Tag: Paraguai

  • Capitão do Paraguai e fazendeiro: conheça o lado agro de Gustavo Gómez

    Capitão do Paraguai e fazendeiro: conheça o lado agro de Gustavo Gómez

    Enquanto se prepara para mais uma participação em uma Copa do Mundo, Gustavo Gómez chama atenção não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também pela forte ligação com o agronegócio. Capitão da seleção do Paraguai e maior vencedor da história do Palmeiras, com 13 títulos, o defensor divide sua rotina entre o futebol e os investimentos no meio rural.

    Referência da equipe paraguaia, Gómez integra o elenco que recoloca o Paraguai em uma Copa do Mundo após 16 anos de ausência.

    Agropecuário e fazendeiro

    Longe dos gramados, o atleta também dedica atenção ao setor agropecuário.

    Nos últimos anos, ele passou a acompanhar de perto atividades ligadas ao campo e incorporou o segmento à sua estratégia de investimentos após adquirir uma fazenda em San Juan Bautista, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Assunção, capital paraguaia.

    Jogador leva vida rural no Paraguai — Foto: Reprodução/Instagram

    Gómez não esconde seu entusiasmo. Em entrevista, o jogador contou, em tom descontraído, que ainda precisa desenvolver uma habilidade importante.

    “Eu gosto muito. Estou à disposição para marcar animal, trabalho com os caras, mas uma tarefa que tenho é aprender a cavalgar. Eu sou um fazendeiro que não sabe andar em cima do cavalo. Só de caminhonete (risos). Mas isso é detalhe. É algo totalmente diferente, e eu estou apaixonado hoje por isso. No começo eu não gostava muito de fazendas e tal, mas tudo mudou”.

    Gustavo Gómez é um dos principais jogadores do Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras

    Segundo o defensor, o interesse pelo agronegócio surgiu de maneira gradual e teve influência direta de familiares e amigos ligados à área de veterinária.

    “O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário, todo mundo virou veterinário. Eles sempre ficavam falando. E depois fui conhecendo e aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente bom”.

    No entanto, o foco esportivo segue como prioridade durante o Mundial. Após o compromisso diante dos Estados Unidos, um dos anfitriões da competição ao lado de México e Canadá, a seleção paraguaia ainda enfrentará Turquia e Austrália na disputa por uma vaga na fase mata-mata.

  • Tecnologia no campo impulsiona salto milionário na pecuária leiteira brasileira

    Tecnologia no campo impulsiona salto milionário na pecuária leiteira brasileira

    A Cowmed, empresa brasileira especializada em monitoramento animal e tecnologia para pecuária leiteira, projeta um crescimento de 65% no faturamento em 2026. O avanço deve ocorrer devido ao aumento da procura por soluções de inteligência artificial e ferramentas de gestão voltadas ao agronegócio.

    A expectativa da companhia é encerrar o próximo ano com receita próxima de R$ 30 milhões, valor superior aos cerca de R$ 18 milhões registrados anteriormente.

    Segundo a Cowmed, o crescimento acompanha a modernização das fazendas leiteiras e o avanço da tecnologia no campo. Além disso, a empresa acredita que ainda existe uma ampla margem para expansão no setor.

    Atualmente, cerca de 90% da expansão esperada deve vir do mercado brasileiro. Enquanto isso, os outros 10% devem ser impulsionados pelas operações internacionais já iniciadas em países como Paraguai, México e Uruguai.

    Tecnologia ganha espaço nas fazendas

    O setor leiteiro tem incorporado cada vez mais ferramentas de automação, análise de dados e monitoramento em tempo real. Antes restritas às grandes propriedades, essas soluções agora chegam também aos pequenos e médios produtores.

    Além disso, cooperativas e indústrias passaram a exigir mais controle de qualidade, rastreabilidade e eficiência produtiva. Por isso, o uso de tecnologia deixou de ser apenas diferencial e passou a ocupar um papel estratégico dentro das fazendas.

    A principal solução da Cowmed é uma coleira inteligente equipada com sensores. O dispositivo acompanha o comportamento das vacas em tempo real e envia as informações para um sistema baseado em inteligência artificial.

    Vacas leiteiras monitoradas com a coleira IA — (Foto: Divulgação/Cowmed)

    Segundo Thiago Martins, CEO da empresa, a tecnologia monitora alimentação, ruminação, repouso, atividade física, ofegância e sinais de estresse térmico.

    Além disso, o sistema identifica comportamentos ligados ao cio, um dos principais indicadores reprodutivos dos animais. Dessa forma, o produtor consegue melhorar a eficiência do rebanho e reduzir perdas operacionais.

    Após a coleta, os dados seguem para a nuvem e passam pelo processamento da plataforma de inteligência artificial chamada Vic, desenvolvida pela própria companhia.

    “A plataforma interpreta os dados e emite recomendações operacionais aos produtores, incluindo alertas de saúde, identificação de doenças, gestão de reprodução e otimização de manejo nutricional”, afirmou Martins.

    Atualmente, a Cowmed monitora cerca de 100 mil animais. No entanto, a meta da empresa é alcançar 1 milhão de vacas monitoradas nos próximos cinco anos.

    Modelo por assinatura impulsiona adesão

    Outro fator que favorece o crescimento da tecnologia no campo é o modelo de contratação mais acessível. Em vez de exigir altos investimentos iniciais, a Cowmed oferece o serviço por assinatura mensal.

    Hoje, o custo varia entre R$ 22 e R$ 23 por animal monitorado. Segundo a empresa, esse valor representa entre 1% e 1,5% da receita mensal do produtor.

    Por outro lado, os ganhos podem chegar a até 4% de aumento no faturamento ao longo do tempo. A melhora ocorre devido ao avanço da produtividade, à redução da mortalidade e ao aumento da eficiência reprodutiva.

    A IA interpreta individualmente o comportamento de cada vaca e envia notificações pelo celular sempre que identifica variações bruscas — (Foto: Divulgação/Cowmed)

    Além disso, o monitoramento contínuo ajuda os produtores a anteciparem problemas de saúde nos animais. Assim, o manejo se torna mais eficiente e as perdas diminuem.

    Expansão internacional mira o Paraguai

    A Cowmed também acelera seus planos fora do Brasil. A empresa pretende instalar 5 mil coleiras inteligentes em rebanhos leiteiros do Paraguai até o fim de 2026.

    A iniciativa faz parte de uma parceria com a Rural Makro, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do país.

    Segundo dados da Associação Rural do Paraguai (ARP), o mercado paraguaio possui mais de 12 milhões de cabeças de gado. Dessa maneira, a companhia enxerga grande potencial para expandir suas soluções de inteligência artificial aplicadas ao agronegócio.

    A avaliação da empresa é que o Paraguai ainda apresenta baixa adoção de ferramentas de monitoramento contínuo no campo. Por isso, a expectativa é ampliar rapidamente a presença da tecnologia entre os produtores locais.

    Além disso, a companhia acredita que as soluções podem ajudar fazendeiros a anteciparem diagnósticos, reduzirem perdas e otimizarem ciclos reprodutivos.

    “O desafio não é só levar tecnologia, mas garantir que ela se pague no campo. Em mercados como o paraguaio, a adoção vem quando o produtor enxerga retorno claro, e isso exige consistência de dados e usabilidade”, destacou Martins.

  • Paraguai assina decreto que exige 50% de etanol na mistura dos combustíveis

    Paraguai assina decreto que exige 50% de etanol na mistura dos combustíveis

    O Paraguai acaba de virar a página na sua política energética. O presidente Santiago Peña assinou o decreto que regulamenta a Lei do Etanol, visando impulsionar a industrialização, atrair investimentos e ampliar os empregos na cadeia da cana-de-açúcar.

    A medida estabelece que pelo menos metade do etanol usado na mistura de combustíveis deve ter origem nacional, sinalização clara de proteção ao mercado interno e de valorização do produtor local. Para garantir o cumprimento, o decreto já prevê mecanismos de controle, cronograma de implementação e regime de sanções para quem descumprir as regras.

    Tudo isso com um foco bem definido: priorizar o etanol produzido no próprio país, assegurando que o álcool anidro misturado aos combustíveis fósseis venha, de fato, do campo paraguaio.

    Setor sucroalcooleiro e o movimento paraguaio

    A lógica por trás da medida é criar demanda garantida para o setor sucroalcooleiro paraguaio. A estratégia pretende assegurar demanda contínua para o setor, oferecendo maior previsibilidade aos produtores e consolidando um ambiente de mercado mais estável.

    Além disso, a iniciativa busca estimular um ciclo de crescimento na economia rural, incentivando a industrialização da cana-de-açúcar, agregando valor à produção nacional e reduzindo a dependência de insumos importados.

    Em resumo, o movimento paraguaio chega em um momento em que vários países da América Latina revisitam suas matrizes energéticas e buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O Paraguai posiciona a cana-de-açúcar como componente estratégico da sua política de energia, um caminho que o Brasil já percorreu décadas atrás com o Proálcool e que agora inspira vizinhos.

  • Empresa de genética inaugura central de inseminação suína no Paraguai

    Empresa de genética inaugura central de inseminação suína no Paraguai

    A Topigs Norsvin inaugurou oficialmente uma central de inseminação artificial em Santa Rita, no Paraguai, com investimento superior a R$ 5 milhões. A nova unidade, que iniciou as operações em janeiro, tem capacidade para abrigar 100 reprodutores de alto valor genético e marca um passo estratégico na expansão da empresa na América Latina.

    Diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo. Foto: Divulgação Topigs Norsvin

    Segundo Adauto Canedo, diretor de Negócios da Topigs Norsvin, o projeto reforça a presença da companhia no Cone Sul, com foco no atendimento exclusivo ao mercado interno paraguaio. A cidade de Santa Rita foi escolhida por reunir características climáticas e agronômicas semelhantes ao Oeste do Paraná, o que facilita a logística de grãos e a adaptação técnica das equipes.

    Mercado em expansão

    O investimento acompanha a profissionalização acelerada da suinocultura paraguaia, impulsionada por novas certificações sanitárias internacionais e pelo sistema de compartimentação recentemente implantado. Esses avanços abriram portas para mercados mais exigentes e aumentaram a competitividade do país no cenário regional.

    A central da Topigs Norsvin vai distribuir doses de sêmen de linhagens puras e terminais, atendendo desde grandes integrações,algumas com planos de triplicar o plantel,até produtores independentes em processo de tecnificação. “O Paraguai vive uma fase de transformação. As novas granjas já nascem com alto nível de tecnologia, ambiência e nutrição. Nossa central garante que esses produtores tenham acesso rápido à melhor genética disponível”, destaca Canedo.

    Aceitação acima do esperado

    Embora a inauguração oficial tenha ocorrido em 18 de março, o modelo de comercialização de sêmen superou as metas da empresa antes mesmo da abertura. A diretoria já analisa ampliar a estrutura para atender à crescente demanda. “O Paraguai é um mercado promissor, com estilo de produção próximo ao do Brasil. A receptividade foi excelente, e a expansão da central é apenas questão de tempo”, afirma o executivo.

    Dados da Associação Paraguaia de Criadores de Suínos (ACCP) mostram que o país aumentou as exportações de carne suína de 5 mil toneladas em 2022 para 13 mil toneladas em 2024, um salto superior a 100% em dois anos. A expectativa é que, até 2030, a participação das exportações suba de 15% para 65% da produção nacional, impulsionada pela modernização de granjas e pela expansão industrial.

    Parcerias estratégicas

    Entre os projetos apoiados pela nova central está o plano de expansão da granja Raatz Oleaginosa, principal cliente da Topigs Norsvin no país. A empresa enviará 2 mil matrizes TN70 em duas etapas (fevereiro e abril) para compor um plantel de 11 mil matrizes. Com previsão de chegar a 13 mil em curto prazo. O projeto inclui ainda 100% de reprodutores TN Duroc e aumento do número de avós para multiplicação.

    Canedo ressalta que o Paraguai atrai atenção de empresas internacionais pelo baixo custo de produção, tributação favorável e ampla disponibilidade de terras agrícolas. “O país tem vocação exportadora e acesso facilitado a mercados globais. Com essa central de difusão genética, queremos acelerar o avanço zootécnico dos rebanhos e preparar nossos clientes para atender à demanda mundial por proteína animal”, conclui o executivo.

  • Minas Gerais amplia exportações ao Paraguai

    Minas Gerais amplia exportações ao Paraguai

    Minas Gerais fortaleceu sua presença internacional e impulsionou pequenos produtores locais durante a 4ª Missão Comercial de Minas Gerais ao Paraguai, realizada entre 26 e 28 de novembro, em Assunção. A ação, promovida pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), em parceria com a Embaixada do Brasil, reuniu dez empresas mineiras dos setores de agronegócio e alimentos em uma imersão estratégica no mercado paraguaio.

    Durante três dias de rodadas de negócios, visitas técnicas e encontros institucionais, as empresas mineiras participaram de 86 reuniões com compradores paraguaios, resultando em R$ 103 mil em vendas imediatas e expectativa de R$ 4 milhões em contratos futuros. O resultado reforça a expansão da presença mineira no comércio exterior e amplia as oportunidades para marcas locais com potencial exportador.

    Abertura de mercados e fortalecimento do setor

    Durante a missão, representantes mineiros participaram de uma reunião no Ministério de Indústria e Comércio do Paraguai para compreender as exigências e certificações necessárias à exportação de queijos de Minas Gerais, além de debater práticas de mercado e estratégias para ampliar o acesso do produto ao consumidor paraguaio.

    Segundo o subsecretário de Economia e Política Agropecuária, Gilson Sales, a ação consolida a estratégia de internacionalização das produções mineiras: “Temos qualidade, diversidade e capacidade de atender mercados exigentes. Quando aproximamos nossos produtores de compradores internacionais, fortalecemos toda a cadeia produtiva. O Paraguai é um mercado em expansão e também uma porta de entrada para a América Latina”, afirmou.

    Cachaça e produtos mineiros ganham visibilidade

    Entre as empresas participantes, a Cachaça Terra do Zebu, de Uberaba, foi destaque. O representante da marca, Murilo Henrique, celebrou a primeira participação internacional da empresa, que fechou um contrato de US$ 6 mil. E perspectiva de chegar a até US$ 30 mil em novos negócios.

    “Ir com o apoio do Governo de Minas nos deu credibilidade e abriu oportunidades que dificilmente teríamos sozinhos. Foi um divisor de águas para nossa marca”, destacou.

    A comitiva mineira contou ainda com produtores de cafés especiais, alimentos plant-based, geleias artesanais, pães de queijo, temperos e frutas desidratadas. Além de representantes da Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (APACS), que reúne 26 produtores da bebida símbolo de Minas Gerais.

    Mercado paraguaio em expansão

    O Paraguai tem ampliado o consumo de alimentos e bebidas premium, abrindo espaço para produtos de maior valor agregado. Atualmente, Minas Gerais exporta cerca de US$ 35 milhões ao país, o que faz do estado o quinto maior exportador brasileiro para o mercado paraguaio.

    A programação da missão incluiu seminários sobre o mercado local, visitas a redes de supermercados importadores e rodadas de negócios com distribuidores. Além de reuniões com autoridades paraguaias para discutir tendências e oportunidades para pequenos e médios empreendedores.

  • Para expandir negócios rurais, Ratinho agora é paraguaio

    Para expandir negócios rurais, Ratinho agora é paraguaio

    O apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, anunciou que conquistou a cidadania paraguaia nesta semana. O comunicador justificou a decisão como estratégia para “novos negócios e oportunidades empresariais”, conforme declarou em vídeo publicado no Instagram na terça-feira (28).

    A revelação gerou debate nas redes sociais e levantou especulações sobre uma possível transferência definitiva para o país vizinho. Ratinho, no entanto, esclareceu que a mudança visa exclusivamente investimentos no setor rural.

    Vantagens fiscais motivam decisão do empresário

    “No Paraguai, eu só fui comprar terra. Comprar terra no Paraguai oferece mais vantagens do que no Brasil hoje”, afirmou o apresentador. Ele explicou que o país exige cidadania para a aquisição de propriedades rurais, semelhante ao sistema de Green Card nos Estados Unidos.

    O dono de um império estimado em R$ 1 bilhão pelo portal iG já possui investimentos diversificados em fazendas, criação de gado, emissoras de rádio e televisão. Agora, o comunicador expande seus negócios para além das fronteiras brasileiras.

    Paraguai atrai empresários brasileiros com tributação reduzida

    A opção pela cidadania paraguaia tem atraído cada vez mais empresários brasileiros. O portal TaxMove classifica o Paraguai como “um paraíso fiscal legal perfeito”, devido à carga tributária reduzida e à segurança jurídica.

    O país oferece dois caminhos para a cidadania: por residência, que exige mais de três anos no território e comprovação de atividade profissional; ou por investimento, destinado a proprietários de empresas no Paraguai. A segunda opção requer investimento mínimo de 70 mil dólares (cerca de R$ 374 mil).

    TST condenou Ratinho por irregularidades trabalhistas em 2016

    O sucesso empresarial de Ratinho, porém, carrega polêmicas judiciais. Em 2016, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou o apresentador a pagar R$ 200 mil em danos morais coletivos por irregularidades na Fazenda Esplanada, de sua propriedade, em Limeira do Oeste (MG).

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) encontrou cerca de 269 trabalhadores em condições precárias na propriedade. As irregularidades incluíam falta de equipamentos de segurança adequados, ausência de locais apropriados para refeições e alojamentos inadequados.

    Tribunal identificou trabalho análogo à escravidão

    O TST apontou “inobservância de normas trabalhistas relativas à saúde e segurança do trabalho” e contratações irregulares através de intermediários, os chamados “gatos”. Segundo o Diário de Pernambuco, trabalhadores relataram que faziam refeições em banheiros e lavouras. O tribunal classificou a situação como análoga à escravidão.

    O advogado de Ratinho, Rodrigo Puppi Bastos, defendeu na época que a fazenda possuía um “local de vivência” e que os funcionários recebiam equipamentos de proteção individual (EPI). A defesa alegou que todos os trabalhadores tinham registro formal e classificou a ação do MPT como “indignação moral” sem provas de dano efetivo.

    O TST, porém, manteve a condenação após os recursos. O relator, ministro Caputo Bastos, considerou que a gravidade das condições justificava o reconhecimento do dano moral coletivo.

    A assessoria de Ratinho divulgou nota afirmando que o apresentador “se submete integralmente às leis trabalhistas e tem profundo respeito por seus colaboradores, especialmente em razão de sua própria história de vida”.

    Segundo informações oficiais do TST, a defesa manifestou intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas não há registro público de que o processo tenha sido apreciado pela Corte. A condenação permanece válida nas instâncias superiores.

  • JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    A gigante global de alimentos JBS anunciou um investimento de US$ 70 milhões para expandir sua produção de frangos no Paraguai. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (02/10) durante a visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara, subsidiária do grupo, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

    Este movimento marca a volta da JBS ao Paraguai após a empresa ter vendido seus abatedouros de bovinos no país para a concorrente Minerva, em 2017.

    Aquisição e expansão

    O primeiro passo deste novo ciclo de investimentos foi a aquisição da marca paraguaia Pollos Amanecer, que inclui uma fábrica de processamento localizada no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia, também conhecido como Campo 9, no departamento de Caaguazú. A unidade está situada em uma das principais regiões agrícolas do país, com fácil acesso a grãos e a menos de 200 km das três maiores cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

    A JBS planeja realizar obras de ampliação e modernização na planta. Após a conclusão, a fábrica terá capacidade para processar 100 mil aves por dia. A empresa mantém o fornecimento ao mercado interno paraguaio e tem como novo objetivo iniciar as exportações para o mercado internacional.

    Geração de empregos e crescimento

    O investimento deve gerar cerca de 1.100 empregos diretos quando a fábrica estiver operando em sua capacidade total. O complexo produtivo será ampliado para incluir 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

    Foto: divulgação JBS

    O plano de expansão é ambicioso. Atualmente a operação funciona com aves criadas em 19 galpões, e a meta é chegar a 139 galpões após a conclusão das obras.

    Estratégia global

    Em nota, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que o Paraguai oferece condições favoráveis para o desenvolvimento da avicultura. Ele afirmou que o investimento reforça a estratégia da companhia para aumentar sua competitividade e diversificação.

    “Estamos confiantes de que essa operação será um motor de crescimento para o país. Gerando emprego, renda e produtos de alta qualidade para o mercado global, acelerando a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, disse Tomazoni.

    Durante o evento, o acionista da J&F, Wesley Batista, reforçou a confiança no governo paraguaio e a visão de construir um complexo industrial integrado e relevante no país.

  • Brasil abre novos mercados na Argentina e no Paraguai

    Brasil abre novos mercados na Argentina e no Paraguai

    O Brasil ampliou o acesso de seus produtos agropecuários na Argentina e no Paraguai. Os governos concluíram negociações sanitárias e fitossanitárias.

    Argentina

    Na Argentina, o Brasil obteve autorização para exportar ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos in natura.
    As novas aberturas fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, que são os principais parceiros no âmbito do Mercosul. Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina possui um mercado “pet” em expansão, com demanda crescente em nutrição animal.

    Na cadeia suinícola, a abertura cria oportunidades para cortes menos consumidos internamente, ampliando a receita do setor produtivo brasileiro.

    Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para café e cacau.

    Paraguai

    Foto: divulgação – Mapa

    No Paraguai, o Brasil obteve autorização para exportar chia em grãos. A negociação representa avanço para pequenos e médios produtores.

    Os produtores do Centro-Oeste, oeste do Paraná e noroeste gaúcho poderão ampliar negócios com a demanda paraguaia por chia. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 963 milhões em produtos agropecuários para o Paraguai, com forte participação regional.

    Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcançou 426 aberturas de mercado desde o início de 2023, ampliando oportunidades internacionais.

  • Chocolate pode ficar mais barato após acordo de livre comércio

    Chocolate pode ficar mais barato após acordo de livre comércio

    O Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) fecharam nesta semana em Buenos Aires, um acordo de livre comércio entre os dois blocos. As negociações entre o Mercosul e o EFTA foram lançadas em janeiro de 2017.

    O acordo cria uma zona de livre comércio com aproximadamente 300 milhões de consumidores. O PIB combinado das duas regiões supera US$ 4,3 trilhões.

    O Mercosul reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. A EFTA inclui Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Este é o terceiro acordo comercial importante do Mercosul, após Singapura em 2023 e União Europeia em 2024.

    Eliminação total de tarifas industriais

    O Brasil terá eliminação imediata das tarifas aplicadas à importação de 100% do universo industrial pelos países da EFTA. A EFTA eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor do acordo.

    Os produtos agrícolas terão desde livre comércio até acesso a um conjunto de quotas de importação. O Mercosul terá livre comércio com a Suíça para café torrado, álcool etílico, suco de laranja, fumo não manufaturado, melões, bananas, uvas frescas, amêndoa e manteiga de cacau.

    Os famosos chocolates suíços foram liberados por meio de quotas, mas podem chegar mais baratos aos consumidores latinos. Os chocolates suíços hoje pagam 20% de imposto para entrar no Mercosul.

    Com o acordo, as importações do produto dentro de um volume a ser anunciado terão tarifa zero. Esta medida beneficiará diretamente os consumidores sul-americanos.

    Quotas preferenciais para produtos agrícolas

    O acordo estabelece quotas preferenciais para diversos produtos:

    • Milho: até 8.000 toneladas por ano
    • Carne bovina: 3.000 toneladas
    • Óleos vegetais: até 3.000 toneladas
    • Vinho tinto: 50 mil hectolitros

    Os produtos do bloco podem disputar também as quotas que os países têm na OMC (Organização Mundial do Comércio). Além das 8.000 toneladas anuais de carne bovina, os países podem competir para exportar dentro da cota de 22,5 mil toneladas que a Suíça tem na organização.

    Cronograma de redução gradual

    A negociação prevê um cronograma de redução de tarifas para chegar a zero em até 15 anos. Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações.

    A assinatura final deve demorar alguns meses. Pois agora o texto precisa ser aprovado pelos Parlamentos de todos os países. Os próximos passos incluem verificação das questões jurídicas do acordo, aprovação nos respectivos parlamentos e ratificação do Executivo.

    Segundo porta-vozes do Itamaraty, o entendimento entre os países é bem-vindo em um contexto internacional de crescente protecionismo e unilateralismo comercial. Os países da EFTA têm grande poder de compra, ainda que sem a mesma escala da União Europeia.

    Modernização das cadeias produtivas

    O acordo deve servir como plataforma para aumentar a internacionalização dos países da América do Sul e agregar valor aos produtos locais. Também pode ajudar a modernizar as cadeias produtivas, sobretudo a partir da tecnologia de Suíça e Noruega.

    Ao contrário do acordo Mercosul-UE, não se espera resistências dos europeus, já que os quatro países do EFTA são todos favoráveis. Esta característica torna a implementação do acordo mais provável e ágil.

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  • Laços do Agro conecta agricultores familiares no Paraguai

    Laços do Agro conecta agricultores familiares no Paraguai

    A plataforma Laços do Agro, desenvolvida no Paraná, está pronta para cruzar fronteiras e impulsionar a agricultura familiar no Paraguai. Em parceria com o município de Doctor Juan León Mallorquín e a Universidade Privada del Este (UPE), o aplicativo vai conectar pequenos produtores à cadeia de abastecimento, fortalecendo a economia local e promovendo a sustentabilidade.

    O Laços do Agro é uma solução digital que conecta produtores rurais, cooperativas e técnicos, facilitando a comercialização e a gestão eficiente da produção. Além de auxiliar na venda dos produtos, a plataforma oferece recursos como planejamento de plantio, gestão de contratos e monitoramento de produtividade. Tudo isso é acessível pelo celular, com um layout amigável e intuitivo.

    Impacto na agricultura familiar

    A agricultura familiar é crucial para a segurança alimentar, respondendo por cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). No Paraguai, essa tecnologia promete impulsionar a economia rural, melhorar a produtividade e abrir novas oportunidades de emprego e renda.

    A ideia de levar o Laços do Agro ao Paraguai surgiu durante o Summit Iguassu Valley, onde um professor da UPE identificou o potencial da tecnologia para transformar a realidade agrícola de Mallorquín. Juntos, Laços do Agro e UPE criaram um plano piloto para conectar pequenos produtores a mercados mais amplos, melhorando suas condições de trabalho e produção.

    Futuro da agricultura familiar

    A expansão do Laços do Agro para o Paraguai marca o início de uma nova era para a agricultura familiar na América Latina. Com o avanço da tecnologia e o fortalecimento das conexões entre produtores e mercados, o projeto reafirma o compromisso do Grupo SWA em promover inovação e sustentabilidade.

    Leandro Scalabrin, CEO do Grupo SWA. Divulgação

    Para Leandro Scalabrin, CEO do Grupo SWA, empresa de tecnologia responsável pelo desenvolvimento do aplicativo, essa iniciativa representa não apenas um marco para a empresa. Mas também um avanço importante para a agricultura familiar na América Latina. “Estamos exportando não apenas inovação. Mas um conceito de sustentabilidade que fortalece economias locais e transforma vidas no campo. Mostrando que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa no enfrentamento dos desafios do campo”, afirma Scalabrin.

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