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  • RS projeta safra recorde de noz-pecã e reforça liderança nacional

    RS projeta safra recorde de noz-pecã e reforça liderança nacional

    O Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 90% da produção de noz-pecã consumida no Brasil, caminha para registrar uma safra histórica em 2026. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta para uma colheita de 8 mil toneladas, volume muito superior às 5,2 mil toneladas alcançadas no ciclo anterior.

    De acordo com o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e impulsionaram o resultado esperado. Segundo ele, as chuvas ocorreram em períodos estratégicos, o que contribuiu diretamente para a formação da supersafra observada neste ano.

    Além das precipitações regulares, os produtores também se beneficiaram de dias ensolarados e ventos leves durante as fases de brotação e floração das nogueiras. Esse cenário criou condições ideais para elevar a produtividade dos pomares. Enquanto isso, a colheita segue até junho e ocorre de maneira mecanizada, com máquinas que sacodem as árvores para derrubar os frutos.

    Cultivo exige cuidados

    Na região Central do estado, uma propriedade localizada em Santa Maria mantém cerca de 20 mil nogueiras distribuídas em 120 hectares. Depois da colheita, os produtores encaminham as nozes para etapas de limpeza, seleção e classificação por tamanho.

    O produtor Eduardo Klumb ressalta que o manejo adequado tem papel decisivo no desempenho das plantações. Segundo ele, além de aproveitar os anos de maior produtividade, o cultivo exige adubação constante e aplicação correta de defensivos agrícolas para garantir bons resultados.

    Atualmente, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria concentram as maiores áreas de cultivo de noz-pecã no Rio Grande do Sul. Com o bom desempenho das lavouras, o setor acredita que novos produtores devem investir na cultura, ao mesmo tempo em que o mercado tende a ampliar sua demanda.

    Hoje, a Itália lidera as compras da noz-pecã produzida no estado, e a expectativa dos produtores segue positiva para os próximos anos. O presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Instituto Brasileiro de Pecan, Claiton Wallauer, afirma que o Rio Grande do Sul já possui entre 8 mil e 9 mil hectares plantados com nogueira-pecã. Além disso, ele projeta que a produção nacional poderá ultrapassar 15 mil toneladas até 2030.

    O retorno financeiro da atividade também impulsiona a expansão da cultura no estado. Conforme observa Guilherme Passamani, muitos produtores que iniciam o cultivo acabam ampliando suas áreas devido aos resultados positivos, o que também incentiva novos investidores a ingressarem no setor.

  • Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%

    Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%

    Produtores de noz pecan enfrentam um ano desafiador, com estimativas de quebra na safra de até 40%, segundo o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). Após as enchentes de maio, o forte calor e a falta de chuvas no verão agravaram a situação, comprometendo a produção. A expectativa atual é de uma colheita entre 4 e 5 mil toneladas.

    Além dos problemas climáticos, o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, alerta para a alta informalidade no setor, que impacta o crescimento devido aos altos custos de revenda da noz. O instituto busca atrair esses produtores para a formalização, promovendo a qualidade do produto e a sanidade.

    Uma das estratégias é a criação de um regime tributário diferenciado para a pecan, a exemplo da redução do ICMS para produtores de oliveiras e azeites de oliva. O IBPecan argumenta que esse tratamento tributário incentivaria a formalização e traria mais competitividade ao setor.

    Irrigação é urgência

    O IBPecan também busca apoio governamental para projetos de irrigação, destacando a dificuldade em enquadrar as características da cultura em modelos existentes. A entidade ressalta a necessidade de ampliar os sistemas de irrigação diante do quarto ano consecutivo de estiagem.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural e Irrigação (Seapi) receberá os temas tributários e de irrigação.

    O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pecan do Brasil, respondendo por mais de 80% da produção nacional e sediando mais de 90% da indústria de beneficiamento. Estima-se que existam 10,5 mil hectares plantados por mais de 2 mil produtores, a maioria composta por agricultores familiares. Além de abastecer o mercado interno, o excedente é exportado para diversos países.

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