Tag: Pecuária e Abastecimento

  • Cerveja falsificada: 4.430 litros são apreendidos em Pescaria Brava

    Cerveja falsificada: 4.430 litros são apreendidos em Pescaria Brava

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforçou a segurança alimentar e a defesa do consumidor em Santa Catarina ao realizar uma operação conjunta com a Polícia Civil, Polícia Científica e representantes da indústria de bebidas para combater a falsificação de cervejas em Pescaria Brava.

    Durante a ação, os servidores do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Superintendência de Agricultura (SIPOV/SFA-SC) apreenderam 4.430 litros de cerveja falsificada em um estabelecimento atacadista. A autenticidade dos produtos foi confirmada pelo representante do fabricante, corroborando irregularidades detectadas em fiscalização anterior no mesmo local, realizada em novembro de 2024.

    A equipe técnica do SIPOV/SFA-SC lavrou documentos fiscais e coletou amostras adicionais para análises laboratoriais complementares, que auxiliarão nas investigações conduzidas pela Polícia Civil. A falsificação de bebidas alcoólicas configura crime previsto no artigo 272, §1º, do Código Penal. E tem pena de reclusão de 4 a 8 anos, além das sanções administrativas aplicadas pelo Mapa.

    Cerveja falsificada é um risco para saúde pública

    Essa prática ilegal representa grave risco à saúde pública, pois pode envolver o uso de substâncias não controladas e ingredientes nocivos. Além de prejudicar o setor produtivo regularizado por meio de concorrência desleal.

    O Mapa reafirma seu compromisso com a proteção da cadeia produtiva de bebidas, a defesa do consumidor e a garantia da qualidade e segurança dos produtos de origem vegetal. A operação em Pescaria Brava exemplifica o esforço contínuo da Pasta para combater fraudes e preservar a integridade do mercado.

    As investigações seguem em sigilo, sob coordenação da Polícia Civil, com apoio técnico-científico dos órgãos envolvidos.

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  • Brasil é protagonista mundial na adoção de bioinsumos

    Brasil é protagonista mundial na adoção de bioinsumos

    O uso de bioinsumos tem ganhado espaço de destaque no setor agrícola brasileiro, especialmente no cultivo de frutas e hortaliças. O Brasil, que já é considerado um dos protagonistas globais nesse segmento, movimentou cerca de R$ 5 bilhões em produtos biológicos agrícolas em 2023. Segundo a Blink/Croplife Brasil, o setor cresceu a uma taxa média de 21% ao ano nos últimos três anos. Isso equivale a um percentual quatro vezes superior à média mundial. Esse avanço reflete o crescente interesse por práticas mais sustentáveis e a busca por alternativas aos defensivos químicos tradicionais.

    Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelam que, em 2023, aproximadamente 50 milhões de hectares foram cultivados com algum tipo de bioinsumo no Brasil, sendo os biodefensivos e biofertilizantes os mais utilizados. Esses produtos biológicos têm se consolidado como ferramentas essenciais para o manejo sustentável das lavouras, contribuindo para a redução de resíduos químicos e o controle de pragas e doenças.

    Tendência

    Uma pesquisa exploratória realizada pela revista Hortifruti Brasil, do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, confirma a tendência. O estudo mostra que a maioria dos produtores já adota bioinsumos de forma rotineira. E destacando vantagens como a maior sustentabilidade no manejo das culturas e a redução da resistência de pragas aos produtos químicos.

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    Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios significativos. Entre os principais obstáculos citados pelos produtores estão o alto custo, questões de regulamentação e a eficácia dos produtos. Além disso, o conhecimento técnico sobre o uso dos bioinsumos ainda precisa ser ampliado para que a adoção dessas práticas possa crescer de forma mais consistente.

    Esses números e desafios refletem o compromisso do Brasil em promover uma agricultura mais sustentável. E destaca seu papel de liderança global no uso de tecnologias que contribuem para a preservação ambiental e a eficiência produtiva.

    O que são bioinsumos

    Bioinsumos são produtos de origem biológica, como microrganismos, extratos vegetais e substâncias naturais, que podem ser utilizados na agricultura para promover o crescimento das plantas, controlar pragas e doenças, e melhorar a qualidade do solo

    Sendo assim, eles se apresentam como uma alternativa mais sustentável e ecológica aos insumos químicos tradicionais. E também contribui, portanto, para uma agricultura mais equilibrada e saudável.

    Eles podem ser classificados em diferentes categorias, cada uma com suas próprias características e aplicações

    • Biofertilizantes: Contêm microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, que ajudam a fixar nitrogênio, solubilizar nutrientes e melhorar a absorção pelas plantas.
    • Biopesticidas: Derivados de organismos vivos, como bactérias, vírus e fungos, que atuam no controle de pragas e doenças de forma natural e seletiva.
    • Extratos vegetais: Obtidos a partir de plantas, esses produtos podem estimular o crescimento, fortalecer a resistência das plantas e repelir insetos.
    • Substâncias húmicas: Derivadas da decomposição de matéria orgânica, melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo
  • Empresa doa 10 toneladas de farelo de soja para apoiar apicultores no Rio Grande do Sul

    Empresa doa 10 toneladas de farelo de soja para apoiar apicultores no Rio Grande do Sul

    A Bunge, uma das líderes globais nos setores de alimentos e agronegócios, fez uma doação de 10 toneladas de farelo de soja à Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.). Essa iniciativa visa auxiliar os apicultores do Rio Grande do Sul, que enfrentaram perdas significativas devido às enchentes recentes. As condições climáticas adversas impediram que muitos enxames estocassem a quantidade necessária de alimentos para sobreviver ao inverno.

    O farelo de soja, que será combinado com açúcar, alimentará os polinizadores até que a vegetação local se recupere. Esta doação integra o projeto Semêa, desenvolvido pela Fundação Bunge, que foca na agricultura de baixo carbono e em práticas regenerativas, promovendo a preservação do solo, da floresta e da água.

    Impacto das enchentes na apicultura

    Um levantamento da Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), revelou que cerca de 17 mil colmeias foram destruídas durante as enchentes de maio de 2024. Esse número não inclui as colmeias parcialmente atingidas ou aquelas em risco devido à falta de alimentos. O que pode elevar a estimativa de perdas para cerca de 35 a 40 mil colmeias.

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    A escassez de abelhas pode ter consequências graves para a polinização de diversas plantas, afetando a produção agrícola de culturas como maçã e melancia, além de reduzir a produtividade de grãos.

    Conheça a A.B.E.L.H.A.

    A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas tem como missão liderar a criação de uma rede em prol da conservação das abelhas e outros polinizadores. A entidade busca reunir, produzir e divulgar informações científicas que visem à conservação da biodiversidade brasileira. E também à convivência sustentável entre a agricultura e os polinizadores.

    Com esta doação, a Bunge reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a agricultura. E contribui para a recuperação de um setor vital para a produção de alimentos no Brasil. Essa ação não apenas apoia os apicultores, mas também destaca a importância das abelhas na polinização e na segurança alimentar do país.

  • World Agri-Tech South America Summit reúne 700 líderes em São Paulo para debater inovações no agro

    World Agri-Tech South America Summit reúne 700 líderes em São Paulo para debater inovações no agro

    São Paulo será o centro das atenções do setor agroalimentar da América do Sul com a realização do World Agri-Tech South America Summit, que reunirá 700 líderes locais e internacionais entre os dias 20 e 21 de junho. O evento promete ser um dos mais dinâmicos e interativos do calendário agropecuário, proporcionando uma plataforma essencial para a troca de conhecimentos, networking e descoberta de novas tecnologias.

    A cúpula oferecerá uma série de debates estratégicos e discussões interativas, abordando os desafios e as oportunidades no setor agroalimentar sul-americano. Os participantes terão a oportunidade de se envolver diretamente com agricultores locais e explorar as últimas inovações tecnológicas apresentadas por start-ups de todo o mundo.

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    Um dos principais atrativos do World Agri-Tech South America Summit é a possibilidade de criar uma rede de contatos sólida e influente. A cúpula é projetada para facilitar o networking entre os participantes, permitindo que todos se conectem com palestrantes, expositores e start-ups. “Estamos preparados para oferecer um ambiente propício para a criação de conexões valiosas que podem impulsionar o setor agroalimentar”, afirmou Renata Miranda, Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

    O evento contará com palestrantes de renome que compartilharão suas perspectivas e conhecimentos sobre o futuro do agronegócio. Entre os principais palestrantes estão:

    • Renata Miranda, Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperação, MAPA.
    • Marcio Santos, CEO Brasil, BAYER.
    • Silvia Massruhá, Presidente, EMBRAPA.
    • Sebastian Popik, Sócio-Gerente, AQUA CAPITAL.
    • Magdalena Coronel, CIO, IDB LAB.
    • Aurélio Pavinato, CEO, SLC AGRÍCOLA.
    • Pilu Giraudo, Vice Presidente, INTA.

    Start-ups Inovadoras

    A cúpula também será uma vitrine para start-ups nacionais e internacionais que estão desenvolvendo soluções inovadoras para os maiores problemas do sistema agroalimentar sul-americano. Estas empresas emergentes apresentarão suas tecnologias e modelos de negócios que visam aumentar a eficiência, sustentabilidade e resiliência da produção agrícola.

    Expectativas e Impacto

    O World Agri-Tech South America Summit promete ser um evento transformador para o setor agroalimentar da América do Sul, oferecendo uma plataforma única para a colaboração entre diferentes atores do ecossistema agro. “Estamos ansiosos para ver as colaborações e inovações que surgirão deste encontro de mentes brilhantes e comprometidas com o avanço da agricultura”, declarou Silvia Massruhá, Presidente da EMBRAPA.

    Entretanto, com a presença de líderes influentes e a apresentação de tecnologias de ponta, o summit espera não apenas discutir os desafios atuais, mas também traçar um caminho claro para o futuro do agronegócio na região. A expectativa é que as discussões e conexões estabelecidas no evento resultem em iniciativas concretas que impulsionem a produtividade e a sustentabilidade da agricultura sul-americana.

    Para mais informações e para se inscrever no evento, acesse o site oficial do World Agri-Tech South America Summit: www.worldagritechsouthamerica.com/