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  • MBRF lucra R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

    MBRF lucra R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

    A MBRF (MBRF3), gigante do setor de alimentos e detentora de marcas consagradas como Sadia, Perdigão e Qualy, iniciou o ano de 2026 com resultados financeiros robustos. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 26% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    O balanço do 1T26 revela uma receita líquida de R$ 39,5 bilhões e EBITDA de R$ 3,1 bilhões. Segundo o Chairman da MBRF, Marcos Molina, esses números comprovam a consistência da estratégia de longo prazo e a eficiência na execução do modelo de negócios da empresa.

    Recorde nas exportações e avanço na Ásia e Europa

    A estratégia de diversificação global impulsionou o desempenho operacional. Em março, a MBRF atingiu um recorde histórico nas exportações diretas de aves e suínos. Os embarques para a Europa saltaram 43% em relação ao trimestre anterior, beneficiados pelo retorno das vendas de aves via pre-listing para a União Europeia. Na Ásia, o crescimento foi de 18%, com destaque para os carregamentos de frango originados no Rio Grande do Sul com destino à China.

    O CEO da MBRF, Miguel Gularte, destaca que a agilidade em direcionar produtos para mercados de maior rentabilidade permitiu que a empresa aproveitasse a crescente demanda global por proteínas.

    Liderança no mercado Halal e resiliência no Oriente Médio

    Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, a MBRF fortaleceu sua presença no Oriente Médio. A companhia registrou o maior volume de vendas de sua história durante o Ramadã, ampliando em 12 pontos percentuais sua participação nas exportações para os países do Golfo entre fevereiro e março.

    A unidade Sadia Halal alcançou rentabilidade recorde, encerrando o trimestre com uma margem EBITDA ajustada de 15,6%. A empresa atribui o sucesso à flexibilidade operacional e à robustez de seu sistema logístico e de distribuição própria na região.

    Desempenho nos mercados das Américas

    No Brasil, a MBRF expandiu sua presença nos pontos de venda em 1,3 ponto percentual, mesmo em um período de consumo sazonalmente mais baixo. A integração do portfólio de carne bovina também ampliou a base de clientes atendidos no mercado interno.

    Já na América do Norte, a receita subiu 6,9%, atingindo US$ 3,5 bilhões, impulsionada pela alta demanda, apesar da oferta restrita de gado na região. Na América do Sul, a operação apresentou um crescimento ainda mais expressivo. A receita saltou 23,1% e o EBITDA cresceu 34,9%, resultado do foco em produtos de valor agregado e ganhos de produtividade nos complexos industriais.

    O Vice-presidente de Finanças e RI, José Ignacio Scoseria, reforça que a prioridade da companhia permanece na geração de valor e na manutenção de uma estrutura de capital saudável. A MBRF projeta manter o ritmo de crescimento sustentável, consolidando sua plataforma global multiproteína nos próximos trimestres.

  • MBRF inicia trajetória na bolsa como gigante global de alimentos

    MBRF inicia trajetória na bolsa como gigante global de alimentos

    A nova gigante global de alimentos, MBRF Global Foods Company, estreou oficialmente na bolsa de valores B3 nesta terça-feira (23). Com o ticker MBRF3, a companhia resultou da fusão entre Marfrig e BRF, consolidando-se entre as maiores empresas do setor no Brasil e no mundo.

    A cerimônia de toque da campainha marcou o início das negociações e simbolizou uma nova era para a indústria alimentar. A MBRF já nasce como a 7ª maior empresa do Brasil, com faturamento anual estimado em R$ 160 bilhões.

    Sua atuação abrange 117 países, entregando uma plataforma multiproteínas que integra carne bovina, suína e de frango, além de produtos processados, que correspondem a 38% do portfólio. Marcas icônicas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit fortalecem a presença e a diversidade de oferta da companhia.

    A fusão, anunciada em maio e concluída em setembro, transformou a BRF em subsidiária integral da Marfrig, que absorveu todas as suas ações. Essa união visa aproveitar sinergias estratégicas e operar com simplicidade e eficiência. Miguel Gularte, ex-CEO da BRF, assumiu a presidência executiva da MBRF, reportando-se ao chairman Marcos Molina, controlador das duas empresas.

    Competitividade

    Além da escala, a nova empresa aposta em inovação e competitividade global. Sua gestão organizou oito vice-presidências voltadas para áreas essenciais como Finanças, Marketing, Mercado Halal, Operações Industriais, e Agro e Qualidade. O objetivo é acelerar o crescimento sustentável, ampliando opções para consumidores e fortalecendo a capacidade de inovação frente às demandas do mercado.

    Com a fusão, a MBRF desafia a JBS no cenário global, reforçando o Brasil como polo estratégico na cadeia mundial de proteínas. O novo grupo promete entregar valor consistente a acionistas, colaboradores e parceiros, mantendo foco na eficiência operacional e no respeito ao meio ambiente.

  • Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada pelo CADE e cria gigante global

    Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada pelo CADE e cria gigante global

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou nesta sexta, dia 05 de setembro, em sessão extraordinária, a fusão entre as empresas brasileiras Marfrig e BRF, consolidando a criação da nova gigante do setor alimentício, a MBRF.

    A decisão unânime do tribunal antitruste reafirma que a operação, já analisada anteriormente, não apresenta riscos concorrenciais. Pois as duas companhias pertenciam ao mesmo grupo econômico.

    A aprovação do CADE era uma das etapas finais previstas no protocolo de fusão assinado em 15 de maio de 2025. Antes disso, a operação já contava com o aval da maioria dos acionistas. Eles aprovaram a união em assembleias gerais realizadas em 5 de agosto de 2025. Com o fim do recesso, a expectativa é que a conclusão da fusão ocorra ainda neste mês de setembro.

    Com uma receita líquida anual estimada em R$ 152 bilhões e um portfólio com 38% de produtos de valor agregado, a MBRF incorporará marcas tradicionais e reconhecidas no mercado. Isso inclui Sadia, Perdigão, Qualy e Bassi. A nova empresa surge como uma das maiores do mundo no setor de alimentos, fortalecendo sua posição competitiva global.

  • BRF tem lucro recorde e reduz dívida ao menor nível histórico

    BRF tem lucro recorde e reduz dívida ao menor nível histórico

    A BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão, Qualy e Banvit, encerrou o primeiro semestre de 2025 com o melhor desempenho de sua história. O EBITDA chegou a R$ 5,3 bilhões, alta de 11% sobre 2024, enquanto o lucro líquido somou R$ 1,9 bilhão, avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

    No segundo trimestre, a empresa apresentou receita líquida de R$ 15,4 bilhões, aumento de 3% frente a 2024. Além disso, o EBITDA ajustado foi de R$ 2,5 bilhões e o lucro líquido alcançou R$ 735 milhões. O fluxo de caixa livre ficou em R$ 842 milhões, e a alavancagem caiu para 0,43 vezes, o menor índice já registrado pela companhia.

    Segundo o CEO Miguel Gularte, a performance traduz a consistência da estratégia. “Os números evidenciam a capacidade de reação e resiliência da empresa. Nosso foco em eficiência nos permitiu alcançar resultados consistentes, mesmo em um cenário adverso como o que se apresentou no trimestre, marcado por restrições nas exportações de frango”, afirmou.

    Brasil: processados lideram avanço

    No mercado interno, a BRF mostrou vigor. O volume cresceu 6%, com destaque para o segmento de processados, que alcançou o maior patamar já vendido em um segundo trimestre. Como resultado, a receita líquida no Brasil chegou a R$ 8,1 bilhões, impulsionando um EBITDA de R$ 1,3 bilhão e margem de 16,4%.

    Esse avanço foi possível graças à execução da estratégia comercial, que incluiu maior capilaridade e aumento da base de clientes, agora superior a 330 mil pontos de venda. Ao mesmo tempo, a companhia manteve os serviços logísticos em alto nível, consolidando ganhos de eficiência.

    O portfólio também ganhou novidades. A Sadia lançou a Salsicha Pop Dog, feita com carne bovina, enquanto a Perdigão entrou na categoria de lanches prontos. Além disso, a companhia expandiu a linha de hambúrgueres em parceria com Bassi e Montana, alavancando as vendas por meio da força de distribuição.

    Mercado internacional: preço e diversificação

    No exterior, a estratégia de diversificação geográfica permitiu à BRF manter preços competitivos mesmo em um ambiente desafiador. O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,2 bilhão, com margem de 17,3%. Nesse intervalo, a empresa recebeu 11 novas habilitações de exportação, incluindo Argentina e Canadá, somando 198 desde 2022.

    No mercado Halal, a companhia obteve ganhos relevantes. O market share em processados avançou 1,4 ponto percentual nos países do Golfo, enquanto a estreia na Arábia Saudita ocorreu com o lançamento da Sadia Fresh, em parceria com a Addoha Poultry Company.

    “O endividamento regrediu para 4,7 bilhões, a alavancagem fechou o semestre em 0,43x, menor nível histórico e a geração de caixa livre segue suportando nossos planos de crescimento global de forma sustentável”, disse o vice-presidente de Finanças e RI, Fábio Mariano.

    Sustentabilidade e gestão de pessoas

    Além dos números, a BRF reforçou compromissos de longo prazo. A companhia foi reconhecida pelo CDP na “A List 2024”, devido às práticas de gestão de emissões de gases de efeito estufa.

    O Instituto BRF lançou a campanha Educação para o Futuro, que beneficiou mais de 5 mil pessoas com revitalização de espaços educativos e programas para jovens sobre mercado de trabalho.

    No campo da gestão de pessoas, a empresa valorizou talentos internos. Nos últimos 12 meses, 70% das posições de liderança foram ocupadas por colaboradores, reforçando o compromisso com a formação e retenção de profissionais.

    “Os ótimos resultados destes primeiros seis meses do ano demonstram nossa trajetória consistente de eficiência e de geração de valor com foco no longo prazo. Continuaremos norteados pela busca da excelência operacional, além de seguimos firmes e otimistas na jornada de crescimento sustentável da Companhia, tendo como base nosso compromisso com a qualidade, a segurança e a integridade em tudo o que fazemos”, concluiu Miguel Gularte.