Tag: peixe de água doce

  • Gigante da Amazônia: pescador captura pirarucu de 77 kg

    Gigante da Amazônia: pescador captura pirarucu de 77 kg

    Um pirarucu de 77 quilos chamou a atenção de moradores e amantes da pesca nesta quarta-feira (5), após ser capturado em um açude localizado no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió (AL). O tamanho do peixe impressionou quem acompanhava a pescaria e rapidamente transformou o momento em motivo de celebração.

    Logo após retirar o animal da água, o pescador comemorou o feito e brincou que o peixinho frito do fim de semana já estava garantido.

    A captura também ganhou destaque pelo porte do peixe. Embora seja uma espécie típica da Amazônia, o pirarucu pode ser criado em açudes, viveiros e sistemas de piscicultura em diversas regiões do Brasil.

    O pirarucu pode ultrapassar 2 metros de comprimento — Foto: Divulgação/IDSM

    Gigante da Amazônia

    O pirarucu (Arapaima gigas) é uma das espécies mais emblemáticas da Amazônia e figura entre os maiores peixes de água doce do planeta. Adaptado aos rios, lagos e áreas alagadas da região, ele possui uma característica incomum: além das brânquias, consegue respirar oxigênio diretamente do ar, precisando subir regularmente à superfície.

    Além da importância ecológica, o pirarucu também tem grande relevância econômica. Sua carne é considerada nobre, possui poucas espinhas e apresenta alta aceitação no mercado brasileiro e internacional.

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  • Tubarão-limão é flagrado predando peixe-jaguar em Fernando de Noronha

    Tubarão-limão é flagrado predando peixe-jaguar em Fernando de Noronha

    Pesquisadores apoiados pela FAPESP registraram, pela primeira vez, tubarões-limão (Negaprion brevirostris) predando uma espécie invasora, o peixe-jaguar (Parachromis managuensis). O registro foi realizado em março de 2024, na baía do Sueste, um conhecido ponto de alimentação de tubarões no arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

    O estudo foi publicado recentemente na revista Environmental Biology of Fishes.

    O evento era tido como improvável porque a baía do Sueste é uma entrada do mar na terra, portanto, com água salgada, enquanto o peixe-jaguar é de água doce. No entanto, a baía recebe aportes de água doce de um manguezal próximo após chuvas fortes.

    Introduzido em Fernando de Noronha, provavelmente para produção de proteína animal, o peixe-jaguar suporta um certo grau de salinidade, mas se torna estressado a partir de determinado patamar. Os pesquisadores observaram um nado errático do peixe, que facilitou a captura pelos tubarões.

    Além da dificuldade em nadar, estudos de outros grupos já haviam demonstrado que salinidades superiores a 25 psu (unidade prática de salinidade) provocam aumento da frequência cardíaca nos peixes-jaguar. Na baía do Sueste, a salinidade pode chegar a 32 psu.

    “Esta é uma área de reprodução, berçário e alimentação dos tubarões-limão. Na noite anterior da nossa observação, houve chuvas fortes, fazendo com que o reservatório do Xaréu, em que os peixes vivem, transbordasse para o manguezal, que por sua vez também transbordou e gerou uma ligação com a baía”, conta Bianca Rangel, primeira autora do estudo, que realiza pós-doutorado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) com bolsa da FAPESP.

    Baía do Sueste

    Com águas rasas, quentes e turvas, a baía do Sueste é também um local de alimentação de tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier), a ponto de o banho e o mergulho terem sido proibidos em 2022 após acidentes com turistas.

    Foto: Fábio Borges

    Pesquisadores realizaram as observações com o uso de drones durante o monitoramento dos tubarões. Nesse processo, eles capturam, medem, pesam e marcam os animais com microchip, além de coletar sangue, antes de devolvê-los ao ambiente natural.

    Os filhotes de tubarão-limão ficam até um ano na baía depois que nascem, em profundidades de 1 a 6 metros, antes de migrarem para o mar aberto. Assim se protegem de adultos da própria espécie, que podem canibalizá-los. Tanto os filhotes quanto prováveis adultos foram observados comendo os peixes-jaguar.

    Para os pesquisadores, os tubarões sozinhos não devem dar conta de eliminar a espécie invasora. Mas podem contribuir para reduzir a população ao predar os indivíduos que chegam à baía do Sueste.

    Embora não haja estudos sobre o impacto do peixe-jaguar para a biodiversidade do arquipélago, acredita-se que ele possa prejudicar as espécies locais. Seja por competição ou predação, como ocorre em outros sistemas aquáticos na presença de invasores.

    O trabalho integra o projeto “Impacto das mudanças antropogênicas na fauna: contribuições da fisiologia da conservação”, apoiado pela FAPESP e coordenado por Fernando Ribeiro Gomes, professor do IB-USP.

    Oportunismo

    Os autores acreditam que o comportamento dos tubarões seja oportunista, pela razão óbvia de que espécies de água doce não fazem parte de sua dieta. Porém, não se sabe se os peixes-jaguar sempre entram na baía do Sueste depois de fortes chuvas ou se foi a primeira vez em que isso aconteceu.

    Peixe jaguar. Foto: Bianca Rangel/IB-USP

    “Neste ano houve novamente o transbordamento, mas ninguém observou essa interação. Não sabemos se o peixe-jaguar estava em menor quantidade ou simplesmente acabou. Como não há um monitoramento também no mangue e no açude, não temos como saber se o animal ainda está presente”, relata Rangel.

    “Caso a entrada do peixe de água doce na baía se torne corriqueira, é possível que os tubarões aprendam que depois das chuvas vai haver comida disponível”, completa.

    Há registros de que tubarões podem se alimentar de espécies invasoras como o peixe-leão (Pterois spp.). Porém, não havia registro da predação de peixe-jaguar, nem se havia observado o momento da caça, como fizeram Rangel e seus colaboradores. O monitoramento contínuo poderá constatar se a interação segue existindo e qual pode ser o papel dos tubarões para controlar o invasor.

    André Julião | Agência FAPESP

  • Peixe-tigre-gigante: o predador mais temido dos rios africanos

    Peixe-tigre-gigante: o predador mais temido dos rios africanos

    Conheça o Hydrocynus goliath, famoso por seus dentes afiados, tamanho impressionante e comportamento agressivo. Descubra curiosidades e seu papel nos ecossistemas aquáticos da África.

    Nas águas turbulentas do Rio Congo e em outros grandes cursos d’água da África, um predador de aparência pré-histórica reina soberano: o peixe-tigre-gigante (Hydrocynus goliath). Conhecido como o “terrores dos rios”, essa espécie desafia a imaginação com sua combinação única de força, velocidade e ferocidade.

    Este peixe é conhecido por sua ferocidade e tamanho impressionante, podendo alcançar mais de 150 cm de comprimento e pesar mais de 50 kg. Mas espécimes maiores teforam relatados, chegando a 200 cm e mais de 70 kg.

    Características do peixe-tigre-gigante

    • Tamanho impressionante: Pode atingir até 1,5 metros de comprimento e pesar mais de 50 kg, sendo um dos maiores peixes de água doce do mundo.
    • Dentes afiados como lâminas: Sua mandíbula é equipada com 32 dentes caninos, que chegam a 2,5 cm de comprimento, capazes de rasgar presas com facilidade.
    • Velocidade assassina: Alcança até 60 km/h em curtas explosões, rivalizando com o peixe-vela em agilidade.
    • Agressividade: um caçador implacável

    O peixe-tigre-gigante é um dos predadores mais temidos da África. Sua dieta inclui peixes menores, aves aquáticas e até pequenos crocodilos. Relatos de pescadores locais sugerem que ele ataca humanos em situações raras, principalmente se provocado ou confundido com presa.

    Os Peixes-Tigres Africanos são prateados e possuem dentes proporcionalmente grandes, que se encaixam em sulcos distintos ao longo de suas mandíbulas. Eles são migratórios e vivem em águas abertas, utilizando um saco cheio de gás em seu corpo como um receptor de som sofisticado para detectar vibrações na água.

    Na República Democrática do Congo, há lendas sobre o “Mbenga”, um monstro aquático que arrasta pescadores para o fundo do rio — muitos acreditam que a lenda foi inspirada no Hydrocynus goliath.

    Habitat e distribuição

    Endêmico da África, o peixe-tigre-gigante é encontrado principalmente no Rio Congo (maior população), no Lago Tanganyika e no Rio Zambeze. Ele prrefere águas profundas e turbulentas, onde usa a correnteza para emboscar presas.

    Jovens, andam em grandes números e frequentemente atacam a fonte dos sons ou vibrações. Já adultos viajam em grupos pequenos de até quatro ou cinco indivíduos e são igualmente perigosos.

    São píscivoros, alimentando-se de qualquer peixe que possam dominar, incluindo membros da mesma espécie. Em tempos de escassez de alimento, podem recorrer ao canibalismo. A reprodução do Peixe-Tigre-Golias é pouco conhecida, mas sabe-se que realizam migrações para se reproduzir.

    Curiosidades que impressionam

    • Saltador nato: Assim como os tubarões, ele salta fora d’água para capturar aves em pleno voo.
    • Desafio para pesca esportiva: É considerado um troféu raro e perigoso, exigindo equipamentos reforçados.
    • Sexto sentido: Possui uma linha lateral sensível a vibrações, detectando movimentos na água a metros de distância.
    • Parente das piranhas: Pertence à família Alestidae, a mesma de peixes carnívoros menores, mas evoluiu para dominar o topo da cadeia alimentar.

    Ameaças e conservação

    Apesar de não estar classificado como ameaçado, o peixe-tigre-gigante enfrenta riscos:

    • Sobrepesca: Sua carne é valorizada em mercados locais.
    • Degradação de habitat: Barragens e poluição afetam seus ecossistemas.
    • Mudanças climáticas: Alterações no fluxo dos rios impactam sua reprodução.

    Organizações como a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) monitoram populações para evitar declínios.

    Estudos recentes revelam que ele tem um “órgão elétrico” primitivo, semelhante ao dos peixes-elétricos, usado para navegar em águas turvas. Além disso, sua resistência física inspira pesquisas em biomecânica e hidrodinâmica.

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