Tag: pequenos produtores rurais

  • Agricultura familiar pode ganhar sistema próprio de inteligência artificial

    Agricultura familiar pode ganhar sistema próprio de inteligência artificial

    A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 240/26, que cria um sistema informatizado com recursos de inteligência artificial para apoiar a agricultura familiar. A proposta organiza, integra, padroniza e protege dados agroambientais e produtivos, e altera a Lei nº 11.326/2006, que institui a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais.

    Deputado Carlos Henrique Gaguim, autor da proposta. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    O deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO) apresentou o projeto em fevereiro de 2026. E propõe que o novo sistema subsidie decisões de gestão nas pequenas propriedades rurais. A ferramenta, acessível pela internet, reunirá informações sobre produção, meio ambiente e rotina no campo. E usará inteligência artificial para orientar escolhas como o melhor momento de plantar, colher ou investir.

    Como a IA pode ajudar o produtor familiar no dia a dia

    O texto busca levar ao pequeno produtor tecnologias que hoje concentram-se, majoritariamente, nas mãos de grandes empresas do agronegócio. Entre as vantagens previstas para quem vive da agricultura familiar estão:

    • Decisões mais assertivas de plantio e colheita, com base em dados organizados e cruzados pelo sistema;
    • Redução de custos operacionais, já que o produtor deixa de depender de consultorias privadas caras para obter diagnósticos técnicos;
    • Acesso facilitado ao crédito e a programas públicos, com dados padronizados que podem simplificar comprovações e cadastros;
    • Planejamento ambiental mais eficiente, com informações agroambientais centralizadas e protegidas;
    • Equiparação tecnológica em relação às grandes empresas do setor, hoje distantes da realidade da maioria dos agricultores familiares.

    Autor do projeto aponta desigualdade no acesso à tecnologia

    Gaguim afirma que o acesso a tecnologias de inteligência artificial ainda é economicamente inviável para a agricultura familiar, o que amplia as desigualdades em relação às grandes empresas do agronegócio. Segundo ele, a ausência de apoio estatal nesse campo pode comprometer a competitividade, a sustentabilidade e a permanência desses produtores na atividade rural, conforme justificativa que acompanha a proposta.

    O parlamentar já havia atuado no tema anteriormente. Ele é autor do projeto que originou a Lei 14.828/2024, voltada ao incentivo da agricultura familiar com foco em sustentabilidade e modernização. Para Gaguim, a conexão do campo com a realidade digital não pode seguir restrita a poucos produtores, já que o acesso à informação e à tecnologia influencia diretamente a produção e a qualidade de vida das famílias rurais.

    As comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisarão o projeto em caráter conclusivo. Porém, para virar lei, o texto ainda precisará passar pela aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

  • Agricultura familiar poderá ganhar com mudança na tributação do biodiesel

    Agricultura familiar poderá ganhar com mudança na tributação do biodiesel

    O Projeto de Lei Complementar (PLP) 33/2025 propõe ajustes na Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a reforma tributária. O objetivo é estimular a participação da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel. A proposta, apresentada pelo deputado Nilto Tatto (PT-SP), está em análise na Câmara dos Deputados.

    Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    O texto cria mecanismos para garantir benefícios fiscais às empresas de biodiesel que comprarem matéria-prima de pequenos produtores rurais. Esses agricultores que, por suas receitas anuais de até R$ 3,6 milhões, são classificados como “não contribuintes” do novo sistema tributário.

    Atualmente, essa classificação reduz o valor do crédito tributário para as indústrias que compram desses produtores. O que pode levar o setor a priorizar grandes fornecedores e enfraquecer a agricultura familiar.

    Para corrigir essa distorção, o projeto estabelece duas novas regras de incentivo:

    • Biodiesel social: indústrias que promovem inclusão social terão direito a crédito presumido integral, equivalente à alíquota padrão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), ao adquirirem matéria-prima de pequenos produtores.
    • Equidade fiscal: o texto garante o mesmo desconto tributário para indústrias que comprarem da agricultura familiar e de grandes produtores, evitando desvantagens comerciais para os pequenos.

    Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel

    Segundo Tatto, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), criado em 2005, comprovou a eficiência dessa integração entre indústria e pequenos agricultores, movimentando quase R$ 6 bilhões em 2022 e beneficiando cerca de 70 mil famílias.

    O parlamentar afirma que a reforma tributária aprovada em 2025 não contemplou de forma adequada esses incentivos. O que ameaça reduzir a atratividade do setor para os produtores familiares. “É essencial preservar o papel da agricultura familiar no fornecimento de matérias-primas para biodiesel e equiparar o crédito presumido à alíquota cheia”, defendeu Tatto.

    O projeto também define os conceitos de “produtor rural integrado” e “produtor rural pessoa jurídica” para fins tributários.

    A proposta será debatida nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de seguir ao Plenário da Câmara.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Agricultura familiar poderá acessar R$ 500 milhões em garantias de crédito do FGO

    Agricultura familiar poderá acessar R$ 500 milhões em garantias de crédito do FGO

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que autoriza o uso de até R$ 500 milhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir operações de crédito concedidas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto agora segue para análise do Plenário da Câmara.

    Foto: ZecaRibeiro/Câmara dos Deputados/ Agência Câmara de Notícias

    A proposta (PL 2213/25), já aprovada pelo Senado, altera a lei do Pronampe e prevê que os recursos não comprometidos do FGO possam ser utilizados como garantia em financiamentos voltados para pequenos produtores rurais.

    De acordo com o relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), a medida é constitucional e não cria novas despesas públicas. “Ao ampliar o uso de instrumentos de garantia pública para facilitar o acesso ao crédito, a proposta harmoniza-se com os princípios constitucionais do desenvolvimento nacional e da redução das desigualdades”, afirmou.

    O parecer aprovado ressalta que o projeto não implica gasto adicional ao erário, já que utiliza apenas o saldo disponível e não comprometido do fundo.

    Entenda o fundo garantidor

    O FGO é administrado pelo Banco do Brasil e funciona como um mecanismo de segurança para bancos e instituições financeiras. Ele cobre parte do risco das operações de crédito realizadas por micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais e profissionais liberais. Caso o tomador do empréstimo deixe de pagar, o fundo cobre uma parcela da dívida.

    Com a mudança proposta, o benefício do FGO será estendido à agricultura familiar, ampliando o acesso de pequenos produtores a linhas de financiamento com menor risco para as instituições financeiras.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Companhia investe R$ 35 milhões em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores rurais no Pará

    Companhia investe R$ 35 milhões em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores rurais no Pará

    A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, já destinou mais de R$ 35 milhões ao rastreamento de gado e ao suporte a pequenos produtores rurais no Pará. A iniciativa faz parte de um programa pioneiro que busca rastrear 100% do rebanho bovino e bubalino do estado até o final de 2026. E promove desenvolvimento sustentável e transparência na cadeia produtiva.

    A “Expedição ao Mercado Sustentável de Carne e Couro do Pará” serviu de palco para a apresentação do balanço das ações. A The Nature Conservancy (TNC) Brasil organizou o evento, que destacou o programa estadual fruto da união entre governo, produtores, sociedade civil e indústria, todos engajados em consolidar o Pará como referência em pecuária sustentável.

    Doação de 2 milhões de tags e apoio à regularização ambiental

    Como parte do Programa Acelerador de Rastreabilidade, a JBS já investiu US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões) na doação de 2 milhões de tags de identificação animal para produtores e 175 leitores eletrônicos para a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). A ação permite o monitoramento individual dos animais, aumentando a transparência e a segurança no controle do rebanho.

     Iniciativa da companhia dá escala a programa pioneiro de desenvolvimento, integridade e rastreabilidade da pecuária no estado. Foto: Divulgação JBS

    O foco inicial do programa está no Sudeste do Pará, especialmente entre Marabá e Santana do Araguaia, onde equipes treinadas visitam as propriedades para implantar o sistema de rastreabilidade. O objetivo é superar gargalos e testar soluções em larga escala, beneficiando principalmente fornecedores indiretos.

    Expansão para outras regiões e fortalecimento dos Escritórios Verdes

    O investimento da JBS também contempla a expansão do projeto para outras regiões do estado, como o Sudoeste (Altamira, Anapu e Pacajá), Baixo Amazonas (Belterra e Santarém) e Marajó, com planos de replicar o modelo em outros estados brasileiros.

    Desde 2021, a empresa já destinou US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) aos Escritórios Verdes no Pará. Eles oferecem suporte gratuito para a regularização ambiental de propriedades rurais. Com foco nos pequenos produtores. Os escritórios auxiliam desde o registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) até a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e a requalificação comercial de produtores não conformes.

    Atualmente, a JBS mantém quatro Escritórios Verdes físicos no Sudeste do Pará. Eles estão emSantana do Araguaia, Redenção, Tucumã e Marabá. Assim, estão acelerando a regularização por meio da Plataforma de Territórios Sustentáveis (PTS), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Desde 2024, os escritórios também oferecem assistência técnica e gerencial aos produtores, ampliando o impacto socioambiental do projeto.

    Desde o início do programa Escritórios Verdes JBS, em 2021, já foram regularizadas 18.042 fazendas. Outros 7.005 hectares estão em processo de restauração florestal em todo o país.

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