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  • Conab movimenta R$ 21 milhões em leilão de arroz e setor comemora

    Conab movimenta R$ 21 milhões em leilão de arroz e setor comemora

    A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realizou nesta terça-feira (26) um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) que negociou cerca de 119,7 mil toneladas de arroz em casca. A operação movimentou pouco mais de R$ 21 milhões em dois lotes comercializados. O volume representa parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas.

    A Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul) avaliou o resultado como positivo. O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, afirmou que o índice de comercialização ficou entre os melhores já registrados nesse tipo de leilão. Diferentes regiões produtoras do Estado participaram da operação.

    Ágio nas negociações

    Nunes destacou que a Zona Sul do Rio Grande do Sul apresentou ágio nas negociações. O cenário reflete a expectativa do setor em relação ao mecanismo como alternativa para garantir o escoamento da produção e o acesso ao prêmio. A Federarroz avalia que a ferramenta ajuda a reduzir estoques e melhora as condições de comercialização ao produtor.

    O dirigente também ressaltou a importância do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), mecanismo utilizado principalmente nas regiões da Campanha e da Depressão Central. “O prêmio permite que a indústria pague o preço mínimo ao produtor e depois seja remunerada pelo PEP. Isso ajuda a melhorar a remuneração em um momento em que o mercado interno ainda apresenta preços abaixo do ideal”, afirmou Nunes.

    Segundo o presidente da Federarroz, os mecanismos buscam reduzir os estoques elevados de arroz, principalmente no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, apesar das críticas sobre possível interferência na dinâmica do mercado interno. “O cenário atual exige medidas de apoio ao setor para garantir liquidez e evitar maiores perdas financeiras aos arrozeiros, diante da pressão dos preços no mercado interno”, concluiu.

  • Governo libera R$ 167 milhões para produtores de arroz e trigo

    Governo libera R$ 167 milhões para produtores de arroz e trigo

    O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira a destinação de até R$ 167 milhões em subvenções econômicas para produtores de arroz e trigo. A medida, publicada por meio das Portarias Interministeriais MAPA/MF/MPO/MDA nº 31 e nº 32, tem como objetivo garantir renda aos agricultores e equilibrar o mercado de grãos no país.

    Os recursos serão operacionalizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) através de leilões públicos, utilizando dois instrumentos principais: o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), ambos vinculados à Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM).

    Arroz em casca – Safra 2024/2025

    Do montante total, até R$ 100 milhões serão destinados ao setor arrozeiro. Os preços mínimos estabelecidos variam conforme a região:

    • Rio Grande do Sul e Santa Catarina: R$ 63,64 por saca de 50 kg
    • Paraná, Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste: R$ 80,00 por saca de 60 kg

    Trigo em grãos – Safra 2025/2026

    Para o trigo, o governo reservou até R$ 67 milhões. A subvenção está condicionada ao escoamento do produto para fora do estado produtor, seja in natura ou já processado.

    O benefício só será concedido quando o preço de mercado estiver abaixo do valor mínimo estabelecido pela Portaria MAPA nº 780/2025.

    Quem pode participar dos leilões

    Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural)

    • Produtores rurais individuais
    • Cooperativas de produtores rurais

    O Pepro funciona como um complemento ao valor recebido pela venda do produto, garantindo que o produtor alcance o preço mínimo estabelecido pelo governo.

    PEP (Prêmio para Escoamento de Produto)

    • Indústrias moageiras (trigo)
    • Comerciantes de cereais (arroz e trigo)
    • Indústrias beneficiadoras (arroz)

    No PEP, o comprador arremata o prêmio em leilão e se compromete a pagar o preço mínimo ao produtor rural.

    Importância da PGPM para o agronegócio brasileiro

    A Política de Garantia de Preços Mínimos representa um mecanismo estratégico para estabilizar a renda dos produtores rurais brasileiros. Ao estabelecer valores mínimos de referência, a política reduz oscilações bruscas nos ganhos dos agricultores e atua como reguladora da oferta agrícola nacional.

    A iniciativa também contribui para assegurar o abastecimento interno, incentivando ou desestimulando a produção conforme as necessidades do mercado. Com os novos recursos anunciados, o governo reforça o compromisso com a agricultura familiar e o agronegócio, setores fundamentais para a economia brasileira.

  • CONAB adia leilões de feijão e milho: novas datas impactam agricultores do sul

    CONAB adia leilões de feijão e milho: novas datas impactam agricultores do sul

    A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) anunciou o adiamento dos leilões de apoio ao escoamento de feijão e compra de milho que estavam programados para esta semana. As novas datas foram estabelecidas: leilões de milho para 16 de setembro e operações de feijão para 17 e 18 de setembro.

    Os produtores de feijão do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina aguardam as operações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).

    Cada modalidade oferecerá 16,2 mil toneladas da leguminosa, totalizando 32,4 mil toneladas disponíveis.

    O cronograma foi reorganizado com foco na agricultura familiar:

    Dia 17 de setembro (exclusivo agricultura familiar):

    • 6,48 mil toneladas de Pepro de feijão-preto para agricultores familiares e cooperativas da região Sul
    • 6,48 mil toneladas de PEP para indústrias e comerciantes que comprovem aquisição direta de agricultores familiares

    Dia 18 de setembro (ampla concorrência):

    • Participação aberta para todos os produtores, cooperativas e agricultores familiares nas modalidades Pepro e PEP
    • Milho: 26 mil toneladas para estoques governamentais

    O leilão de compra de milho foi reagendado para 16 de setembro, visando abastecer os estoques do Programa de Venda em Balcão (ProVB). A CONAB pretende adquirir 26 mil toneladas da safra 2024/2025 em duas etapas:

    • Primeira etapa: 7,8 mil toneladas exclusivamente de agricultores familiares
    • Segunda etapa: 18,2 mil toneladas em ampla concorrência

    A entrega vai ocorrer em duas etapas: 16 mil toneladas em Brasília e 10 mil toneladas em Uberlândia (MG). A Conab orienta os interessados a acompanhar as atualizações no portal oficial da companhia, que publica os novos cronogramas e prazos de participação.

    O adiamento, motivado por “questões técnicas”, representa um ajuste necessário para garantir a transparência e eficiência das operações que movimentam milhões de reais no agronegócio brasileiro.