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  • Revisão da lista de espécies invasoras ameaça agronegócio, alertam debatedores

    Revisão da lista de espécies invasoras ameaça agronegócio, alertam debatedores

    Parlamentares, representantes do agronegócio e pesquisadores demonstraram preocupação, nesta quarta-feira (20), com a revisão da lista nacional de espécies exóticas invasoras elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. O tema foi discutido durante uma reunião conjunta das comissões de Agricultura e de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

    Segundo os participantes, a proposta pode gerar impactos diretos em cadeias produtivas importantes para a economia brasileira. Isso porque espécies amplamente utilizadas no país, como tilápia, eucalipto e braquiária, passaram a ser classificadas como invasoras no documento em análise.

    Na avaliação do setor, essa mudança pode abrir caminho para restrições no licenciamento ambiental e até impedir o cultivo dessas espécies em determinadas situações. Como consequência, produtores temem prejuízos econômicos e insegurança jurídica.

    Durante o encontro, deputados defenderam a aprovação do Projeto de Lei 5900/25. A proposta pretende retirar a exclusividade do Ministério do Meio Ambiente na definição dessas regras e exigir participação obrigatória de órgãos ligados à Agricultura e à Pesca antes da publicação das normas.

    O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, autor do projeto, criticou a possibilidade de decisões ambientais afetarem cadeias produtivas estratégicas para o país.

    Segundo ele, incluir espécies como a tilápia na lista de invasoras pode comprometer a produção, a geração de empregos e até a balança comercial brasileira.

    Pedro Lupion criticou decisões que ignoram cadeias produtivas importantes no país — (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)

    Já o deputado Valdir Cobalchini, que solicitou o debate, afirmou que a revisão da lista desconsidera os impactos econômicos da medida. Além disso, ele questionou a composição da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela elaboração do documento.

    De acordo com o parlamentar, as análises não deveriam considerar apenas o aspecto ecológico. Para ele, decisões regulatórias precisam incluir avaliações socioeconômicas, jurídicas e técnicas, principalmente quando envolvem atividades essenciais para o abastecimento e a economia nacional.

    A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Jaine Ariele Cubas, também apontou desequilíbrio na representatividade dentro da Conabio. Segundo ela, o setor privado possui pouca participação em comparação com organizações não governamentais e movimentos sociais.

    Ela defendeu a ampliação do debate e a realização de mais estudos antes da definição de medidas que possam afetar setores produtivos relevantes para o país.

    Pesquisadores alertam para possíveis efeitos regulatórios

    O chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, destacou que o enquadramento generalizado de espécies aquícolas como invasoras pode causar impactos regulatórios importantes.

    Segundo o pesquisador, é necessário diferenciar regiões, sistemas de cultivo e níveis de risco antes da adoção de medidas amplas. Ele ressaltou ainda que o setor aquícola já segue instrumentos específicos de controle ambiental.

    Roberto Flores alertou para os riscos de incluir peixes comerciais — (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)

    Outro ponto discutido durante a reunião envolveu o cultivo de eucalipto. O pesquisador do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), Paulo Henrique Miller, apresentou estudos que indicam a existência de barreiras naturais para conter o avanço da espécie.

    Conforme explicou o engenheiro florestal, formigas nativas, como saúvas e quem-quens, acabam consumindo sementes e brotos de eucalipto logo após a germinação. Dessa forma, esses insetos funcionariam como um mecanismo natural de controle ecológico.

    O debate segue em andamento na Câmara dos Deputados, enquanto representantes do agro pedem maior participação técnica e econômica nas decisões relacionadas à classificação das espécies.

    Contém dados de Agência Câmara de Notícias

  • Projeto amplia isenção fiscal para adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas

    Projeto amplia isenção fiscal para adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que zera as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins para a importação e venda de adubos, fertilizantes e defensivos agropecuários, incluindo versões biológicas desses produtos. A medida amplia os benefícios fiscais atuais. Que se restringem a itens listados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), definida pelo governo federal.

    A proposta, de autoria do ex-deputado Marco Bertaiolli (SP) e relatada pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), também estende a isenção para matérias-primas utilizadas na fabricação desses insumos. Assim, beneficiando importadores que atualmente estão excluídos do benefício. Além disso, o texto inclui outros produtos, como corretivos de solo, inoculantes agrícolas, lanolina, substratos para plantas e alimentos para animais, como bois, cavalos e peixes.

    Impacto no setor agropecuário

    O relator do projeto, deputado Pedro Lupion, destacou que a medida busca promover um tratamento mais igualitário entre as empresas do setor agropecuário. E também aliviar os custos de produção, que têm sido pressionados pelo aumento dos preços dos insumos. “A proposta se mostra ainda mais relevante no contexto atual, com a alta do preço da produção agropecuária, causada pela elevação dos custos dos insumos”, afirmou.

    A isenção fiscal pode reduzir os preços finais dos produtos agrícolas, beneficiando tanto os produtores rurais quanto os consumidores. A medida também visa fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro, setor estratégico para a economia do país.

    O projeto segue agora para análise em caráter conclusivo nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, a proposta ainda depende da aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

    A ampliação da isenção fiscal para insumos agrícolas é vista como uma medida essencial para impulsionar a produção rural. E também enfrentar os desafios causados pela alta dos custos de produção. Com a aprovação, espera-se um impacto positivo no setor agropecuário, contribuindo para a sustentabilidade e o crescimento da economia brasileira.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

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  • SIAVS 2024: Começa maior salão de proteína animal do Brasil

    SIAVS 2024: Começa maior salão de proteína animal do Brasil

    A solenidade de abertura do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) contará com a presença de diversas autoridades, incluindo o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e de Santa Catarina, Jorginho Mello. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), começará amanhã (06), às 9h30, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

    Antes da abertura oficial, haverá uma palestra magna do economista Eduardo Giannetti. Ele abordará perspectivas e insights macroeconômicos para a cadeia de proteína animal e o agronegócio brasileiro no cenário internacional. A apresentação será mediada por Luiz Henrique Mendes, sócio-diretor do The Agribiz.

    Maior salão de proteína animal do Brasil

    O SIAVS se estenderá até o dia 8 de agosto, oferecendo uma programação diversificada de palestras e a maior exposição da indústria frigorífica do Brasil. Espera-se, além disso, que o evento reúna mais de 100 marcas de empresas e cooperativas produtoras e exportadoras de aves, suínos, bovinos, ovos e peixes, ocupando um espaço superior a 30 mil metros quadrados. Além das autoridades mencionadas, o Presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária, Pedro Lupion, bem como outros deputados, senadores, secretários estaduais e prefeitos também participarão da abertura.

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    A expectativa é receber mais de 25 mil visitantes, incluindo cerca de 2,5 mil produtores rurais. O evento contará com espaços interativos, como o SIAVS Experience, que oferece realidade virtual e exposições das etapas de produção de proteínas. No SIAVS Talks, 21 startups apresentarão tecnologias focadas em produtividade, sustentabilidade e inovação.

    Além disso, a programação do evento incluirá mais de 80 palestras de especialistas brasileiros e internacionais, abordando desafios competitivos e sanitários, qualidade de produção e avanços tecnológicos. Grande parte da programação será gratuita e aberta ao público do setor, promovendo portanto uma imersão completa no universo da proteína animal.

    O credenciamento para visita à feira do SIAVS e a inscrição para o congresso pode ser realizado pelo site http://www.siavs.com.br.