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  • Mapa e Sebrae ampliam apoio a micro e pequenas empresas do agro

    Mapa e Sebrae ampliam apoio a micro e pequenas empresas do agro

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou nesta quinta-feira (5), em Cuiabá (MT), a parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Sebrae como ferramenta essencial para fortalecer micro e pequenos negócios do agronegócio brasileiro. A declaração ocorreu durante a cerimônia do Prêmio Fampe 2025 (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas). O prêmio reconhece ações de apoio ao empreendedorismo rural.

    Foto: Caroline De Vita / Mapa

    Fávaro ressaltou que o Mapa e o Sebrae têm atuado de forma integrada para impulsionar a agroindústria e abrir novos mercados. Segundo o ministro, iniciativas voltadas à defesa sanitária e à ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) vêm garantindo aos pequenos produtores a possibilidade de vender seus produtos em todo o país.

    “O Sisbi garante qualidade e segurança alimentar. Permitindo que um pequeno produtor de Várzea Grande comercialize seu queijo em Cuiabá e em qualquer parte do Brasil”, afirmou Fávaro. Ele destacou que o sistema vem crescendo rapidamente. Em poucos anos, passou de pouco mais de 300 municípios para quase 1.700 adesões durante o governo Lula. “Esse avanço transforma a vida nas pequenas propriedades, gera escala e aumenta a renda dos produtores”, completou.

    O presidente do Sebrae, Décio Lima, também reforçou a importância da parceria. “A atuação conjunta com o Mapa ajudou o Sebrae a alcançar mais de 93 milhões de negócios em um modelo de economia globalizada, com a abertura de 540 novos mercados para o agro brasileiro”, disse.

    Visita a empreendimentos locais

    Ainda em Mato Grosso, Fávaro visitou empreendimentos apoiados pelo programa Acredita Sebrae, que incentiva pequenos negócios com crédito e capacitação. O ministro esteve em uma sorveteria em Várzea Grande, em uma academia no bairro Morada da Serra e na Cooperativa Alternativa de Catadores, Reciclagem e Preservação do Meio Ambiente (Coorepa), no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

    Foto: Caroline De Vita / Mapa
  • Embrapa firma cooperação científica com Coreia do Sul

    Embrapa firma cooperação científica com Coreia do Sul

    A Embrapa assinou acordo de cooperação científica com a Coreia do Sul nesta segunda-feira (23). A presidente Silvia Massruhá formalizou o memorando com a Rural Development Administration (RDA), agência de pesquisa sul-coreana. O acordo prioriza agricultura, recursos naturais e desenvolvimento sustentável. Além disso, amplia a parceria científica e tecnológica entre os países.

    A cooperação inclui temas estratégicos como mudanças climáticas, bioeconomia e biotecnologia. Também abrange agricultura digital, inteligência artificial e sistemas de produção animal e vegetal.

    O memorando contempla segurança alimentar, nutrição, saúde e desenvolvimento rural. Além disso, prevê formação e intercâmbio de pesquisadores. O documento estabelece regras sobre propriedade intelectual e proteção de dados. Também define diretrizes para disseminação de resultados científicos e intercâmbio de material genético. As instituições seguirão as legislações nacionais e adotarão mecanismos de governança conjunta.

    Missão fortalece comércio e parcerias estratégicas

    A assinatura integrou a comitiva presidencial brasileira entre 19 e 24 de fevereiro. A missão incluiu agendas na Índia e na Coreia do Sul. O governo priorizou o fortalecimento do comércio e de parcerias estratégicas. Além do acordo com a Embrapa, o Brasil firmou mais nove atos institucionais. Os compromissos envolveram ministérios da Agricultura, Saúde, Fazenda e Ciência e Tecnologia. Também participaram Anvisa e Polícia Federal.

    Na Índia, Silvia participou da inauguração do escritório da ApexBrasil, em Nova Déli. Em seguida, ela esteve no Fórum Empresarial Brasil-Índia, no dia 21. O evento buscou ampliar cooperação e comércio bilateral. O fórum reuniu cerca de 600 empresários indianos e mais de 300 brasileiros. Os participantes identificaram cerca de 400 oportunidades de exportação de para o Brasil.

    Durante o evento, Silvia destacou o papel estratégico da ciência na agricultura tropical brasileira. Ela afirmou que a pesquisa impulsionou o Brasil como referência tecnológica na produção de alimentos. Segundo a presidente, inovação e ciência garantem produtividade com sustentabilidade. Ela também ressaltou que Brasil e Índia compartilham desafios climáticos e produtivos.

    Fungicultura entra na agenda Brasil-Coreia do Sul

    O acordo entre Embrapa e RDA prioriza o avanço da fungicultura em regiões tropicais e subtropicais. O foco inclui novas linhagens, automação e aproveitamento de resíduos.

    No Brasil, o plano será executado pela Embrapa Recursos Ge néticos e Biotecnologia, em Brasília. A equipe do Laboratório de Cultivo de Cogumelos liderará as ações. Os pesquisadores promoverão intercâmbio de materiais genéticos e desenvolverão cultivares adaptadas ao clima brasileiro. O objetivo é elevar a eficiência produtiva.

    A parceria também prevê compartilhamento de máquinas e sistemas automatizados. As instituições estudarão produção industrial de substrato e manejo de cultivo. Além disso, as equipes pesquisarão espécies nativas com potencial econômico, medicinal e nutricional. Os cientistas buscarão domesticar cogumelos brasileiros com valor biotecnológico.

    Outro foco será transformar o substrato pós-colheita em insumos biológicos. A aplicação poderá atender agricultura, pecuária e aquicultura.

    O memorando ainda prevê programas de treinamento e intercâmbio técnico. As ações visam acelerar a transferência de tecnologia.

    A analista Loeni Ludke Falcao avaliou que a cooperação fortalece a cadeia produtiva de cogumelos. Segundo ela, o setor ainda é pequeno, mas registra crescimento anual. Ela destacou que o cogumelo oferece alternativa alimentar funcional e sustentável. Também afirmou que o produto possui potencial para bioinsumos e indústria farmacêutica.

     

  • Senar e MDA firmam parceria para apoiar pequenos produtores

    Senar e MDA firmam parceria para apoiar pequenos produtores

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) firmaram, nesta quarta-feira (8), um acordo para levar Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) a pequenos produtores rurais em todo o país.

    Atendido para 100 mil famílias

    O Acordo de Cooperação Técnica prevê atendimento gratuito a cerca de 100 mil famílias rurais durante 24 meses. Cada propriedade contará com o acompanhamento de um técnico do Senar por dois anos.

    O objetivo é aumentar a produção de alimentos, elevar a renda e melhorar a gestão das propriedades, promovendo mais eficiência e sustentabilidade no campo.

    Pelo acordo, o Senar será responsável por selecionar e capacitar técnicos de campo, além de oferecer cursos de formação voltados à Assistência Técnica e Gerencial.

    Durante a assinatura, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, ressaltou o papel do Senar na evolução da agropecuária brasileira. Segundo ele, a entidade atua lado a lado com o produtor rural para desenvolver um plano de negócios sob medida. “O que ele quer para sua propriedade? A partir daí é feito um plano de negócio para acompanhar se aquilo que foi projetado está sendo cumprido rigorosamente”, explicou Martins.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância da parceria e a qualidade reconhecida da assistência prestada pelo Senar. “A partir de hoje, 100 mil novos agricultores terão acesso à assistência técnica do Senar, com o que há de mais moderno em gestão e produção”, afirmou o ministro.

    Além da assistência técnica, o Acordo de Cooperação inclui ações para facilitar o acesso dos produtores a mercados e políticas públicas. Alguns exemplos são o Pronaf e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

    Participaram da assinatura o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, o diretor de ATeG do Senar, Eduardo Oliveira, e o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.

     

  • Empresas fecham parceria inédita para transformar suporte ao produtor rural

    Empresas fecham parceria inédita para transformar suporte ao produtor rural

    A Baldan, referência nacional em máquinas e implementos agrícolas, anunciou uma parceria estratégica com a Milwaukee, marca internacionalmente reconhecida em ferramentas. O acordo busca elevar a qualidade e a agilidade no suporte oferecido a produtores rurais e revendas em todo o Brasil.

    Com a parceria, a Milwaukee passa a fornecer as ferramentas usadas pelo time de pós-venda da Baldan e pelos Caminhões Oficina. Esses veículos atuam diretamente em campo, garantindo reparos e montagens de equipamentos com mais rapidez e precisão.

    Segundo Leandro Maria, gerente de pós-vendas da Baldan, a união marca um avanço importante para o setor. “Ao lado da Milwaukee, conseguimos agregar ainda mais valor ao serviço de pós-venda, oferecendo soluções de ponta que fazem diferença no dia a dia do produtor rural”, afirmou.

    Para a Milwaukee, a parceria representa a chance de fortalecer sua presença no agronegócio brasileiro. A empresa destaca ferramentas voltadas para ergonomia, durabilidade e tecnologia de alto desempenho. “Unir forças com uma empresa centenária como a Baldan reforça nosso propósito de transformar a forma como o trabalho é realizado”, disse Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil.

    Foto: Divulgação
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    O lançamento oficial ocorreu na sede da Baldan. Durante o evento, a Milwaukee promoveu um workshop exclusivo para colaboradores, apresentando na prática as funcionalidades das ferramentas e mostrando como podem tornar o suporte em campo ainda mais eficiente.

  • JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    Em uma iniciativa inédita de inclusão social, a JBS assinou nesta quinta-feira (31) um convênio de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O acordo tem como foco a oferta de vagas de emprego para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), principal porta de entrada para o Bolsa Família.

    Com duração prevista de dois anos, o convênio busca promover a inclusão socioeconômica das famílias de baixa renda. Portanto, ampliando o acesso a oportunidades formais de trabalho. A cerimônia de assinatura ocorreu na sede da JBS, em São Paulo. E contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, do conselheiro da JBS, Wesley Batista, e do CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni.

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    “A geração de emprego é uma das formas mais efetivas de inclusão social. Ao unirmos esforços com o MDS, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, destacou Wesley Batista. Ele ressaltou ainda a importância de oferecer oportunidades não só para os trabalhadores. Mas também para suas famílias, afirmando que “valorizar gente é o que move a JBS”.

    A JBS é uma das maiores empregadoras do Brasil, com unidades de produção em mais de 100 municípios e cerca de 158 mil colaboradores. Para o CEO Gilberto Tomazoni, investir no potencial das pessoas é essencial para promover o desenvolvimento social. “Nosso objetivo é ser referência naquilo que fazemos, impulsionando o crescimento das comunidades por meio da geração de empregos e formação profissional”, afirmou.

    Atuação em conjunto

    O Ministério do Desenvolvimento atuará em conjunto com a rede de assistência social para facilitar o acesso dos inscritos no CadÚnico aos processos seletivos da JBS. O fornecimento de dados ocorrerá mediante consentimento prévio dos candidatos. Sempre respeitando integralmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Política de Privacidade da empresa.

    Durante o evento, o ministro Wellington Dias reforçou a necessidade de uma integração estratégica entre as áreas social, econômica e ambiental para combater a fome e a pobreza no país. “O social deve estar integrado ao econômico para que a transformação aconteça de forma sustentável”, declarou.

    Criado em 2001, o CadÚnico reúne informações sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil. E é fundamental para a inclusão em programas de assistência e redistribuição de renda. O convênio entre a JBS e o governo abre novas portas para a inclusão produtiva desses beneficiários. Fomentando o desenvolvimento social e econômico de forma conjunta e sustentável.

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  • Porto Seco de Anápolis fecha parceria com empresa da China

    Porto Seco de Anápolis fecha parceria com empresa da China

    O Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), localizado em Anápolis, Goiás, é um dos principais centros de movimentação de mercadorias no interior do Brasil. Nos últimos cinco anos, o terminal exportou mais de 2,2 milhões de toneladas de produtos, o que representa mais de US$ 22,3 bilhões em mercadorias. Além disso, o PSCO é responsável por cerca de 35% das importações realizadas por Goiás.

    Somente no ano passado, o PSCO movimentou mais de 688 mil toneladas de cargas, com destaque para grãos e algodão, que somaram 114.570 e 88.114 toneladas, respectivamente. O terminal alfandegário recebe 53% das importações do estado, com mais de 38 mil TEU’s registrados.

    Vantagens e parcerias

    O Porto Seco Centro-Oeste oferece uma plataforma multimodal com regimes aduaneiros especiais e benefícios fiscais, otimizando a logística e reduzindo custos para os usuários. Recentemente, o terminal firmou uma parceria estratégica com a Taitong International Transportation, uma das principais empresas de logística da China. Essa aliança visa fortalecer as relações comerciais entre Goiás e o mercado asiático, proporcionando redução significativa de custos para importadores e exportadores.

    “A China é o principal parceiro comercial do estado e também do Brasil. Então nós mapeamos a empresa Taitong International Transport, uma empresa de logística completa. Ela faz desde a parte de terminais com armazenagem, com movimentação de carga, até o transporte nacional dentro da China. Faz, através de parcerias, o transporte internacional também para o Brasil. Conseguimos, depois de bastante negociação, uma redução significativa de custos para os nossos clientes, importadores e exportadores”, afirma Everaldo Fiatkoski, diretor de Operações do PSCO.

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  • JBS compra 50% da Mantiqueira, a gigante dos ovos

    JBS compra 50% da Mantiqueira, a gigante dos ovos

    A JBS, líder global em carnes, anunciou a compra de 50% da Mantiqueira, a maior produtora de ovos da América do Sul. Ou seja, este movimento marca a entrada da gigante da carne bovina no setor de ovos. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    União estratégica

    O acordo representa uma união estratégica entre duas líderes de mercado. Enquanto a JBS domina o setor de carne bovina, a Mantiqueira é referência no mercado de ovos, com faturamento anual em torno de R$ 2 bilhões.

    A empresa possui unidades em seis estados e emprega cerca de três mil pessoas, produzindo 4 bilhões de ovos por ano com 17,5 milhões de galinhas. Apesar de não ser a líder global, a Mantiqueira ocupa a décima posição no ranking mundial. No entanto, a JBS vê potencial para expandir sua presença tanto no mercado interno quanto internacionalmente. As conversas entre as duas empresas começaram ao avaliar oportunidades no mercado americano. Além disso, Gilberto Tomazoni, presidente executivo da JBS, destacou que a atratividade do negócio é um dos principais fatores para essa nova empreitada. Ele afirmou: “Todo mundo come ovo”.

    Tomazoni também mencionou o crescimento robusto do segmento e seu apelo nutricional. O ovo, que já foi considerado um vilão nas dietas, agora é amplamente recomendado por nutricionistas. Ele acredita que essa aquisição aumentará a presença da JBS nas mesas dos consumidores, especialmente no café da manhã.

    JBS e Mantiqueira

    A escolha da Mantiqueira para essa parceria se deve à sua liderança no setor de ovos. Tomazoni afirmou: “Nós não entramos em um negócio se não for para sermos líderes”. A JBS entrará na Mantiqueira sem uma posição dominante, o que é uma exceção nas aquisições do grupo.

    A JBS adquiriu os 50% que pertenciam ao empresário Carlos Cunha, que se associou ao fundador Leandro Pinto no início dos anos 2000. Cunha era responsável pelo grupo RDC, que comprava metade dos ovos da Mantiqueira. Após a aquisição da RDC pelo Carrefour em 1999, Pinto decidiu se unir a Cunha devido às incertezas sobre o futuro da empresa . Em comunicado oficial, Pinto descreveu a entrada da JBS na Mantiqueira como um movimento “natural e estratégico”. Ele afirmou que essa união permitirá à Mantiqueira acessar novas oportunidades e adquirir conhecimento para se tornar um competidor relevante internacionalmente.

    A empresa já exporta para mercados na América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. Após o acordo, não haverá mudanças na liderança da Mantiqueira. Márcio Utsch continuará como presidente executivo e sócio minoritário com 3% do capital social. Em resumo, JBS e Mantiqueira discutem agora a composição do conselho de administração, que pode ter quatro ou seis integrantes, com Pinto permanecendo na presidência.

    Impacto para o seu bolso

    Com a entrada da JBS no segmento, há expectativas de que a competitividade no mercado de ovos aumente. A JBS já é um gigante no setor de proteínas, dominando os mercados de carne bovina, suína e frango. Assim, a diversificação para o mercado de ovos pode levar a uma maior eficiência na produção e distribuição, o que, potencialmente, pode resultar em preços mais acessíveis para os consumidores.

    Portanto, com a promessa de aumentar a eficiência produtiva e expandir as operações internacionais, os consumidores podem esperar um impacto positivo nos preços e na disponibilidade dos produtos. À medida que o negócio avança, será importante monitorar como essa nova dinâmica afetará tanto os produtores quanto os consumidores no país.

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  • Petrobras e Embrapa se unem; acordo foca em “revolução verde”

    Petrobras e Embrapa se unem; acordo foca em “revolução verde”

    A Petrobras e a Embrapa assinaram um acordo de cooperação, no Rio de Janeiro, com foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas para produção de biocombustíveis e produtos de baixo carbono.

    O objetivo é criar alternativas sustentáveis, como a produção de biocombustíveis e a expansão da química verde.

    O acordo contempla a criação de novas tecnologias e a implantação de unidades industriais pela Petrobras.

    Já a Embrapa atuará no desenvolvimento de protocolos agrícolas de baixo carbono, como a certificação de culturas como a soja.

    Além disso, serão estudadas culturas alternativas, como o milho safrinha e a carinata, que podem diversificar o portfólio de matérias-primas para a produção de agroenergia.

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    Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destacou a importância de diversificar o acesso a matérias-primas sustentáveis, visando a redução da dependência de importações de fertilizantes e promovendo o Plano Nacional de Fertilizantes.

    Para a Embrapa, liderada por Silvia Massruhá, essa cooperação reforça o papel estratégico da empresa na bioeconomia e desenvolvimento sustentável.

    Foco em fertilizantes e bioenergia

    O desenvolvimento de novos fertilizantes e insumos sustentáveis também faz parte da parceria. Além disso, a Petrobras planeja, com apoio da Embrapa, criar fertilizantes de ureia de maior valor agregado e produtos mistos adaptados aos solos brasileiros, o que pode resultar em maior produtividade agrícola.

    Silvia e Pillon visitaram o Cenpes após a assinatura do termo de cooperação

    A presidente da Embrapa reforçou o compromisso com a inovação tecnológica para alcançar metas ambientais e melhorar a eficiência dos produtos oferecidos.

    A cooperação também inclui a pesquisa em biometano e biogás, alinhando-se ao Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária.

    Ou seja, a ideia é formar redes de pesquisa focadas em matérias-primas sustentáveis, aproveitando a expertise da Embrapa.

    Retomada de atividades e impacto estratégico

    Dentro do plano de expansão, a Petrobras anunciou recentemente a reativação da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), no Paraná, com operações previstas para 2025.

    Esse movimento faz parte do Plano Estratégico 2024-2028 da companhia, que pretende aumentar a produção de ureia, ARLA 32 e amônia no país.

    A assinatura do termo ocorreu no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), o que representa, portanto, um novo capítulo na busca por um futuro mais verde e eficiente.

    Maiza Goulart, diretora executiva do Cenpes, ressaltou o potencial da parceria para alavancar o agronegócio e desenvolver soluções de alta performance. Buscando, dessa forma, reduzir os impactos ambientais e ampliar a sustentabilidade no setor energético e agrícola brasileiro.

  • Aberto edital para desenvolver soluções tecnológicas em parceria com a Embrapa

    Aberto edital para desenvolver soluções tecnológicas em parceria com a Embrapa

    Vão até 20 de setembro as inscrições de propostas para o Programa de Inovação Aberta em Fruticultura – InovaFrut, coordenado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

    O edital tem como objetivo convidar empresas, cooperativas, associações e demais agentes do setor produtivo a desenvolverem soluções tecnológicas em parceria com a Embrapa por meio dos mecanismos de inovação aberta previstos no Marco Regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

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    Considera-se “inovação aberta” a introdução de novidade ou aperfeiçoamento, no ambiente produtivo e/ou social, de criações obtidas, geradas e/ou desenvolvidas em parceria com outras instituições, a fim de melhorar o desenvolvimento de produtos e processos, prover melhores serviços para a sociedade, aumentar a eficiência e o valor agregado.

    Edital visa parcerias

    O edital não visa selecionar projetos prontos, mas sim propostas de atuação conjunta. “O edital InovaFrut demonstra que a Embrapa Mandioca e Fruticultura está buscando parceiros do setor produtivo para, em conjunto, desenvolver soluções para os principais problemas das cadeias produtivas de fruteiras e codesenvolver ativos gerados pelas nossas equipes de pesquisa, que já estão em estágio avançado de maturação tecnológica”, afirma o pesquisador Eduardo Chumbinho de Andrade, chefe-adjunto de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação.

    As propostas devem ser submetidas em dois assuntos principais: dez temas abertos em fruticultura (mais especificamente abacaxi, banana, citros, mamão e maracujá) e Codesenvolvimento de ativos da Embrapa selecionados quanto a potencial de alcance, relevância e impacto. O pesquisador Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura e idealizador do edital, destaca algumas tecnologias disponíveis, como o processo de produção de tubetes formulados e biodegradáveis para produção de mudas, o software para recomendação de calagem e adubação Adubatec e a plataforma digital Agropragas. “O Agropragas Maracujá, por exemplo, é um sucesso, mas precisamos impulsioná-la para outras culturas. Além disso, há um tema aberto em Saúde Única conectada à fruticultura, uma das novidades dessa edição do InovaFrut”, explica.

    As propostas devem ser apresentadas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível em https://forms.gle/sGJw1gNbyeixYv937

  • Bayer e Banco do Brasil lançam parceria

    Bayer e Banco do Brasil lançam parceria

    A Bayer e o Banco do Brasil anunciaram uma parceria inédita.  O objetivo é promover práticas agrícolas sustentáveis e proteger florestas, através da iniciativa chamada CPR Preservação. A solução, estruturada na Cédula do Produtor Rural Verde (CPR Verde), visa facilitar o acesso ao crédito para produtores rurais que realizam a manutenção das áreas nativas em suas propriedades, com a segurança da iniciativa PRO Carbono, da Bayer.

    O Banco do Brasil desenvolveu uma metodologia para valorizar as áreas de vegetação nativa, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal. Essa abordagem promove ações de preservação florestal e mitigação das emissões de gases de efeito estufa. A modalidade é destinada a produtores que possuem áreas preservadas e é amparada pela Lei 13.986/20 e pelo Decreto nº 10.828/21, que valorizam as áreas conservadas como lastro para a emissão do financiamento.

    O projeto piloto envolve 60 agricultores da região de Rio Verde (GO), que participam do PRO Carbono da Bayer. A escolha dessa área se deve ao fato de que o Cerrado é um dos biomas mais afetados pela expansão da fronteira agrícola. Inclusive tendo ultrapassado a área desmatada da Amazônia em 2023, representando 61% do desflorestamento total.

    Benefícios do programa

    Fabio Passos, líder do negócio de Carbono da Bayer para a América Latina, destaca que a parceria busca oferecer benefícios aos agricultores engajados em práticas sustentáveis. “Reconhecer a importância de um olhar para todo o ecossistema nesta jornada pela sustentabilidade inclui oferecer ao agricultor benefícios que possam apoiá-los, como ofertas de crédito vantajosas e atreladas a boas práticas e proteção de florestas”, explica Passos.

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    A certificação necessária para a emissão do financiamento é gerada pelo PRO Carbono, que verifica a área florestal e a conformidade socioambiental com base em 13 critérios. O uso da tecnologia de sensoriamento remoto no sistema MRV (Monitoramento, Reporte e Verificação) integrado à Conecta PRO Carbono facilita esse processo.

    Condições do empréstimo

    Um dos diferenciais da CPR Preservação é a isenção de 0,5% na tarifa de estudo da operação em comparação à CPR convencional. O empréstimo pode ser contratado com encargos financeiros pré ou pós-fixados, com taxas de juros variando conforme o perfil do cliente e outros fatores. O potencial de crédito está vinculado à área florestal elegível.

    João Fruet, Diretor de Corporate and Investment Bank (CIB) do Banco do Brasil, afirma que essa parceria faz parte da estratégia de sustentabilidade da instituição. “Se materializa através do fomento de uma agricultura mais sustentável, com impactos positivos na cadeia de valor do agronegócio”, comenta Fruet.

    Processo de solicitação

    Os produtores rurais interessados podem solicitar o benefício por meio do Orbia, o maior marketplace do agronegócio brasileiro. É necessário ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e estar em conformidade com os critérios socioambientais estabelecidos pelo banco. A Conecta PRO Carbono analisa a área de forma georreferenciada e emite o certificado em até 72 horas.

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    A CPR Preservação está vinculada a atividades que resultem na redução das emissões de gases de efeito estufa e na conservação da biodiversidade e recursos hídricos. O prazo para pagamento do financiamento é de 720 dias, com opções de pagamento único ou parcelado.

    A parceria entre Bayer e Banco do Brasil representa um passo importante na promoção da sustentabilidade agrícola no Brasil. E também oferece aos produtores rurais oportunidades financeiras ligadas à conservação ambiental. Com foco em práticas regenerativas e proteção das florestas, a iniciativa busca não apenas melhorar a rentabilidade dos agricultores, mas também contribuir para um futuro mais sustentável no setor agropecuário.