Tag: Paraíba

  • Escola em João Pessoa consolida legado do cooperativismo

    Escola em João Pessoa consolida legado do cooperativismo

    A força do cooperativismo ganhou forma concreta em João Pessoa com a entrega da Escola Cidadã Integral Técnica Professor Raul Córdula, inaugurada em 2024 por meio de uma parceria entre a Unimed João Pessoa e o Governo da Paraíba. Mais do que uma obra estrutural, o projeto simboliza como os resultados financeiros de uma cooperativa podem retornar diretamente à sociedade em forma de educação, inclusão e desenvolvimento social.

    Fundada em 1971 por um grupo de 106 médicos, a Unimed João Pessoa consolidou-se como a maior operadora de saúde da capital paraibana. Atualmente, reúne 1.906 médicos cooperados, cerca de 2,5 mil colaboradores e mais de 183 mil clientes. Em 2025, a cooperativa atingiu faturamento bruto de R$ 1,386 bilhão, com crescimento acumulado de 47,5% desde 2020.

    Além disso, parte desse desempenho foi convertida em investimento social. A Escola Raul Córdula representa esse conceito: a sobra obtida pela cooperativa sendo revertida em benefício coletivo.

    Nesse contexto, a unidade foi entregue em janeiro de 2024, apenas um ano após o lançamento da pedra fundamental. Construída a cerca de 200 metros da antiga escola estadual, a nova estrutura ampliou a capacidade de atendimento de 320 para 380 estudantes, incluindo Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Educação como resultado do cooperativismo

    Nesse sentido, o projeto foi desenvolvido com base em conceitos de sustentabilidade, acessibilidade e ensino integral. A estrutura conta com 11 salas de aula, laboratórios, quadra poliesportiva coberta, salas multifuncionais, refeitório climatizado e áreas de convivência ampliadas. Também incorpora energia solar e coleta seletiva, além de garantir acessibilidade para pessoas com deficiência.

    Além disso, a entrega ocorreu por meio de uma permuta formalizada entre a cooperativa e o Governo do Estado, aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba. O modelo evidencia a capacidade de articulação do cooperativismo para gerar impacto direto na sociedade.

    Para o presidente executivo do Sistema OCB/Paraíba, André Pacelli, a iniciativa reflete o papel social do cooperativismo. “A Unimed é a maior cooperativa de saúde do mundo. A Unimed João Pessoa é um case de sucesso aqui do Nordeste, emprega mais de 2 mil pessoas, reúne mais de 1.800 cooperados e registra faturamento superior a R$ 1,3 bilhão”, afirmou.

    Presidente executivo do Sistema OCB/Paraíba, André Pacelli – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Além disso, ele destacou o impacto regional. “Oferece qualidade de vida e assistência à saúde a cerca de 180 mil usuários em uma cidade que cresce, sobretudo no turismo, atraindo pessoas em busca de melhor qualidade de vida”, disse.

    Pacelli também ressaltou o avanço estrutural da cooperativa. “Temos três hospitais, com certificações internacionais. O cooperativismo se orgulha dessa parceria e desse momento vivido pela Unimed João Pessoa”, completou.

    Por outro lado, ao abordar o cenário mais amplo, reforçou a expansão do setor. “O cooperativismo da Paraíba vive um momento importante de crescimento. O maior desafio ainda é a desinformação, é preciso mostrar à sociedade o que o cooperativismo faz de bom”, afirmou.

    Inclusão social e desenvolvimento comunitário

    Por sua vez, a atuação social da Unimed João Pessoa vai além da educação formal. Por meio do Instituto Unimed João Pessoa, a cooperativa desenvolve projetos estruturados em pilares como saúde, cidadania, cultura, esporte, educação, preservação ambiental e voluntariado.

    Coral Jovem do Instituto Unimed João Pessoa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Entre os destaques, por exemplo, está o Coral Jovem, formado por crianças e adolescentes de comunidades locais. Assim, o projeto promove inclusão social por meio da educação musical e do desenvolvimento cidadão.

    Segundo o presidente do Instituto Unimed João Pessoa, Fernando Florêncio, a iniciativa vai além da formação artística. “São cerca de 50 jovens, entre 8 e 18 anos, que participam do coral e recebem toda a assistência, inclusive para suas famílias, nas áreas médica, odontológica e cultural”, explicou.

    Além disso, ele detalha o impacto do programa. “O desenvolvimento ocorre por meio de uma série de práticas voltadas à formação cidadã diferenciada, permitindo a inserção desses jovens na sociedade de forma mais ampla”, afirmou.

    Ao mesmo tempo, a cooperativa mantém o Espaço Vida, com 3.500 metros quadrados dedicados à experiência do cliente, focado em reabilitação em fisioterapia e terapias exclusivas, reforçando sua vocação de cuidado integral.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A estratégia evidencia um dos princípios do cooperativismo: o interesse pela comunidade. Ao cooperar, laços são criados, ideais se fortalecem e o crescimento ocorre de forma coletiva.

    Por fim, nesse contexto, a Escola Raul Córdula se consolida como símbolo desse modelo. Mais do que números expressivos, o cooperativismo demonstra sua força ao transformar resultados financeiros em legado social concreto, impactando diretamente a vida de centenas de famílias paraibanas.

  • Conheça a pedra rara da Paraíba que pode valer mais que diamante

    Conheça a pedra rara da Paraíba que pode valer mais que diamante

    Pensa na cena: no coração seco da Paraíba, o solo revela um tesouro azul que desafia a ciência. A turmalina Paraíba, ou “pedra de azul impossível”, surge de forma rara e brilha mais que diamante em alguns casos. Garimpeiros e pesquisadores desenterram essas belezas desde os anos 80, e, em 2026, elas ainda fascinam o mundo.

    Origem improvável no solo nordestino

    A história começa em regiões como Salgado, onde garimpeiros exploram pegmatitos há décadas. É ali que surgem as turmalinas com tons de azul-neon, considerados únicos no mundo.

    O diferencial vem da composição química. A presença de cobre, além de elementos como manganês e boro, cria uma coloração intensa que joalheiros descrevem como quase irreal.

    Além disso, a oferta é extremamente limitada. Isso ajuda a explicar por que uma pedra de alta qualidade pode alcançar valores superiores ao de outras gemas tradicionais. Em alguns casos, exemplares raros ultrapassam 100 quilates e batem recordes em leilões internacionais.

    Foto: depositphotos.com/StellarInfinity

    Mais valiosa que ouro?

    O valor da turmalina Paraíba chama atenção até entre especialistas. Enquanto o ouro sofre oscilações frequentes, a gema mantém uma valorização consistente, impulsionada pela raridade e pela demanda internacional.

    Em mercados de alto padrão, pedras de qualidade excepcional podem atingir valores de até US$ 10 mil por quilate. Esse número coloca a turmalina em um patamar comparável, e às vezes superior, ao de diamantes.

    Além disso, a produção segue concentrada em poucas minas brasileiras, o que aumenta ainda mais seu valor estratégico. A partir daí, exportadores levam o “azul brasileiro” para centros como Nova York e Genebra, onde a demanda segue aquecida.

    • Turmalina Paraíba (Qualidade Extra): Pode chegar a US$ 100.000 por quilate (0,2g).
    • Diamante Incolor: Média de US$ 25.000 por quilate de alta pureza.
    • Ouro Puro: Aproximadamente US$ 80 por grama (valor variável conforme cotação diária).
    • Diferença de peso: Como 1 grama equivale a 5 quilates, uma Turmalina Paraíba de topo pode valer US$ 500.000 por grama, o que é centenas de vezes superior ao preço do ouro.

    Do sertão ao mercado global

    Desde a descoberta nos anos 1980, a turmalina Paraíba se transformou em um símbolo global de exclusividade. O nome da pedra, inclusive, virou referência internacional de qualidade, mesmo quando gemas semelhantes aparecem em outros países.

    No entanto, a origem brasileira ainda carrega o maior prestígio. Isso posiciona o Brasil como protagonista em um nicho altamente valorizado do mercado de gemas.

    O interesse crescente em 2026 reforça uma tendência. Colecionadores e investidores buscam ativos raros, com identidade e origem bem definidas.

    Riqueza natural e desafios no território

    Apesar do alto valor, o impacto local ainda levanta discussões. A mineração gera empregos e movimenta economias regionais, especialmente em áreas com poucas alternativas produtivas.

    Desafios como sustentabilidade e fiscalização continuam no radar: a extração precisa equilibrar valor econômico com preservação ambiental.

    Assim, a história da turmalina Paraíba vai além do brilho. Ela revela como o Brasil transforma recursos naturais em ativos globais, ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de distribuir melhor essa riqueza.

     

  • Ibama apreende quase 10 toneladas de peixe em operação contra pesca ilegal

    Ibama apreende quase 10 toneladas de peixe em operação contra pesca ilegal

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 9,8 toneladas de pescado irregular durante a Operação Coremas. A fiscalização foi realizada no final de fevereiro nos municípios de Coremas e Sousa, na Paraíba. A fiscalização contou com o apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar da Paraíba (BPMA) e teve como alvo a pesca predatória em açudes públicos federais.

    A operação ocorreu estrategicamente no período que antecede o fim da piracema, quando a pesca de espécies como curimatã, sardinha, branquinha e piau é proibida conforme a Instrução Normativa Ibama nº 210/2008. A restrição tem como objetivo assegurar a reprodução das espécies e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros.

    Durante as fiscalizações, os agentes retiraram de circulação 1,2 quilômetro de redes de pesca utilizadas de forma irregular, totalizando 10 unidades apreendidas. Um estabelecimento comercial que atuava em desacordo com a legislação ambiental também foi embargado.

    As multas aplicadas somam R$ 25.400,00. Além disso, parte do pescado apreendido, cerca de 668 quilos, foi doada ao programa social Sesc Mesa Brasil. Ele é voltado ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.

    O Ibama reforça que, durante o período de defeso, a legislação proíbe a captura, o transporte, o armazenamento, a industrialização e a comercialização das espécies protegidas e de suas ovas. Com o encerramento da piracema, a legislação volta a permitir a atividade pesqueira, desde que os pescadores respeitem as normas vigentes.

  • Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    O período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) terá início em 17 de fevereiro de 2026, terça-feira de Carnaval. E se estenderá até 22 de fevereiro, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará.

    A medida protege a reprodução da espécie e garante a manutenção dos estoques naturais nos manguezais das regiões Norte e Nordeste. O defeso vale para Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

    O Ibama também definiu as próximas etapas do defeso. De 3 a 8 e de 18 a 23 de março, e também dos períodos de 1º a 6 e de 17 a 22 de abril.

    Durante o defeso, os caranguejos saem das tocas para acasalar e liberar ovos, fase essencial para a continuidade da espécie. Por isso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

    Regras

    A proibição vale para animais vivos, congelados ou processados, inteiros ou em partes. Quem desrespeitar as normas está sujeito às sanções previstas na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008, que incluem multas e demais penalidades civis e administrativas.

    A comercialização da espécie durante o defeso só é permitida a quem apresentar a Declaração de Estoque registrada no Ibama até o último dia útil antes do início do período. Neste ciclo, o prazo é 13 de fevereiro de 2026. O documento deve detalhar os estoques de caranguejos vivos, congelados, pré-cozidos, cozidos, inteiros ou em partes, conforme o formulário anexo à portaria do instituto.

    Segundo o Ibama, o respeito ao defeso é essencial para a sustentabilidade da atividade extrativista e para a preservação dos manguezais, ecossistemas fundamentais ao equilíbrio ambiental e à subsistência de comunidades tradicionais.

  • Assentamento Elizabeth Teixeira: 28 anos de luta pela terra na Paraíba chegam ao fim

    Assentamento Elizabeth Teixeira: 28 anos de luta pela terra na Paraíba chegam ao fim

    O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) formalizou a criação do projeto de assentamento agroextrativista Elizabeth Teixeira, beneficiando 21 famílias da comunidade Barra de Antas, encerrando uma disputa fundiária que atravessou 28 anos na Paraíba. A área de 133 hectares, atualmente ocupada por plantações de cana-de-açúcar, passará a ser explorada por meio de contratos de concessão de uso.

    Foto: Albino Oliveira, Ascom/MDA

    “Isso representa um marco histórico grande na luta na terra e pela terra”, celebra Eduardo da Silva Costa, 46 anos, nascido e criado na região. “Homenagear Elizabeth é uma reparação histórica por tudo que ela passou e sofreu nesse processo histórico das Ligas Camponesas. Nós somos o fruto da resistência e a continuidade de toda essa história.”

    Quem é Elizabeth Teixeira: centenária símbolo da luta pela terra

    Elizabeth Altina Teixeira completou 100 anos em 13 de fevereiro de 2025. Viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, ela assumiu o comando das Ligas Camponesas após o assassinato do marido em abril de 1962. João Pedro Teixeira tornou-se uma das principais lideranças das Ligas Camponesas de Sapé, organização criada nos anos 1950 para combater as violações do latifúndio e defender os direitos dos trabalhadores do campo.

    A morte de João Pedro mobilizou profundamente o campo. Seu enterro reuniu aproximadamente 5.000 camponeses, e centenas de outros se associaram à Liga logo em seguida, totalizando mais de 7.000 filiados ativos contra os latifundiários do estado.

    Foto: Eduarda Vasconcelos

    Elizabeth tinha 37 anos quando perdeu o marido e passou a sofrer as mesmas ameaças. Durante a ditadura militar, foi presa, teve a casa incendiada e viveu na clandestinidade por 17 anos no Rio Grande do Norte, sob o nome falso de Marta Maria, separada dos filhos. Foi reencontrada apenas em 1981 pelo cineasta Eduardo Coutinho, que decidiu retomar o projeto do documentário “Cabra Marcado para Morrer”, iniciado quando João Pedro ainda era vivo.

    Ao se deparar com o corpo de seu companheiro, Elizabeth fez uma promessa histórica: “EU MARCHAREI NA TUA LUTA, JOÃO PEDRO, PRO QUE DER E VIER”. E cumpriu. Elizabeth assumiu a liderança das Ligas Camponesas de Sapé e, posteriormente, de toda a Paraíba, dobrando o número de associados e fortalecendo a participação das mulheres na luta no campo.

    Hoje, Elizabeth Teixeira é a única líder ainda viva das Ligas Camponesas. Ela reside em João Pessoa e, devido a problemas de saúde relacionados à idade avançada, não participará do ato de formalização do assentamento.

    Disputa pela terra: um processo de quase três décadas

    As tentativas do governo federal de criar um assentamento na área começaram há 28 anos, ainda durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). O Incra iniciou um processo para desapropriar a fazenda, alegando improdutividade.

    No entanto, falhas processuais levaram a Justiça a vetar a desapropriação. Como a terra demonstrou ser produtiva e foi desmembrada, tornando-se inviável para desapropriações, o Incra decidiu iniciar uma negociação direta com o proprietário, Sebastião Figueiredo Coutinho.

    “Foram quase dois anos de negociação para convencê-lo”, explica Ivan Sérgio Campos Fontinélli, perito e chefe da Divisão de Obtenção de Terras do Incra na Paraíba. “A primeira vistoria que fiz nessa área foi ainda em 2014, mas o processo não andou.”

    Em 2023, os movimentos sociais voltaram a pressionar o Incra para fazer um acordo com o proprietário por parte do imóvel. O proprietário aceitou vender a área destinada à reforma agrária por R$ 8,3 milhões em 2024, segundo informações do governo federal.

    Localização simbólica

    A terra que será destinada às famílias é vizinha ao Memorial das Ligas e das Lutas Camponesas, onde ficava a casa em que João Pedro Teixeira morava quando foi assassinado. A casa, localizada na comunidade tradicional de Barra de Antas, em Sapé, abriga atualmente o Memorial das Ligas e Lutas Camponesas, museu dedicado à memória das histórias e resistência dos povos do campo.

    “As famílias que serão beneficiadas são aquelas que estão ali acampadas em uma área ao lado há 28 anos”, esclarece Ivan Fontinélli. “Muitas pessoas não estão mais vivas, e seus filhos é que serão assentados”.

    Segundo o perito do Incra, as famílias são formadas por trabalhadores da fazenda que foram expulsos ao longo dos anos. “Eles se sentiam injustiçados, os seus pais expulsos para que se plantasse cana de açúcar. Eles agora vão reverter a área para cultivo alimentar. Era um sonho para eles.”

    O que é um assentamento agroextrativista

    O Incra cria assentamentos agroextrativistas (PAEs) como modelos ambientalmente diferenciados, com foco na sustentabilidade e na preservação ambiental, para reconhecer e regularizar populações tradicionais.

    Foto: Albino Oliveira, Ascom/MDA

    Essas comunidades praticam atividades sustentáveis, incluindo manejo florestal, pesca e extrativismo de recursos naturais. E possuem formas próprias de organização social, cultural e econômica baseadas em práticas tradicionais.

    Diferentemente de outras modalidades de assentamentos criados pelo Incra, nos PAEs não há individualização de lotes. A titulação é coletiva, geralmente por meio da Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), garantindo o uso comum da terra para toda a comunidade.

    Reforma agrária no Brasil atual

    De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, em 2025, o Governo Federal deve assentar 30 mil novas famílias. Totalizando 60 mil até 2026. A criação do assentamento Elizabeth Teixeira faz parte desse esforço nacional de retomada da reforma agrária.

    O presidente do Incra, César Aldrighi, afirmou que a autarquia retomou a reforma agrária, criou 67 assentamentos e adquiriu outras 20 áreas, incluindo a Fazenda Antas Parlamento PB. Portanto, demonstrando o compromisso do governo federal com a questão fundiária.

    O assentamento Elizabeth Teixeira representa não apenas a conquista de um pedaço de terra para 21 famílias. Mas também uma reparação histórica para uma comunidade que há quase três décadas luta pelo direito de permanecer e trabalhar na terra onde nasceram e de onde seus pais foram expulsos.

  • Operação Feira Virtual do Ibama: redes sociais viraram palco para caça

    Operação Feira Virtual do Ibama: redes sociais viraram palco para caça

    Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou mais de R$ 835 mil em multas para combater crimes contra a fauna em Pernambuco e na Paraíba. A Operação Feira Virtual, realizada no início de novembro, autuou 11 pessoas e expôs uma prática criminosa que se beneficia da internet: um dos investigados usava perfis em redes sociais para exibir vídeos de caça e abate de animais silvestres, incentivando publicamente as ilegalidades.

    As equipes do Ibama percorreram municípios de Pernambuco (Arcoverde, Águas Belas e São José do Belmonte) e da Paraíba (Barra de São Miguel). Durante as ações, os fiscais lavraram 18 Autos de Infração por crimes como caça profissional, maus-tratos, exploração de imagem de animais em cativeiro ilegal e comércio de produtos usados na caça.

    Apreensões expõem gravidade dos crimes

    As fiscalizações resultaram na apreensão de 21 animais. Dentre eles, estavam 19 animais silvestres nativos, incluindo papagaios-verdadeiros, jabutis e pássaros, além de dois animais exóticos da espécie ring-neck. Os agentes também confiscaram duas armas de caça, 104 coleiras para cães de caça e 6 quilos de chumbo, material usado para fabricar projéteis ilegais para carabinas de pressão.

    Um dos autuados, que fabricava e vendia esses projéteis, publicava vídeos dos abates. Em um dos registros, um veado-catingueiro foi morto com um disparo a 55 metros de distância.

    Além das autuações presenciais, o Ibama emitiu cinco notificações determinando a remoção de centenas de vídeos e imagens que mostravam caça, maus-tratos e cativeiro ilegal. A medida visa cortar pela raiz a divulgação e a possível monetização de conteúdos que incentivam crimes ambientais.

    Ibama atuou em PE e PB para reprimir caça ilegal, cativeiro e maus-tratos a animais silvestres – Foto: Amaro Fernandes/Ibama/PE

    Os animais silvestres resgatados já retornaram a áreas de soltura compatíveis com seu habitat. Já os animais exóticos seguiram para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Pernambuco, onde recebem cuidados veterinários antes de uma destinação adequada.

    A Operação Feira Virtual continuará em outras regiões do país. Para denunciar a venda ilegal de animais, a população pode ligar para a Ouvidoria do Ibama no telefone 0800 061 8080.

  • Guia de pesca captura piraíba gigante no Rio Araguaia

    Guia de pesca captura piraíba gigante no Rio Araguaia

    O Rio Araguaia, em Luiz Alves (GO), ofereceu mais uma vez o cenário perfeito para uma captura histórica. Caiuã Carvalho, pescador esportivo e guia de pesca de 27 anos, conseguiu fisgar um exemplar gigante de piraíba de 206 centímetros durante um momento de lazer.

    O jovem goiano transformou a experiência pessoal em uma lição valiosa sobre preservação ambiental. “Capturar esse peixe é uma sensação indescritível! Só vivendo aquilo, ali mesmo, para saber”, declarou Caiuã em entrevista à Fish TV.

    Estratégia e paciência definem o sucesso

    A pescaria começou de forma modesta pela manhã. Caiuã e sua equipe focaram apenas nos pequenos exemplares. A tarde trouxe mudança de estratégia: a busca pelos gigantes do Araguaia começou.

    “Em cada ponto, ficamos por volta de uma hora ou mais, esperando pelos peixes”, explicou o pescador. A paciência compensou no segundo ponto visitado. Após cerca de meia hora de espera, o peixe gigante apareceu.

    O exemplar de piraíba impressiona pelas dimensões. Segundo estimativa do experiente pescador, o peixe deve pesar entre 100kg e 120kg. As imagens da captura rapidamente viralizaram nas redes sociais e emocionaram entusiastas da pesca esportiva.

    Mensagem de conscientização ambiental

    Caiuã aproveitou a repercussão para reforçar princípios da pesca sustentável. O guia destacou a importância de devolver os peixes ao seu habitat natural.

    “Quando soltamos um peixe desses, garantimos que ele continue fazendo parte do ecossistema”, afirmou. “Ele ajuda a manter o rio vivo e equilibrado.”

    O pescador deixou um recado direto para a comunidade: “Experimente! Sinta a emoção da captura, registre o momento, e solte o peixe com respeito.”

    Araguaia consolida posição como destino premium

    O Rio Araguaia confirma sua reputação como um dos melhores locais de pesca do Brasil. A região atrai pescadores esportivos de todo o país em busca de exemplares únicos.

    “Você vai perceber que o verdadeiro valor não está em levar, mas em viver aquela experiência”, concluiu Caiuã. “A pesca esportiva é respeito e paixão!”

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  • Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Uma jiboia de grande porte foi flagrada cruzando uma estrada na Caatinga paraibana, em cena que chamou atenção pelo tamanho e comportamento do animal. O vídeo, capturado pelo @caiobernardo0, mostra o réptil percorrendo toda a extensão da via, da margem esquerda à direita, em movimento tranquilo e contínuo.

    A serpente, descrita como “gigante” por especialistas, ocupou praticamente toda a faixa da estrada durante a travessia, evidenciando sua envergadura impressionante. O bioma Caatinga, conhecido por abrigar espécies adaptadas ao clima semiárido, surpreende mais uma vez com a biodiversidade singular — incluindo répteis de porte considerável.

    Importância ecológica

    O episódio reforça a necessidade de preservação da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro que concentra espécies endêmicas e ecossistemas vulneráveis. A presença de jiboias saudáveis no ambiente indica equilíbrio ecológico, já que esses répteis atuam como controladores de populações de roedores e outros pequenos animais.

    Comportamento das jiboias na região

    Registros recentes na Caatinga incluem cenas raras, como grupos de jiboias em período reprodutivo (como o flagrado na Paraíba em 2024), além de fêmeas com dezenas de filhotes — comportamento associado à recuperação energética pós-parto. A jiboia, embora não exerça cuidado parental prolongado, mantém proximidade com a prole nos primeiros momentos.

    Preservar a Caatinga é proteger histórias como esta, que revelam a riqueza natural muitas vezes subestimada do Nordeste brasileiro.

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  • Xand Avião compra égua mais cara do Brasil em leilão de Safadão

    Xand Avião compra égua mais cara do Brasil em leilão de Safadão

    O 6° Leilão Haras WS, realizado em Campina Grande, Paraíba, fez história ao comercializar 50% da égua Cafame Roxa AD por impressionantes R$ 8,52 milhões. Com essa venda, a égua se tornou a mais valorizada do Brasil na categoria Quarto de Milha, atingindo uma avaliação total de R$ 17 milhões.

    O evento, liderado pelo cantor Wesley Safadão, arrecadou mais de R$ 120 milhões em apenas dois dias, superando as expectativas e estabelecendo novos padrões de valorização para a raça.“Foi um sucesso total! Agradeço a todos os envolvidos neste evento histórico”, declarou Safadão. Ele ressaltou a importância do leilão para o crescimento do setor e a valorização dos animais.

    Os novos sócios de Cafame Roxa incluem o cantor Xand Avião, que se destacou ao adquirir metade da propriedade da égua. Juntamente com o JGC Ranch e o Haras AIP, eles firmaram um acordo em 40 parcelas de R$ 213 mil. Essa transação não apenas destaca o valor financeiro, mas também a relevância genética da égua no esporte.

    Xand Avião em meio aos sócios – Reprodução: Instagram – @paulinhodecuca

    Linhagem de sucesso

    Cafame Roxa AD é filha do renomado Silver Wild SLN, conhecido como Roxão, e da égua La Fame. Seu pedigree impressionante garante um potencial reprodutivo excepcional, o que atraiu a atenção de investidores e criadores. “A hora é agora, seja sócio da mais cobiçada do Brasil!”, afirmava uma das publicações sobre o leilão.

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    O evento deste ano foi um marco na história da vaquejada e do Quarto de Milha. Em comparação com edições anteriores, o leilão cresceu significativamente; em 2023, ele arrecadou cerca de R$ 38 milhões. A média por lote também aumentou, consolidando o Haras WS como um dos principais protagonistas do setor.

    Além de Cafame Roxa AD, outros animais com genética superior foram oferecidos no leilão, aumentando ainda mais a competitividade entre os participantes. O sucesso do evento reflete não apenas o valor monetário dos animais, mas também a paixão crescente pelo esporte e pela criação de cavalos no Brasil.

    Reprodução: Tv Vaquejada

    O leilão não só reforçou a importância da genética na criação de cavalos como também destacou a crescente valorização da vaquejada como esporte nacional. Com isso, Wesley Safadão não apenas promoveu um evento lucrativo, mas também solidificou sua posição como um influente empresário no mundo dos equinos.