Tag: participação feminina

  • Empreendedorismo feminino transforma a agricultura familiar em Rondônia

    Empreendedorismo feminino transforma a agricultura familiar em Rondônia

    Cada vez mais mulheres ocupam espaço no campo e comandam empreendimentos rurais que impulsionam a economia de Rondônia. Com determinação e apoio de políticas públicas, produtoras vêm se destacando pela capacidade de transformar desafios em oportunidades e de gerar emprego e renda nas comunidades locais.

    A piscicultora Nara Regina de Souza Cruz, trabalha 10 anos no campo. Foto: Jéssica Ocampo/Secom Rondônia

    A piscicultora Nara Regina de Souza Cruz é um dos exemplos dessa força feminina. Há mais de dez anos, ela atua na produção de pescado e lidera uma agroindústria no Estado. “Temos uma agroindústria de pescado e contamos com o apoio da Emater, da Seagri e do governo estadual. Também fornecemos peixe para a merenda escolar”, conta Nara, que trabalha na chácara onde vive com a família.

    Filha de ribeirinho, Nara diz que a paixão pelo campo vem da própria história de vida. “Fui criada à beira do rio, vendo meu pai pescar. Senti falta dessa rotina quando morei na cidade e decidi voltar para mostrar aos meus filhos e netos o valor da terra. No início foi difícil, mas as lutas nos fazem crescer. Hoje incentivo outras mulheres a acreditarem que é possível prosperar no campo”, afirma.

    Na área de agroindústria de laticínios, a produtora Jéssica Félix também representa o protagonismo feminino na agricultura familiar. Ela iniciou sua trajetória há sete anos, motivada pelo amor à terra e pelo legado da família. “A paixão pelos queijos nasceu do desejo de transformar o leite em alimento com identidade. Participo de todas as etapas, da produção às vendas. Isso me conecta ao que faço”, destaca.

    Desafios

    Entre os desafios, Jéssica cita a busca por reconhecimento em um mercado competitivo. “Foi preciso conquistar respeito em um setor predominantemente masculino. Mesmo com as dificuldades, cada obstáculo fortalece. A mulher no campo é força, gestão e sensibilidade. Estamos na produção, nas vendas, e ainda cuidamos da família e dos colaboradores”, ressalta.

    Outra história de sucesso vem de Jaqueline Lugon Figueiredo, de Porto Velho. Ela atua com a criação e o abate de frangos em um frigorífico familiar que gera cerca de 25 empregos diretos. “Cuidamos das aves desde o nascimento até o abate, que ocorre com 41 dias. Nosso trabalho garante renda e fortalece a agricultura familiar”, explica.

    A trajetória de Jaqueline começou com a produção de polpa de frutas, fornecida por mais de uma década à merenda escolar. “Decidimos investir no frigorífico de frango e seguir no campo, como meus pais sempre fizeram. Eles são minha inspiração”, conta.

    O governador Marcos Rocha destaca a importância das políticas voltadas ao fortalecimento das mulheres rurais. “Elas têm papel essencial no desenvolvimento de Rondônia. Nosso governo continua investindo em ações que incentivem a participação feminina no agronegócio e na agricultura familiar”, afirmou.

    O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, complementa que o crescimento do setor produtivo está diretamente ligado ao protagonismo das mulheres. “A contribuição feminina é fundamental para o fortalecimento das cadeias produtivas no Estado”, destacou.

  • Liderança feminina cresce na indústria de máquinas agrícolas

    Liderança feminina cresce na indústria de máquinas agrícolas

    A presença feminina avança de forma consistente na indústria de máquinas agrícolas, fortalecendo a inovação, a modernização de processos e novos modelos de liderança. Em um ambiente historicamente dominado por homens, a AGCO mostra que a transformação cultural está em curso.

    Nos últimos cinco anos, a participação de mulheres no quadro total da companhia cresceu de 13% para 16%. O avanço é ainda mais expressivo entre os cargos de gestão, onde a liderança feminina passou de 11% para 18%. Na manufatura, as profissionais agora representam 13% do total, ante 8% em 2019. O equilíbrio também chega às novas gerações: as mulheres ocupam hoje 48% das vagas de estágio da empresa.

    Expansão regional e novos talentos

    As unidades fabris da AGCO no Brasil refletem esse movimento de expansão. A planta de Canoas (RS) concentra 19% de mulheres em seu quadro, seguida de Ibirubá (RS), com 15%, que registrou o maior crescimento da companhia. Um salto de 9% nos últimos cinco anos. Já as fábricas de Mogi das Cruzes (SP) e Santa Rosa (RS) mantêm 9% de participação feminina.

    Embora as áreas corporativas continuem com a maior presença de mulheres, com 46% das profissionais, setores como Engenharia e Manufatura mostram avanços consistentes e sustentáveis.

    Mulheres que transformam processos

    A engenheira Marina Maletzke, da unidade de Ibirubá, atua na modernização dos processos produtivos e participou de projetos de automação industrial, como a produção robotizada da plantadeira Momentum. Mais de 60% dos conjuntos soldados da linha são realizados de forma automatizada. Para Marina, atuar em áreas técnicas exige postura firme e confiança para converter barreiras em oportunidades de diálogo e evolução.

    Marina Maletzke é engenheira e atua em área estratégica da manufatura na fábrica da AGCO, em Ibirubá (RS). Foto: AGCO

    Em Canoas, a engenheira de produção Mariana Peteffi, de 27 anos, iniciou a carreira como estagiária e hoje comanda uma equipe de 60 profissionais responsáveis pela usinagem na fabricação de tratores. Ela afirma que conquistar credibilidade como mulher jovem na gestão industrial é um desafio, mas também uma oportunidade de mostrar resultados e inspirar outras profissionais.

    Diversidade como estratégia de inovação

    Para estimular a pluralidade e consolidar uma cultura inclusiva, a AGCO criou em 2025 o Comitê de Diversidade e Inclusão. O grupo atua nos pilares de Talento, Cultura, Mercado e Comunidade, com o objetivo de promover respeito, equidade e ideias criativas dentro das operações da empresa.

    Mariana Peteffi coordena iniciativas para ampliar a eficiência e qualidade dos processos de usinagem na fábrica da AGCO, em Canoas (RS). Foto: AGCO

    Segundo Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO América Latina e Business Partner Global para Massey Ferguson, a diversidade impulsiona o desenvolvimento do negócio e fortalece a competitividade no mercado.

    “A inclusão vai além de uma métrica de recursos humanos; ela é um elemento estratégico que potencializa a inovação e amplia a capacidade da indústria de atender às demandas dos agricultores em escala global”, destaca Kanashiro.

  • Mulheres do agro debatem governança e sucessão familiar em encontro no Tocantins

    Mulheres do agro debatem governança e sucessão familiar em encontro no Tocantins

    O município de Gurupi, no Tocantins, receberá no dia 24 de março a primeira edição itinerante do evento Elas na Pecuária, promovido pela Beckhauser em parceria com a Terra Boa. O encontro discutirá governança e sucessão familiar na pecuária brasileira, com o objetivo de fortalecer a participação feminina na gestão de propriedades e negócios rurais.

    Após três edições bem-sucedidas em Campo Grande (MS), o projeto inicia uma nova fase, levando às diferentes regiões do país um espaço de diálogo e integração entre mulheres que atuam em diversos elos da cadeia pecuária. Desde o início, o evento tem servido como plataforma para o compartilhamento de experiências, desafios e conquistas de lideranças femininas.

    “Desde a primeira edição, percebemos o quanto esse ambiente de troca faz diferença. As convidadas compartilham suas trajetórias, falam sobre desafios e conquistas, e isso desperta empatia e inspiração, especialmente em quem está construindo seu caminho na pecuária”, explica Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e BEAH da Beckhauser.

    Tocantins inicia fase itinerante do projeto

    A escolha do Tocantins marca um passo estratégico da Beckhauser. O estado, que vem ampliando sua relevância na pecuária da região Norte, apresenta rebanho em expansão e crescente participação de mulheres na gestão rural. Além disso, a parceria com a Terra Boa, sediada em Gurupi, reforça a presença local do evento e valoriza uma empresa com forte representatividade feminina.

    “Diversas regiões já possuem grupos estruturados de mulheres que se reúnem para debater o setor. Nossa intenção é contribuir com esses movimentos, somando forças e ampliando as oportunidades de conexão. Começar por um parceiro estratégico, com liderança feminina e forte inserção local, foi uma escolha natural”, destaca Carla.

    O formato do evento permanece o mesmo: painéis de 20 a 30 minutos com convidadas que compartilharão suas experiências relacionadas ao tema central, sob mediação da CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser. Ao final, o público poderá interagir com perguntas, reforçando o caráter participativo do encontro.

    Fortalecimento da governança e da liderança feminina

    Para a Terra Boa, parceira anfitriã, o evento representa mais do que um debate setorial. Segundo Lívian Rocha dos Reis, diretora administrativa da empresa, a iniciativa reforça a importância da profissionalização da gestão rural e da formação de novas lideranças femininas.

    “Para a Terra Boa, iniciativas como o Elas na Pecuária têm importância estratégica e simbólica. Somos uma empresa familiar. E acreditamos que o fortalecimento do agro passa pela formação de lideranças preparadas, pela governança estruturada e pela valorização de diferentes perspectivas. A parceria com a Beckhauser amplia esse debate sobre o protagonismo feminino e contribui para um setor mais equilibrado e sustentável”, afirma Lívian.

    Com edições anuais previstas em diferentes regiões do país, o Elas na Pecuária consolida-se como um dos principais espaços de networking e valorização da mulher no agronegócio. E une inspiração, conhecimento e propósito em torno da transformação da pecuária brasileira.