A fiscalização teve início após denúncia ao Batalhão Ambiental, que identificou a atividade irregular. A fábrica operava sem licença ambiental e apresentava condições inadequadas para o processamento e comércio de peixes. Entre os pescados apreendidos, foram encontradas cinco espécies ameaçadas de extinção: bagre, arraia-viola, cação-anjo e duas espécies de tubarão-martelo.

    Mateus Leal, chefe da Divisão de Controle e Monitoramento da Qualidade Ambiental da Sema, destacou. “Ao chegar ao local, identificamos uma indústria clandestina, com pescados sem origem, sem condições sanitárias e sem autorização para funcionamento. Conseguimos o flagrante e interrompemos essa atividade ilegal.”

    Os agentes autuaram a empresa por crimes ambientais, como funcionamento sem autorização, processamento ilegal de pescado e poluição ambiental. Os responsáveis descartavam resíduos do processamento de forma irregular em um arroio próximo, o que agravou o impacto ambiental. A equipe conduziu oito pessoas à delegacia, onde registrou boletins de ocorrência e autos de constatação de crime ambiental, além de adotar as demais medidas legais cabíveis.

    Denúncia levou autoridades até fábrica

    O coronel Rodrigo Gonçalves dos Santos, comandante do Comando Ambiental da Brigada Militar, afirmou: “Recebemos a denúncia sobre o processamento e venda de espécies ameaçadas. Confirmamos a irregularidade e iniciamos o processo criminal. Essa parceria com a Sema tem gerado resultados positivos.”

    Segundo a Seapi, o pescado apreendido não possui certificação de origem nem condições sanitárias adequadas, apresentando riscos à saúde pública. O laudo técnico da secretaria concluiu que os produtos são impróprios para consumo e serão destruídos com destinação final adequada.

    João Lucho, fiscal estadual agropecuário da Seapi, ressaltou: “Os produtos fiscalizados eram sem procedência e ofereciam risco à saúde, o que motivou a apreensão e inutilização do material.”

    A operação reforça o compromisso das autoridades estaduais na fiscalização contra o comércio ilegal de pescado e na preservação das espécies ameaçadas, garantindo a segurança alimentar e ambiental da população.

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  • Ibama apreende 4 toneladas de pescado ilegal no Amazonas

    Ibama apreende 4 toneladas de pescado ilegal no Amazonas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu mais de 4 toneladas de pescado ilegal durante a Operação Gaspar. As equipes realizaram a operação na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, localizada a 223 quilômetros de Manaus (AM). A ação, que contou com apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas (SEMA/AM) e do Batalhão de Policiamento Ambiental, resultou na aplicação de R$ 464 mil em multas ambientais e reforça o combate à pesca predatória na região.

    Entre o pescado apreendido, três toneladas eram de pirarucu. A espécie é protegida e listada na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), o que evidencia a gravidade da infração ambiental. No total, os fiscais emitiram 15 autos de infração. Eles também doaram todo o pescado recolhido à comunidade local, com o objetivo de minimizar os impactos sociais e ambientais da atividade ilegal.

    RDS Piagaçu-Purus

    A RDS Piagaçu-Purus abrange cerca de 1 milhão de hectares nos municípios de Beruri, Anori, Tapauá e Coari.  Sendo considerada estratégica para a conservação de ecossistemas de várzea e terra firme na Amazônia. A operação fiscalizou embarcações, flutuantes e suspeitos de envolvimento com práticas ilegais, reforçando o compromisso das autoridades ambientais com a proteção da biodiversidade regional.

    A Operação Gaspar destaca a importância da atuação integrada entre órgãos ambientais e forças de segurança para coibir crimes ambientais e preservar espécies ameaçadas, como o pirarucu, além de promover o uso sustentável dos recursos naturais na Amazônia

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