Tag: Pequi

  • Assistência técnica impulsiona produção de pequi em MT

    Assistência técnica impulsiona produção de pequi em MT

    A assistência técnica fortalece a produção de pequi em Mato Grosso e amplia a renda no campo. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso lidera esse avanço com a metodologia ATeG.

    ATeG melhora produtividade e gestão no campo

    A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) promove melhorias do cultivo à comercialização do pequi.
    Além disso, o programa fortalece o extrativismo e estimula a agroindustrialização da fruta.

    A ATeG atua há anos na fruticultura do estado com planejamento e análise de custos. Também orienta práticas sustentáveis e alinhadas às exigências do mercado.

    O trabalho começa na implantação do pequizeiro com apoio na produção de mudas.
    Além disso, técnicos recomendam adubação, podas, irrigação e manejo fitossanitário.

    Programa integra técnica e gestão nas propriedades

    A supervisora Cristiani Santos Bernini destaca o diferencial da atuação integrada no campo.
    Segundo ela, o programa leva orientação técnica e gestão ao produtor rural.

    Ela afirma que a iniciativa organiza a produção e melhora a qualidade do pequi. Além disso, ajuda o produtor a identificar oportunidades de mercado.

    O acompanhamento técnico cobre colheita, pós-colheita e beneficiamento. Assim, o programa busca aumentar rendimento, qualidade e segurança nas operações.

    Produtora amplia renda com apoio técnico

    A produtora Miriam Gladki Petrenko, de Terra Nova do Norte, melhorou a produção com assistência técnica.
    Ela aperfeiçoou o manejo e estruturou sua agroindústria.

    Miriam afirma que as orientações organizaram a produção e elevaram a qualidade dos produtos.
    Além disso, ela já comercializa sua produção com mais eficiência.

    Os técnicos Beatriz Andrade Melo e Marcelo Soares de Oliveira acompanharam o processo.
    Eles orientaram podas, limpeza e adubação no estágio pré-floral das plantas. Essas práticas garantiram florescimento vigoroso e alta frutificação. Com isso, a produtividade avançou na propriedade.

    Acompanhamento contínuo garante resultados

    A técnica Beatriz Andrade Melo reforça a importância do planejamento e das boas práticas.
    Segundo ela, essas ações geram resultados consistentes e sustentáveis.

    Já o técnico Marcelo Soares de Oliveira destaca o impacto da aplicação correta das orientações.
    Ele afirma que a produtividade e a rentabilidade aumentam no campo.

    Cadeia do pequi cresce em Mato Grosso

    Atualmente, a ATeG atende 826 produtores e mantém 29 grupos no estado. Além disso, o diagnóstico aponta expansão da cadeia do pequi em Mato Grosso.

    O programa inclui diagnóstico produtivo e planejamento estratégico nas propriedades. Também promove capacitação, adequação tecnológica e avaliação de resultados. Os produtores participam de treinamentos práticos sobre cultivo do pequizeiro. As capacitações abrangem mudas, manejo, colheita e pós-colheita.

    O Senar-MT planeja ampliar trilhas de conhecimento em agroindustrialização. O foco inclui conservas, licores, óleo de amêndoa e geleias de pequi.

  • Óleo de pequi melhora hidratação da pele, confirmam testes clínicos

    Óleo de pequi melhora hidratação da pele, confirmam testes clínicos

    Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP desenvolveram uma tecnologia capaz de transformar o óleo de pequi em cosmético hidratante de alta eficácia. O grupo encapsulou o óleo em nanoestruturas chamadas lipossomas, incorporando-o a géis e outras bases aquosa. Algo até então inviável por conta da incompatibilidade do óleo com a água e de seu odor marcante.

    Os testes clínicos confirmaram os benefícios: apenas duas horas após a aplicação do gel com as nanoestruturas, os participantes apresentaram hidratação imediata e significativa da pele, melhora da função barreira cutânea e maior suavidade na textura superficial. Os resultados constam de artigo publicado na revista científica Pharmaceutics.

    A farmacêutica Letícia Kakuda, responsável pela pesquisa e doutoranda sob orientação dos professores Patrícia Maia Campos e Wanderley Oliveira, explica que a escolha do pequi combinou motivação científica e cultural. “O pequi é um símbolo do Cerrado e da biodiversidade brasileira, já usado na alimentação e na medicina popular, mas ainda pouco explorado em produtos de alto valor agregado”, afirma.

    Da polpa ao nanossistema

    O processo começa com a extração do óleo da polpa do fruto por método mecânico a frio, prensas que trituram o fruto em baixas temperaturas. Essa técnica preserva os nutrientes, antioxidantes e demais propriedades naturais da matéria-prima. O óleo de pequi concentra ácidos graxos, carotenoides, tocoferóis (vitamina E) e antioxidantes naturais, combinação com alto apelo para cuidados com pele e cabelos.

    Para contornar a incompatibilidade com sistemas aquosos, a equipe recorreu aos lipossomas. Elas são estruturas esféricas nanométricas formadas por camadas de lipídios semelhantes às das membranas celulares. “Eles têm água no interior e no meio externo e, entre essas duas regiões, existe uma dupla camada lipídica onde podemos incorporar substâncias com afinidade por óleo, como o óleo de pequi”, descreve Letícia.

    Além da versão líquida, os pesquisadores desenvolveram uma versão em pó, chamada lipossoma liofilizado. O processo retira a água das nanoestruturas, transformando-as em pó que, ao receber reidratação, reconstitui lipossomas com características praticamente idênticas às originais. Segundo a pesquisadora, o formato facilita o armazenamento, o transporte e a incorporação em fórmulas, com maior estabilidade físico-química e microbiológica em relação à versão aquosa.

    Menos óleo, mais eficiência

    As nanoestruturas protegem o óleo de pequi da luz, do oxigênio e da temperatura, reduzindo oxidação e degradação ao longo do tempo. Outro ponto de destaque é a possibilidade de usar concentrações menores do ativo na fórmula sem perder eficácia. “Ao organizar o óleo em sistemas nanoestruturados, abre-se a possibilidade de usar menores concentrações. E ainda assim, alcançar uma eficácia igual ou superior em estudos clínicos”, afirma Letícia.

    A composição lipídica dos lipossomas também tem afinidade com os lipídios da camada mais externa da pele, o que favorece a tolerabilidade e reduz o risco de irritação. O resultado são estruturas biocompatíveis com a barreira cutânea que contribuem para melhor desempenho do produto final. Incluindo hidratação, redução da perda transepidérmica de água e suavização do microrrelevo cutâneo.

    Apesar dos resultados promissores, o produto ainda deve levar algum tempo para chegar ao mercado. A equipe avaliou apenas os efeitos imediatos. Os próximos estudos preveem testes com o óleo encapsulado em outros sistemas lipídicos nanoestruturados e análises de uso prolongado. Especialmente em pele madura, com foco em hidratação, função barreira, manchas, poros, oleosidade e densidade dérmica ao longo do tempo.

    Carolina Castro/Jornal da USP

  • Governo garante novos preços mínimos para produtos da floresta

    Governo garante novos preços mínimos para produtos da floresta

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a tabela de preços mínimos para os produtos da sociobiodiversidade na safra 2026. A medida garante valores de referência para extrativistas, cooperativas e comunidades tradicionais, oferecendo proteção contra a instabilidade do mercado e sustentando o planejamento da produção.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lidera a análise técnica de mercado para propor esses valores, que integram o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade e do Extrativismo (Sociobio Mais). Os preços servem como base oficial para instrumentos de apoio à renda e evitam perdas quando as cotações ficam abaixo de um patamar justo.

    Confira os principais preços mínimos para a safra 2026:

    • Castanha-do-Brasil com casca: R$ 7,58/kg
    • Castanha-do-Brasil sem casca: R$ 21,44/kg
    • Borracha beneficiada (CVP): R$ 9,55/kg
    • Amêndoa de babaçu: R$ 3,43/kg
    • Pequi em amêndoa: R$ 13,74/kg

    A atualização anual desses parâmetros consolida operações mais estáveis para a política agrícola e reforça o desenvolvimento das cadeias produtivas. Preços previsíveis ajudam as comunidades a organizar a colheita, investir no beneficiamento dos produtos e manter a renda familiar, promovendo a conservação da floresta em pé.

    As regras definem valores para outros produtos extrativistas, fortalecendo atividades econômicas sustentáveis que dependem da sociobiodiversidade brasileira.

  • Startup aposta na castanha de pequi como superalimento

    Startup aposta na castanha de pequi como superalimento

    A startup Bio2Me, pioneira no cultivo de castanhas e bioativos do cerrado, aposta na castanha de pequi como superalimento e projeta crescimento expressivo no mercado para 2025. Reconhecida pelo manejo do baru, a greentech agora amplia suas operações para explorar o potencial agrícola e comercial da castanha do pequi, fruto típico do Centro-Oeste brasileiro.

    Claudio Fernandes, CEO da Bio2Me, destaca que “o óleo extraído da castanha é um ingrediente versátil e singular, com aplicações que vão além da gastronomia. É um grande aliado no tratamento de doenças respiratórias e seus nutrientes fazem dele uma excelente base para cosméticos”. Apesar da polêmica em torno do sabor do pequi, Fernandes reforça que o aproveitamento integral do fruto oferece um potencial competitivo significativo para os produtores.

    Vantagens

    A castanha do pequi apresenta composição rica em zinco, cálcio e ferro. Além de ser fonte natural de energia e antioxidantes, o que a posiciona como um alimento funcional com grande apelo nutricional. A Bio2Me busca ampliar sua presença no mercado, destacando os benefícios da castanha para atrair produtores e consumidores interessados em alimentos saudáveis e sustentáveis.

    “A castanha do pequi ainda é pouco conhecida, mas seu potencial é imenso. Suas diversas aplicações fortalecem o setor e agregam valor cultural importante para o Brasil”, complementa Fernandes.

    Integrando o cultivo do pequi a projetos como o do baru, a extração de bioativos e uma parceria estratégica com a Nestlé, a Bio2Me projeta faturamento recorde de R$ 6 milhões em 2025. A empresa também pretende vender 60 mil mudas nativas do cerrado, um aumento de 50 mil unidades em relação ao ano anterior.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Exportações de carne bovina crescem mais que produção

    + Agro em Campo: Cesta básica ideal custa R$ 432 por pessoa

  • Pequi: a árvore símbolo do cerrado e seu valor econômico

    Pequi: a árvore símbolo do cerrado e seu valor econômico

    O pequizeiro (Caryocar brasiliense Camb.) é a árvore símbolo do Cerrado, um bioma característico do Brasil, de onde vem o pequi. Esta frutífera nativa é encontrada predominantemente na Região Centro-Oeste, mas também se estende por partes das Regiões Sudeste, Norte e Nordeste. A frutificação do pequizeiro ocorre entre os meses de outubro e março, com a colheita sendo realizada quando os frutos maduros caem ao chão.

    Muitas famílias, especialmente pequenos agricultores, dependem da comercialização dos frutos do pequizeiro para gerar renda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a extração do pequi no Brasil em 2021 superou 74 mil toneladas, com Minas Gerais respondendo por mais da metade dessa produção. Vale ressaltar que esses números podem ser ainda maiores, uma vez que grande parte da comercialização ocorre no mercado informal.

    O pequi enriquece a culinária regional com sua versatilidade, sendo apreciado puro ou como destaque em pratos tradicionais, como arroz com pequi e galinhada, que são símbolos da gastronomia local. O fruto também ganha espaço na agroindústria, onde se transforma em conservas, molhos, licores, sorvetes e picolés, ampliando sua presença no mercado e valorizando a cultura alimentar da região.

    Inovação: Embrapa lança novas cultivares de pequi

    Recentemente, a Embrapa Cerrados e a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO) lançaram seis novas cultivares de pequi. Sendo três delas com espinhos e três sem espinhos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Agrishow 2025: saiba quando começa a venda de ingressos
    + Agro em Campo: Camu-Camu aumenta valor nutricional da farinha de mandioca

    Esta é a primeira vez que cultivares de uma fruteira nativa arbórea perene do Cerrado são introduzidas no mercado. Segundo Ailton Pereira, pesquisador da Embrapa Cerrados, “chegamos a esse resultado com muito trabalho, esforço, ciência e tecnologia”, após 25 anos de pesquisa em parceria com diversas instituições.

    Diversificação genética e sustentabilidade

    As novas cultivares foram registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para cultivo em pequena escala na região de Goiânia e em áreas com condições semelhantes. Pereira destaca que o lançamento simultâneo de seis cultivares visa diversificar geneticamente as plantações para favorecer a fecundação cruzada e aumentar a produção de frutos. Essa estratégia também atua como uma medida preventiva contra doenças e pragas.

    Frutos do pequizeiro são responsáveis pela renda de muitos pequenos produtores brasileiros. Dados do IBGE apontam mais de 74 mil toneladas extraídas em 2021 no País. Foto: Alexandre Veloso/Embrapa

    Com as variedades sem espinhos, espera-se um aumento no consumo do pequi, facilitando o manuseio e a extração da polpa. Além disso, essa característica torna o fruto mais atrativo para aqueles que têm resistência ao seu consumo devido aos espinhos.

    Nova lei para manejo sustentável do pequi

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.089/25. Ela estabelece uma Política Nacional para o Manejo Sustentável do Pequi e outros frutos nativos do Cerrado. Publicada no Diário Oficial da União em 8 de janeiro de 2025, a norma visa equilibrar a preservação ambiental com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades que dependem desse bioma.

    Além disso, a nova legislação proíbe a derrubada de pequizeiros, exceto em situações específicas e mediante autorização dos órgãos competentes. Entre as finalidades da política estão a promoção de práticas sustentáveis, reflorestamento e criação de um selo para identificar a qualidade dos produtos do Cerrado.

    O pequizeiro não apenas representa um símbolo cultural do Cerrado, mas também desempenha um papel crucial na economia local. Com inovações como novas cultivares e políticas públicas voltadas para o manejo sustentável, há um potencial significativo para fortalecer as comunidades que dependem dessa árvore emblemática. A combinação de práticas sustentáveis com o desenvolvimento econômico pode garantir um futuro promissor para o pequi e seus produtores.